Topo do mundo
5 Dia de arrumação
Notas iniciais

POV Hiro
Eu acordei com o sol na minha cara, quando vi era 06h00 horas, tinha acordado mais cedo que o normal, melhor do que ontem, e apesar de não querer acordar nessa hora eu não iria mais consegui dormir, então me levantei. Fui ao banheiro, tomei banho e escovei meus dentes lavei meu rosto que estava com uma cara de cansaço, e que logo desapareceu depois. Troquei-me e coloquei uma blusa azul, a mesma bermuda e os mesmos sapatos junto ao meu casaco preferido. Depois fui acordar o baymax.
–Bom-dia Baymax. –eu falei vendo o robô se ativar e pronunciando as mesmas palavras que ele disse quando foi reconstruído.
–Olá Hiro. — ele falou me fazendo abrir um grande sorriso. Ele era uma das pessoas, mais importantes da minha vida e ter ele era como ter o Tadashi aqui, tirando o fato que ele não me dava lição de moral.
–Oi Baymax, acordamos mais cedo então o pessoal não vai estar aqui agora, vamos tomar café. -eu disse.
Descemos as escadas e fomos ao andar de baixo onde era o café, que estava muito movimentado para tão cedo do dia. E fui tomar café com o baymax e encontrar a tia Cass, ela estava fazendo o café com fones de ouvido, dançando com coreografia e tudo não pude deixar de rir.
– Bom-dia tia Cass. O que tem para café da manha?-eu perguntei com uma cara de cachorro pidão, escondendo à risada que tinha acabado de dar dela, se a vise eu ia ficar muito encrencado.
–Oi Hiro, temos ovos mexidos e suco de laranja. Agora se sirva que você tem um par de mãos por um motivo. — ela me disse em um tom irônico fazendo uma carreta engraçada.
–Esta certa, tia. — eu falei revirando os olhos. Mas meu pensamento estava nos acontecimentos do dia anterior, aquela pessoa na lapide, a chuva de ontem, tinha conhecido a Rose, realmente como ela entrou na faculdade? Era algo extremamente curioso e surpreendente. Mas não foi algo ruim. Ela parece ser bastante inteligente e eu tinha que apresentar ela pro meus amigos. Eu tinha que convidar ela pra sair com a gente algum dia desses...
–Hiro. — ouvi alguém me chamar e um estralar de dedos ecoou pelo ambiente.
–Ah... O que. — eu falei confuso olhando para minha tia.
–Hiro você tem que ir para faculdade. — minha tia falou seria me tirando de meus pensamentos.
–Claro, vamos baymax. — eu falei. Eu comecei a ficar revoltado comigo mesmo. O que e isso Hiro Hamada!O que esta pensando! Você e um super-herói e um líder, quer por a vida dela em perigo?! Tenha juízo uma vez na vida! Era minha consciência.
– Eu tenho juízo!Oras! Err... Eu estava ficando maluco! Eu tava brigando comigo mesmo em voz alta no meio da rua movimentada da cidade e todo mundo tava olhando pra min. Que mico!
Voltei para meus pensamentos, porém dessa vez foi sobre o aconteceu comigo e com o baymax ontem. Quem era aquela pessoa no tumulo, provavelmente eu não saberia nunca. Passamos por vários locais da cidade que estava mais alegre depois que parte dela foi reconstruída. Chegamos à faculdade que tinha um jardim que era próximo da entrada. Ele era cheio de flores, arvores, arbustos. Na explosão parte dele havia sido destruído. Mas o pessoal da biologia, o havia replantado e estava mais lindo do que nunca. O cheiro era agradável e pros alunos que gostavam de almoçar com os amigos ou fazer um pequeno piquenique era o lugar ideal. Alem disso a beleza daquele lugar te dava animo e um pouco de coragem para enfrentar o dia. Tinha um jardim muito maior no edifício erguido em homenagem ao Tadashi. Eu comecei a chorar, mas não eram lagrimas de tristeza, pelo contrario eram de alegria. Eu tinha uma lembrança constante do meu irmão. As pessoas da biologia fizeram questão de fazer o nome Tadashi só com flores brancas em frente ao prédio, ficou realmente lindo.
