Topo do mundo

33 Sangue de herói!


Notas iniciais
Estamos oficialmente na reta final, e bem perto na batalha final que começa próximo capítulo. Porém, nesse as perguntas restantes serão respondidas. E vocês já devem saber. E por fim, vão ver que em gente que é uma ótima atriz!- A ESCRITORA

POV Baymax

Rose teve uma ótima ideia. Ela conseguiu driblar o alarme, afinal, o DNA dela é quase igual à dos pais. Quebramos a barreira e prosseguimos o caminho. Eu podia ver que Hiro estava visivelmente pensativo.

— Hiro, o que lhe incomoda?— Indaguei ao mesmo. Não gosto de ver mu amigo assim.

— Nada… e que, eu fico preocupado com tudo que está acontecendo. A cidade está em perigo, o pessoal inteiro está em perigo. Você também. E isso me deixa estressado. Sem fala que eu tô desconfiado. Desde o deslizamento, o Yokai não dá as caras. E eu tenho certeza que ele não tá morto. E como a Abigail disse. Não é só pela vingança. Eu acho que ele está planejando alguma coisa que envolve a luz do infindo e isso não acarreta a cidade. Ele parece não querer fazer mal a São Fransokyo. Tem algo nisso tudo, que ainda não sabemos. Falta uma parte desse quebra-cabeça. Tem algo a mais nessa confusão toda.— Ele desabafou pra mim. Esse garoto nunca aprende que o mundo não está nas costas dele.

— Hiro, o mundo não pesa sobe você. Porém, entendo sua preocupação. E tem razão, isso está estranho demais. Mas, vamos falar de outra coisa. Você pretende fazer um pedido?— Indaguei.

— Como?— Ele me fitou confuso.

— Vai pedir a Rô em namoro?— Ele ficou vermelho instantaneamente.

— Baymax! Vindo de você eu nunca pensei essa pergunta.— Eles passou a mão pela nuca nervoso — Enfim, sim e não. Nós temos só 15 anos, somos muito novos. A gente vai de certa forma namorar, porém primeiro a gente vai se conhecer. Eu não sei nada sobre o gosto pessoal dela a fundo. Eu quero conhecê-la melhor. Aqui não é nem Frozen pra ficar com alguém que acabou de conhecer. Eu tenho que saber mais sobre ela e ela sobre mim. Mas, sim eu vou pedir ela em namoro depois que isso acabar.— Falou dando um sorriso largo. A Rose, foi a primeira paixão do Hiro, afinal, ele teve uma vida bem conturbada e nunca teve tempo pra pensar muito sobre isso. Ela é uma garota muito legal não vai deixar ele se meter em confusão assim tão fácil

— Eu gosto muito dela e de todo mundo, não quero que tudo vá para o buraco se algo der errado nessa missão.— Afirmou terminando seu discurso.

— Gente acho que chegamos.— Gogo chamou nossa atenção. Era uma sala realmente muito grande. A mesma tinha todo o seu revestimento em titânio que, apesar do tempo, ainda era brilhante. O chão era bastante empoeirado já que não era limpo por anos. O teto tinha um grande candelabro de cristais que iluminava todo o recinto. No meio dela havia uma cúpula com um cilindro também de titânio com algo no centro que irradiava grande energia. Em frente da mesma um grande painel se localizava. Ele era cheio de botões e comandos. Fora isso, não existia nada mais na sala que, por sinal, foi construída especialmente para abrigar uma força tão poderosa.

— Então é isso aí que vamos ter de tirar. Certo, como?!— Wasabi falou histérico.

— Só uma pergunta como vamos fazer isso.— Honey indagou.

— Eu não sei ao certo isso é muito complexo.— Hiro afirmou. Enquanto isso, Rose pareceu, de certa forma, atraída a luz como uma criança é atraída a uma vela. Ela chegava perto da redoma enquanto todos discutiam o que fazer. A mesma tocou no vidro e quando fez isso, o painel, até então desligado, se ativou causando um grande barulho.

— O quê?— Rose falou saindo de uma espécie de transe.

— Parece que esse painel se ativou.—Fred observou.

— Quem fez isso?— Foi a vez da Gogo falar.

— Não sei, mas acho que é isso que tira essa redoma desse lugar.— Hiro afirmou. Ele começou a mexer no painel, tentando decifrar os códigos, todos ficavam tensos, menos a Rô que parecia está bem entretida com a luz do infindo. Isso não me parece natural. Não estou dizendo que ela é esquisita, pelo contrário, às vezes ela parece a mais sã dos 6 fora eu. Mas, e que parece que essa luz tem uma forma de influência nela. Como se fossem juntas.

