Too Much To Ask

49 Capítulo bônus de páscoa


Notas iniciais
CLIQUE AQUI PARA VER UMA VERSÃO EXTENDIDA DE TOO MUCH TO ASK!!! Chamei sua atenção? Bom, era essa a intenção. Então, esse capítulo é uma espécie de One Shot dentro da fanfic, nós escrevemos como um especial de páscoa para vocês. Espero que gostem u.u

POV Luisa

Ouvi uma batida na porta do chalé. Era feriado, e por sorte nós tínhamos conseguido voltar para o Acampamento por 5 dias, o que era maravilhoso para descansar de todo o estresse de final de bimestre, do fim das provas. Eu tinha chegado novamente à conclusão de que preferia anatomia à metodologia de pesquisa. Porém, não havia maneira de trocar a matéria, então teria que aguentá-la por mais um tempo.

Enfim. Abri a porta e me deparei com um Connor sorridente, o qual segurava um embrulho dourado e arredondado: um ovo de páscoa. Meus olhos brilharam, mas logo lembrei de um pequeno detalhe.

– Droga! Connor, eu esqueci completamente de comprar alguma coisa! — bati em minha própria testa. Era verdade. Com toda a agitação das provas e trabalhos, não tive tempo para pensar em comprar alguma coisa.

– Não se preocupe. — ele riu, estendendo o ovo de Ferrero Rocher. — Podemos dividir esse sem problema algum.

Eu ri.

– Tudo bem, mas não sei se meu vício por chocolate vai deixar alguma coisa para você. — comentei, com um sorriso torto.

– Esqueceu que eu sou filho de Hermes, dear? — ele revirou os olhos, pegando o ovo de minhas mãos e deixando no alto. Malditos 13 centímetros... — Sem contar que eu já tenho alguma coisa tão doce quanto isso. — sua risada ecoou para o chalé e ele me puxou para mais perto, me beijando.

POV Isa

Tínhamos chegado no mesmo dia, mas em horas diferentes no acampamento. Então, meu celular, que eu não deveria usar, mas foda-se as regras, estava cheio de mensagens e ligações do Leo, pelo motivo de eu não ter aparecido na escola no dia anterior. Mas ok, tinha sido por um bom motivo.

Sim, eu tinha matado aula no dia anterior, passei o dia todo rodando a cidade, a fim de achar o ovo de páscoa perfeito para o meu garoto. Tinha vários, mas nenhum realmente chamou minha atenção, então, tinha resolvido fazer um, mas também não era uma boa escolha. Acabei comprando um ovo de dois quilos, trufado, de maracujá. Não era muita coisa, e não tinha conseguido pensar em coisa melhor.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem para o meu namorado, sim, nenhum de nós obedecia a regra do celular, e foda-se os monstros. Pedi para que ele me encontrasse no bunker em meia hora, e corri para arrumar o lugar.

Passado 29 minutos ele entrou, estava tudo escuro, e provavelmente imaginou que eu não teria chegado. Foi quando uma mini explosãozinha surgiu no ar, iluminando brevemente o local.

– Isa? — perguntou sorrindo.

– Quem mais tem a chave do bunker, coração? — apareci e no mesmo instante seu queixo caiu.

– Você está... está... magnifica — ele sorriu.

Sim, de fato eu estava. Um top branco, com uma mini saia também branca, e orelhas de coelho. É, surpreendente.

– Feliz páscoa — sorri entregando o ovo.

Ele colocou o presente na mesa ao lado e me beijou.

– Você é incrível — ele murmurou.

– Eu te amo — sussurrei.

– Eu também — sussurrou de volta me puxando para outro beijo.

POV Alawara

Último dia de aulas do bimestre! Ah, enfim um feriado... À tarde, após a aula, Heitor me chamou para ir ao parque, mas eu lhe disse que precisava de um tempo para atualizar meu projeto prático daquele semestre. Que grande mentira... Eu ia mesmo era até a chocolataria mais próxima comprar o presente de páscoa dele.

E antes que você pergunte, sim, ele acreditou prontamente nessa mentira descarada. Acho que estou perto de virar uma atriz.

Olhei os ovos e as trufas que tinha ali. Bom, mamãe tinha me dado um cartão de crédito ilimitado no meu aniversário, então apenas olhei o sabor dos doces. Comprei uma cesta de páscoa com 30 trufas de sabores diversos, pequenos ovinhos de chocolate e um ovo de 500 g de chocolate ao leite e chocolate branco. A moça embrulhou em um papel celofane alaranjado e eu peguei um táxi para o Acampamento. Heitor iria para lá mais tarde.

