Torn
3 O\'que somos?
Notas iniciais
Boa leitura
Chegamos na sala e a aula já havia começado, ou seja eu levei um sermão e Michel foi apresentado na frente da turma. As garotas soltavam risinhos e cochichavam e os garotos olhavam debochados, acho que ele já estava acostumado com isso. Sr. Yoko o colocou ao meu lado já que eu o conhecia e poderia ajuda-lo, mas logo apareceu Heyna.
- Oi, sou Heyna mas pode me chamar do que quiser. — ela disse sorrindo
- Sou Michel. — ele sorriu largo enquanto colocava o jaleco.
- Oh, Angela se importa de trocar de dupla comigo? — ela disse me fitando.
- Se Michel concordar eu não me importo. — seria legal ele se enturmar.
Ele me olhou vermelho e balançou a cabeça negativamente mordendo os lábios.
- Desculpe Hy. — disse á ela e voltando ao projeto
- O-ok. — ela sorriu forçado e voltou para sua dupla que por acaso era... Joe? Porque eu não ví quem era antes de falar aquela bobagem, se Michel não tivesse negado eu estaria ferrada.
- Obrigada. — disse a ele em um tom baixo. — aquele lá é meu ex-namorado, eu não queria fazer dupla com ele.
- Ah, que tenso. Mas eu não quero fazer amizade com garotas daquele tipo, me desculpe se você é amiga dela. — ele disse misturando o cloreto de sódio ao bário.
- Tudo bem. — disse seca.
Assim que o sinal tocou Michel olhou seu horário.
-Oh, onde fica a sala de história?
- Professor Shanne?
Ele fez que sim.
- Sala 208 no final do corredor. — sorri e peguei minha mochila
Caminhamos juntos e eu lhe mostrei seu armário e fui em direção ao meu, o armário de Michel era ao lado do de Joe não queria ficar lá e correr o risco de encontra-lo.
- Angela? Hellou? Tá aí? — Hanna disse parando na minha frente.
- To, oque você quer? — disse a encarando
- Ah, Maia ta colocando as garras em Michel cara oque eu faço? — ela disse abrindo o armário
- Eu não sei, briga com ela como sempre. — disse dando de ombros enquanto pegava meu livro de matemática.
- Ah custa me ajudar? Você conhece ele, oque ele gosta? — ela disse manhosa
- É tão importante assim você ficar com ele? — disse fechando o armário e a fitando.
- Sim.
- Ele gosta de rock, bandas como The Maine, The Summer Set, Parachute, Pierce The Veil, BVB. Ele é bem indie.
- Nossa eu não gosto de nada disso.
- Eu sei, você é toda cor de rosa. — disse bufando.
- Mas... você gosta e pode me ajudar.
- E oque eu ganho? — disse enquanto ia-mos para a sala.
- Eu feliz!
- Ah Hanna, tenta outro que esse vai te dar trabalho. E não to com humor pra isso ok?
- Nossa que fria. — ela disse e saiu pisando duro.
A aula foi uma chatice só quando sai dei de cara com uma rodinha de pessoas no meio do pátio que gritavam "Briga, briga, briga". Não me interessei por quem estava brigando muito menos o motivo mas quando ouvi a voz de Michel me desesperei.
- Michel? — disse empurrando as pessoas. — Oh meu Deus, Michel. — corri até ele e ví que Joe estava batendo nele e me coloquei na frente, levei um soco na coluna que me fez gemer de dor, mas não sai dali, Joe tinha costume de brigar com os olhos fechados e só o abriu no 5 soco quando as garotas em volta começaram a mandar ele parar. Não conseguia respirar direito e tentava ajudar Michel a se levantar, eu estava tão fraca quanto ele mas ele estava pior, sua rosto cheio de cortes e o lábio inchado. Comecei a carrega-lo para enfermaria enquanto Joe me fitava sem dizer nada e todos o vaiavam por ter batido em uma garota.
- Ei, para. Você é minha, solta ele. — Joe disse correndo e me puxando pelos cabelos, senti minhas costelas doerem e vi Michael se segurar em um armário.
