Too Much To Ask
11 Capítulo X - Sentimentos
Notas iniciais
– Você tem mesmo certeza sobre isso? — perguntou ele, assim que nos separamos.
– Eu nunca tive tanta certeza sobre algo, nem mesmo nas provas de anatomia. — brinquei.
– Por que você demorou tanto para voltar?
– Por causa da faculdade... E problemas familiares... Eu queria ter voltado antes. — falei.
– Você sabe que não foi essa a pergunta.
– Você acha que foi fácil? — briguei.
– Sei que não foi, como acha que me sentia quando te via com o babaca do Chace?
– Eu nunca cheguei a ficar com ele. — comentei, revirando os olhos.
– Mas pareceu. Você não o conheceu na época... Bom, isso não vem ao caso agora. — falou ele.
– Conte. — mandei.
– Logo que chegou aqui ele era um galinha. Ficou com quase todas as garotas do Acampamento, até mesmo as que já tinham namorado. — começou ele. — Causou uma enorme confusão, especialmente entre os filhos de Ares... Alguns até exigiram que Quíron o expulsasse do Acampamento... Outros torciam para que ele fosse devorado pelas Harpias... Bom, enfim... É o que eu sei explicar...
– Por que ninguém me falou isso antes? — perguntei.
– Porque todos acharam que você já estava sofrendo o suficiente.
– Ele, ah... — soltei um suspiro — Não consigo acreditar.
– Pois acredite. — disse Connor. Ele tentou se mexer novamente e gritou de dor. — Pode pegar mais um frasco de néctar pra mim? — perguntou.
– Claro. — fui até a prateleira e peguei um pequeno frasco dourado com detalhes em prata — Aqui. — coloquei um pouco em sua boca.
– O... Obrigado. — disse ele. – Ah... Como eu queria voltar no tempo...
– Shiu... — falei. — Agora isso não tem mais importância... O nosso tempo é agora.
– Mas... Você não entende... — ele começou. — Você não sabe como eu me sinto e...
Ele não conseguiu completar a frase, cheguei mais perto dele, e o beijei.
POV Connor
Ah, a Luisa era tão coração mole... Tenho certeza que deveria lembrar de agradecer Afrodite por isso depois... Eu a amava, e pensei que nunca mais a veria depois de todo aquele tempo... E nesse meio tempo apareceu Drew... Eu resisti no começo. Mas os poderes dela eram muito fortes. Eu deveria ter percebido logo o que ela queria. Eu realmente era muito burro.
– Te amo demais — disse e ela retribuiu com um sorriso. Me virei e deitei em seu colo. — Senti falta disso sabia?
– Disso o quê? — perguntou.
– De tudo, do seu sorriso, do seu abraço, de deitar em seu colo, com você acariciando meu cabelo...
– Quando eu soube que poderia voltar para cá... A primeira pessoa em quem eu pensei foi você... Você não imagina meu desespero de quando ninguém queria me dizer onde você estava... — ela disse, e eu vi mais algumas lágrimas rolando pelo seu rosto. Eu detestava vê-la chorar. Sequei suas lágrimas novamente.
– Coração... — chamei — Juro que não farei novamente. Nem Afrodite vai conseguir nos separar, ainda mais uma filha babaca dela.
– É o que eu espero... — falou. — Mas Afrodite pode ser malvada às vezes. O Amor não é muito diferente da Morte... Mas às vezes a Morte pode ser mais gentil.
Nesse momento uma garota entrou na enfermaria e se sentou na cama ao lado.
– Er... Connor? — Isabella estava vermelha. — Eu tenho que pedir desculpas, na verdade, desde que que descobri, eu estava doida para te matar...
Ela continuou:
– Eu não consegui me controlar, me desculpe... — Ela levantou os olhos — Mas bem... — deu uma tentativa de sorriso — Acho que serviu para alguma coisa não foi?
– Eu acho que sim... — falou Luisa, com um leve sorriso.
– Fico feliz por vocês, de verdade. — ela me deu um abraço, gemi de dor. — Oh, me me desculpe, acho que tenho que fazer alguma coisa para consertar isso...
E uma aura dourada novamente a envolveu
– Cara, você anda ganhando muitas bençãos não acha? — Ela colocou a mão sobre meu peito, e em seguida não senti mais nada.
– Uau! — disse — É acho que você já consertou as coisas, e muito bem por sinal.
Luisa riu. Isabella sorriu e se retirou do quarto, deixando eu e Lui sozinhos novamente.
– O Amor pode ser cruel, mas se lhe disserem que ele enfraquece com o tempo, diga a eles que o tempo não existe. — falei, beijando-a.
– Sabe, sempre dói mais ter alguma coisa e perdê-la do que nunca ter tido ela. — falou Luisa. Ela se levantou e saiu da enfermaria, com um sorriso no rosto.
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