Too Much To Ask
27 Capítulo XXVI - Tem como piorar?
Pov Leo
QUEM AQUELE GAROTO PENSA QUE É PARA ESTAR COM A MINHA GAROTA NO COLO? Eu queria gritar, atacar e matar aquele imbecil, mas algo ainda me segurava no lugar mesmo eu não sabendo o que era. O que ela viu nele? Um cabelo ridiculamente azul? Ou o fato dele poder fazer uns truques na agua? Grande coisa. E ainda tinha aquele outro cara, o filho de Zeus. Se conhecem desde sei lá quando e ele diz que se apaixonou por ela. Esses filhos dos três grandes estão de brincadeira comigo, agora só falta um filho de Hades aparecer e... Não, nem pense nisso. O idiota estava com ela nos braços, enquanto eu estava aqui, de mãos atadas, apenas indo atrás dos dois, com mais 4 semideuses na minha cola é claro. Eles finalmente chegaram nos estábulos, não era possível, ela estava certa, não tinha ninguém lá dentro. Fiquei espiando em uma das laterais, com Evan a minha direita e Luisa a minha esquerda. O garoto colocou Isabella sentada em cima de um balcão que tinha lá, e olha que coisa, eles estavam exatamente da mesma altura agora, perfeito para.... saiam de mim pensamentos imbecis. Ele se agachou para tirar o All Star dela. Ela gemeu baixinho.
– Doendo muito? — ele perguntou se aproximando mais.
– Um pouco — ela respondeu baixo.
– Não sou nenhum filho de Apolo para conseguir curar isso, mas... — começou ele — Acho que por você eu posso dar um jeito. — Ele piscou pra ela. ELE PISCOU PRA ELA. NÃO!!!
– Ah, obrigada, G. — falou ela. Quando foi que ela começou a assistir Gossip Girl para chamar as pessoas com a letra inicial do nome? Hã... Er... Foi o que me disseram... Eu nunca assisti, tá bom? EU NUNCA ASSISTI!!!
– Já está inchando um pouco... Mas um pouco de néctar resolve. — falou ele, pegando um cantil no bolso e entregando a ela. — Tome, acho que vai melhorar.
– Tenho certeza que vai — Ela piscou de volta. CARA ISSO TA ME DEIXANDO LOUCO, VOU ACABAR MATANDO ALGUÉM.
Instantaneamente seu pé desinchou.
– Ual, para um iniciante você é excepcionalmente bom nisso — Ela riu. DE ONDE ELA TIROU ISSO?
– Nisso e em outras coisas também — Ele se aproximou ainda mais dela. ESSE CARA TA PEDINDO MORTE
Eles se beijaram. EU NÃO ACREDITO QUE ELE FEZ ISSO. ELA É MINHA, OK? SÓ MINHA!!!
– É, você definitivamente é bom em outras coisas também — Ela o beijou novamente. NÃO. Não aguentei e lancei uma bola de fogo na direção do canalha, ela quicou e veio bem no meu cabelo, chamuscando um pouco. COMO? Um escudo mágico é claro, porque não pensei nisso. Infelizmente ela era esperta demais, e perdi minha chance de incinerar o imbecil.
– E aquela história da morte? -Ele perguntou assim que se separaram.
– Isso importa mesmo? — Ela fez um biquinho. POR HEFESTO, PORQUE.
– Deixe-me ver — ele sorriu — Se você quase morreu, sim.
– Não pode ficar para depois? — Ela riu. COMO? ONDE ELA QUE QUER CHEGAR? QUER QUE EU ARREBENTE O ACAMPAMENTO INTEIRO AGORA MESMO?
– É — ele parou como se tivesse analisando a situação, e um sorriso malicioso surgiu em seu rosto — Eu acho que pode.
Um sorriso malicioso. ELE SORRIU MALICIOSAMENTE PARA ELA!!! Só eu posso fazer isso!!! Esse cara está definitivamente pedindo pra morrer!!!
Ah, não, ele a beijou de novo. Não, não não, nãããããoooo!!! E eu não podia passar essa barreira mágica! COMO EU QUERIA DAR UM SOCO NO MEIO DAQUELES OLHOS AZUIS IDIOTAS!!!
Por que eu ainda estava olhando? É, eu definitivamente estava me auto-torturando!!! Eu tinha que sair dali, ir pra longe, maas... Eu não conseguia. E aquilo estava me deixando com mais raiva ainda. O que eu ia fazer?
Luisa olhou para minha cara e riu baixinho. Que ódio, o pior é que eu não conseguia dar um troco a altura, não queria dar.
Eu a amava. E ELA ESTAVA FICANDO COM UM BABACA AZUL NA MINHA FRENTE? Aquele lá podia entrar no meio dos smurfs e ninguém ia perceber a diferença.
Devia estar quase saindo fumaça da minha cabeça, porque Luisa estava rindo de nós. Já não bastava o outro babaca do meu lado?
Eu ia matar aquele cara. Definitivamente. Eu não ia perder para um filho de Poseidon, nem que eu tivesse que ir ao fim do mundo para isso.
É ISSO, PRA MIM DEU! Não aguentava mais aquilo. Minhas pernas estavam fracas. Era isso! Se ela queria me deixar mal, tinha conseguido...
–Ah que se dane virei para ir embora.
– Leo? Evan começou Você vai simplesmente desistir dela assim?
Parei, não virei, havia algumas lagrimas quase caindo dos olhos, mas mantive a voz firme.
