Topo do mundo

25 Uma boa confusão.


Notas iniciais
Pelo título vocês viram que eu gosto de um bom ataque de fangirl. Eu não vou enrolar muito meus doces, então surtem- A ESCRITORA

POV Narradora

Povos e povas, olá como vão. Eu voltei e eu amo meu trabalho, para os fãs de romance, ele voltou. Deu pra notar que o nosso casalzinho aqui está tendo um desenvolvimento muito bom em? Momento observações, mas eu gosto de suspense, enfim... Vamos, as tretas e aos loves. E no quesito sarcasmo, estou presente.

***

Eles ficaram se olhando por alguns segundos como completos bocós (Foi mal aí a franqueza!). O silêncio tinha se instalado e montado barraca entre os dois, assim como no quarto. Um silêncio reconfortante, acolhedor. Quando aconteceu uma pequena queda de luz, o que não era lá muito incomum na cidade, que era muito consumidora de energia, deixando tanto o café quanto a casa sem luz, tolerando somente o céu com as suas estrelas brilhantes e a lua quase cheia, pois estaria cheio no dia seguinte, á vista com seus raios brilhantes. Todos os habitantes estranharam, mas, sabiam que não ia demorar. Os jovens na janela foram os mais pegos de surpresa. O céu ficou em seu completo esplendor natural. Era algo belo de se ver, sem todas as luzes da região que causava poluição luminosa. Principalmente de uma janela. Ambos olharam pra frente. Era um belo cenário que a natureza oferecia. Os olhos verdes da garota brilharam, já que sua habilidade envolvia natureza, amava vê-la na sua magnificência natural.

Já o jovem fixou o olhar ao céu e, em seguida, na amiga. Amiga. Uma pessoa que o mesmo nunca pensou que pudesse causar mudanças tão profundas sobre o garoto, a equipe e a missão. Ela tinha causado alguma transformação no garoto. Só que ele não sabia quais eram as tais mudanças, só sabia que sentia uma carga de responsabilidade dela sobre ele; uma bem profunda e sabia agora que sentia uma responsabilidade a mais. Mas será que era um tipo de mudança mais sentimental?

Ele continuou a olhar a jovem, virado pra frente em seguida. Quase que involuntariamente a mão do garoto escorregou, pegando a mão da jovem portadora de olhos verdes, entrelaçando os dedos de ambos a levando pra mais perto dele. Nenhum dos dois estranhou, não mesmo. Era como se fosse à coisa mais natural do mundo. Ficaram parados, olhando as estrelas de mãos dados, calmamente ombro a ombro, ela apoiou a cabeça no ombro um dos outros e ficaram a encarar a paisagem, o vento batia nos cabelos dos dois, ambos respiraram fundo. O céu estrelado era magnífico, as luzes naturais tinham um brilho branco meio azulado, a lua quase cheia tinha um esplendor, não tão grande como vista de um balão, mas eram boas assim mesmo, com o tempo as estrelas pareciam variar suas cores num espetáculo pirotécnico, era melhor que as luzes da cidade se me permitem dizer, em uma verdadeira dança de cores. Era uma sensação bastante agradável. Os dois balançavam as pernas na janela aberta, quando alguns pingos de água caiam de um balão que precisava ser consertado, fazendo as luzes refletirem criando mais faíscas.

Até que a luz voltou repentinamente, causando um completo anticlímax na situação que se encontravam. Não só por isso, mas também pelo fato do Baymax ser ativo e os dois adolescentes caírem em si no que estava acontecendo naquela hora.

–BAYMAX! –Hiro exclamou ao robô, deixando a “amiga”, assim como ele, corada. A portadora de olhos verdes saiu da janela. A garota estava totalmente avermelhada assim como ele.

–Olá, Hiro. Como está? –o robô perguntou ao garoto que se afastou um pouco de Rô.

–C-c-como eu estou?-Hiro disse sem graça, gaguejando passando as mãos pelo cabelo. Ele sempre fazia isso quando estava muito nervoso. E o Baymax sabia disso.

–Se não se importam, eu vou, bem, me retirar... –Rose disse andando pra trás, esbarrando de costas na porta, o que a fez ficar mais corada. A mesma passou a mão pela nuca, procurando desesperadamente pela maçaneta. –Ok, thau, eu vou ver o que a Sr. Cass tá preparando para o jantar. -ela saiu ajeitando a saia.