— Consegui!— Hiro exclamou. As poucos a doma de proteção em volta do cilindro se levantava graças a cabos de aço que tinha em cima. Quando acabou só restou no meio, o cilindro que no centro uma parte transparente que dava para ver a luz do infindo. Ela era do tamanho de uma bola de futebol, e, de acordo com os meus registros, era feita de energia positiva pura. Ela realmente tinha mesmo a intensidade de milhares de sóis. Porém, ela estava protegida e não parecia fazer mal ao sistema imunológico ou ao organismo dos humanos. Nós olhávamos perplexos para a mesma.

— Então é isso que é a luz do infindo?— Wasabi comentou atônito.

— Parece que sim.— Honey respondeu da mesma forma.

— Certo como vamos tirar ela daí?— Gogo perguntou.

— Isso é uma excelente pergunta.— Hiro falou irônico.

— Tenta os controles do painel de novo.— Rose sugeriu.

Ele foi mesmo sabendo do risco de levantar aquela cúpula. Hiro trabalhou por uns 10 minutos naquele painel, até consegui decifrar o código. Após isso, a parte superior do cilindro se ergueu deixando a lux completamente exposta.

— Vamos pegar essa coisa com o cubo de contenção certo?—Wasabi indagou.

— Ótimo. Mas, quem vai ser o corajoso ou a corajosa que vai fazer isso?— Fred falou soltando essa dúvida no ar.

— Eu faço isso.— Hiro afirmou. Ele estava com medo, muito medo, mas a verdadeira coragem não é não ter medo, e consegui encarar o medo.

— Baymax o cubo, por favor.— Ele pediu o mesmo a mim, eu o entreguei. O cubo de contenção foi criado para conter a luz do infindo, já que o Hiro trabalhou nos atributos da luz por completo. O cubo era de uma cor prateada e feito do titânio que sobrou na garagem. Ele se posicionou na frente da luz, e abriu o cubo o meio. O efeito era para a luz ser atraída ao cubo como um metal é atraída ao ímã. Pelo menos era.

— O quê aconteceu?— Gogo perguntou.

— Não funcionou.— Hiro respondeu visivelmente frustrado. Quando aconteceu algo que chegava a desafiar as leis da física. A luz começou a se desprender, sair da forma de um núcleo concentrado em um ponto. Ela tomava formas de extensos fios brancos que rondava a sala e nós. Eram fios brilhantes que iluminava todo o recinto. Eles se reuniram em nossa volta. Indo em direção da…Rose?! Certo, esse fenômeno não é comum! Os fios ficaram ao redor da mesma que permanecia sem reação. Ela silenciosamente pediu o cubo pro Hiro, que deu na mesma hora sem piscar já que estava sem reação ao que dizer ou fazer. Ela respirou fundo e o abriu, quando fez isso todos os fios escorreram para dentro do cubo lentamente, era uma visão bonita de se ver, eles mudavam de cor às vezes além do branco o que realçava o ambiente. Todos os raios foram para o cubo. Todos estavam confusos.

— O que raios aconteceu?— Rô perguntou. E responderam a pergunta, infelizmente responderam a pergunta. Yokai apareceu de surpresa, derrubando tudo pela frente incluindo nós. Ele fez um tentáculo de microbôs que nos deu uma rasteira e nos derrubou. Após isso, ele aprisionou a Rô em uma espécie de bolha e nos em correntes. A bolha saiu do chão.

— O que é isso?! Me larga seu pirado! E não ouse machucar meus amigos. — Eu pude ouvi Rose esbravejando dentro da bolha.

— Tenha calma, eu não tenho nenhum intuito em machucá-la. Tão pouco meu assunto é com seus amigos. Vindo de mim e incomum, mas meu trato não é mesmo com seus amigos.— Callaghan afirmou em uma calma anormal.

— Larga ela agora!— Hiro gritou entre os dentes preso pelos braços nos microbôs.

— Tenha calma você também Hamada. Eu não vou machuca sua amiga. Pelo contrário, eu quero levá-la comigo.— Assim que ele fechou a boca, eu pude ver a palidez que tomou conta do Hiro e do resto do pessoal.

— O quê?! É oficial você é maluco! Eu não tenha nada que você queira, ou motivo pra ir atrás de mim. Eu não entendo o quê você quer.— Ela indagou confusa e ao mesmo tempo com raiva.

— Você, nada. No entanto, o que você carrega junto.— Ele disse.

— Olha se é a luz, ela não funciona. Deve ter quebrado de tanto ter ficado aqui.—Ela blefou, mas de certa forma disse a verdade. Não apresentava risco aos humanos. O nível de radiação é quase 0.

— Eu sei. Apesar que na primeira vez estava bem perigosa quando explodiu.— Ele falou.

— É, sim. Eu tô viva e…— Rose deu uma pausa perturbadora—C-c-como você sabe disso? Nem eu mesma sabia disso. Tudo foi vetado.— Ela gaguejou com uma voz trêmula.

