Topo do mundo

3 Uma nova amiga um tanto inusitada.


Notas iniciais
Gente esse capítulo e super-importante, pois é essa a nova amiga que vai ser crucial mais em breve. Divirtam-se com a leitura. - A ESCRITORA

POV Hiro

Eu acordei como sempre, passou um ano depois que tudo aconteceu desde que viramos super-heróis. Baymax estava de volta, meu melhor amigo e meu companheiro. Eu me levantei as 07h00 horas. Troquei-me e coloquei minhas roupas de sempre e fui ativar Baymax que de certa forma estava dormindo.

– Acorda Baymax.- eu disse enquanto corria no meio do quarto pra ajeitar as coisas.

Coloquei uma nova atualização, que não precisava dizer apenas ai para ele ser ativado. Eu arrumei todo o material pra faculdade: livros, cadernos, canetas etc. E fui me encontrar com a turma, que tava no andar de baixo, me esperando no café.

– Oi tia Cass.- eu falei a ela, a pessoa que acolheu a min e ao meu irmão quando meus pais morreram. Eu sou eternamente grato por isso. Eu achei o pessoal estava em uma mesa ali perto, sempre tomavam café aqui e minha tia faz o melhor café da região e não falo isso só por que e minha tia.

– Oi pessoal, vamos?- eu perguntei chegando mais perto da mesa.

Despedi-me da minha tia como sempre com um abraço depois de tomar café e ovos mexidos (que é uma delicia!) e fomos à faculdade a pé e conversando.

– Vocês souberam, vão entrar novos alunos depois da ultima seleção da faculdade, muitos conseguiram passar esse ano!- Honey disse animada.

–Não fomos porque tínhamos aquele trem pra cuidar e outros assuntos que não deu pra ir. – Baymax falou.

–Assim vai ficar sem espaço na faculdade, imagina o caos no laboratório!- Gogo disse irônica.

– Será que entra alguém da minha idade? – perguntei olhando pros cantos.

– Acho difícil Hiro, você foi o único com essa idade, e muito difícil. — o Wasabi comentou.

–E não em todo lugar que encontra um mini-gênio — Fred disse daquele jeito dele bem alegre.

Nós chegamos à faculdade, e cada um foi cuidar dos seus projetos, e eu fiz o mesmo, o lugar estava uma bagunça com a entrada dos novos alunos, a gogo estava certa, era um verdadeiro caos, era um mar de gente quase não consigo entrar, quando eu cheguei, o barulho da sala ao lado estava insuportável, o que era estranho, ela sempre ficava vazia. Mas como estava cheio de coisas para fazer nem liguei.

***

O dia foi puxado, teve química, física, matemática e... Varias outras matérias! Bem a vida è assim, com tempo livre eu pude trabalhar no laboratório.

– Bem Baymax, eu atualizei seu chip com mais procedimentos médicos e o outro com mais golpes. -eu falei empolgado com aquilo.

–Isso me faz um assistente de saúde melhor-ele comentou.

– Sim faz- falei rindo. Claro que eu tirei o primeiro de luta e depois o de saúde. (a ultima vez que fiz o contrario deu problema...).

Sentei-me em frente da janela e vi toda cidade, lembrei-me de tudo que eu passei, na responsabilidade que tinha agora com meus amigos, afinal viramos o grupo de super-heróis que protege San Fransokyo. E proteger os outros é nossa maior prioridade... Mas ainda me pergunto será que algum dia eu vou passar por uma situação que terei que me decidi entre minha vida e a de outra pessoa ou pior... Alguém teria que tomar essa decisão no meu lugar? Ignorei esse pensamento e voltei a trabalhar.

–O barulho da sala ao lado esta insuportável. — comentei. –Chega vou ver o que é.

Aproximei-me da sala e vi que estava diferente... Estava equipada! Em um dia estava vazia e agora cheia dos equipamentos mais modernos!Computadores, equipamentos químicos, ferramentas de titânio, microscópio de alto grau. Uma sala de um verdadeiro profissional! Além dos vasos que estava cheio de flores em jaros, nas janelas, em toda parte decorando a sala. No meio tinha balcão com beques, pipetas, funil de bromo, condensadores, era incrível! A sala tinha alem das plantas, varias mesas com peças de robótica, chaves de fenda, parafusos, fitas métricas, a pessoa andou bem ocupada por sinal. O local estava cheio de caixas o que significava que era um dos novatos que ficara com o lugar.

–como é possível?- perguntei a min mesmo, confuso vendo a alta tecnologia do lugar, que um dia desses não passava de uma sala vazia e sem vida.

