Notas iniciais
One escrita em parceria com @NanyPimenta. Boa noite pessoal! Eu e a Nany estamos trazendo para vocês uma one desse anime que amamos tanto, a ideia da história surgiu enquanto conversávamos sobre uma cena que será coloca em outra fanfic e como a inspiração veio, resolvemos aproveitar. Esperamos que vocês apreciem a leitura. Beijos Escarlates! Beijos Dourados! One corrigida em 13/11/24

Era noite alta. A grande lua cheia iluminava a escuridão, mas não era capaz de adentrar o cômodo devido às grossas cortinas de tecido escuro que cobriam as janelas, mergulhando o ambiente na penumbra, assim como o restante da casa. No entanto, a calmaria da madrugada estava longe de ser um momento de descanso ou paz para Sayuri. Pelo contrário, eram as horas mais desesperadoras para ela, pois ali, no silêncio de seu quarto, deixava toda a sua dor escapar em grossas lágrimas, sempre tomando cuidado para que não fosse ouvida por sua mãe e seu padrasto.

Sayuri era uma menina no auge da adolescência, uma típica estudante do ensino médio. Tinha cabelos lisos e escuros, cortados na altura dos ombros, olhos de um verde claro, lábios finos e naturalmente rosados. Seu corpo estava em desenvolvimento, ganhando formas. Apesar de ter treze anos, a jovem estava se tornando uma bela mulher. Ali, deitada em posição fetal sobre a cama, começou a se lembrar de toda sua vida e de como ela mudara drasticamente.

A menina era filha única de Akemi, que a criara praticamente sozinha desde que seu amado esposo falecera, quando Sayuri tinha apenas um ano. Apesar da grande perda, Sayuri sempre fora uma menina sorridente, cheia de vida, estudiosa, gentil e educada. Um orgulho para a mãe, que, mesmo com dificuldades, sempre fez tudo pela filha.

As duas viviam uma vida tranquila até que, há três anos, Akemi conheceu Koji e os dois começaram um relacionamento. Sayuri ficou feliz, pois sempre desejara que a mãe voltasse a encontrar o amor. Assim, um ano após se conhecerem, Akemi e Koji se casaram.

Koji fazia de tudo para agradar a filha da esposa; a amava como se fosse sua própria filha, o que deixava Akemi feliz e em paz consigo mesma, pois sabia que havia feito uma boa escolha. Dois anos após o casamento, a mãe de Sayuri conseguiu um emprego melhor e, por causa disso, precisaria se ausentar de casa por mais tempo.

Foi nesse dia que a vida de Sayuri se transformou, e ela descobriu a verdadeira face que Koji escondia sob uma máscara. Quando desceu para tomar o desjejum e ir à escola, o padrasto já a aguardava. Assim que avistou a enteada, pediu que ela se sentasse ao seu lado, como de costume. Assim que Sayuri obedeceu, o semblante de Koji passou de sorridente a raivoso, o que obviamente a fez estranhar.

— Você viu o que causa na vida das pessoas à sua volta? – Seu tom de voz era seco e irritado.

A jovem o olhou, confusa; não havia entendido o porquê da pergunta. Koji, notando a confusão da enteada, prosseguiu com seu plano.

— Você não ouviu o que perguntei? – Dessa vez, ele elevou um pouco mais o tom de voz, fazendo Sayuri se encolher.

— D-desculpe, Koji, mas não estou entendendo por que está me perguntando isso.

— Ah, mas é claro que não sabe. A menina que se faz de ingênua e não percebe que só faz mal às pessoas. – Seu tom estava cada vez mais alto, e seu semblante, transtornado pela raiva. – A pobre da sua mãe sempre se sacrificou para te dar o melhor, e como você retribui isso? Sugando-a mais e mais. Sabe por que ela trocou de emprego? Para que você pudesse ir para a universidade e ter um futuro brilhante. E sabe por que isso me irrita? – Ele bateu a mão sobre a mesa, causando um estrondo. – É porque você não reconhece todo o esforço da sua mãe.

