Too Much To Ask
35 Capítulo XXXIV - Santo drama...
Notas iniciais
Hefesto sorriu pra mim, e se dissolveu em chamas. Em breve eu o veria novamente, e junto com ele, meu amado.
Não demorou muito para que eu voltasse ao meu quarto. Papai estava jogado em minha cama, Zeus estava contemplando as nuvens (what?) e Fentey estava fazendo tranças no cabelo de Afrodite. Achei a cena bizarra e comecei a rir, ele se virou para mim, chacoalhando seu cabelo roxo e caiu na gargalhada. É, talvez poderíamos ser amigos algum dia.
– E então? — Apolo perguntou impaciente. — O que você queria com o ferreiro?
– Por favor papai — pedi — Não me venha com seus discursos agora, logo, logo você terá uma surpresa.
– Foi aqui que pediram um garoto em chamas? — perguntou Hefesto, entrando no quarto, com Leo ao lado.
– VOCÊS ESTÃO ACHANDO QUE AQUI É A CASA DA MÃE JOANA????????? — gritou Apolo, o que fez com que eu pensasse que os mortais tinham começado a acreditar no fim do mundo.
– A menos que sua nova esposa imortal se chame Joana eu acho que não papai. Eu vou ficar aqui, e ele vai ficar comigo.
– Você está de brincadeira...
– Não, eu vou fazer você gostar do Leo.
Leo assentiu.
– Essa eu quero ver — Apolo murmurou — Tá, você pode ficar. Mas Hefesto, não me responsabilizo por um certo faz-tudo morrer incinerado.
Pisquei para Hefesto, e o Leo me olhou tipo: desde quando você tem mais intimidade do que eu com meu pai?
Hefesto sorriu e assentiu.
– Espero que você não morra tão logo, filho — E ele se dissolveu em chamas.
– Graaande motivação... — murmurou Leo. Eu sorri.
– Apolo, não mate meu enteado tão cedo. Acho que você pode se divertir com ele. — disse Afrodite, enquanto Fentey terminava de fazer a trança.
– Isso está me deixando com medo. — sussurrou Leo.
– Ah, não, eu não vou deixar isso acontecer.
Leo soltou um suspiro aliviado.
– Não tão cedo — sorri.
– Tá — Apolo falou — Eu vou deixar vocês sozinhos, mas er... to de olho — ele assegurou.
Revirei os olhos.
– Isso é ridículo pai.
– Não importa, ele vai ficar aqui? ok. Mas sobre minhas regras. Fentey?
– Sim — ele respondeu.
– Fique aqui e olhe os dois.
– Mas pai...
– Mas senhor...
– Mas sogrinho...
– SOGRINHO?
Eu e Fentey nos entreolhamos, e uma conversa silenciosa aconteceu. A mensagem estava clara: FUDEU.
– Hã... Não... Não foi o que eu quis dizer... Hã...
– Você. Está. Ferrado. Valdez. — falou Apolo, pausadamente.
POV Luisa
– Onde está o Leo? — perguntei, estranhando o chá de sumiço que ele havia tomado.
– Ah, deve estar no Bunker 9, normal... — falou Connor.
– Devemos ir procurar? — perguntou Calista.
– Acho que sim. Vamos? — perguntei, e corremos até o Bunker. A porta estava destrancada, o que me preocupou, e, quando abrimos a porta, não vimos nada além de metais, projetos e materiais.
– No chalé? — Alawara sugeriu.
– Vamos.
Chegamos no chalé, e Nyssa estava na porta.
– Viu o Leo? — perguntei.
– Ele não esta com vocês?
– Onde esse moleque foi parar? — perguntei para os céus.
– Ele está no palácio de Apolo — uma voz grossa disse atrás de mim. Hefesto.
Me virei.
– ELE É LOUCO? QUE RAIOS ELE FOI FAZER LÁ? — Connor gritou. — Oh, desculpa o tom.
