Too Much To Ask

24 Capítulo XXIII - Idiotas


Notas iniciais
R.I.P ;-; (não estou chorando pela Drew, podem ter certeza)

– Estamos aqui para queimar a mortalha de uma de nossas semideusas. — começou Quíron, com uma expressão dura. A notícia da morte tinha se espalhado rapidamente, e logo estávamos todos no anfiteatro, e o corpo de Drew embrulhado em uma mortalha rosa brilhante. — Drew Tanaka, filha de Afrodite. Ela infelizmente não teve uma morte honrosa, e não sabemos exatamente como ela morreu. Quem gostaria de fazer as honras?

Todos ficaram em silêncio. Alguns cochichavam entre si, mas apenas nós sabíamos da verdade.

– Ninguém? — Quiron ficou vermelho.

– Aãn, acho que Annabeth não está aqui — Um dos meus irmãos brincou.

– Nós estamos em um funeral. — repreendeu Quiron. — Os filhos de Afrodite podem fazer as honras?

Lacy se levantou e ficou ao lado da mortalha.

– Ela nunca foi uma boa irmã — começou — nem uma boa companheira, não sentiremos sua falta.

Todos aplaudiram.

– Sempre que precisávamos de algo, ela recusava qualquer ajuda. — continuou. — Ela sempre tentou arruinar as nossas vidas. Espero que agora as coisas fiquem melhores. — ela fez uma pausa. — Podemos queimar a mortalha agora?

– Fazemos as honras — Heitor e Leo riram juntos, e também juntos, atearam fogo na mortalha.

– Esteja com os deuses. — murmurou Quiron.

– Só se for Tártaro e Gaia. — sussurrou Calista. — Ela não vai conseguir ir pro Elísio. Certamente não.

– Estão todos liberados. — anunciou Quiron. Realmente nunca tinha visto um funeral tão curto. Mas como era a Drew, não podia esperar muita coisa.

Eu estava andando na direção da arena quando Carl parou na minha frente.

– Acho que você se livrou de um demônio particular... — comentou ele.

– Pois é — ri. Olhei para Isabella e ela estava fazendo um sinal positivo com a mão. Ela iria mesmo continuar com aquilo? Julie estava no ombro dela, em forma de chinchila. Eu mereço.

– Vamos continuar com isso — julie sussurrou em minha mente — Ele precisa sofrer, e quem sabe vocês não se dão bem e formam um casal?

– Você vai mesmo agir como um celular psíquico? — pensei.

– Mais ou menos isso — e ela continuou — Seja legal ok?

– Ta — pensei.

Agora beija ele que o Connor tá vindo. — sussurrou Julie em minha mente.

– E ser explodida em um raio de novo? Nem pensar...

– Você é mais teimosa que uma mula empacada, meus deuses... — pensou ela.

– Luisa! — exclamou Connor, se aproximando. Ele tentou me abraçar, mas eu o empurrei.

– Agora você me procura? — perguntei.

– O que quer dizer com isso? Você que estava fugindo de mim.

– E-eu... — Olhei para Julie em busca de ajuda e vi Isabella sussurrar algo.

– Repita — Julie disse com calma — É porque eu estou em outra agora.

Um nó se formou em minha garganta, e comecei a pronunciar as palavras com cuidado.

– É porque estou em outra agora.

– Beije-o.

– O QUE? — pensei.

– Eu disse beije-o, não grite. Anda Luisa, beija o Carl logo.

E assim fiz.

– Você não fez isso! — exclamou Connor. — Você não está agindo como uma filha de Atena. Então eu não vou ser pacífico como um filho de Hermes.

Vi que ele puxou Carl e o derrubou no chão, segurando-o com um pé.

– FIQUE. LONGE. DA. MINHA. GAROTA! — gritou ele, pausadamente. — O QUE VOCÊ VIU NELE, LUISA?

– Ele — as palavras fluíram de minha boca — Ele é lindo, e forte, e principalmente fiel, não como um certo babaca filho de Hermes.

– Babaca? Você não devia ter dito isso. — falou ele. Ouvi um gemido vindo da boca de Carl. Aparentemente Connor tinha pisado ainda mais forte em sua barriga. — E também não diga que não sou fiel. Foi você que aproveitou a primeira oportunidade que teve pra ficar com outro cara. — ele despejava os fatos em cima de mim. — Você nem me deu chance para explicar o que tinha acontecido. O que mais você quer que eu faça? — ele segurou os meus pulsos e me puxou para mais perto. — Acho que já sei o que. — ele envolveu meu rosto com as mãos e me beijou. Eu apenas o afastei.

– Não peça que eu ainda fique com você. — murmurei. — Eu já deixei de ser sua no momento em que chegou perto da Drew.

– E agora ela está morta. — falou ele. — Ela não existe mais, não pode mais estragar as nossas vidas.

– Nada mudou — respirei — Você pode simplesmente voltar com alguma outra filha de Afrodite ou sei lá o que.

Me aproximei de Carl e o ajudei a levantar.

– Você está bem? — Perguntei.