–INTRUSO!-ouvi uma voz gritar, e de repente vi algo me acertando e tudo ficou escuro.

***

Quando eu vi era só uma caixa na minha cabeça, tirei-a.

–Quem e você? – uma voz perguntou meio desconfiada e levemente irritada. -O que você quer?Por que veio?- a voz perguntou atrás do balcão.

–Foi mal.- eu disse a voz da pessoa que estava escondida.

– Ouvi um barulho estranho e fui ver-falei com um pouco de receio da pessoa que estaria escondida atrás do balcão.

–O laboratório esta renovado, isso e muito legal. – eu falei, admirando a sala de costas.

–Eu sei bem legal. — a voz respondeu soando mais tranquila.

– O que você faz aqui?– a pessoa disse saindo das sombras atrás do balcão com um tom de voz alto.

Quando eu me virei e fui ver não era ele como eu pensava, mas ela. ERA UMA GAROTA DA MINHA IDADE!

Ela estava nos seus 14 pra 15 anos. Uma jovem em forma, que dava para ver o equilíbrio exato entre seu peso e sua altura. Usava uma blusa com mangas compridas listrada em branco e rosa com uma gola arredondada, uma calça jeans lilás, uma saia grená mármore com um cinto dourado meio caído, tênis rosa bebê cano médio e um par de pulseiras amarelo elétrico. Ela tinha cabelos ondulados castanhos- claro que batiam na cintura, lábios rosados e finos, pele cor pêssego com bochechas rosadas e um rosto afilado que seus cabelos emolduravam perfeitamente. Além do par de olhos verde-esmeralda que me encaravam extremamente desconfiados.

Alguns momentos de silencio aconteceram na sala, até ela quebrar o gelo.

– Eu perguntei o que você faz aqui?- ela perguntou me fitando com uma das mãos na cintura com a voz desconfiada, porém segura.

–Foi o barulho que você fez. –respondi olhando pra ela ainda surpreso que era uma garota, não que eu tenho algo contra!

–Certo... Qual seu nome?-ela perguntou desconfiada enquanto sentava em uma cadeira ali perto. A sua voz estava mais baixa, o que demonstrava que estava mais calma.

–é Hiro, Hiro Hamada. –respondi a ela.

– Eu sou a Rose, mas, pode me chamar de Rô. -ela respondeu

– Desculpe o mau jeito, não gosto de olhares curiosos no meu laboratório. -ela disse meio sarcástica.

– Tudo bem. Eu nunca te vi por aqui... Você é nova?-perguntei chegando perto onde ela estava.

–Sim, eu entrei na ultima seleção da faculdade. — ela respondeu já na mesa de química. Céus como ela é rápida!

– Você não é meio jovem... Sabe pra ta aqui?-eu perguntei.

–Bom você esta aqui... Então... — ela devolveu sarcástica.

–É verdade – falei.

–Então... O que você ainda faz aqui?-ela perguntou arrumando uma das plantas.

–Pra falar a verdade... Eu não sei. – eu respondi, — qual seu curso?-perguntei começando a andar pelo laboratório.

–Biotecnologia-ela respondeu.

–O que é isso?-perguntei chegando perto de algumas sementes que estavam perto da janela.

– Isso é sensível não chegue per... -ela falou em pânico.

Já era tarde, rolou uma explosão e... Deixou tudo parecendo uma selva! Tinha plantas por toda parte. Grandes ou pequenas, rasteiras ou altas, tinha todo tipo! Invadiram cada local.

– O que foi isso?-perguntei em pânico e com os olhos arregalados de medo.

–Uma coisa que não era nem pra você ter chagado perto. -ela falou irritada ela disse batendo o pé. Respirou bem fundo.

–É expansão de matéria viva. -ela falou já recuperando a calma.

–Olha essa bagunça como eu vou arrumar tudo isso?-ela falou quase histericamente com um olhar preocupado passando a mão pela nuca e começou andar em pânico.

Sem querer ela não viu aonde ia e acabou se cortando em uma das plantas no laboratório, que era muito afiada.

–Ao ai, au-ela falou bem alto colocando a mão sobre o corte em seu braço respirando fundo e espirando.

Já ia ver se ela estava bem até baymax aparecer na sala por causa do grito dela. Ele começou a andar na direção dela, o que a deixou perplexa.

–Ola, eu sou Baymax seu agente pessoal de saúde. Ouvi uma interjeição de dor, qual a sua queixa? -ele falou.

– Oi B-B-Baymax, como vai?-ela falou meio confusa olhando-o de cima a baixo.