A menina se encolheu na cadeira, com a cabeça abaixada. As palavras do homem que ela considerava um pai lhe atingiam como adagas perfurando seu peito. Um nó se formou em sua garganta, e uma vontade incontrolável de chorar tomou conta dela. Mas se conteve; por mais que estivesse sangrando por dentro, não demonstraria fraqueza diante dele.

Engoliu o choro, levantou-se em silêncio, pegou suas coisas e saiu de casa. Koji, ao ver a reação de Sayuri, sorriu triunfante. Sabia que estava sendo cruel, pois a menina não era nada do que ele havia dito, mas ele a detestava porque, por causa dela, não tinha o amor de Akemi só para ele. Apenas ele sabia o esforço que fez durante esses três anos para fingir que a amava como se fosse sua filha. Por ele, mandava Sayuri para um colégio interno, mas se sugerisse isso para a esposa sabia que ela ficaria furiosa. Assim, após muito pensar, resolveu transformar a vida da enteada num inferno e apenas aguardava o momento certo para pôr seu plano em prática.

Sayuri saiu de casa, e as palavras do padrasto se repetiam em sua mente como um mantra. Sabia que não conseguiria se concentrar na aula, então começou a correr em direção a um parque próximo. Ao chegar, embrenhou-se entre as árvores até uma pequena clareira onde costumava ir. A tristeza que sentia era imensa; ainda não compreendia por que Koji havia lhe dito tudo aquilo. Ela havia sido contra a mãe trocar de emprego, então como poderia ser chamada de egoísta? Por que o padrasto estava sendo tão injusto? Com esses pensamentos, deixou-se cair sobre a terra fofa e chorou como há muito não fazia, querendo que as lágrimas que caíam em abundância lavassem toda a dor que sentia. Mas parecia ser o contrário: quanto mais chorava, mais a dor aumentava.

Permaneceu ali por horas incontáveis, só percebendo que o dia se esvaía ao notar as cores do entardecer no céu. Sem vontade alguma, levantou-se e caminhou de volta para casa. Não queria rever o padrasto, mas não podia preocupar a mãe.

Ao chegar, Akemi já havia retornado. Quando viu a filha, foi ao encontro dela e a abraçou fortemente.

— Sayuri, onde você estava? Estou há horas ligando para você e seu celular só dava sinal de desligado. Estava preocupada. – A mulher então afastou o abraço para fitar a filha e percebeu os olhos inchados e vermelhos. – O que aconteceu, minha filha?

A jovem hesitou; não queria relatar o ocorrido para não preocupar ainda mais a mãe. Por sobre o ombro dela, viu o rosto de Koji, que lhe lançou um olhar mortal. Voltou a olhar para a mãe.

— Não foi nada, mamãe. Só estava passeando e não percebi que o celular descarregou. Me desculpe por te preocupar.

Akemi ia responder, mas foi interrompida com a chegada do marido, que a abraçou e, com toda a falsidade, disse o quanto estava preocupado. Mas, sem que a esposa percebesse, sussurrou no ouvido de Sayuri que, se ela revelasse o ocorrido daquela manhã, sofreria as consequências. Enojada, a jovem afastou-se do padrasto e dirigiu-se ao quarto, onde permaneceu até o dia seguinte.

Meses se passaram, e as torturas psicológicas continuaram. As palavras do padrasto tornavam-se mais duras a cada dia. Certo dia, Koji a culpou pela morte do pai. Sayuri passou a viver mais reclusa, e seu desempenho escolar piorou. Seus professores, preocupados, chamaram Akemi. A mãe, ao ouvir os relatos, não entendeu a mudança repentina no comportamento da filha. Naquele mesmo dia, conversou com o marido, que sugeriu que mandassem Sayuri para uma escola interna. Mas se arrependeu ao ver o semblante enfurecido da esposa.

Mais alguns dias se passaram, e Akemi tentou, diversas vezes, conversar com a filha, mas sem sucesso. Passou então a cogitar levá-la a um psicólogo, sem imaginar que o causador de todo o sofrimento dormia ao seu lado todas as noites.

