Too Much To Ask

36 Capítulo XXXV - Novo exército


POV Luisa

Depois do verdade ou desafio acabamos pegando no sono ali mesmo. Fomos acordados pelo som do auto-falante que anunciava que a seleção iria começar dentro de meia hora.

Pegamos camisetas do Acampamento limpas e shorts (bermudas, no caso dos garotos), penteamos o cabelo (ok, só as meninas) e corremos para o anfiteatro. Brissy estava em pé lá na frente com roupas menos sofisticadas que na noite anterior, camiseta vermelha e shorts preto até a metade da coxa. A deusa parecia impaciente. Percebi que tínhamos sido os primeiros a chegar.

– Ah, finalmente! — exclamou ela, com um leve sorriso.

– Bom dia, lady Brissy. — falei.

– Sentem-se, e vamos esperar os atrasadinhos.

Nos sentamos em nossos lugares de costume e outros semideuses iam chegando, até acabar o tempo.

– Pronto, provavelmente todos estão aqui... — começou a deusa, mas Thiago chegou correndo.

– Desculpe o... Hã... Atraso... Hã... Senhora... — disse ele, enrubescendo.

– Você de novo? — a deusa lançou-lhe um olhar mortal.

– Você... l... lembra.... de mim? — gaguejou.

– Como poderia esquecer o cara que meu irmão transformou em churrasco? — ela revirou os olhos — Foi a coisa mais útil que ele fez nos últimos 2.000 anos.

– Me... me desculpe....

– E então? Que raios você pensa estar fazendo aqui?

– A... seleção? — Ele engasgou e começou a tossir, todos começamos a rir.

– MAS DE JEITO NENHUM VOCÊ VAI PARA MEU EXÉRCITO — ela berrou.

– Por... Por... Favor...? — disse ele, se ajoelhando.

– Se assim você me deixar em paz. — disse ela, firme, revirando os olhos.

– Não vou... Te decepcionar... Senhora.

– Vamos fingir que eu acredito... Agora vá sentar.

Ele se sentou ao lado de Malcolm, e então, por chalé, eles começaram as apresentações. O primeiro chalé a começar foi o de Zeus, Evan se saiu muito bem, com sua espada, e um monte de raios. Acho que ele não estava lá muito feliz no dia.

Depois o chalé de Poseidon. Vi que George lidava muito bem com as ondas. Foi na ordem, até chegar no meu.

Malcolm foi o primeiro. Uma dracaena foi solta no Acampamento, o que fez com que todos nós ficássemos nas mãos de Malcolm, o único que poderia chegar perto do monstro.

Ele conseguiu capturá-la em apenas três minutos e colocá-la de volta na jaula.

Então foi a minha vez.

– O que você pode fazer? — perguntou a deusa para mim.

– Hã... Eu sei fazer tortura mental e telecinese... — falei.

– Então pode começar.

Olhei para a jaula da dracaena e comecei a levantá-la com a força da mente e consegui levá-la até o lado oposto de onde estava, então colocá-la de volta em seu lugar original.

– Muito bom. Agora demonstre-me o seu outro poder. — disse a deusa.

Olhei nos olhos da mulher-serpente e pensei nos piores tipos de tortura possíveis. O monstro começou a se debater na jaula e a se contorcer com uma dor psicológica.

– Pode se sentar.

– Próximo — ela chamou, e Thiago se levantou embaraçosamente.

– Ah, você — ela bufou — O que sabe fazer?

– A...arco e fl..flecha? — Saiu mais como uma pergunta gaguejada, todos rimos silenciosamente.

– Ta — ela acenou e alguns alvos apareceram ao seu lado. — Vamos, acerte.

– Vai dar merda — Connor sussurrou para mim.

– Se vai — ri.

P. O. V. Thiago.

Não conseguia encontrar nem meu arco, para começo de conversa, bufei.

– O que foi? — Brissy perguntou impacientemente. Por Atena, como ela ficava linda impaciente.

– M.. meu arco — gaguejei — Eu não o encontro.

– Ele é prata? — Ela perguntou.

Assenti.

– Sua corda é dourada? — Perguntou novamente. Como ela perguntava as coisas bem.