Para pessoas sem serem da faculdade era bom também, tinha a ponte, o lago que ficava em frente da faculdade. Eles foram os últimos lugares que eu estava com Tadashi, então tinha uma espécie de valor sentimental pra min. Fazia questão de manter limpo e conservado, volta e meia eu ia limpar. Eu acho que tenho um problema, mas não importa me faz me sentir bem e prometi pra min mesmo deixar limpo. E nunca desonro uma promessa. Falando nisso eu prometi pra Rô que iria ajuda com o laboratório dela que eu deixei um caos na ultima vez e aos meus amigos que eu iria apresentar ela. E falando nela, la estava à dita cuja. Ela estava desenhando uma rosa branca do jardim sentada de joelhos pra frente da flor, estava muito concentrada.
Ela estava diferente da ultima vez que eu a vi, agora ela usava uma blusa branca de mangas curtas com uma bata verde água, uma saia branca rodada que era mais ou menos da altura joelho junto a uma sapatilha bege. Seus cabelos estavam amarrados em uma trança lateral que tinha como adorno uma tiara branca com uma flor rosa bebê, uma bolsa transversal azul claro e três pulseiras rosa choque no braço direito. Baymax se adiantou antes de mim e foi falar com ela.
–Ola Rô. — baymax disse chegando perto dela e tendo consciência do seu ‘apelido’. — como esta seu braço?
– Ah, olá baymax... Meu braço esta bem melhor obrigado. -ela falou parando de desenhar, guardando o caderno, se pondo de pé e vindo até min.
– Oi Hiro, como você esta?- ela me perguntou sorrindo leve, me fazendo sorrir também.
– Eu estou bem obrigado. -eu falei passando a mão nos meus cabelos. — e vou te ajudar arrumar a bagunça que eu fiz antes, mas, eu poderia apresentar você para os meus amigos antes?- eu perguntei tentando não ser um pedido grande demais pra quem eu conheci no dia anterior.
– Claro seria um prazer conhecer seus amigos. — ela me falou me surpreendendo com a simpatia.
– Certo, la vem eles, gente!-eu gritei levantando a mão para chama-los.
–Oi Hiro, achamos você. — Wasabi disse.
– Onde você estava?-Gogo perguntou.
–Acordei mais cedo, então vim logo. — eu falei a eles.
– Hiro, quem é essa moça?-Honey me perguntou daquele jeito dela.
– Gente, essa e a... — eu não consegui terminar a frase por que fui interrompido.
– Meu nome e Rose, mas podem me chamar de Rô. -ela disse se apresentando.
– Então você e o prodígio mais jovem depois do Hiro que eu conheço. — Wasabi disse. — como você entrou?-fazendo a pergunta que todos estavam querendo saber à resposta.
– Eu fiz uma coisa chamada expansão de matéria viva. — ela disse enquanto íamos para a entrada.
– O que seria isso?-baymax perguntou.
– É como pega todo material genético de plantas e árvores e deixa no tamanho de uma semente e depois fazê retornar ao seu tamanho original. -ela disse explicando como ela entrou. -foi muito difícil, mas eu consegui.
– Nossa ia e muito legal!-eu falei animado- Sabe por que isso e quase impossível!
–não é mais. -ela disse olhando pra gente. -Sem querer se convencida. -ela disse irônica.
–Então você e uma garota humana?- Fred perguntou. E eu achando que essa pergunta era estranha, que na verdade era só a introdução das bizarrices que ele dizer.
–Ah... Sim. -ela falou com uma cara tipo ‘esse cara e louco!’ olhando pra gente.
– Então você não veio de uma raça alienígena que veio estudar e dominar a terra?-ele perguntou desconfiado enquanto a gente o encarava confuso. Ou melhor, quase em pânico!
– O que, claro que não!-ela falou irritada.
– Escute bem se você for de uma raça alienígena, não ponha seus ovos cheios de geleia cósmica aqui. — ele falou em um tom quase ameaçador.
Todos ficaram com vergonha e eu só faltei gritar, mal conhecemos a garota e ela já sabe que a família é louca. Por que meus amigos são minha família também, mas não vem ao caso nesse momento. Eu bati na minha testa em pânico e todos assentiram.