Chegando lá, entrei em seu chalé e coloquei a cesta sobre a cama. Logo andei até o meu chalé para deixar as minhas coisas e trocar o uniforme que ainda estava usando. Coloquei uma toga branca até pouco acima do joelho, sandálias estilo grego, fiz um coque no cabelo e coloquei uma tiara com orelhinhas de coelho. É, podia parecer estranho, mas era só para fazer uma brincadeira.

Ouvi passos. Heitor, com certeza. Esperei até que ouvisse o barulho da porta se abrindo e saí do chalé. Heitor olhava para a cesta sobre a cama com uma cara de espanto, mas logo me viu.

– Não deveria estar trabalhando com seu projeto? — ele sorriu, malicioso.

– Isso podia esperar. — ouvi minha própria risada preencher o cômodo. Ele pegou sua mochila e tirou um embrulho azul de lá. Reconheci a marca de uma chocolataria, e o ovo trufado com café. Ia pegar de suas mãos, mas ele jogou sobre a cama, juntamente com a cesta. Logo me puxou para mais perto, me abraçando por trás.

– O chocolate também pode esperar. — falou, com os lábios perto do meu ouvido.

POV Calista

Páscoa!

Antes que você me pergunte se semideuses também celebram a páscoa eu digo: Por que não? A páscoa não é só uma celebração cristã. Ela existe desde o século XII antes da época em que se acredita que Cristo nasceu, e era uma festa pagã que celebrava a primeira lua cheia após o equinócio de primavera.

Você não se importa nem um pouco? Ok, ok, vou pular essa parte nerd. Andar muito com a Luisa acaba em coisas como essa.

Enfim... tinha conseguido voltar da França de avião para passar esse feriado, graças à minha mãe. Sim, ela pagou uma viagem da França para o Estados Unidos para somente cinco dias... Mas ela era uma deusa, isso não importava muito.

Claro que antes de entrar em um avião, eu fiz questão de comprar uma cesta com trufas francesas, como bombons de Macaé, alguns macarons, barras de chocolate mentolado, etc.

No aeroporto em Nova York, a primeira pessoa que avistei foi Travis. Sua visão fez com que o resto das pessoas desaparecesse da frente de meus olhos. Os belos olhos azuis do garoto brilhavam. Desci e corri até ele, largando minhas malas no caminho. Seus braços me envolveram, em um abraço que durou cerca de dois minutos, até algum imbecil esbarrar em minhas malas e eu ser obrigada a ir pegá-las.

– Er... Eu me ofereci para vir buscá-la aqui... Argos está nos esperando no estacionamento. — Travis sussurrou, pegando uma das malas. Seu rosto estava corado, percebi.

Entramos no carro e ficamos em silêncio, apenas nos encarando. Logo chegamos ao Acampamento, e me dirigi até o meu chalé, com Travis em meu encalço.

Peguei a cesta de doces e lhe entreguei.

– Ahm... Calista? — chamou ele. Seu rosto estava mais vermelho do que antes. Carambolas, Travis, quer parar de fazer cosplay de tomate? — Já volto.

Ele correu até o seu chalé e voltou em menos de um minuto. Em suas mãos estava um ovo trufado de avelã, que ele me estendeu.

– Bom, feliz páscoa adiantado... — ele murmurou.

– Quando é que você vai parar de deixar os tomates com vergonha? — brinquei, puxando-o para um beijo. E desta vez ninguém nos atrapalharia.

POV Julie

Em pleno feriado e Malcolm trancado no chalé, mergulhado nos livros para o vestibular. Ah, eu mereço...

Poxa, ele era filho de Atena, ele sabia tudo aquilo! Ele não podia esperar acabar o feriado para estudar?

– Hey, Jude! — exclamou, rindo, quando eu entrei. Realmente, todos aqueles livros de geografia e física estavam afetando o cérebro dele. Foi quando eu percebi que ele estava com os fones de ouvido, provavelmente ouvindo Beatles.

Ah, julguei cedo demais. Aliás, era possível que um filho de Atena fosse afetado por estudar demais? Enfim... Que seja.

Sentei ao seu lado na cama, o abraçando e olhando as fórmulas de termometria que ele estava estudando. Sinceramente, se tem uma coisa inútil é termometria, especialmente na parte das transformações para Celsius e Kelvin. Digo, só vamos usar isso para o vestibular mesmo, não é como se eu fosse ver a temperatura agradável de 65°F e converter para Celsius e Kelvin toda vez.

Após alguns minutos, seus olhos se voltaram para mim.

– Quer chocolate? — perguntou, se virando e pegando uma caixa de bombons no seu criado-mudo. Sorri e aceitei. Durante algumas horas ficamos ali, sentados, trocando algumas palavras de vez em quando e comendo chocolate. Percebi então que apenas a sua presença bastava para que o meu feriado fosse o mais agradável possível.

Notas finais
Reviews? *o*