- Eu não sou sua, tudo acabou ontem lembra? Quando você teve a coragem de me trair, eu não lhe pertencia mais, nunca pertenci, agora me sorta. — disse dando um soco em sua barriga e ele riu.
- E agora você namora ele é? — disse apontando pra Michael
- Não, ele é só um amigo. — disse tirando meus cabelos de suas mãos.
- Amigo? Não me faça rir, ele te defendeu e me socou, me chamou de idiota, você quer que eu acredite que é só um amigo?
- Pera, ele fez oque?
- Eu te defendi — Michael disse secando o sangue dá boca e se equilibrando atras de mim.
O olhei tentando entender o motivo e ele se moveu rápido de mais dando um soco na cara de Joe o fazendo cair, mesmo todo machucado, como ele conseguia se á 1 minuto atrás ele mal conseguia caminhar.
Fiquei olhando Michael socar Joe e chuta-lo até que recobrei os sentidos.
- Para, — disse com a garganta seca. — Michael, Para. — disse com lágrimas nos olhos.
Ele me encarou e se afastou de Joe que agora estava encolhido no chão com o rosto coberto de sangue. Ele me pegou pelo braço e me arratou para fora da escola deixando para tras nosso material e Joe ensanguentado.
- O'que você fez? — disse tentando fazer com que ele soltasse meus braços
- Nada que ele não merecesse. — ele disse com raiva, naquele momento eu pude sentir a dor dos socos que havia levado, não dava mais para seguir o ritmo de Michael e comecei a andar mais devagar, ele parou e me observou.
- Tire a camisa. — ele me disse sério.
- Pra que? Além de espancador vai me estuprar também?
- Olha, você ouviu as coisas que ele falou? Ele me provocou. Eu só me defendi. Vai tira a camisa.
- Não vou tirar.
- Eu não quero te estuprar ok? Você levou cinco socos mal posicionados, no minimo fraturou uma costela, me deixe ver.
- Não. — disse e sai pisando duro, já não estava-mos na escola, era uma parte atras dela que era usada em festivais mas que agora estava sem manutenção, a grama estava alta e havia troncos caidos, tentei voltar pra escola mas comecei a tossir e quando olhei minha mão, ví... sangue. Minha visão ficou escura e eu senti minha cabeça se chocar com a grama.
Acordei em um quarto todo branco, com uma estante de livros enorme, estava deitada em uma cama de casal e me sentei sentindo vergonha de estar alí, quando Michael entrou no quarto minha vergonha passou e fui tomada pela raiva, eu estava só de sutiã e short.
- Oque você fez comigo? — disse cerrando os punhos.
- Nada, cuidei de seus ferimentos só isso. — ele disse indiferente.
- Cadê a minha blusa?
Ele apontou para uma cadeira, ela estava dobrada e meu tênis logo abaixo, a coloquei e o calcei.
- Eu não queria machuca-lo tanto, eu só não podia ouvir aquilo tudo e ficar calado, e também não podia reagir na frente de tantas pessoas.
- E oque ele disse que te deixou daquele jeito.
- Ele disse que nem era pra eu tentar ficar com você, porque eu não iria conseguir nada, que você era uma virgenzinha barata e nem das mais bonitas. E logo depois no corredor ele estava cercado de amigos e falava de você, dizia coisas pessoais, ele disse á todo mundo que vocês se consumaram. — ele abaixou o olhar.
- Bonita atitude, mas você não devia me defender.Você não me conhece e não sabe se oque ele disse é verdade, você só sonhou comigo e só convive comigo á 1 dia. — disse cuspindo as palavras
- Só porque eu não te conheço quer dizer que poderia deixar ele falar aquelas coisas sujas de você? — ele disse levantando o olhar.
- Sim. — disse enquanto saia do quarto e ia em direção á saida de sua casa.
- Ei, espera. Eu sei oque você vê, eu também os vejo.
Meu corpo gelou e minhas mãos começaram a suar.
- Eu não vejo nada, nem sei do que você está falando.
- Sabe sim, as sombras, os gritos, os arranhões que você tem, eu também tenho. — ele disse e levantou a camisa me amostrando as marcas.
- E oque isso tem de mais? Somos dois malucos, apenas isso.
- Não, não somos malucos. Somos vampiros.
Notas finais
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