– Já disse que não estou mais aguentando essa situação, ela lá com ele e eu aqui de mãos atadas .Eu morri quando ela deu o primeiro beijo nele, e nem quero saber quantos outros já foram a essa altura.
– Ué? Luisa disse: você não vai até o tártaro por ela?
– E vou. É provavelmente o que farei agora.
– O que?
Continuei caminhando.
– Ela sabe que me matou quando pegou a mão dele, e sabe que isso não é uma metáfora Me dirigi para a floresta.
– Aonde você vai? A voz de Evan era de uma mistura de felicidade (por ter um concorrente a menos, acho eu) e incredulidade.
– Ver se atiço um monstro. Vai que ele me mata de uma vez Falei sarcástico.
Simplesmente sai sem olhar pros outros, minhas roupas estavam fumegando e as lagrimas nem chegavam a cair, já evaporavam nas bochechas.
Ouvi passos. Alguém estava correndo atrás de mim.
– Leo, não! — a voz de Luisa gritou.
– POR QUE NÃO? — gritei. — MINHA VIDA JÁ TÁ FUDIDA MESMO!!!
– Porque... Leo... — olhei para trás e ela estava sentada no chão. — Leo, entenda... Ela só está fazendo isso para fazer ciúmes em você e no Evan. Não acabe com você mesmo por causa de uma garota...
– O QUE VOCÊ SABE SOBRE ISSO? — perguntei, mas logo me arrependi. Ela já tinha passado por esse tipo de coisa. Era uma filha de Atena, não Afrodite, mas ela com certeza sabia do que estava falando.
– Você sabe muito bem o que eu sei — ela continuou com a voz calma, mas firme — E também sabe muito bem o que ela está pensando. Tudo bem que o George é lindo, perfeito, divo e...
– JÁ ENTENDI LUISA. — gritei.
– Mas eu sei que ela não quer nada com ele — completou — acredite, eu sei disso. Eu posso ver nos olhos dela, que ele é só um amigo. Leve isso como uma friendzone ou uma amizade colorida, nada mais que isso, só amizade.
– Mas ainda assim, eu não aguento! — exclamei, sentindo as lágrimas evaporarem do meu rosto. — É... Eu a amo. Muito. E tenho medo de perdê-la. Eu... — Não aguentei mais. Me joguei no chão e escondi meu rosto entre as mãos, chorando muito.
– Tudo vai se resolver. — falou ela. — Eu sei que ela gosta muito de você. Não se preocupe. Agora vá para o seu chalé, acho que vai ser melhor.
Assenti e fui para o chalé de Hefesto, precisava esfriar a cabeça logo, ou eu colocaria tudo abaixo, literalmente.
POV Evan
Um concorrente a menos? Era isso? QUE ÓTIMO!!! Mas eu não estava mais aguentando ver aquele garoto imbecil de cabelo azul extra-falso. Ele certamente estava pedindo pra receber um raio na cabeça.
O garoto do fogo tinha saído com a voz embargada, e os meus olhos estavam brilhando de raiva. Eu mesmo estava prestes a sair correndo. Afrodite estava me devendo uma. E eu ia cobrar.
A quanto tempo eu estava aqui? Meia hora? Me pareceram dias. E ainda a sensação de que até mesmo esse cara, tinha conseguido me passar para trás. Qual é? O que ela vê em um cara de cabelo azul? Eu posso pintar o meu se ela quiser, eu posso se isso me fazer ficar com ela.
Olhei para trás. Dos quatro semideuses que estavam comigo, dois tinham saído: Luisa e Leo. Connor encarava o meu irmão. Ao menos ele só tinha um concorrente. E este não dizia respeito a um smurf.
Voltei a olhar para frente e os dois tinham desaparecido. Ah, não, fala sério...
Fiquei olhando para o nada por alguns minutos. Eu ia sair correndo, mas uma voz conhecida me chamou a atenção.
– Se quer o meu conselho, não vá atrás dela. — falou Connor. — É melhor para a sua saúde mental.
– O que quer dizer com isso? — perguntei.
– Olha, eu não conheço ele muito bem, mas conheço ela. E sei bem o que ela quer: Deixar vocês dois morrendo de raiva. — comentou ele.
– Mas por que?
– Castigo por vocês dois terem brigado? Algo assim. Ainda não consigo entender as mulheres. Agora se me dá licença... Tenho coisas a fazer. — falou e saiu.
Olhei para meu irmão, e ele assentiu.
– Porque ele ta me ajudando? — perguntei.
– Não tenho a minima ideia — ele admitiu — Mas pela primeira vez ele está certo, e acho melhor você seguir seu conselho.
– Acho que você tem razão. — falei. — Não é a toa que todos dizem que é impossível saber o que as mulheres pensam... Elas são tão confusas...
– Nem me fala. — disse ele. — A sua garota com um filho de Poseidon idiota... A minha... Ah, deixa quieto...
– Sem falar daquele magrelo boboca e daquele outro seu, metido a esperto.
– Dois caras metidos a elfo, era só o que nos faltava.
Minha mente vagava entre onde ela deveria estar, e o que ela estaria fazendo. Mal sabia eu... mal sabia...
O que eu podia fazer? O que eu ia fazer? Eu não fazia ideia... Acho que naquele momento ir até o meu chalé era a melhor opção.
Saí andando e me joguei na minha cama e fechei os olhos. Eu estava torcendo para que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo, e que quando eu abrisse os olhos desaparecesse para sempre.
Mas no fundo eu sabia que não era aquilo que ia acontecer.
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