Torque.

2 Capítulo 1 - Perdida


Notas iniciais
Hey guys! Como estão? Eis aqui mais um capítulo feito com amor, awn, hahahaha. Agradeço a todos que deixaram reviews (Trouble., Sam, Hinaru Uzumaki Hyuuga, Lu Hime, Zoey, Pamy, Jusamurai e Daniela Miih), esse capítulo é dedicado á vocês ♥!

“E então sinto as paredes de minha zona de conforto caírem, os monstros estão preparados para atacar.
E entre eles, vejo você.”

Capítulo 1

Pessimismo.

Haruno, Sakura.

Ao abrir os olhos as únicas coisas que eu conseguia sentir era minha cabeça latejando e gosto de sangue em minha boca.
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A primeira coisa que fiz quando recobrei a consciência foi tentar me situar, olhei para todos os lados a procura de algo que me desse uma mísera pista de onde eu estava; porém nada meramente familiar existia ali, no que eu podia jurar que era um quarto.



Eu nem sequer me lembrava de como havia chegado ali, a última coisa de que me recordava, era estar indo atrás de Naruto, e ter tido que lutar com um ninja de olhos diferentes. Então, pela quantidade ínfima de informações, eu precisava encontrar um jeito de descobrir onde e como havia parado ali.

Como era de praxe, levantei-me rapidamente para avaliar o local, o quê foi uma má ideia para alguém que havia acabado de acordar de um sono de tempo indefinido induzido por uma droga.

Então ainda zonza, fui seca e acabei batendo em uma mesa até então escondida, ou seria uma espécie de escrivaninha? Eu não saberia definir. Em cima dela, havia uma placa de metal e um conjunto de roupa descolorido e já gasto dobrado.

Eram trajes de prisioneiros?

Senti uma pontada forte no coração quando percebi as peças do quebra-cabeça de como eu havia chegado ali se juntando lentamente.

“– E posso até ganhar uma graninha. Quem diria, você vai acabar me ajudando” — Repetiu a voz do ninja com quem eu havia lutado, no fundo de minha mente.

Ele tinha me vendido.

‘ – Maldito!’

Senti um arrepio ao me dar conta da enrascada em que tinha me metido. E como para reforçar minha teoria, uma voz grave ecoou do outro lado da única porta que havia no recinto:

“ – Hey, horário de almoço”

Sim, definitivamente estava com sérios problemas, assim como Tsunade havia alertado.

“ –220, responda!” – Insistiu o homem do outro lado.

Pensei em uma estratégia para pelo menos conseguir sair do quarto sem precisar fazer um estardalhaço, depois me decidiria em como fugiria do local. Conclui que se era um lugar para prisioneiros, logo era afastado da civilização e pelo pouco barulho, poderia jurar que era subterrâneo. O quê não melhorava minha situação em nada.

“ –220! Responda ou terei que entrar e te fazer responder”

‘- 220? Não sou nenhum animal.’ – Pensei. Que espécie de sistema existia nessa pocilga?

E então, como um clique, eu já sabia como iria sair daqui.

“ – Você pediu” – O homem falou seguido pelo tilintar do que pareceu ser chaves. Rapidamente peguei o uniforme e a placa de cima da escrivaninha e me posicionei atrás do cabideiro de metal que havia ao lado da porta pouco antes do ninja adentrar.

‘- Um tanto clichê, mas por falta de alternativa e de chakra, vai ter que ser isso mesmo. ’ – Pensei. Então o homem entrou, na verdade, o quê deu passagem a ele foi uma espécie de bastão que continha energia elétrica o suficiente para derrubar um cavalo.

Preparei tudo e fiz o jutsu com o restante de chakra que eu tinha antes que ele apontasse aquela coisa em minha direção.

“ – 220? Saia de onde está imediatamente.”

Respirei fundo, e exclamei:

“ – Aqui!”

Como eu já havia previsto o homem mais que rapidamente virou o bastão para onde eu estava; no mesmo instante, ele revelou um sorriso triunfante ao perceber que tinha me atingido, porém ele não esperava um nuvem de poeira revelando um cabideiro de metal no lugar do meu suposto cadáver e um bem executado Kawarimi no Jutsu.

“ – Mas o quê?”

Aproveitando a deixa, pulei em meio a poeira segurando firme a odiosa placa que no momento era minha identificação como prisioneira e cortei o ar em direção ao pescoço do ninja.

Como não era minha intenção mata-lo, ele apenas caiu impressionado com a quantidade de sangue que estava saindo. Enquanto tentava procurar algo para estancar o sangramento, peguei a chave e fui em direção a porta.

Porém, em minha situação atual, sair com minhas roupas de ninja de Konohagakure e toda manchada de sangue ia chamar muita atenção e eu aposto que não iria ganhar muita popularidade entre os outros presos; por esse motivo voltei e troquei-as pelo conjunto imundo que estava em cima da escrivaninha e em um último ato de caridade, rasguei um pedaço de minha saia e dei para o ninja amarrar no pescoço.

“ – Considere-se com sorte.” – Murmurei para o homem que me olhava espantado.

Fui em direção a porta antes que pudesse mudar de ideia. Tranquei o homem lá dentro para que não criasse problemas para mim no futuro. E saí, me deparando com um corredor com pouca iluminação.

Eu já tinha conseguido escapar de um dos dormitórios, agora eu tinha que buscar um jeito de sair mesmo daquela pocilga.
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Já havia se passado horas desde que saí do quarto, e só o que eu acreditava ter feito desde então, foi andar em círculos naqueles corredores infinitos e escuros.