Ele riu.
– Sem problemas, eu estou meio com problema de ouvido mesmo, por causa da gritaria no palácio mais cedo.
– Ah... Então o negócio tá feio... — falei.
– PAI!!! — gritou Nyssa, indo abraçar o deus.
– Gritaria do tipo...? — perguntou Connor.
– Ah, MUITAS discussões que vocês nem imaginam... — falou o deus. — Se não se importam, vou ir ver meus filhos. — murmurou e entrou no chalé.
– O que fazemos agora? — perguntei.
– Vamos atrás deles, é claro — Connor respondeu
– Você está louco? — Calista comentou — se você chegar a 6 km de lá, morre queimado. Os dois que são resistentes ao calor, então.
– Vamos ficar aqui? De mãos atadas?
– É o jeito — Connor murmurou — Ou não. ACHO QUE TIVE UMA IDEIA BRILHANTE.
– Ai caralho — disse — Acho que isso é contagioso.
– Deve ser. — disse Calista. — Agora diga qual é a sua ideia brilhante para que eu e a Luisa possamos analisar os riscos.
– O Heitor é resistente ao calor. Ele pode ser nosso espião. E ele pode se transformar em chamas, ou seja, pode se disfarçar bem lá no meio...
– Você nem sabe se ele concorda com isso... — murmurei.
– Ah, conhecendo bem ele, ele vai concordar. — falou Connor, como se fosse óbvio.
– Acho que vocês não precisam de um espião, crianças. — disse Hefesto, saindo do chalé. — Eu vou passar tudo na TV Hefesto. Aposto que isso vai ter uma audiência maior do que o BBB. Imaginem só: Casos de Família Olimpiano: Esse jovem semideus terá que passar uma semana em uma casa com a namorada e o sogro, Apolo. Será que ele vai ser incinerado?
– Então vai ser um... Reality Show?
– Tipo isso — ele riu — Advinha de quem foi a ideia?
– A Isabella é impossível. — Ri — Ela já não sabe mais como provocar o pai não é?
– Acho que ela ainda tem algumas cartas na manga. — disse Hefesto. — Mas acho que vocês não precisam se preocupar... Apolo não vai matar ELA, e eu vou proteger o meu filho.
Sorri.
– Então, acho que agora é só esperar... — falei.
– To achando que isso vai ser muito engraçado, e então, o primeiro episódio é...?
– Hoje — o deus riu — Já esta tudo programado, as câmeras e tudo, e o melhor, Apolo não sabe de nada. Ele vai morrer quando descobrir... Ah sim, interessante. E se ele tentar fazer alguma coisa contra o Leo... Se a Isabella deixar, o que vai ser impossível.. Aí eu entro no meio e acabo com tudo. Sabe? Só o básico.
E a noite chegou.
Fomos todos para o chalé de Heitor e nos sentamos no tapete, com a televisão programada para a TV Hefesto.
– Filha, eu fiz nuggets pra vocês – gritou Apolo, e ouviu-se um CABUM ao fundo.
– Pai, acho que você poderia ter pedido pra um dos servos fazer isso, não? – perguntou Isabella, entrando na cozinha, desesperada. – Se os seus dotes culinários são tão bons quanto os meus...
– Ah, bobagem filha, bobagem... Onde está aquele seu projeto de namorado? – Na tela apareceu escrito em vermelho: NUNCA deixe Apolo chegar perto de uma panela.
– O Leo? — ela perguntou.
– Não me diga que tem outro? Isso seria uma bênção.
– Não, pai — suspirou — Só o Leo... ele está... tomando banho... quer que eu vá chamá- lo? — O deus ficou roxo, tipo igual sua forma da Disney (não, pera)
– Não — seu rosto se contorceu — Deixe que Fentey faz isso. Fentey?
O garoto chegou.
– Sim, Lord Apolo?
– O filho do mecânico está no banho, entre no banheiro e o chame para a janta.