– Melhor agora — ele respondeu, e o beijei.

– Eu achava que você levava a sério as suas promessas. Mas pelo jeito você esqueceu aquela história de "Não precisa ter medo de me perder". Adeus, Luisa. Me procure caso você volte a ser a pessoa que era há algumas semanas. — falou ele, e saiu pisando forte até o chalé 11.

Desabei em choro, havia me arrependido completamente de minha escolha. Ele me abraçou.

– Arrependida? — Perguntou.

– Um pouco — Admiti — Não se sinta mal, eu só não...

– Tudo bem — ele apertou um pouco mais o abraço — Vai ficar tudo bem.

Ficamos assim por um tempo, em silêncio.

– Você ainda gosta dele, não é? — perguntou Carl, me afastando um pouco e olhando em meus olhos. Tentei desviar o olhar. Ele sabia a resposta. Sim, eu ainda gostava de Connor. Gostava não. Eu o amava. Muito.

– Eu imaginei — ele baixou o olhar.

Olhei em seus olhos e meu coração falou pela razão.

– Isso vai passar — disse — sempre passa.

– Posso te ajudar com isso — ele sorriu e me beijou, e dessa vez, retribui o beijo com todo amor.

– L-luisa — ele olhou para mim, com seus olhos brilhando. E com ou sem a Isabella, eu pude ver que eu poderia ter mais uma chance de ser feliz.

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Viu só? comentou Isabella, assim que eu me despedi de Carl, que tinha ido treinar. As coisas não vão ser tão ruins assim.

É, acho que não... comentei, com a expressão desanimada.

O que você tem hoje, garota? perguntou.

– Ah, eu só me senti meio mal com tudo isso — Comecei.
– Mas? — ela sorriu

– Mas eu acho que posso gostar muito do Carl. — Admiti.

– Bom, tudo a seu tempo... — falou ela.

POV Isa

Deixei Luisa voltar para seu chalé, ela precisava colocar os pensamentos em ordem. Cupido? Eu? Quem diria? Mas, por mais que eu gostasse de Connor ele merecia uma lição.

Fui andando para o meu chalé, mas trombei com alguém. Olhei para cima. Evan.

– Oi Isa. — falou ele, me abraçando.

– Oi — sorri, vai indo para onde?

– Tava indo pra arena... — falou ele, olhando em meus olhos, o que fez minhas bochechas queimarem. — E você?

– E-eu? Pra lugar nenhum — esbocei um sorriso.

– Porque não vai comigo então? — ele pediu.

– Vamos- ri

Saí andando ao lado dele, mas logo percebi que ele estava tentando pegar a minha mão.

– Hã... Evan... — comecei, mas ele conseguiu segurar minha mão. Continuamos andando assim.

Chegamos na arena, quem estava treinando? Meus deuses, porque.

Leo estava distraido queimando algum boneco, por sorte, claro. Por Zeus o que eu faria agora?

–Isabella? — perguntou aquela voz muito conhecida. Ah, não, ele tinha me visto. — O que você pensa que está fazendo?

– E-eu n-não- Gaguejei.

– Não, você não — ele disse irritado — ele.

Evan revirou os olhos.

– Quem você pensa que é? — ele gritou.

– Eu? — Evan riu — E o que eu fiz que não estou sabendo? — ele fez uma cara de inocente.

– Por fav.. — comecei.

– QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ESTAR DE MÃOS DADAS COM A MINHA NAMORADA? — gritou.

– Você se acha tanto Valdez ... — Comentou Evan — Mas não consegue vencer uma batalha sem a ajuda da namorada...

Leo cerrou os punhos.

– Repita isso se for homem!

Tudo aconteceu muito rápido. Leo lançou uma bola de fogo contra Evan, que o atacou com um raio. A ultima coisa que eu ouvi foram gritos me mandando embora. E um raio atingiu meu braço acidentalmente. Acordei na enfermaria.

Chace estava ao meu lado;

– O que... — falei começando a levantar, mas uma dor enorme acertou minhas costas.

– Ai — me deitei novamente.

– Fique deitada — murmurou ele — Você ainda não se recuperou completamente..

– O que aconteceu comigo? — Perguntei — Quanto tempo estou aqui?

– Faz algumas horas — comentou ele — Você recebeu uma descarga elétrica por causa daquele filho de Zeus imbecil. Eles não deveriam começar a brigar com você por perto. Sempre acaba na enfermaria... Isso tudo é ciumes?

– C-ciumes? — gaguejei — mas... mas de que? — estava com dor de cabeça.

– Nem vou responder essa Isabella — falou ele — Você sabe muito bem do que estou falando.

– Mas.... o que... o que foi que eu fiz? — meus olhos se fecharam lentamente enquanto uma lágrima escorria meu rosto.

– ISABELLA — Chace gritou — NÃO!

Leo, Evan, Malcolm e Luisa entraram correndo na enfermaria.

– O... O que aconteceu? — Leo gritou — O que..

– Ela... e-ela está morta — Chace falou entre choro e soluços.

Notas finais
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