– Sim — disse.

Ela bufou.

– Talvez, só talvez, seria essa coisa pendurada em seu ombro?

Por impulso levei a mão ao ombro, é, ele estava lá, como sou um asno, por não ter percebido isso antes.

– Ah, ok... vou começar.

Minhas mãos tremiam e minha nuca suava, eu tinha deixá-la impressionada. Tentei, só tentei mesmo, colocar uma flecha no arco, mas esta, escorregou e caiu no chão. Todos riram da minha cara, e ela bufou impaciente, isso estava me deixando nervoso, muito nervoso. Então, sem pensar, eu peguei uma flecha na aljava e tentei acertar o primeiro alvo que vi, que coincidentemente estava a seu lado, eu errei o centro, um pouquinho, só uns 100 metros ao lado e 50 metros abaixo , seria pouca coisa, se a flecha não estivesse se alojado em sua coxa. Parabéns Thiago, você conseguiu, a primeira garota legal que você vê, você a acerta com uma flechada. Você é simplesmente um gênio, parabéns.

Todos esses pensamentos passaram por mim em um segundo, pois no segundo seguinte, eu ouvi dois gritos, um era dela, não de dor, mas de indignação, e o outro, foi meu, ao sentir uma dor excruciante: A de ser queimado vivo.

POV Luisa

Atena DEFINITIVAMENTE tinha feito alguma coisa errada. Aquilo NÃO PODIA ser meu irmão...

– FIQUE LONGE DE MIM. — gritou a deusa. — O PRÓXIMO, POR FAVOR!!!

Annabelle foi até a frente. Alawara jogou um jato de água em Thiago, que saiu correndo para o chalé.

A seleção seguiu-se, e logo chegou a vez de Connor.

– O que você sabe fazer? — perguntou ela.

– Sei atirar facas e sou bom com esgrima. — a deusa assentiu.

Várias facas apareceram ao lado dele.

– Os alvos estão ali. Pode começar.

Ele pegou uma faca e acertou no centro do alvo. Pegou outra e atirou no centro do outro alvo, e o mesmo no outro.

– Muito bem, pode sentar-se. — falou Brissy.

– Próximo — a deusa pediu e Julie se levantou — O que você sabe fazer?

– Posso criar exércitos — ela começou — Me transformar em qualquer tipo de animal, que mora nas regiões geladas, qualquer outra coisa relacionada a gelo, basicamente.

– Ta, ok, derrube aquele cão infernal — ela soltou o animal.

– Para que derrubá-lo se posso usá-lo — ela sorriu e lançou uma bola de neve no animal, instantaneamente o sinal de um floco de neve, surgiu no peito do animal, e esse veio correndo ao seu lado, abanando o rabo.

– Está oficialmente treinado e do nosso lado — ela sorriu.

– Isso é.. incrível — a deusa exclamou — Obrigada, pode se sentar

Então Calista foi até a frente.

– O que sabe fazer? — perguntou.

– Eu sei fazer todos os tipos de poções conhecidos, vários tipos de feitiços e... Se não se importa, eu prefiro demonstrar. — disse Calista.

Ela foi até o centro do anfiteatro e se concentrou. Em alguns segundos, ela estava flutuando. Então ela desapareceu, e voltei a vê-la atrás da deusa. Então voltou ao centro do anfiteatro e estendeu a mão, fazendo tudo ficar escuro, com exceção de uma bola de luz em sua mão. Em alguns segundos, tudo voltou ao normal.

Então ela apontou a mão para a dracaena, que virou um escaravelho e saiu da jaula.

– Isso foi impressionante... — falou Brissy. — Pode se sentar.

Heitor se levantou.

– Minha vez tia — ele sorriu.

Ela revirou os olhos.

– Conheço seus poderes melhor que você, mas vamos demonstre.

Alvos surgiram em sua frente, e ele incinerou um a um.

– Sua mira é impressionante, pode se sentar.

E ele se sentou com um sorriso no rosto

Alawara se levantou e foi até a frente.

– Você é outra que eu conheço os poderes muito bem... — disse a deusa. — Você tem os olhos da sua mãe...

Alawara sorriu.

