Too Much To Ask
30 Capítulo XXIX - Ideias Fantásticas?
Notas iniciais
POV Connor
– O que aconteceu, Luisa? — perguntei, preocupado. Não podia ser o que eu estava pensando, aquilo não faria o mínimo sentido...
– Eu só... Só estou preocupada...
– Com o que?
– Com o que Afrodite disse... Será que nós estamos fazendo a coisa certa?
UFA!!! Não era o que eu estava pensando. Eu já estava agradecendo a todos os deuses nessa hora.
Ela sorriu.
– É, acho que você pensou errado... — comentou ela.
– É, tenho certeza que sim... Mas você ainda está preocupada com isso? É Afrodite... Você sabe como ela é...
– Sim, eu sei, mas... — começou ela, mas eu a abracei.
– Vai dar tudo certo. — sussurrei.
– É só que — eu a beijei.
– Não se preocupe princesa, você a conhece muito bem, e sabe que ficar preocupada agora só vai deixar você assim duas vezes.
– Eu sei mas...
– Shiiiu — coloquei meu dedo em sua boca — Não fala mais nada. Apenas relaxe.
Luisa suspirou.
– Não vamos pensar nisso agora, então... — falou ela, e me abraçou.
– Vamos voltar pro chalé, os outros já devem estar preocupados... — murmurei.
– Sim, vamos voltar. — falou ela, me soltando e então segurando minha mão.
Chegamos no chalé.
– Você está grávida? — Isabella perguntou.
– Não — ela franziu as sobrancelhas. — Quem pensou isso?
– Todos pensamos — Connor riu — Mas sorte que não.
– Olha... Eu posso ser filha de Atena, mas sabe... Eu não tenho a capacidade dela de ter filhos do cérebro... — Luisa revirou os olhos.
– Então você nunca...
– Nunca. — ela disse, rindo.
– Connor? — Travis perguntou surpreso.
– O que é? — ri — Você também não.
– É mas... ah, esquece.
Rimos.
– Nem vou falar nada... — comentou Isabella.
Todos riram.
– Que tal deixar esse assunto de lado? — perguntou Luisa. — Alguém quer me ajudar a mandar Afrodite pro Tártaro?
Isabella levantou a mão, seguida de Leo, Heitor, Travis e eu.
– Agora... Alguém me diz como se manda uma deusa pro Tártaro? — perguntou Luisa.
– Ora, a filha de Atena nessa história é você... — falei, revirando os olhos.
– O amor é uma canção que você jamais esquece, e a coragem é a chave pra brilhar... — ouvimos Malcolm cantarolar. Tipo... Sério mesmo que ele estava cantando músicas da Barbie? Eu esperava isso de uma garota, mas não... Como eu sabia que era uma música da Barbie? Er... Sabe como é... É fácil de adivinhar.
"Mas Connor, poderia ser uma música da Disney também...". AH, DANE-SE VOCÊ!!! Eu simplesmente sabia, ok? E não era porque minha irmã mais nova tinha me obrigado a assistir aquilo anos atrás.
– Wow, barbie, muito másculo. — Ri.
Ele corou.
– Culpa da Luisa, que não para de cantar.
– Nem vem colocando a culpa em mim — ela riu.
– GENTE, GENTE, GENTE, EU TIVE UMA IDEIA BRILHANTE — Isabella gritou.
– AI. — murmurei. — Não, suas ideias brilhantes me dão nos nervos...
– Nem vem. As últimas deram certo. — falou ela, dando de ombros.
– Tá bom, fala logo, Isabella... — murmurou Luisa.
– Vamos dar uma festa, não uma festa qualquer. Uma festa de Cosplay! — ela anunciou.
– Tipo... Como vamos conseguir a permissão do Quíron para isso? — perguntou Luisa.
– Eu tive a ideia, o resto vocês resolvem. — falou Isabella.
– Ah, claro, fácil — disse ironicamente.