–Olha você sabe que não ta me assustando né, só ta... Me deixando enjoada.- ela falou com um olhar estranho e se afastando.
– Só ignore, ele assiste muito filme de ficção científica. — gogo disse a ela.
– Tudo bem, não encano por isso. — ela falou levantando um ombro.
– Mudando de assunto, o que fazia antes de entrar pra faculdade?- Honey perguntou.
– Eu me formei com 13 anos então resolvi entrar aqui, não podia ficar sem fazer nada e queria expandi meus conhecimentos. — ela falou. — mas eu perdi a ultima seleção e só consegui entrar esse ano.
– O Hiro ia à robôlutas em seu tempo livre. — baymax falou pra ela.
– Mas isso é ilegal. -ela disse olhando pra min com um olhar de reprovação.
– Gente eu e ela temos que arrumar muita coisa pra arrumar até mais tarde. — eu falei antes que o baymax me disse se algo mais constrangedor sobre min.
***
Quando nós chegamos, a sala estava em um completo caos, pareia que as plantas tinham crescido mais. Elas estavam em toda parte não havia um canto se quer sem uma flor ou árvore. E imaginar que tudo isso foi causado por simples sementinhas. Inacreditável o que a natureza pode fazer, mas, promessa e divida então eu tinha que ajudar ela a arrumar aquela zona que eu tinha causado. Eu e ela estávamos perplexos na frente daquele caos.
– Poxa, eu sabia que a natureza é forte, mas... Isso chega ao nível do extraordinário. –ela falou incrédula.
–Wow, isso e muita planta. Vai demorar. — eu falei bufando do trabalho que íamos ter.
– Ele vai continuar com a gente?-ela perguntou se referindo ao baymax. — ele pode se furar.
–Vai ficar tudo bem, não é baymax?- eu e baymax fizemos o que chamamos soco bate.
–brá-lá-lá-lá.
O que deixou a Rô meio... Confusa.
– O que foi isso que vocês fizeram?-ela perguntou olhando pra gente.
– Soco bate. É quando as pessoas comemoram ou concordam em algo. — Baymax disse tirando as palavras da minha boca.
– Certo, agora os mocinhos podem parar de brincar e me ajudar agora. — ela falou em um tom meio que de deboche.
– Tá bom. -eu falei e fomos arrumar.
– Não liga pro Fred ele é meio sem noção. — eu falei.
–Tá tranquilo. — a Rô respondeu.
***
Demorou mais conseguimos! Ou melhor, quase, é que tinha mesmo muita bagunça. Porém, nós estávamos avançando e para passar o tempo formos conversar.
– Então o senhor já foi lutador de robolutas, sabe que é ilegal?-ela falou em tom irônico.
–em primeiro lugar roboluta não é ilegal, apostar nas robolutas é, e em segundo, foi no passado. — eu disse cortando umas das plantas que estava em uma prateleira.
–Certo... Por que você parou de ir, sabe... Você inteligente e é um prodígio da robótica com grande grau de experiência, iria ganhar muito dinheiro fácil, apesar de ser ilegal?- ela perguntou me fitando com a cabeça virada de lado.
–Bem, eu não podia continuar era errado... — eu comecei a falar.
–Você acabou na cadeia não foi?- ela disse irônica enquanto arrumava os tubos de ensaio.
–É foi sim. — eu disse dando por vencido.
Ela começou a rir.
– Gosta de rir da desgraça dos outros?- eu falei meio irritado.
–Desculpe, e que a cena ao vivo deve ter sido hilária. — ela falou ainda rindo.
–Há, há,há... To morrendo de rir. -eu falei sarcástico e fazendo uma careta.
–Ok, mas, falando serio, Por que parou de ir?- ela falou se recompondo.
– É que... Apesar de ser fácil, eu não poderia fazer isso pra sempre, talvez no fundo eu soubesse que era errado, só não queria admite, e eu deve muito ao meu irmão, ele me ajudou. — eu falei sendo muito sincero. E realmente era isso que eu pensava mesmo, o Tadashi fez tanto por min. Eu nunca achar palavras suficientes pra dizer isso.
–Você foi muito corajoso por aceitar os conselhos do seu irmão. — ela disse pra min enquanto colocava uns condensadores no lugar.