– Mas.... — o garoto começou.
– AGORA — Apolo gritou, fazendo o ajudante sair correndo.
Isabella revirou os olhos, enquanto se ouvia o som de risadas superficialmente colocadas.
– O que você viu nesse projeto de mecânico? – perguntou Apolo.
– O que você viu em todos os projetos de ninfa com os quais você já ficou? – retrucou Isabella. Apolo revirou os olhos.
– Se eu fizer batatas fritas com queijo e bacon, você fica com o Evan? – pediu Apolo, com cara de cachorrinho que caiu da mudança. Isabella o olhou com um expressão que poderia significar "Você só pode estar de brincadeira", o que ela colocou em palavras logo depois.
– Mas você ama batatas fritas, com queijo e bacon.
– Tá, se eu deixar você fazer seu filho número 200 você para de implicar comigo e começa a cuidar da vida dele ao invés da minha?
Mais risadas.
– Haha, muito engraçado.
– Eu não estou brincando — ela respondeu.
– Hã... Até que não seria má ideia e... NÃO! — falou Apolo.
– Ah, pelo amor de Zeus, que tal dar um pouco de atenção aos seus outros 198 filhos E ME DEIXAR EM PAZ??? PONTE QUE PARTIU, APOLO!!! — disse Isabella. Mais risadas apareceram.
– Discutindo de novo? — perguntou Leo, aparecendo na cozinha. Olhou para a panela com nuggets queimados na mão de Apolo. — Ai, deixa que eu cozinho, ok? Não quero ser envenenado com a comida de um deus...
– Fique. Longe. Da. Minha. Cozinha. — falou Apolo.
Leo revirou os olhos.
– Acho que quem devia ficar longe da sua cozinha é você mesmo, porque olha... Você vai destruir o sistema solar inteiro daqui a pouco... E EU NÃO QUERO ESTAR AQUI PARA VER ISSO!!!
– Você fala como se soubesse cozinhar...
– Quer apostar? — perguntou Leo. — Mas acho que primeiro tenho que dar um jeito nesse fogão...
– ARGH!!! — gritou Apolo.
– Isabella por favor...
– Tem certeza? — um sorriso maroto surgiu em sua face.
– Ah, melhor não. Fentey? Limpe o fogão pra mim? Isa, pelo bem da via láctea, fique sentadinha na mesa, ok?
– Ok — ela riu e se sentou.
Ele pegou ovos, bacon, e mais umas coisas na geladeira, e assim fez panquecas, ovos fritos, e bacon. E suco de laranja, claro.
– Mais um dos motivos que ele é o namorado, genro ideal pai: Ele cozinha. Não é magnifico?
– Hã... É... Tenho que admitir que ele sabe fazer alguma coisa que você não sabe... — disse Apolo — Mas ainda prefiro o Evan.
– Ah, vtnc, Apolo. — disse Leo — Eu salvei seu jantar, me ame.
– Não se preocupe, eu poderia ter chamado um dos meus servos para isso. — disse Apolo. — Mas até que isso não está tão ruim...
– NÃO ESTÁ TÃO RUIM??? — gritou Isabella — PODEM SE PASSAR MAIS 3000 ANOS E VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR CHEGAR PERTO DISSO, PAI!
Mais risadas foram ouvidas.
Apolo deu de ombros.
– Pra que 3.000 anos para cozinhar se eu posso ter 3.000 empregados para fazerem isso?
Ela revirou os olhos.
– Seria bom se você tivesse 3.000 neurônios.
Risadas.
Hefesto apareceu na tela.
– E esse foi mais um casos de família olimpiano — ele sorriu — O garoto sobreviverá até amanhã? Apolo pode aprender a cozinhar? Quantos neurônios um deus pode ter? Veja amanhã na TV Hefesto.
Todos começaram a rir e a cochichar entre si.
– É. Ele se ferrou. — falou Connor, rindo.