–Rose ele vai te ajudar, não se preocupe. -eu falei tentando tranquiliza-la.

–Serio?-ela falou surpresa me fitando incrédula.

–Vou usar o escâner. -o Baymax falou a ela.

–Ei!Não em min. — ela disse se afastando.

–Escaneada.

–Ele me ignorou.- a Rô falou revirando os olhos... Que foi ela que disse que pode ser chamada ela assim.

–Você tem um corte no braço direito eu recomendo spray desinfetante seguido de uma atadura. -Baymax continuou.

–Certo. -ela levantou uma sobrancelha- por favor, continue.

Baymax começou a tratar o corte dela e a gente começou a conversar. Joguei-me em uma cadeira ali perto. Ela estava sentada encima da bancada que estava com menos plantas. Eu senti que ela estava mais avontade e menos preocupada.

– Seu tratamento acabou, merece um pirulito. -o baymax falou.

–Puxa! Obrigado Baymax, você me ajudou muito. — ela falou sorrindo pra ele e saindo de cima da bancada. Eu senti que ela não era má e que a “recepção” que eu recebi era por que ela estava nervosa. Não senti que era grossa.

– Então o que é você?- ela perguntou ao Baymax com o mesmo olhar que uma criança faz ao ver um brinquedo novo.

– Eu sou um robô criado para cuidar dos doentes e feridos. — ele respondeu.

–Louco isso é muito legal, irado. — ela falou com um semblante feliz segurando às mãos a frente do corpo.

– Você parece um grande marchimelo. Muito fofo! Nunca vi nada perecido é extraordinário. -ela disse com uma voz doce dando a entender que não estava mais nervosa.

Ela começou a rondar o baymax, fazendo milhares de perguntas que me deu uma sensação de já vu com o que ela começou a dizer.

–Vinil?- ela falou olhando pra min.

– Sim. — respondi a ela.

–É um design bem abraçavel e... Um tanto acolhedor. – a comentou enquanto cutucava o Baymax.

–câmeras hipoespectrais?! Eu pensei que nunca ver algo assim. — ela falou se pondo de ponta dos pés para ver melhor.

–Com certeza, legal né. — eu comentei. Ela sabia de tudo, era bastante observadora. Admito fiquei impressionado.

– E dentro é titânio?- ela tentou adivinhar.

–Não, caborno. É muito mais leve- falei. Ela se virou pra min.

– Puxa Hiro, isso tudo é incrível. -ela apontou para baymax- Ele é incrível.

–Você fez um ótimo trabalho nele. – ela continuou.

–Não... Não fui eu que construí- eu senti um nó na garganta e o ambiente mudou de alegre para um bem triste pra min. Só consegui naquele momento lembrar-se da explosão e o que aconteceu com o Tadashi, depois de tanto tempo ainda sinto falta dele, mil e uma coisas passaram na minha cabeça. Resumo, eu perdi o chão por um momento. Eu senti um lagrima descer pelo meu rosto e parece que ela percebeu.

–Espera... Eu sabia que você era familiar. Sobre seu irmão... O que aconteceu... Eu sinto muito. -ela falou com uma voz comovida e me fitando com seus olhos tristes.

–Tudo bem, o tempo cura tudo. — eu disse me segurando pra não chorar e ir correndo abraçar o Baymax como eu tivesse três anos de idade.

– Nem tudo Hiro, existe coisas que simplesmente não podem ser esquecidas. — ela falou colocando sua mão sobre meu ombro de modo reconfortante, o que me ajudou a me acalmar. Ela soltou meu ombro e começou a arrumou suas coisas, quando fui ver estava na hora de ir embora. Mais calmo eu disse:

–Olha, eu sinto pela bagunça, amanhã eu te ajudo a arrumar-eu falei meio constrangido pela algazarra que eu fiz.

– Certo, eu vou cobrar a promessa. E obrigado de novo baymax. -ela respondeu. -eu preciso ir embora foi muito legal conhece vocês Hiro e o Baymax também, até amanha, afinal somos “vizinhos” de porta. –ela falou irônica.

– Thau. –eu disse - Baymax e eu fomos fazer o mesmo.

***

A... Então essa e a Rose. Ouvi falar dela, mas conhecer pessoalmente, essa é nova. Ela parece ser uma pessoa legal e também acho que ela não é do mal. O que será que os amigos do Hiro vão achar?... Eu não sei não. Beleza até a próxima.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, façam perguntas, mas lógico que não seja sobre o futuro da história, que nesse caso é o que irá acontecer. Até a próxima.