Torque.
8 Capítulo 7 - Insegura
Notas iniciais
Insegura.
.
.
.
.
Assim que Sakura pôs o pé para fora da estalagem, uma forte insegurança lhe abateu, e não era a primeira vez que isso acontecia desde que se deparara com Sasuke;
Olhou em volta, instantaneamente se sentindo estúpida por ter se distraído com aquele sentimento nostálgico, mas ainda sim lívido de precisar ser protegida forçou-se a deixá-lo de lado e se pôs a andar, ainda que continuasse a resmungar coisas incoerentes.
Assim que alcançou o pátio, estudou rapidamente o local, ao que pareceu ser um vilarejo, que possuía apenas algumas atividades comerciais e algumas casas humildes. Ao que aparentava, não havia muito para olhar e consequentemente não haveria perigo por ali.
Já conhecendo mais ou menos o perímetro, se sentiu confiante o bastante para se concentrar no seu objetivo de conseguir informações, e ao ver uma mulher idosa carregar as sacolas com dificuldade, ela viu uma oportunidade de ouro.
“– Olá, quer ajuda?”
Apesar de a mulher lhe lançar um longo olhar de desconfiança ao fitar seu hitaiate, acabou por oferecer-lhe um sorriso logo após.
“– Sim, eu adoraria.”
No caminho, vendo que a senhora já havia relaxado visivelmente, Sakura começou a falar.
“– Aqui parece um vilarejo bem pacato...”
“– Oh sim, é muito raro ver ninjas como você por aqui. Você vem de Konoha, sim?” – Falou a mulher, um pouco rápido demais para Sakura.
“– Sim.”
“– O que faz tão longe de casa?” – A mulher perguntou fingindo descaso, mas aparentava estar com medo.
“– Estou procurando por um amigo. Falando nisso, a senhora por acaso não viu um menino de macacão laranja por aqui?” – Sakura foi bem direta. A mulher parou por um momento, aparentemente tentando se lembrar, porém o medo era óbvio já que ela continuava a dar olhadas furtivas para trás.
“– Não, querida. Sinto muito.” – Respondeu após um momento.
A idosa deu uma olhadela para a menina, estava visivelmente impaciente e nervosa. Sakura se perguntou se aquele pequeno vilarejo poderia estar escondendo algum esquema que possivelmente o sistema militar ninja estaria envolvido, mas decidiu que não era da sua conta, tinha que se concentrar em Naruto.
Assim que chegaram na modesta casa de madeira da senhora, a mesma correu para dentro da mesma, impedindo a entrada da kunoichi, juntamente com qualquer possibilidade de investigar a casa dela.
“– Bem chegamos. Obrigada querida, infelizmente não tenho nenhum dinheiro para te recompensar...”
“– N-não há necessidade...” – Começou Sakura desconfortável.
A velhinha carismática lhe deu um último sorriso antes de fechar a porta, que Sakura rapidamente interceptou.
“– Na verdade, eu gostaria de informações.”
Então a expressão da mulher mudou rapidamente, passando de nervosa para horrorizada.
“– N-n-não posso lhe ajudar, sinto muito.”
“– Por favor, senhora, você não viu mesmo nenhum ninja passar por aqui? Algum ninja suspeito?”
“– Desculpe-me criança, não posso ajudar.”
Sakura cogitou tentar entrar na casa da velha a força, mas isso só lhe daria desvantagem, então deu um último olhar para a mulher antes de deixa-la fechar a porta. Assim que viu que ali não conseguiria nenhuma informação, já que os passantes eram raros, deu meia volta e decidiu procurar por ervas.
“– Espere moça.” – A velha lhe chamou.
Sakura olhou a mulher com descrença. Depois de tudo que ela lhe falara, ela iria mesmo ajuda-la.
“– Eu vi, já faz uns cinco dias, três homens encapuzados passando por aqui.” – Ela sussurrou rapidamente, ao ver que ela não acabara, Sakura aguardou, esperançosa.
“– Eles geralmente só passam por aqui, e vão para Iwa, onde está concentrada a maioria das atividades do país.” – Terminou a mulher, fechando a porta em seguida.