– Eu tenho que fazer tudo sozinha nesse chalé? — Ela puxou o Leo pela mão — Vamos Leo, vamos conseguir a droga da permissão.
– M... mas... mas..
– Deixa de ser fraco, vem, vamos. — Saíram do chalé.
É, aquilo iria ser um desastre.
Esperamos no chalé por alguns minutos, e logo Isabella e Leo voltaram.
– Conseguimos! — exclamou Isabella, com um sorriso enorme no rosto.
– C.. Como? — gaguejei.
– Nem olhe pra mim, ela entrou e pediu, e ele simplesmente... deixou. — Leo disse incrédulo.
– Que foi? — Ela riu.
– Que poderes você usou? Você não é filha de Afrodite nem nada assim... — comentou Luisa.
– Digamos que eu tenho os meus truques...
Revirei os olhos.
– Tá bom, e quando vai ser?
– Quando eu quiser — ela sorriu.
– Ele não disse isso, disse? — Heitor disse.
– Disse — Leo sorriu. — Ele disse: quando você quiser.
– Mas... COMO??? — perguntei, aumentando a voz.
– Já disse, tenho meus truques... — disse Isabella.
– Que tipo de truques? — perguntei.
– Isso é segredo.
– Tá bom, tá bom, e agora?
– Agora primeiro nós escolhemos nossos cosplayers e depois passamos para o resto do acampamento a notícia. — ela riu — Julie vai de Elsa porque sim. O resto se virem.
– Er... Cabelo castanho e olhos cinzentos... DÁ PRA FAZER ALGUMA COISA COM ISSO??? — perguntou Luisa.
– Hã, acho que sim... Procura na internet. — falou Isabella.
– Internet no Acampamento? — perguntou ela.
– Chalé 11 pra quê, né?
– Esqueceram que meu pai é o deus da tecnologia? — Heitor se gabou. — Pega o notebook ali no lado.
– E você Isa, vai de quê? — Leo perguntou.
– Ainda não sei.. Mas vou descobrir em breve.
Luisa pegou o notebook e digitou alguma coisa.
– Hã... Bela? De A Bela e a Fera? — perguntou. — O que vocês acham?
– Só se o Connor for de Fera — Isabella exigiu.
– O que você acha Connie? — Malcolm zombou.
– Alguém ta querendo perder as calças — Isabella brincou.
– Acho que você já perdeu as calças o suficiente para um ano... — zombei.
– Mas enfim, que tal, Connor? — perguntou Isabella.
– Luisa, não tem uma personagem mais... Simpática, não? — reclamei.
– Então me dê ideias!!!
– Porque não vão de Mario e Luigi? — Leo deu uma ideia.
– Nem rola... — falou Luisa. — E se eu for de Marina e você for de Franja, Conn? — disse, brincando.
– Turma da Mônica? Desde quando você lê isso? — perguntei.
– Ah, desde sempre. O que acha?
– Que é uma ideia muito ruim...
– Barbie e Ken? — Alawara riu.
– Não sou loira... — comentou Luisa. — Atena, que raios você fez comigo?
– Ah, se acalma... — falei. — Você não é a única que não tem ideias para fantasia...
– Hã... Nate Archibald e Blair Waldorf? — perguntou ela. — Você é a cara do Chace Crawford...
– Isso é um elogio?
– Sim, esse é um dos motivos pelos quais eu ainda namoro com você. O que acha da ideia?
Revirei os olhos.
– Pode ser.
– Espero que vocês saibam o que estão fazendo, eu realmente espero.
– Hã... Por quê? — perguntei.
– O que que tem de mais neles? O máximo que eu tenho que fazer é arrumar meu cabelo e...
– Não é disso que eu estou falando. — Isabella disse.
– E do que é então? ´- perguntei.
– Ah, é que...
– Diga — Luisa ordenou.
– Tá, er...
– Er o quê? Fala logo, Isabella!!! — exclamou Luisa.
– Ok, ok, é que... — começou ela, mas parou abruptamente.
– É que o quê? — perguntei.
