Too Much To Ask
59 Epílogo
Notas iniciais
Os dias de férias continuaram correndo, até que me vi no dia de voltar para casa. Preenchi os formulários, dizendo que voltaria no ano seguinte. Não tinha como não voltar.
Naquela tarde vi o carro do meu pai estacionado perto da Colina. Peguei minhas malas e levei até lá. Pedi para que ele esperasse até eu me despedir de todos. Corri até o chalé de Heitor, onde todos estavam se despedindo.
Lágrimas rolaram dos meus olhos quando abracei cada um deles. Teria que esperar mais um ano para poder revê-los. Sentiria muitas saudades. Connor eu já tinha abraçado havia uns dias. Ele teve que ir antes.
Entrei no carro e liguei o rádio. Começou a tocar um CD da Avril, o que eu tinha colocado no rádio meses atrás. Estava tocando Goodbye. Mais lágrimas escorreram por meus olhos e meu pai resolveu me deixar sozinha com a minha tristeza.
Chegamos em casa e eu me joguei no sofá.
– Como foi o verão, filha? — perguntou ele, sentando-se ao meu lado.
– Foi surpreendente e maravilhoso... Bom, pelo menos na maior parte do tempo... Pena que acabou... — falei, secando meus olhos.
– Logo você volta pra lá... — tranquilizou-me ele. — Agora venha, quero te apresentar nossos novos vizinhos.
Ele abriu a porta do apartamento e foi até o da frente, então tocou a campainha. Uma mulher de longos cabelos loiros cacheados e olhos azuis amendoados, que eu conhecia muito bem, abriu a porta.
– Ah, Phillip... Essa deve ser a sua menina... Como ela cresceu desde a última vez que a vi! — disse ela. — Meu nome é Catarina. — falou, sorrindo. — Vou chamar o meu filho. — Ao utilizar o singular, tive a sensação de que seu coração ficou apertado, como se a falta de alguns "s" nas palavras tornassem aquilo uma coisa muito errada. E, infelizmente, tornava. Descobri isso logo depois.
Ela adentrou no apartamento e, quando voltou, estava acompanhada de um garoto... Um garoto que eu conhecia muito bem.
– Connor!!! — gritei, abraçando-o. Lágrimas voltaram a correr pelo meu rosto, mas dessa vez eram de felicidade.
– Vocês já se conhecem? — perguntou papai, com um sorriso no rosto, como se já soubesse a resposta. E ele sabia.
– Você nem imagina... — falou Connor, e me puxou para mais um abraço, seguido de um beijo lento. Nada nem ninguém ao nosso redor importava agora. Aquele ano ia ser melhor do que qualquer outro.
– Querem entrar para tomar um chá? Ou... Qualquer outra coisa que quiserem? — perguntou Catarina, nos interrompendo. Eu devo ter feito uma careta, pois nesse instante todos começaram a rir. Meu rosto esquentou, mas eu não liguei.
– Vamos, Lu. — falou Connor, pegando minha mão e me puxando para dentro. — Esse ano vai ser melhor do que qualquer outro fora do Acampamento. — sussurrou no meu ouvido. — E dessa vez ninguém vai tirar você de mim.
E ele estava certo. Agora, me separar dele seria pedir demais.
Fim? Não, esse é só o começo.
Até a próxima.
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