– TODOS OS SEMIDEUSES, COMPAREÇAM AO ANFITEATRO AGORA. — a voz de Quíron ecoou por todo o Acampamento.
Todos corremos até lá. Ronnoc e Abnara estavam lá, e uma moça de cabelos cor de fogo e olhos parecidos com os de Ronnoc estava parada perto deles. Ela era muito bonita, mas eu fiquei com um pouco de medo dela quando ela me olhou nos olhos. Eles não eram tão calorosos quanto os de Ronnoc, e pareciam a ponto de colocar fogo em tudo.
Todos nos sentamos nos lugares.
– Boa noite, semideuses. — falou Ronnoc — Gostaria de lhes apresentar a minha irmã, Brissy.
Percebi que todos os semideuses, em especial os garotos, a olhavam de boca aberta. Imaginei quem iria ser o primeiro a falar algo.
– O...o....oi? — Thiago ficou vermelho.
Uma "janela" apareceu ao lado da Deusa. Ah, que surpresa, Isabella e Leo, seria de se esperar que ela não perderia isso.
– Você é...? — A deusa disse, direcionada ao filho de Atena.
– E... eu...?
Ela revirou os olhos.
– Sim, você.
– T....t... Thiago? — ele limpou a garganta, ou tentou limpar, porque saiu muito estranho — É, sou Thiago... F... filho de .... de... de quem eu sou filho mesmo?
Todos rimos.
Revirei os olhos.
– Hã... Só sei que não deve ser filho de Atena. — falei, alto o suficiente para que todos ouvissem, e todos riram mais ainda.
– Você está sendo malvada com ele. — cochichou Connor no meu ouvido.
– Eu? Não... É só a zoeira que nunca acaba.
– A... Atena — ele gaguejou.
Vi Isabella sussurrar algo para Leo.
– Ah, olá Brissy — ela disse — É uma pena eu não estar ai agora, como vão as coisas?
Ela sorriu como se conhecessem a um bom tempo, quem mais ela conhece que eu não sei?
– Isa — ela sorriu — Que bom vê-la novamente... E esse é seu...?
– Namorado — ela respondeu.
– CONHECIDO — vimos Apolo gritar ao fundo. Rimos.
– Leo Valdez, filho de Hefesto. — ela continuou.
– Prazer Leo. — ela sorriu, o que fez todos os meninos, ou quase, soltarem um suspiro.
Ele sorriu de volta e assentiu.
– O prazer é todo meu, lady Brissy.
– Mas enfim — Um sorriso maléfico surgiu no rosto de Isabella — Thiago, porque não faz um comprimento formal, em nome de todo o acampamento? — Ela riu, quase imperceptivelmente.
– Hã... Er... Digo... Hã... — ele começou.
– Não acho que seja uma boa ideia, ela pode pegar uma imagem ruim do Acampamento. — intervim, com um sorriso.
Todos riram, menos Thiago, que ficou emburrado.
– Olá, Lady Brissy. — falei.
Thiago ficou olhando a deusa com cara de bobo.
– Olá, filha de... Atena?
– Sim — respondi — Como sabia?
Ela e Isabella trocaram olhares, e em seguida ela exclamou.
– Nerd!
– Ah, claro — murmurei revirando os olhos.
As duas riram.
– Tá, sério, alguém faz esse cara parar de olhar para mim? — Apontou para o Thiago.
Ronnoc soltou uma risada maléfica, que eu nunca antes tinha imaginado que o deus faria.
– Bom, irmãzinha... Acho que eu posso dar um jeito nisso. — Uma bola de fogo apareceu nas mãos do deus.
– Sou mais velha que você, portanto, pare de me chamar de irmãzinha. — falou a deusa.
– Somos gêmeos. — falou Ronnoc, revirando os olhos. O fogo ainda brilhava em sua mão.
– Então, que seja. Não me chame de irmãzinha. Agora, faça o favor e...
– Você quem manda.
