Toque-me
2 Brinquedo intediante
Notas iniciais
Bem, aqui está um novo cap de "Minha querida Idiota" - espero que gostem, lembrando que é minha primeira fic sasuhina ^-^
(...)
Deslizei meu dedo pela pequena brecha de sua boca, e logo gemi sorrindo com o quão cálido era sua língua. Fiz com que meu dedo jogasse com o seu músculo sensitivo da boca enquanto seu rosto queimava com um vermelho intenso. Vermelho, sim... Essa cor combinava bem com os seus olhos perolados. Joguei minha cabeça para trás com o entretenimento, era bom degustar do sabor doce do medo. Aquilo me dava arrepios de puro êxtase. Ela era tão pequena e idiota. Hmm... Delicia... o desespero e a agonia. Ahh... Chore pequena, eu sinto as gotas salgadas escorrerem pelas suas bochechas ruborizadas pela vergonha. Eu amo isso, merda! Como eu amo isso!
Voltei com a minha cabeça para frente, mas ainda mantinha meus olhos fechados, sorri bobamente com malicia, droga... Aquilo era tão divertido.
Eu estava ofegante, e a pequena também, eu ouvia sua respiração acelerada e descompassada.
Abri os olhos devagar, queria apreciar a visão da hipócrita. Ela estava com os olhos ainda fechados enquanto os mesmos estavam marejados pelas lagrimas que caíram, meu dedo continuou dentro de sua boca pequena e rosada, ela abriu mas a boca e então eu pude ver um pouco de sangue se mesclando com sua saliva. Hmm... Miséria, clemência, ignorância, submissão... ah. Tão inocente e ridícula. Poderia até sentir pena da bastarda, mas não, quilo era muita diversão para a minha alma. Sorri mais uma vez, um sorriso torto e perigoso, a pequena abriu os olhos com receio, estava com medo, estava assustada como sempre.
Retirei meu dedo de sua boca e o levei até meus lábios, sorri pela essência que emanava de sua saliva e logo o suguei chupando o gosto da garota... era deliciosa.
Levantei e dei um passo para trás, olhei mais uma vez para a pequena que novamente se encolhia abraçando fortemente os joelhos, eu podia cheirar o seu alivio por me ter um pouco mais longe. Tão mesquinha...
Sabia o que lhe aguardava quando fugiu de casa comigo, eu havia lhe dito que não seria uma boa companhia, mas a mesma ignorou o meu aviso, estava cega... cega por um amor de mentira, um amor que somente ela sentia, hunpf.
Estúpida, tão idiota e ignorante.
- tsc! – estalei a língua nos dentes com um pouco de frustração, ela já não estava sendo mais divertida, eu não queria submissão completa, gostava de um pouco de luta por isso.
Abaixei-me e puxei-a pelas mangas compridas de seu moletom escuro, levantei a garota e ela suspirou já estalando em seu interior um terror descomunal, arh...
Ela balançou seu corpo tentando se soltar, mas sem sucesso, ela era fraca, nunca conseguiria fugir de mim. Chorou novamente, agora com mais vontade. Suspirou enquanto ofegava, ela queria gritar, mas não conseguia, estava tão a mercê de mim que havia perdido a habilidade de falar... era o que eu pensava.
(...)
Não... Chega disso, eu não aguento mais, meu corpo e minha mente já perderam a razão. Por que isso está acontecendo comigo? Por que comigo?
Balancei-me um pouco mais, eu era fraca, aquilo não me ajudava. O aperto dele sobre mim era firme, seus braços eram tão pesados e fortes... Deus...
Chorei triste, meu peito doía e a angustia me consumia como o frio. Soluços escaparam de minha garganta que ardia. Suspiros de desespero eram suprimidos pelos pequenos gritos de terror que surgiam do fundo do meu ser. Por aquilo estava acontecendo comigo...? Porque comigo?
Nunca deveria ter saído de casa, deveria ter dado mais ouvidos aos meus familiares. Todos diziam que ele não valia nada, que ele não era uma boa pessoa, mas eu nunca acreditei, sempre ingênua e gentil acabei cedendo e ficando com raiva de todos que diziam que ele não era um rapaz confiável.
Eu sou tão idiota... Tão idiota. Imprestável e idiota. Era isso que meu pai sempre me dizia. Dizia-me que uma garota tão fraca e hipócrita como eu não era o que ele queria para o seu valioso império. As empresas e fortuna dos Hyuuga, ele na verdade sempre desejou um menino, mas minha mãe nunca foi capaz de dar-lhe um. Ainda me lembro do seu desaponto quando se referia a mim no dia do meu nascimento. Odeio o seu olhar de pena e frustração que sempre me lançava, isso foi um dos motivos de eu ter vindo com Sasuke. Com ele eu me sentia mais viva, pelo menos nos primeiros dois meses, pois, depois disso... meus inferno começou.
Apertei os olhos com as lágrimas quentes e salgadas ainda escorrendo sobre as minhas bochechas, o aperto dele afrouxou um pouco, então o mesmo, simplesmente, largou-me no chão enquanto eu caia de mau jeito sobre o meu braço. Ele bufou e disse algo baixo que eu entendi como um: estúpida, ele virou e começou a andar para fora do quarto escuro. Ajeitei-me sentando novamente abraçada nos joelhos, mas agora com uma terrível dor no pulso esquerdo, estava ardendo e eu não conseguia mexe-lo. Subi meu olhar e vi novamente aquele sombrio olhar frio sobre mim, outra onda terror subiu em meu ventre, será que ele fará algo de novo?
- Hunpf. – Ele bufou novamente enquanto se encontra entre a porta do cômodo, virou-se, dando-me as costas, como se eu fosse um nada... não, eu sou um nada. – Entediante... – Tremi com a pronuncia, apertei-me ainda mais tentando encontrar refugio naquele canto. – Você está começando a me deixar entediado... – Senti uma pontada no peito, chorei mais, parecia que aquele aperto poderia me matar... Eu já estava ficando sem utilidade para ele. O que ele faria? Mandaria-me embora? Ou... me mataria...? Eu realmente não duvidava disso.
Então.. eu simplesmente... vou morrer...?
Ele saiu, me deixando ali, a mercê da escuridão solitária que a noite trazia em si, me deixando mais uma vez agoniada com pensamentos tortuosos e macabros.
Ele apenas me jogaria fora, eu apenas estou perdendo a graça... Só isso.
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