Apesar de não saber se a mulher podia escutá-la, Sakura agradeceu e se pôs a andar. Já tinha as informações necessárias para seguir adiante, agora só faltava se dirigir a Iwagakure no Sato.
‘– Quem diria, fui parar no País da Terra.’
.
.
.
.
Karin fitava sem realmente ver o céu de fim de tarde enquanto descartava os curativos usados de Sasuke; nos últimos trinta minutos, ela estava pensativa, fazendo um breve resumo mental dos recentes eventos, esses que a deixavam cada vez mais insegura de tudo que eles haviam planejado e isso a perturbava. Olhou para o nukenin, que se mostrava alheio ao que se passava:
“– Acha mesmo que a rosinha vai voltar?” – A ruiva murmurou, mais para tirá-lo daquela letargia do que para saber o que de fato ele pensava.
“– Não espero que ela volte.” – Ele a olhou esboçando um meio sorriso.
Karin o fitou confusa, sentindo suas bochechas queimarem apesar de não entender totalmente o que ele quis dizer. Já o nukenin se recostou na almofada e inspirou profundamente, e a ruiva se perguntou se ele estaria com dor, mas como havia acontecido nas últimas cinco vezes que perguntara, ele dizia que estava bem.
Então, vendo que não havia mais nada a fazer, se dirigiu para a varanda para tomar um ar.
“– Pensando em fugir?”
Karin se sobressaltou, batendo em Suigetsu num ato de reflexo, mas como era de se esperar do espadachin de Kirigakure, o seu rosto se transformou em água para depois voltar a forma original.
“– Ah, obrigado por isso. Me fez esquecer a ideia de querer fugir com você...” – Disse dando um sorriso sarcástico, antes de se apoiar na grade do lado da ruiva.
“– Humph. Se quiser fugir, vá sozinho.” – Murmurou.
“– Não acho que me acostumaria com a condição de lobo solitário...” – Falou, irritando a ruiva.
“– De qualquer maneira não nos aguentaríamos nem por cinco minutos.”
“– Subestima meu auto-controle.”
“– E de qualquer maneira... não posso. Mesmo se eu quisesse.” – Falou a ninja, subitamente séria.
Anos de uma amizade conturbada fez Suigetsu aderir um pouquinho de empatia pela companheira, e naquele momento percebeu o quão emocionalmente abalada ela estava. E ele acreditava que o motivo não era Sasuke, mas sim uma ninja desaforada. Karin simplesmente não queria se dar por vencida, assim pensou Suigetsu.
‘– Mulheres...tsc.’
Por um momento cogitou em confortá-la de alguma maneira, mas era quase certo que ela lhe daria um belo soco como agradecimento.
“– Sabe... ela parece bem competente.” – Falou, tentando descobrir se era mesmo a ninja de Konoha que a afligia.
“– O quê?" — Elaexclamou, não entendendo. Suigetsu suspirou, concluindo que não era mesmo a med-nin que a incomodava, e apesar de ter distraído momentaneamente a parceira do que quer que estivesse a afligi-la, ele acabou por ficar mais curioso para saber o real motivo daquele desconforto.
"– Oh, espere... Aquela coisa... Competente? Por favor Suigetsu, espero que pelo menos ela seja do seu tipo, quem sabe você não vivem um conto de fadas e tenham filhos com cabelos cor-de-rosa?” – Karin urrou, sarcástica.
Suigetsu era mesmo inconveniente, pensou. Tentando ignorar o gosto amargo que sentiu na boca ao ouvir o nome dela sendo murmurado pelos lábios do Suigetsu, na verdade o nome dela soava errado na boca de todos os seus companheiros, e com isso em mente, deu as costas ao ninja.
‘– é ainda mais patético.’
Procurando se distanciar do espadachin, a ruiva entrou novamente no quarto para trocar os curativos de Sasuke, porém assim que o viu, sentiu uma pontada de pânico ao ver a situação em que o mesmo se encontrava.
“– Su-sui-suigetsu!”
.
.
.
.
Continua...
Fale com o autor