– ESPERA — Isabella gritou. Sério que.. justo ela, não ia deixar isso acontecer? — Antes do garoto virar churrasco, eu tenho uma coisa a dizer.
Todos se voltaram para ela.
– Brissy, somos amigas, me escuta?
– Sim — ela respondeu sem pensar duas vezes.
– Pensa bem, o Thiago combina com você... principalmente aquela vez que a gente ateou fogo na calça dele.
Todos começaram a rir mais do que nunca.
– Ronnoc? — chamou — Faça as honras.
O deus assentiu e jogou a bola de fogo na direção do garoto.
As roupas dele começaram a entrar em combustão, e como dessa vez não era uma calça especial, ele queimou junto com as roupas.
Ele gritava descontroladamente, e então, com as roupas transformadas em pó, ele corou fortemente, como ninguém jamais tinha visto, e saiu correndo para o chalé de Hefesto.
Todos riram.
– Já fiz o que tinha que fazer aqui — Isabella sorriu — Mal feito, feito — E a janela desapareceu.
– Bom... Continuando... — disse a deusa — Eu vou ficar uns dias no Acampamento e escolher entre vocês os que tem mais aptidão, e então treiná-los, para ser a frente do nosso exército.
Todos começar a conversar entre si, animados.
– Amanhã começaremos com isso. — disse ela. — Eu ficarei no meu chalé, que provavelmente poucos conhecem. Boa noite a todos. E boa sorte. Estejam preparados para a seleção de amanhã.
Fomos para o chalé do Heitor.
– CARA — ele disse assim que chegamos — VOCÊS VIRAM O NOVATO?
– Essa pegadinha foi melhor que a nossa antiga, como que a Isabella teve essa ideia?
– Vamos descobrir — Heitor sorriu abrindo o notebook e entrando no Skype.
– Oooi — ela disse assim que atendeu — Sou brilhante não acham?
– Completamente — dissemos juntos e caímos na risada.
– Bom, não sei se vocês sabem, mas o chalé da Brissy é pertinho do do Heitor... — disse Isabella. — Então é bem provável que ela ouça o que vocês dizem...
– Hã... Ok — falou Heitor — Mas papai deixou o chalé à prova de som.
– Ah, claro, mas ela é uma deusa... ENFIM. Papai está pior que uma criança!!! — comentou ela — E boa sorte pra vocês aí...
– Ah, a gente assistiu a TV Hefesto — Alawara riu.
– E cá entre nós, seria impossível não ter ouvido o grito — Connor gargalhou.
– Ah, normal... — disse Isabella — Estou com medo do que os mortais vão pensar...
– Olha, realmente tem motivo pra isso... — falei — Parecia que o mundo estava prestes a acabar.
Rimos.
– ISABELLA, QUE RAIOS ESSE PROTÓTIPO DE MECÂNICO ESTÁ FAZENDO NA MINHA COZINHA?
– Tenho que ir pessoal — ela riu.
– Ah — resmungamos.
– Até mais, amo vocês, ou não — ela riu e desligou.
– Então... Vendo pela parte de "Nós sempre ganhamos dos outros campistas em qualquer luta", é, eu acho que vamos ficar na linha da frente. — falei, com um sorriso. Todos concordaram.
– É. — falou Connor. — concordo plenamente. — e sorriu maliciosamente.
– Se estamos dentro, pra que nos preocuparmos? — Alawara disse bocejando.
– É sempre bom se preparar e...
– LUISA — gritaram.
– É, você pode tirar a Luisa do chalé de Atena, mas nunca o chalé dela — Calista riu.
– Ok, ok, estamos dentro. — falou ela. — Qualquer coisa, posso usar meus poderes de dicção pra isso...
– CLARO! — exclamaram todos, então começamos a rir.
– Mas e então, o que faremos agora?
– Dormir? — Alguém perguntou.
– Verdade ou desafio? — Connor começou...