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Chegando ao psicólogo, Akemi começou a relatar que a filha tem se comportado de modo estranho ultimamente e que seu desempenho escolar caiu drasticamente. Porém, quando tentava indagar Sayuri para saber qual o motivo, a menina se calava e se trancava no quarto. Então, o psicólogo se voltou para a garota e, olhando-a nos olhos, perguntou:

— Não gostaria de nos contar o que a fez mudar totalmente, Sayuri?

A garota olhou para o psicólogo e depois para a mãe, analisando se contaria a verdade ou não. No entanto, lembrou-se das ameaças do padrasto e se calou, apenas meneando a cabeça negativamente e dizendo:

— Não há nada acontecendo comigo. Minha mãe está exagerando. Eu estou bem, só não estou mais a fim de me matar nos estudos. Só isso.

A mãe sabia que a filha estava mentindo e estava disposta a fazer o que fosse necessário para descobrir o que a entristecia tanto.

O psicólogo, vendo que a menina não ia dizer nada e percebendo o olhar de extrema preocupação da mãe, resolveu usar uma abordagem diferente.

— Acho que a Sayuri se sentiria mais à vontade se conversasse a sós comigo, não é mesmo? – disse o profissional, olhando para a menina.

Akemi lançou um olhar indignado para o psicólogo, mas, ao ver a filha concordando com a cabeça, pegou a bolsa e saiu do consultório. O psicólogo disse que a chamaria novamente assim que terminasse de falar com a menina.

Estando a sós, Sayuri relatou tudo o que estava acontecendo com ela. O profissional ouviu atentamente e constatou a veracidade dos fatos no desespero na voz da jovem e nas lágrimas abundantes que rolavam pelo seu rosto. O caso era grave, ele tinha plena consciência disso.

Após terminar o relato, Sayuri sentiu-se mais leve, como se tivesse tirado um grande peso do coração. O profissional, porém, deixou claro que precisaria contar tudo a Akemi e que a reação dela poderia não ser favorável à garota.

Sayuri deu um longo suspiro após secar as lágrimas, e o psicólogo chamou Akemi.

Assim que ouviu todo o relato, Akemi reagiu muito mal. Virou-se para a filha com um olhar de decepção e disse:

— Como pôde, Sayuri? Koji sempre a tratou como se fosse filha dele, e você diz esse tipo de absurdo! Estou totalmente desapontada!

— Mãe, por favor, acredita em mim! Estou sofrendo muito e não queria te contar porque sabia que você iria sofrer!

— Pois você está certa, Sayuri! Estou sofrendo mesmo por ver minha própria filha usar meu marido como desculpa para não estudar mais. – disse Akemi, entristecida.

Ao constatar que estava realmente sozinha naquela situação, restou a Sayuri voltar para a prisão que se tornara sua casa e chorar novamente em seu quarto.

Quando as duas chegaram em casa, Koji viu Sayuri correr para seu quarto e se deparou com uma Akemi entristecida e decepcionada. Já imaginando o que havia ocorrido, virou-se para a esposa com a melhor expressão de preocupação que podia demonstrar e perguntou:

— Como foi a sessão com o psicólogo, querida?

A esposa olhou para ele com os olhos marejados e respondeu:

— Ela o culpou por estar indo mal na escola! Disse que você andou falando coisas horríveis para ela sobre não dar valor ao meu trabalho e ao que faço por ela! Ainda não acredito como ela pôde dizer isso! Você sempre a amou como se fosse sua filha!

Koji disfarçou sua raiva como pôde, pensando: “Maldita garota! Vai me pagar muito caro por isso!”. Mas, ao ouvir o restante do relato de Akemi, abraçou a esposa e deu um sorriso triunfante, satisfeito por saber que ela não acreditou na filha.

— Fico muito triste em saber que ela pensa isso de mim, querida – disse ele, fingindo decepção. – Mas não a culpo. Certamente é porque sempre foram só vocês duas e agora percebe que somos três. Ou então pode ser uma fase da adolescência dela. Vamos dar tempo a ela.