E havia algo nos padrões desenhados nas paredes que me era familiar... Porém o efeito da droga estava nublando minha capacidade de concentração, sem falar na tontura ainda presente.

Ouvi vozes ecoando do fundo do corredor, e imediatamente me pus a procurar um nicho ou um lugar suficientemente escuro para me esconder. Algo me dizia que não seria nada agradável ser encontrada fora do meu “quarto”.

Corri até a virada do corredor e apaguei a primeira tocha.

“ – Acha que o mimadinho dá conta?” – Falou uma voz de homem.

“ – Não se atreva a falar isso dele, seu idiota. Você não chega nem aos pés de ser um ninja do nível dele.” –Respondeu uma voz estridente de mulher.

Percebi que eles estavam se aproximando e que cedo ou tarde eu iria ser descoberta, então por falta de opção, segui pelo corredor e entrei na primeira porta que encontrei. Era um pouco mais pesada que a porta do quarto em que eu estava, fiquei pensando qual seria a diferença entre ambas...

“ – Ah, é uma mulher.”

Petrifiquei depois que ouvi uma voz rouca e bastante sombria do outro lado do aposento, pensei em abrir a porta e voltar pro corredor, para assim poder continuar a procurar um jeito de escapar ou quem sabe um quarto que esteja vazio para poder me esconder. Infelizmente já era tarde; uma espécie de conjunto de garras me impediu assim que eu coloquei a mão na maçaneta.

Sem saída, virei-me lentamente para o grande quarto e para o homem que agora me encarava; ele era ruivo e os olhos estavam estranhos, com as pupilas amarelas e com a esclera preta, de algum modo isso me lembrou de alguém, e surpreendentemente não fiquei com medo, mesmo sabendo que devia estar aterrorizada.

“ – É uma pena acabar com a vida de uma garota tão bonita”

Antes que eu tivesse alguma espécie de reação, ele segurou-me com aquela espécie de braço feito de garras e apertou, senti todos os meus músculos sendo esmagados, se eu não saísse daquele “abraço” logo, em pouco tempo meus ossos quebrariam.

Eu estava em perigo, e não havia ninguém pra me ajudar. Estava sem chakra, e ainda levemente zonza, não saberia por quanto tempo conseguiria ficar consciente.

Esperando o próximo ataque fechei os olhos, e foi aí que ele me lançou contra a parede com uma intensidade que eu senti que iria desmaiar. O homem vendo meu estado soltou uma risada dissimulada, antes de olhar diretamente para mim com o que pareceu um escárnio palpável.

“ – Você está me entediando, vamos logo terminar com isso”

Diante disso, e da cruel realidade de que eu poderia morrer sem ter salvo Naruto, encontrei uma força até inexistente em mim e rolei para o lado bem a tempo de escapar do soco que ele deu na parede, a estilhaçando.

“ – Mas ora, está começando a agir. Bem, começaremos os jogos.”

Ele veio com aquele braço para cima de mim novamente, e dessa vez eu estava preparada, desviei do ataque, me abaixando, concentrei chakra na minha mão enquanto passava debaixo do membro e soquei o abdômen dele com toda a força que restava, lançando-o até o outro extremo do quarto.

Enquanto a poeira baixava, pude vislumbrar alguma coisa crescendo, quando consegui vê-lo completamente, me assustei ao perceber que agora não só o braço, mas todo o corpo tinha sofrido uma espécie de metamorfose. Assim como...

‘ – Não é possível.’

E então eu sabia onde estava.

“ – Estou no covil do Orochimaru, não é?”

“ – Não tenho tempo para perguntas, garotinha. Tenho... que... mata-la”


Senti um arrepio correr pelo meu corpo quando percebi que a voz também tinha se modificado, agora parecia algo quase demoníaco. Sem notar que havia me distraído além do necessário, acabei por baixar a guarda, ao encontrar uma brecha ele veio mais uma vez para cima de mim, me dando um soco certeiro no rosto.

Caí no chão com um estrondo, e acabei por não ver que a porta se abria. Jogada contra a parede, eu já começava a me conformar que eu morreria ali. Olhei para o meu agressor, que vinha em minha direção.

“ – Isso foi... intrigante.”

Então, de maneira inesperada duas cobras surgiram de cada lado da criatura, a amarrando de um jeito que conseguiu imobilizá-lo por completo.

“ – Vejo que arranjou um novo brinquedinho, Juugo”

Olhei para a porta e com esforço, visualizei duas silhuetas. O primeiro homem que entrou era tão estranho quanto ao ninja em que eu estava lutando, com uma aparência incomum carregando uma espada enorme que parecia ter o mesmo peso que ele.

“ – Você não aprende mesmo, Juugo” – Continuou o ninja, para então virar em minha direção, se espantando logo em seguida.

“ – É uma ninja de Konoha!” – Exclamou, e eu me lembrei que tinha esquecido de tirar a bandana da vila.

‘ – Burra, burra, burra’ – Pensei, enquanto a outra silhueta adentrava o local, revelando a última pessoa que eu gostaria que me visse daquele jeito.

“ – Sakura.” – Murmurou.

Sem aguentar mais, fiquei inconsciente, e agradeci a meu corpo por isso.

Notas finais
Uhhh, bem tenso né gente? Espero que tenham lido até o final, mimimimi, e se tiver alguém restando ainda, espero que tenha gostado, e se gostaram deixem reviews!
E outra, espero ter feito o Juugo fiel ao mangá, nunca prestei muita atenção nos trejeitos dele, sorry :( Enfim, se tiver qualquer personagem meio ooc, peço que me avisem! Beijos a todos.