–Serio, por quê?- eu disse confuso parando imediatamente o que estava fazendo.
– Porque qualquer um pode querer o caminho mais fácil, especialmente se você tiver vantagem nisso e principalmente se for errado, nós temos tendência pra isso, mas, abrir mão de fazer isso pra fazer o certo, mesmo sendo o mais difícil é muita coragem e com certeza a pessoa merece ser chamada de uma pessoa com caráter, a decisão partiu de você, seu irmão só deu uma força à vontade certa. –ela disse me olhando nos olhos, que deixava transparece que estava sendo sincera.
–Obrigado. O que ela disse calou fundo em min, se não desse certo biotecnologia, com certeza ela deveria fazer poesia, era boa nisso.
– E como seus pais reagiram quando você entrou?-eu perguntei de costas, antes de perceber o garfe que eu tinha dado.
Eu ouvi um som de vidro se quebrando e quando me virei a Rô tinha derrubado um béquer. Ela estava meio que tremendo quando baymax falou:
– Rô, seu nível emocional esta instável e você esta tremendo.
Ela se virou pra mim.
–Bem meus pais, eles... Se foram á dez anos. — ela falou com um semblante triste e seus olhos verdes começaram a se encher de lagrimas que ela não deixava sair.
– Eu sinto muito, eu não sabia... –eu falei meio que gaguejando.
– Tudo bem, não foi culpa sua, você não sabia. — ela falou limpando os olhos.
– Eu sinto muito. –falei. Eu sabia muito bem como era ruim perder alguém que você ama.
–Bem terminamos tudo. Então vamos. -ela disse ja tendo recuperado a alegria.
–Certo. — eu disse. – você pode me mostrar o que você fez na apresentação?- eu perguntei pra mudar o clima.
–Claro. — ela falou já melhor.
Chegamos perto de uma mesa que estava limpa.
–Agora, deixa que eu faça isso, a última era um dos protótipos, por isso explodiu quando você chegou perto, mesmo assim eu faço. Ela falou colocando umas sementes na mesa e chegou perto com um gota-a-gota. Assim que ela colocou uma gota d´água, a semente expandiu e virou vários cipós que pareciam tentáculos de compridos. Foi incrível e inacreditável!
– Legal!- eu citei empolgado.
– Muito bem curioso, acabou. Já ta na hora de ir.
***
Chegamos à saída, tinha-mos acabado de chegar. Estava-mos eu, Baymax e a Rô esperando o pessoal.
–Então obrigado arrumar a bagunça que você fez. — ela disse irônica cruzando os braços.
– De nada. — eu devolvi da mesma forma.
–Segura pra min, volto ja. — ela falou me estendendo o caderno. Ela só foi beber água.
O problema e que o chão estava escorregadio e ela vinha correndo e acabou ela escorregando e eu agir por reflexo ou algo assim, eu estendi os braços pra ela não cair, aconteceu que acabou ela se apoiando no Baymax e em min. Ela recuperou o equilíbrio e soltou a min e ao Baymax.
–Obrigado. — ela me falou estendendo a mão para pegar seu material.
– De nada. -eu falei devolvendo seu caderno.
O pessoal chegou à entrada.
–Rô amanha nós vamos sair a 04h00 pela cidade, sabe... Que ir junto? Ia ser legal sua companhia. Então topa? — eu perguntei a ela.
–Claro. Isso é, se todos concordaram. -ela falou botando uma mecha do cabelo pra trás da orelha.
– Claro que pode. -Honey falou e todos assentiram.
–Certo todo mundo vai se encontrar no café gato da sorte que é da minha tia, beleza?-eu perguntei mesmo a minha consciência falar o contrario pra não convida-la até me deixar com dor de cabeça, só pra constar ela tava bem chatinha hoje.
– Ok, thau. — ela falou enquanto estava indo acenando nós.
Quando ela foi embora o semblante da Honey mudou de alegre pra séria o que era estranho.
– Hiro nós temos uma noticia nada boa. -ela disse mais seria ainda.
O que eu ouvi me deixou totalmente chocado com uma mistura de raiva e surpresa.
– Hiro, o Callaghan fugiu...
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