– Tá, Luisa. É que muita gente assiste GG aqui, só isso okay?
– Mas então. .. acha que deveríamos escolher outro casal?
Lhe lancei um olhar de súplica e ela riu.
– Não, não, esse está perfeito, o Chace falso ali vai servir direitinho.
Ela assentiu enquanto Isabella ainda ria.
Olhei para Luisa e ela sorriu.
– Então está resolvido! — falou ela.
– Sim, só temos que arrumar as roupas. — murmurei.
– Isso já é outra história... — falou Luisa. — Mas... PELO MENOS AGORA NÃO TEM MAIS A DREW PARA ESTRAGAR A NOSSA VIDA!!!
– Ainda essa história? — Isabella revirou os olhos. — É mais bizarra que a própria Drew.
Luisa revirou os olhos.
– É bom tirar uma da cara do cadáver de vez em quando... — comentou, dando de ombros.
– Nossa, Luisa, quanta delicadeza... — falei, com um sorriso zombeteiro. Desviei de um tapa que ela tentou acertar em mim.
Isabella riu — Vou deixar vocês sozinhos e ajudar o Leo com a dele.
– Vocês vão combinando também? — Luisa perguntou.
– Nem pensar — ela riu — Sem chance, mesmo.
– Quero nem imaginar o que vocês vão fazer... — comentei.
– Não é nada de mais, é só... Surpresa! — exclamou, e correu para fora do chalé.
POV Isa
– Leo, Leo, Leo — gritei.
Ele parou no meio do caminho e deu um sorriso.
– Opa, porque uma pessoa linda como essa me chamas?
– Sua fantasia — ela sorriu maliciosamente.
– Oh shit... Isso é mesmo necessário?
– Completamente — ela riu.
– E... O que você diria se eu dissesse que estou com medo disso? — perguntou ele.
Sorri maliciosamente.
– Eu diria que você tem razão. — falei, rindo.
Seguimos até o chalé de Hermes.
– Hermes? — ele perguntou — Mas pensei que...
– Ah — dei de ombros — eles tem coisas legais.
– Coisas legais tipo...? — perguntou ele.
– Tipo coisas que você pode procurar em todos os lugares possíveis, mas só vai achar aqui. — murmurei.
– Gabs — gritei.
Uma menina veio correndo.
– Sim? — perguntou.
– Minhas encomendas chegaram? — sorri.
– Claro — ela me entregou uma caixa bem grande.
– O que... — Leo começou.
– Cala a boca e vem comigo. — puxei ele em direção ao Bunker 9.
– Mas o que...? — falou ele, quando chegamos ao Bunker. — Por que aqui?
Dei uma risada.
– Calma, não vou quebrar suas invenções... É só...
Ouvimos o barulho de passos do lado de fora.
– O que vocês vieram fazer aqui? — perguntou Evan, com um sorriso malicioso. Não era nada do que ele estava pensando...
– O que você veio fazer aqui? — perguntei — Está me perseguindo por acaso?
Ele sorriu.
– Perguntei primeiro.
– Não fuja do assunto — fingi estar brava — Responda Evan — disse firme.
– Eu vi que vocês estavam vindo para cá e resolvi seguir vocês antes que fizessem alguma bobagem. — disse ele.
– Uma bobagem tipo...? — perguntei.
– Você sabe muito bem do que estou falando.
– E não é isso que viemos fazer aqui, com licença?
– Se não é, o que seria então? — ele perguntou — Por que um lugar afastado?
– Não é da sua conta — Leo sorriu — apesar de nem eu saber o qur estou fazendo aqui — murmurou quase imperceptível.
Evan não conseguiu entender.
– E então? — ele perguntou.
– Olha Evan, eu vou fechar e trancar essa porta, e eu não quero que esteja aqui quando eu ouvir o clique da trava. — respirei — ENTENDIDO? — gritei.
– S...sim — Evan gaguejou e saiu apressado.
Tranquei a porta e acendi a luz. Olhei para o Leo, e juntos, caímos na gargalhada.
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