Uma esfera de água apareceu em sua mão, e foi levantando-se, como se fosse uma onda. E então ficou na forma de um golfinho, logo mudando para um tubarão, e depois espirais tão altos quanto prédios.

E assim a água voltou para suas mãos.

– É, você realmente parece com a sua mãe. Pode se sentar.

Ela se levantou e disse:

– Em breve eu lhes darei o resultado, todos vocês, com uma exceção é claro, foram maravilhosamente bem.

Ela se retirou, ao som de murmurios.

Voltamos para o chalé de Heitor e nos jogamos nas almofadas que estavam no chão.

– Nós somos demais, é claro que vamos conseguir. — falei.

– É claro. — disse Heitor. — Acho que meu pai pode ter uma certa influência sobre essa decisão...

– Imagino que sim. — Calista disse, rindo.

– Agora é só esperar — Connor riu.

– O que fazemos agora? — Alawara perguntou.

– Vamos falar com a Isabella — sorriu jogando um dracma, em um arco iris que tinha se formado no ar — Oh Iris, deusa do arco iris, aceite minha oferenda — sorri — mostre-me Isabella — e então ela apareceu.

– Oi pessoal. Como está aí no Acampamento? — perguntou ela.

– Ah, nem te conto... — falei, com um sorriso.

– Que foi?

– Sabe o novato do chalé 6? — perguntou Connor. Isabella assentiu. — Então... Ele virou churrasco de novo... — todos começamos a rir.

– Mas de novo? Tem certeza que é filho de Atena? O que ele fez dessa vez?

– Ah, acertou uma flecha na perna da Brissy... — falou Heitor. — Esse aí vai morrer logo...

– Não sei como não morreu ainda — ela riu — sério

– Ah, ele anda esquentadinho demais — Alawara riu — Precisamos esfriar as coisas — Sorriu para Julie.

Julie riu.

– E dessa vez eu tenho certeza absoluta de que a Brissy não vai se importar... — falou ela.

– Ela vai ficar eternamente grata, isso sim. — falei. — E eu também...

– Ainda não acredito que ele é seu irmão — Isabella riu. — Que engano foi esse?

Todos riram.

– Vai ver que Ate...

– NÃO DIGA O NOME DELA — Isabella gritou rindo — Ela pode aparecer aqui a qualquer momento, e isso não seria legal.

– Ok... Vai ver que mamãe se enganou, e ele era filho da Medusa e esqueceram de avisá-la... — falei, e todos riram.

– Eu não duvido de mais nada... — disse ela. — E eu estou rezando para que papai não destrua o sistema solar... Vou lá ajudar ele com o almoço. — disse Isabella.

– Você vai é ajudar a terminar de destruir. — falou Leo, aparecendo ao lado dela. — Deixa que eu faço isso...

– Oi amor — ela sorriu o beijando.

– Oi pessoal — ele se dirigiu a nós — Alguma novidade?

– O novato do seis virou churrasco — Julie riu.

– Ju, eu perguntei se tinha novidades — Todos rimos.

– É, acho que além disso não... — falou Julie.

– Bom, mas acho que a Brissy gostou da nossa apresentação... — falou Calista.

– Acha? Os olhos dela estavam brilhando mais do que o normal quando viu nossa apresentação. — disse Heitor. — Esse concurso tá no papo.

– Que concurso? — Leo perguntou.

– É para um exército. — Heitor respondeu.

– Isso é injusto... eu também...

– A gente já ta dentro — Isabella bocejou — A algum tempo.

– Como... Assim? — perguntou ele.

– Ah, fala sério. Nós somos os semideuses mais fortes e poderosos do Acampamento. — disse Isabella. — Já fomos designados pra isso há algum tempo. Vocês só estão fazendo o teste para não parecer injusto. — ela revirou os olhos.

– Sempre suspeitei — Heitor se gabou.

– Ah, cá entre nós, eu duvido muito disso, só se seu ego ajudou porque olha, você não é o mais esperto né gato? — Isabella riu.

– Hey! — exclamou Heitor.

– Assuma, Heitor. Ela está certa. — disse Alawara.

– Até você? — perguntou, revirando os olhos.