— Minha cara portadora de olhos verdes, eu estava aqui.— Falou chocando todos incluindo eu. Ouvi a nossa amiga cair de joelhos assim que tais palavras caíram nos ouvidos.

— Deve ter muitas dúvidas e, para não dizer que sou uma completo psicopata, foi dizer exatamente o que procedeu nesse dia.— Começou.

— Você é um completo psicopata!— Honey gritou avançando pra frente forçando as correntes. Ele não pareceu se importar, abriu metade da bolha deixando o busto e o rosto de Rose exposto, assim como os braços amarados em correntes. Ela não parecia assustada, mas sim curiosa. E revoltada tentando se libertar das correntes todo tempo.

— Minha querida Rose. Após que a luz a atingiu, você sofreu de perda de memória recente das últimas 48 por isso não lembra de nada. Depois que Lazúle falou que você estava dormindo a levamos as presas para a enfermaria para conferir ser estado interno. O resultado dos exames foram chocantes. Seu corpo não sofreu impacto. Ele absorveu a energia, minha cara você é parte da luz do infindo. O núcleo de força se expandiu e seu organismo absorveu a luz. Por isso que só consegui colocá-la no cubo quando você estava com ele, porque perto de você a luz viu um igual, você consegue controlá-la. Eu estava lá e fiquei abalado quando você desmaiou, porém ficamos felizes quando descobrimos que estava bem. Por isso não suporta lugares fechados, ou não gosta de escuridão. — Ele disse soltando os braços da mesma.

— Porém, não negávamos que tinha energia correndo nas suas veias, uma energia poderosa que faz parte de você. Energia que eu ajudei a criar e que conheço na palma da mão. E você minha cara, carrega nas veias isso e é a única na terra que maneja com perfeição sem que nada dê errado.— Callaghan afirmou. A essa altura o Hiro foi de palidez de surpresa para vermelho de raiva.

— Ceto. Mas, porque tá contando isso tudo pra gente.— Ela perguntou.

— Minha cara, você é a única que pode trazer a luz para ligar a minha máquina. Por isso, tenho que levar você embora.— Completou de uma forma cínica.

Assim que ele terminou de falar isso o teto do local foi perfurado por microbôs. Era a saída. Nos continuávamos presos. A bolha onde a Rose estava começou a ser levada para fora. O Hiro consegui conectar o comunicador com ela.

— Rose, lança uma das suas flechas, sai daí. — Ele gritou desesperado junto com o resto do pessoal.

— Não dá. As minhas flechas, ela não funcionam, eu já tentei.— Rô disse co uma voz sem esperança.

— Se acontecer alguma cisa comigo o que é bem provável, eu quero que vocês todos saibam que foram os melhores amigos que eu já tive. Nunca fui muito sociável, mas com vocês eu aprendi com ter verdadeiros amigos não importa a idade, cor, criação. Além de descolar uma irmã postiça muito maneira. E o mais importante me ensinaram o significado de ser uma super-heroína. E não importa o que aconteça comigo — Ouvimos ela soluçar por causa de um choro repentino —Eu sempre vou amar você. São minha família. Obrigado por tetarem me colocar no caminho certo.— A conexão falhou e acabou caindo. Os microbôs nos soltaram. Parece que o único motivo de bos prederem era evitar que seguimos o Yokai. Estávamos em estado de choque com tudo.

— Não!— O Hiro pronuciou.

— Como?— Honey perguntou.

— Isso não vai acabar desse jeito! Eu não vou deixar ela na mão daquele maluco! Ela ainda está de armadura o Baymax ainda consegue rastrear. Eu não vou deixar que ninguém mais se machuque nisso tudo. Ele sabia que não precisava dela, a luz está estável. Ele quer nos levar até o que ele planeja. E é lá que nossa batalha final vai acontecer. — Ele se virou para nós determinado e com seu jeito de líder nato — Vamos impedi-los juntos.— Até ouvimos uma sétima voz.

— E eu estou esperando vocês. Afinal, como eu disse antes somos uma família. E sem mais choro, aquilo foi para despistar o Callaghan, mas tudo que eu disse foi verdade.— Essa garota é imprevisível.

— Você fingiu! Que ótima atriz! E sei que tudo era verdade.— Hiro disse meio vermelho.

— Eu tô esperando vão!— Ela disse com uma voz alegre. Todos subiram em mim e partimos. Afinal essa é a nossa alegria normal. Íamos vencer essa batalha, juntos.

Porque somos heróis. E isso é muito mais que só usar capa!

Notas finais
E isso aí gente, choro de mentira, palavras verdadeiras. Ela sabe que vai ser resgatada, já que com amigos desses, não se deixa ninguém na mão. É, ela tem energia na veias. literalmente. Até a próxima.- A ESCRITORA.