Hiro sem perceber, soltou um sorriso, um sorriso sonhador que mostrava que ele estava distante, seus pensamentos estavam BEM distantes eu diria... Era um sorriso não muito grande, mas o suficiente para Baymax notar uma mudança no comportamento de humor. Se jogou no puff em seguida, caindo, literalmente.

–Hiro, você está bem? –Baymax indagou percebendo o comportamento do amigo. Que estava como um ganhador da loteria.

–Bem? Eu tô ótimo. Tá tudo bem. –Ele disse em uma felicidade anormal e até entre suspiros. Como um completo idiota (perdão a franqueza de novo!).

–Escaneando. –Baymax disse, fazendo Hiro passar de suspiros a pânico completo.

–Peraí, não precisa... –ele tentou dizer, só tentou.

–O diagnóstico dá resultado de batimentos cardíacos acelerados, bochechas coradas e sangue quente. Tem certeza que você está bem? –O robozinho prosseguiu chegando mais perto do garoto.

–Claro. –Ele disse encarando a porta e sentando-se novamente–Além do mais, Por que não estar? –Afirmou sorrindo de canto. –Não é mesmo...

°°°

Era em volta das 20h00, o movimento no café já era pequeno. Rô desceu as escadas. Estava igualmente sonhadora. Ela pegou uma dos biscoitos das bandejas enquanto cantarolava uma música. Estava alegre, muito alegre. Ela andava em meio ao café. Os poucos clientes olhavam pra ela de forma estranha e ela nem ligava. Atrás do balcão se encontrava a Sr. Cass, Honey e Gogo. As duas últimas estavam ajudando Cass nas últimas horas do expediente e observaram a mais nova meio “estranha”.

–Rose querida você está bem? –Cass perguntou a jovem, enquanto acompanhava os últimos fregueses á saída.

–Claro. Eu estou sim. –Ela respondeu dando uma mordida no biscoito de morango que tinha pegado.

–E que você está estranha. Tá tudo bem? –Honey comentou retirando o avental branco que tinha e passando a mão no ombro pra tirar um pouco de farinha que se encontrava.

–Pois é, você aí tá toda felizinha. –Gogo falou em um tom malicioso que fez a jovem ergue a sobrancelha.

–Gogo, eu não gostei do seu tom. O que você tá pensando em?- a morena perguntou desconfiada. A coreana olhou para Honey.

–Ah, eu entendi. –Honey completou dizendo a garota mais confusa.

–O que vocês estão insinuando meninas? –A Sr. Cass perguntou enquanto virava a placa de “Fechado” do lugar.

–Alguém tá caindo de amores por alguém! –Gogo disse fazendo a adolescente corar, em seguida, contestar.

–Gogo não seja boba! –A mesma falou tentando fazer ar de pouco caso, mas na verdade aquela frase caiu como um estrondo nos ouvidos. Será mesmo que ela estava apaixonada? Mas, isso era impossível. Tá teoricamente se estivesse, seria por quem? Não tinha a menor ideia, só estava feliz.

–Rose. –Era Honey cutucando o braço da garota.

–Ah, o quê? –A jovem falou saindo dos seus devaneios.

–Eu não falei? — Gogo afirmou com malícia mesclada com brincadeira na voz.

– Não seja ridícula de novo, tá ficando irritante. –Rose falou irritada.

– Eu até ficaria ofendida, se o que eu disse não fosse verdade! –Disse em um tom irônico.

–Já chega! Ok. –Rô afirmou pondo fim na discussão.

–Ok, mas pense nisso. –Gogo pôs a mão no ombro da morena. Elas levaram a pizza pra cima, já que era o jantar daquela noite. E todos comeram como doidos aquele dia.

°°°

Depois de uma boa noite de sono, todos acordaram. Esse era o dia. Hoje eles iam atrás da luz do infindo. Eles poderiam não voltar vivos. Aquilo seria perigoso. Então Hiro contou a Sr. Cass, pra não alarmar do sumiço, que ia para casa de Fred para terminar o “projeto” de robótica e poderia ficar no máximo uma semana, por que daria os últimos retoques antes da faculdade ser reaberta já que as reformas estavam acabando, e apresentar o projeto. E ele jurou pra si mesmo se saísse vivo dessa iria contar tudo pra tia sobre suas andanças. Mas, não agora. Não era o momento certo. Eles organizaram as roupas restantes da casa e partiriam para a do Fred, pra um último teste, esse tempo junto de convivência tinha os aproximada mais do que nunca, eles tinham ficado mais fortes, com laços de amizade mais forte. Além da promessa que Hiro fez a garota para perder o medo de voar. Levaram consigo também o cubo de energia, para pegar a luz do infindo, decidiram que a entregariam a Krei tech, mas para ficar em um cofre, para não ser mais utilizada de forma errada, incluindo que o próprio Krei não podia pegá-la mais. Todos tomaram café e, por incrível que pareça, não estavam tão tensos. Eles agiram normamente com a Sr. Cass. O café foi bem reforçado, sanduiche de peru, presunto, queijo, misto, bolos de chocolate, morango (o favoritos da Rose, só pra constar!), doces de banana, morango, confeitado, bala de ursinho, sucos, cafés, chocolate quente etc. Em uma mesa reservado no canto do café, eles conversavam calmante. Nem pareciam que poderiam morrer depois daquilo.