– Verdade ou desafio — concordamos.
– Vai começar... — falei.
– Não se preocupe, Luisa, não vamos fazer o Connor beijar o Malcolm. — disse Heitor, rindo.
– Tá bom... Vamos ver no que vai dar...
Peguei uma caneta, em que meu cabelo estava preso e coloquei no centro.
– Começa Luisa — Connor exclamou.
– Ok — disse girando a caneta, que apontou para o Malcolm.
– Verdade ou desafio? — perguntei sorrindo.
Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
– Desafio.
– Eu desafio você a dar um beijo apaixonado... — comecei.
– Ah, isso é fácil. — disse Malcolm, indo em direção a Julie.
– Numa vassoura. — completei.
– MAS O QUE??? — gritou Malcolm.
– Bom, você pediu desafio, não é?
Todos rimos.
– Uma vassoura? Sexy — Connor riu
Malcolm revirou os olhos.
– Não esquece de babar bastante — Calista riu.
– ECA — gritamos todos juntos.
E lá foi ele.
– Mas espera... — falei — Calista, a poção. — ela me entregou um frasquinho com líquido azul e eu coloquei duas gotas na vassoura. — Pronto, pode cumprir o desafio.
Então ele cumpriu o desafio. Quando voltou a se sentar, sua boca estava roxa, e foi se tornando azul. Todos começamos a rir.
– O efeito dura umas duas horas... — falou Calista, rindo.
– Cuidado, Malcolm, lembra que os insetos são atraídos pela cor azul? Você tem sorte que o Percy não está no Acampamento... — falei.
– Você acaba de chamar o Percy de inseto? — Connor riu.
– E desde quando insetos são atraídos pela cor azul? — Heitor perguntou.
– É que....
– NÃO PRECISA EXPLICAR — Alawara gritou desesperada — O Heitor sabe, era só brincadeira.
Rimos.
– Eu giro agora — Heitor anunciou, e a caneta apontou para mim, merda.
– Verdade ou desafio, criança?
Tá na chuva? Bora molhar.
– Desafio — sorri.
– Eu desafio você a...
– A...?
– Desafio você a... Ir no chalé da Brissy, bater na porta e voltar correndo pra cá.
– Ah, só isso? — perguntei, e saí do chalé. Identifiquei o brilho do chalé de Brissy e fui até lá. Bati na porta e corri de volta pro chalé em menos de um minuto. — Assim?
– Sim... — falou Heitor, com um suspiro.
– Continuando... — falei, e girei a caneta — Malcolm, verdade ou desafio?
– Essa caneta tá amaldiçoada? — perguntou ele.
– Isso é só uma caneta. — falei, revirando os olhos. — Verdade ou desafio?
– Desafio.
– Desafio você a ir até o chalé de Afrodite e entrar lá. E tentar beijar uma delas.
– Com a boca azul?
– Claro, essa é a parte principal do desafio. — falei, e todos riram.
Vimos ele andar até o chalé 10 e as luzes acenderem. Ouvimos risadas escandalosas e comentários do tipo: "Essa cor não combina com você, queridinho...". Mas de repente, gritinhos agudos invadiram o chalé.
– NÃO!!! NÃO CHEGUE PERTO DE MIM, PEDAÇO DE PÃO MOFADO!!!
– EU PREFIRO ME MANTER LONGE DE COISAS AZUIS!!!
– Mas é só um beijinho na bochecha...
– NÃO, CAI FORA, SUA ARARA MALUCA!!!
Então ele saiu, e quando chegou no chalé, estava praguejando em grego.
– Que foi? Foi tão ruim assim pagar mico na frente das filhas de Afrodite? — perguntei.
– NÃO!!! UMA MOSCA ENTROU NA MINHA BOCA!!! LUISA, SUA MALDITA!!!
Comecei a rir.
– Quem mandou não fechar a boca? Pelo que me disseram, em boca fechada não entra mosca...
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