– Enfim... — cortei — Nós REALMENTE somos os mais fortes do Acampamento...

– Todos os semideuses, queiram se reunir no anfiteatro novamente. Os vencedores já foram escolhidos. — a voz de Brissy ecoou pelo Acampamento.

– Temos que ir, Isa. — falou Julie, com um sorriso. — Entra no Skype depois.

– Estarei lá — ela sorriu, e saimos correndo, sem nem lembrar de desfazer a ligação.

– Estão todos aqui? — Brissy perguntou.

Nesse instante todos os murmurios cessaram.

– Ótimo — ela sorriu — Vou começar a lista.

Ela começou a citar os nomes.

Evan.

George.

Evellyn.

Mike.

Malcolm.

Eu.

Chace.

Isabella.

Quando ela falou o nome dela, todos se agitaram. Ela não tinha feito o teste.

Brissy não se abalou e continuou.

Leo.

Mais agitações.

Calista.

Julie.

Heitor.

Alawara.

– Esses foram os escolhidos no momento. — anunciou a deusa. — Qualquer dúvida... NÃO me procurem.

– Isso é injusto — ouvi os outros dizerem — O Leo e a Isabella não fizeram os testes.

– Talvez eles tenham feito outro dia — Alguém do chalé de Apolo defendeu.

– Pouco provável — alguém do chalé de Ares disse.

– Todos sabem que a nossa turma é a melhor do acampamento — Heitor começou — Isabella e Leo estão nela, é óbvio que seriam escolhidos.

Todos murmuraram em discordância.

– Ele é sobrinho dela! — exclamou um filho de Ares. Mike.

– Ah, cala a boca que você foi escolhido! — exclamou outro.

– ÊTRE CALME!!! — gritou Brissy — FIQUEM QUIETOS!!! TODOS TIVERAM UM MOTIVO PARA SEREM ESCOLHIDOS.

Todos se calaram.

– Agora... Os escolhidos, venham comigo. — disse ela, mais calma. — Os outros... Treinem mais.

Todos seguimos ela até seu chalé, lá ela ampliou a tela do notebook na parede, e contactou Isabella pelo skype. Mike começou a resmungar, mas ninguém deu ouvidos. Vi que Evan e George (até ele?) olharam feio para a parede, assim que Leo chegou.

– Estão todos aqui? Então podemos começar — ela disse.

– Ela só sabe falar isso? — Mike murmurou imperceptível.

– Sei falar outras coisas também — ela disse — E também sei transformar filhos de Ares em tochas humanas Mike.

Todos riram

Mike fechou a cara.

– Desculpe, senhora. — resmungou.

– Olá, Isabella, Leo... — disse a deusa — Pedi permissão a Apolo para trazê-los de volta para o treinamento. Depois vocês poderão voltar.

Eles assentiram.

– Que bom, quem sabe assim eu demore mais para virar churrasquinho... — disse Leo.

– Você está trocando uma tocha por outra, Leo. — brincou Brissy. Ela sabia fazer piadas também? — Sim, Luisa, eu não sou uma velha rabugenta em corpo de adolescente. — falou. Deuses e suas manias de ler pensamentos...

– Bri, amanhã a gente chega então — Isabella disse. — Precisamos fazer um showzinho pra tv Hefesto, embora eu ache que ele não ficará muito feliz com seu entretenimento de férias — rimos

– Ok, sem problemas. Enquanto isso... — ela se virou para Mike — Precisamos aprender a conviver. — ela revirou os olhos. — Mas não acho que algum de vocês queira virar churrasquinho...

– Olha... Acho que todos sabem o que aconteceu da última vez que alguém te irritou... — comentei.

– Ela mandou muito bem — Isabella riu — Se eu tivesse poder de fogo, no lugar do Leo, ele já tinha virado churrasco a éons.

– Mas você pode cozinhá-lo — Brissy riu — Poder do calor, lembra?

– É, mas não tem graça igual transformá-lo em uma tocha humana.

– Que conversa quente — ri.

– Eu ainda estou aqui, sabia? — perguntou Leo, revirando os olhos.

– Por que eu estou com a impressão de que esses treinos vão ter muito fogo? Tipo, literalmente...? — perguntei, com um sorriso torto.