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Os dias se passaram, e a situação entre mãe e filha estava cada vez pior. A garota, por vezes, cogitou fugir de casa, mas, após mais uma discussão com Akemi, a ideia passou a ser uma certeza, e ela já estava arquitetando como faria isso.

No dia seguinte, acordou mais cedo que o normal, foi para a escola e estava sentada em um banco quando ouviu duas meninas conversando.

— Você já ouviu falar na Donzela do Inferno?

— Já sim. Ontem até entrei no site. Ele realmente existe, mas só fica no ar à meia-noite.

— Mas você digitou o nome de alguém?

— Não, fiquei com medo porque dizem que quem utiliza o site vai para o inferno.

Sayuri ouviu a conversa atentamente, refletiu um pouco e chegou à conclusão de que aquilo poderia ser a solução para tudo o que estava acontecendo. No horário certo, ela acessaria o site, mesmo não acreditando muito naquilo.

O dia transcorreu normalmente. À noite, estava, como sempre, em seu quarto. Olhou para o relógio, que marcava 23h55, abriu seu notebook e digitou o nome do site em um buscador, mas ao tentar acessar só aparecia a mensagem "página inexistente". No entanto, ao soar a meia-noite, tentou novamente, e a página abriu. Nela, havia apenas um espaço para digitar o nome. Sayuri digitou o nome do padrasto, mas, na hora de confirmar, sua mão tremeu ao lembrar as palavras da menina mais cedo. Então, fechou o notebook e foi para a cama. Sem que ela percebesse, o reflexo de uma menina com longos cabelos negros e olhos vermelhos apareceu no espelho e, em seguida, desapareceu.

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Do lado de fora, no telhado de uma casa próxima à residência onde Sayuri morava, Enma Ai, Wanyuudo, Ichimoku Ren e Honna-Onna conversavam.

— Será que teremos uma nova cliente, Donzela? – a gueixa perguntou.

— Não sei dizer, Honna-Onna, mas vamos investigá-la e ao nome que ela colocou.

Os três se entreolharam e assentiram. Ren, com sua habilidade, passou a observar todos os movimentos de Koji, enquanto Honna-Onna investigava a possível cliente. Após um dia, descobriram tudo o que acontecia, e, ao relatarem para Enma Ai, ela soube que seria só uma questão de tempo até que a menina a chamasse. E ela estava certa.

No dia seguinte, Koji estava tão fora de si que, além das agressões verbais, agrediu Sayuri fisicamente. Tomada de raiva, sem mais suportar aquela situação, Sayuri acessou o site à meia-noite, digitou o nome do padrasto e, dessa vez, não hesitou em confirmar.

— Me chamou? – uma voz feminina perguntou, fazendo a jovem saltar de susto. Ao se virar, viu Enma Ai parada, ao lado de um senhor que usava um chapéu.

— Donzela do Inferno? – Sayuri perguntou, incrédula.

— Sim, sou Enma Ai – respondeu a Donzela, com seu costumeiro tom frio. – Wanyuudo. – Ela ordenou ao homem, que se transformou em um boneco de palha preta. – Pegue. – Enma Ai esticou o braço com o boneco para Sayuri, que o pegou. – Se realmente deseja vingar-se, puxe o laço vermelho. Esse será seu pacto comigo. Porém, há um preço.

— Um preço? – A jovem, que estava prestes a puxar o laço, recuou e olhou para Enma Ai.

— Sim, quando uma pessoa é amaldiçoada, dois túmulos são cavados. Quando morrer, sua alma irá para o inferno, mas só depois que morrer.

Sayuri, ao escutar as palavras da Donzela do Inferno, deixou o boneco cair no chão. Olhou para baixo e, quando voltou a erguer o olhar, Enma Ai já não estava mais ali.

A jovem pegou o boneco e ficou fitando-o, sem imaginar que teria que pagar um preço tão alto. Mesmo com todo o sofrimento, sabia que não teria coragem de puxar aquele laço, e, pensando nisso, guardou o boneco de palha em sua pasta. Depois resolveria o que fazer com ele.