– Bom, é hoje né? —Hiro pronunciou meio nervoso com tudo, mas de certa forma confiante. Ele já tinha um plano, já tinha o que fazer, agora só faltava não entrar em completo pânico se alguma coisa desse errado, o que era muito provável. Tipo 99% de 100%. Ninguém disse que ser líder era fácil.

–Pois é. Vai ser hoje, mas eu não me preocupo. —Rose afirmou com convicção, mordendo o sanduiche. Ela tinha, depois dessa estadia, ficando mais corajosa, além de mais engenhosa e saber trabalhar mais em equipe. Não, ela não sabia! Ela passou um ano trancada, a escola era um inferno e não tinha nenhum amigo sem ser Alana, o que você acha em?

–Ela está certa não temos o que temer. —Wasabi afirmou concordando. Já esse não deixou de ser maníaco-compulsivo por limpeza, mas não tá tão mais tão neurótico assim. Só um pouquinho.

–Nós somos heróis, um grupo unido imbatível, sem fim e... —Fred falou empolgado. Ele continua o mesmo, mas o mesmo sendo mais responsável, mas ainda o mesmo. Ou seja, alienígenas, zumbis e quadrinho vocês ainda tem seu aliado.

–Fred, senta aí. — Gogo, o puxou para sentar. Ela também não mudou, mas tá mais simpática sem falar que no quesito “pegar no pé no Hiro, ou qualquer outro, por bancar a irmã mais velha”, ah, essa ela domina. E muito bem.

–Enfim, vamos sair dessa bem, nós enfrentamos situações piores. E temos ajuda extra dessa vez. —Honey disse colocando a mão em cima do ombro da garota que sorriu. A Honey, bem ela nunca mudou. Em todos os sentidos, e sempre a mesma, tirando o fato que ganhou uma irmã mais nova, postiça, mas nova. E que ela amava, vivia grudada com essa garota.

–Eu concordo com você. —Gogo falou fazendo uma coisa que raramente faria: Sorrir. Brincadeira, mas ela estava realmente feliz. Todos estavam bem calmos.

–Tia, eu já vamos. —Hiro anunciou a mulher que veio correndo para abraça-lo. Deixando tudo, clientes, pedidos, realidade etc.

—Cuidado pelo amor de Deus! E nada de explosões. Eu conheço você Sr. Hiro, você gosta muito de explosões, e na última você foi parar no hospital, porque o experimento foi com pasta de amendoim. –Cass disse ao sobrinho, depois dessa revelação fez todos rirem— Até uma semana, ok. Cuidado. Gogo fica de olho nesse garoto. Isso vale pros outros também. ­­­­— concluiu dando um beijo na testa do menino. Gogo assentiu com a cabeça a responsabilidade que ela aceitou.

­— Vamos lá. —Wasabi chamou, seguiram todos até a porta. Era agora ou nunca.

Eles pegaram as mochilas que estavam no canto. Dentro delas estavam as roupas e as armaduras. Baymax estava lá também, como a armadura dele era grande, tiveram que dissecá-la, como faziam com as sementes, só que mais fácil por ser metal. Estava na bolsa do Hiro. Pegaram algumas comidas do café também. Eles já tinham um plano. Depois do treino eles iriam ir à ilha onde ficava a luz do infindo. Era um pouco remota, mas na mesma direção onde foi testada a sombra do pardal. Essa era diferente, mais protegida, visto que o objeto nunca saiu de lá. Entraram no carro que Fred pediu mais cedo.

— Vamos mandar ver. –Baymax exclamou. Todos disseram o mesmo. Sem medo.

°°°

Notas finais
Podem gritar, bandeira branca *u*, eu amo isso que eu faço. Até meus doces.