– Ah, qualquer coisa temos três da água também... — Connor riu. — Isso me deixa um pouco mais seguro... Sabe, saber que tem menos probabilidades de morrer queimado...

– E neve! — Julie exclamou.

– Cuidado docinho, não vai ficar completamente derretida por mim, isso já aconteceu com a Alawara — Heitor apontou para ela — Veja, completamente agua.

Rimos.

Alawara revirou os olhos.

– Como se eu fosse deixar alguém chegar perto de você... — murmurou ela.

– Sem essa, Heitor, já tenho o Malcolm. — disse Julie, rindo.

– E, se não se importam... — começou Brissy — Vocês poderiam parar com esse papinho de casais? Digamos que... Não é muito confortável para mim. — a deusa olhou para Alawara, que pareceu entender tudo.

– Hm, então, vamos começar a treinar quando? — Isabella perguntou.

Brissy começou.

– É sobre isso que eu venho falar, Evellyn e Mike começam agora. Os outros, amanhã a tarde.

Murmurios.

– Estão dispensados.

Saímos de lá e voltamos para o chalé de Heitor.

– Sinceramente? — falei — Estou com um pouco de pena da novata... Aturar aquele filho de Ares é meio complicado...

– Aturar a grande maioria dos filhos de Ares é complicado... Alguns poucos se salvam... — comentou Connor, me abraçando.

– Bom, espero que esses treinamentos sejam aceitáveis... — falou Calista. — Que pena que o Travis não foi escolhido...

– Não se preocupe, Cas, ele supera essa... — disse Alawara. Vê-la me lembrou de fazer a pergunta que eu queria.

– Aly, qual é o problema da Brissy com relacionamentos?

– É uma longa história... — falou Aly.

– Ela era casada... — comentou Heitor.

– E o deus foi para o mundo mortal...

– E nunca mais voltou. Ela teme que ele nem se lembre mais dela...

– Então isso tornou o assunto bem... Delicado.

– Entendo... — falei — Quer dizer, não literalmente, mas... Ah, vocês sabem o que eu quis dizer...

– Enfim... Ninguém do nosso mundo nunca mais se atreveu a falar sobre isso perto dela... — disse Alawara. — Mas eu acho que também me sentiria assim... — ela lançou um olhar mortal para Heitor. — Não se atreva...

– Ele é da SUA parte da família, não da minha, Aly... Eu não sou burro. — Heitor revirou os olhos.

– É bom que saiba — Alawara bufou.

– E então, vamos ou não fazer alguma coisa divertida? — Connor sorriu?

– Tipo?

– Tipo ir ver o treinamento? — sugeriu Connor.

– Ver o Mike perder? — perguntou Heitor. — Estou dentro!

Saimos correndo, a ideia de ver Mike perdendo, era a melhor.

– Olhem a cara dele — Alawara riu.

– Iiiih... — falou Connor — Olhem o que a Evellyn tá tentando fazer... — Olhamos para ela, e água saía de suas mãos. Mike iria se molhar. E muito.

– É, às vezes a força não é muito útil... — comentei — Nem mesmo evita que você se molhe...

Todos riram.

– Como se ele fosse forte — Heitor revirou os olhos.

– Ele é filho de Ares, seria a primeira dedução... — dei de ombros. — Mas uma filha de Afrodite conseguiria vencer dele em uma luta...

Todos riram.

– Até mesmo a Drew? — provocou Malcolm.

– Não, o cadáver da Drew não conseguiria ressurgir das cinzas para vencê-lo... — murmurei.

– Eu me pergunto o porquê de Brissy tê-lo escolhido... — comentou Connor. — Sério, até o Leo tem mais massa muscular do que ele...

– Isso é impossível — Alawara riu — Ninguém é mais magro do que o Leo.

– E mesmo assim ele deixou aquele raiozinho para trás, o cara pode hein?

– Ta, mas vamos só ver ele se ferrar ou vamos ajudar ele? — Heitor perguntou?

– Ajudar ele? — Perguntei não entendendo.

– Claro — um sorriso malicioso surgiu em seus lábios — Ajudar ele a se ferrar ainda mais.