Mas ela estava enganada em pensar assim. No dia seguinte, Sayuri desceu as escadas, e Koji pediu para que ela se sentasse ao seu lado. Ela engoliu em seco e, mesmo hesitante, atendeu ao pedido, pois não queria piorar sua situação. Para seu martírio, o padrasto começou a proferir as mesmas palavras de sempre. Quando ele parou, ela notou um estranho brilho em seus olhos, algo que não soube identificar.

— Sabe, Sayuri – Koji se levantou e se posicionou atrás da cadeira dela. – Você está se tornando uma mulher muito bela. – Ele pegou uma mecha dos cabelos dela e aspirou seu perfume. Sayuri paralisou com a atitude do padrasto. – Tão bela quanto sua mãe – sussurrou rente ao ouvido dela, passando a mão pela lateral de seu corpo. Já imaginando onde aquilo iria parar, Sayuri empurrou o homem, correu até sua pasta e pegou o boneco de palha.

— Você é um monstro, Koji. Você merece ir para o inferno.

— Está me amaldiçoando, sua pirralha? – ele avançava contra Sayuri, que, sem hesitar, puxou o laço vermelho, e o boneco desapareceu juntamente com Koji.

“Eu escuto e executo sua vingança” – a voz de Wanyuudo soou pela casa. Ao perceber o sumiço do padrasto, Sayuri caiu de joelhos no chão, levando as mãos ao rosto e chorando compulsivamente, mas dessa vez de alívio por todo aquele tormento ter acabado.

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Em algum lugar...

Koji acorda em uma sala escura, sem entender onde está. Levanta-se e vê Sayuri à sua frente, lhe oferecendo a mão, que ele pega sem hesitar. Um sorriso sacana desenhava-se em seus lábios, mas logo desapareceu ao ver Sayuri se transformar em um esqueleto. Assustado, ele se desvencilha e sai correndo, mas, para todos os lados que ia, vários esqueletos envoltos em chamas apareciam, enquanto uma risada feminina ecoava por todo lado.

— Então gosta de assustar garotinhas? – De repente, ele ouve as risadas cessarem. – Gosta de bancar o machão, não é?

— Quem está aí? Por que está dizendo isso? – Ele perguntou, olhando para todos os lados, até que, à sua frente, aparece Enma Ai, vestindo seu kimono florido.

— Pobre sombra envolta em escuridão, tuas ações trazem dor e sofrimento à humanidade. De que forma deseja ver a morte?

Koji arregalou os olhos, queria sair correndo, mas, antes que pudesse, o cenário muda e ele se vê deitado em um barco, com Enma Ai remando.

— Para onde está me levando?

— Para o inferno – respondeu ela, sem olhar para ele.

— Mas por quê?

Então, a Donzela mostra a Koji a imagem de Sayuri, e ele grita em desespero.

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Na casa de Sayuri, ela se sente aliviada, mas, ao mesmo tempo, triste, pois sabia que a mãe iria sofrer muito. Para sua surpresa, vê a mãe adentrar o cômodo com os olhos arregalados. Ao ver a filha, ela a abraça, chorando compulsivamente. Sayuri não entende, mas retribui o abraço e só então nota a presença de outra mulher. Após um tempo, Akemi se afasta e as três se sentam no sofá, onde a mãe explica para a filha que aquela mulher é irmã de Koji. Ela havia procurado Akemi e explicado que ele havia fugido da cidade onde moravam por ter feito a várias pessoas o mesmo que havia feito com elas.

— Eu peço perdão, minha filha. Não acreditei em você – diz a mãe, ajoelhada em frente à filha.

— Mamãe, não há por que se desculpar. Já está tudo acabado. – As duas voltaram a se abraçar.

Mais alguns dias se passaram, e Sayuri voltara a ser a menina que sempre foi, para alívio da mãe.

Notas finais
Então, por hoje era isso. Esperamos que vocês tenham curtido nossa one que foi um desafio para nós. Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!