Too Much To Ask

15 Capítulo XIV - Verdade ou Desafio?


Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo (ENFIM UM NÃO DEPRESSIVO o/) Enfim, se divirtam.

Todos já haviam retornado para seus chalés. Leo havia adormecido nos ombros de Isabella, que estava dormindo sentada, quase caindo. Connor também tinha adormecido, mas, ao contrário de Isabella, ele caiu de cara no chão. Cochilei um pouco e, quando acordei, já era tarde. Olhei em volta, tentando me lembrar do que tinha acontecido, e lembrei da tragédia. O que aconteceria a seguir?

Senti uma mão quente caindo sobre meu ombro. Me virei e vi Connor, ainda dormindo. Chacoalhei seus ombros de leve e ele acordou.

— O que... O que aconteceu? — perguntou ele.

— Só sobrou a gente, caímos no sono — expliquei.

— Acordamos eles? — Connor apontou para Isabella e Leo.

— Melhor não... — falei. — Acordar ele no susto na situação que ele está... Não parece ser uma boa ideia.

— Mas não é uma boa ideia deixar os dois dormindo sozinhos aqui... — ele comentou.

— Vou acordá-la primeiro. — concluí, indo em direção aos dois. Balancei-a levemente e ela acordou em um pulo, derrubando Leo no chão.

— Oh, merda. — murmurou — Sorte que ele tem um sono de pedra... Espera, o que aconteceu?

— Nós acabamos dormindo aqui... Acho que é melhor irmos para os chalés... Você consegue acordar o Leo?

— Sem chance. — ela riu — Agora ele não acorda até as 9:30.

— Mas o que podemos fazer então? Não podemos deixá-lo sozinho aqui... E eu ainda estou com sono...

— O Connie arrasta ele até o chalé, podemos chamar o Malcolm também, acho que chamar o Chace não seria uma boa ideia... — concluiu.

— Definitivamente chamar o Chace seria uma péssima ideia. – comentei.

— Eu posso levá-lo. – disse Connor. – Será que o Malcolm está dormindo?

— Provavelmente — disse. Um sorriso maléfico surgiu no rosto de Isabella — Vou acordá-lo. — anunciou.

— Conhecendo bem meu irmão... Ninguém vai conseguir acordá-lo tão cedo... – comentei.

Ela riu.

— Aposta?

— Com você? – eu ri. – De jeito nenhum!

— Poxa, eu queria aumentar meu estoque de flor de lótus — ela fez um biquinho — Estaremos aqui em um minuto — E saiu pulando como uma criança pequena.

— Que horas são? – perguntou Connor. Olhei para o céu.

— Umas três da manhã — concluí.

Em menos de 2 minutos, Isabella voltou puxando Malcolm pelo braço. Ela estava bem acordada, mas ele corria com uns tropeços.

— Onde é o incêndio? — perguntou. Comecei a rir. — O que foi? — ele perguntou perplexo.

— ISABELLA, NÃO ME DIGA QUE VOCÊ ENTROU NO CHALÉ GRITANDO QUE ESTAVA TENDO UM INCÊNDIO. – Gritei. — E Malcolm, você esqueceu suas calças... — notei e todos começaram a rir.

— Meus ouvidos, Luisa! – reclamou Connor.

— Na verdade, ela não disse nada... — ele murmurou, sonolento — Só me puxou da cama e saiu correndo, não é à toa que esqueci as calças.

Ela riu.

— Se eu tivesse dito alguma coisa ele apenas murmuraria e voltaria a dormir. — ela levantou os ombros — Experiência própria.

— Ok, ok... Já até perdi o sono depois dessa... – comentei.

— Mas eu não. Posso voltar pro meu travesseiro? – perguntou Malcolm.

— Nem pense nisso, Malcolm.

— Tá bem. Connor, pegue a parte dos braços. — ela riu — Malcolm, você fica com as pernas porque é mais fraco — ele deu uma cotovelada em suas costelas e ela mostrou a língua. — Vamos marujos, vamos levar esse pirata aqui para seu navio.

— Sim, capitã. — Malcolm disse, de mau humor.

— Malcolm, olha sua namorada lá em cima na colina... – brinquei. Mas quando eu olhei naquela direção vi um ponto completamente branco e um totalmente escuro. Me lembrei que nem sequer tinha tido a chance de perguntar o nome da minha nova cunhada.

— Vai dizer que você não sabe quem é... — Isa brincou — Até eu sei, né, Malcolm?

— Julie? – perguntou ele, esfregando os olhos.

— Filha de quem? – perguntei, pouco antes de ver Malcolm disparar colina acima. Ele não parecia estar com nem um pouco de sono agora...

— Uma grande amiga minha — explicou — Venha Luisa, vou te apresentar à Julie Anagnos. — Disse correndo pela colina e me puxando junto.

— E o Leo, como fica? – perguntei enquanto corria.

— Oh, merda! Esqueci — ela riu — Julie nos ajuda, ela adora se exibir. Mas enquanto isso o Connor cuida dele.

— Tudo bem... – falei, enquanto via a garota de branco pular em Malcolm e este a girar no ar.

— Julie, sua linda, você voltou!!! — Ele gritava enquanto a girava — Que saudade, amor!!!

Enquanto isso, vi Isabella abraçar um garoto que eu ainda não conhecia.

— Er... Oi. – Falei, com um sorriso tímido.

— Oh me desculpe, esse é o Heitor. — Isabella disse, dando um beijo na bochecha do garoto que estava envolvido em seus braços. — Ele é tipo meu irmão mais novo.

— Velho. — o garoto murmurou — Heitor Solutti, prazer.

— E essa é Julie — Malcolm disse — Julie Anagnos, também conhecida como minha namorada.

— Olá!!! – falou a garota de cabelos muito claros vindo me abraçar. – Você deve ser Luisa, certo?

— Eu sou Calista Laforet. – falou a garota de vestes e cabelos negros, vindo me abraçar também.

— Espera!!! — de repente Isabella começou a gritar — Vocês foram em quatro. HEITOR? HEITOR, ONDE ESTÁ ALAWARA?

Heitor encarou o chão. Eu vi que uma lágrima ameaçava rolar pelo seu rosto.

— NÃO. — ela gritou — ME DIZ QUE É MENTIRA!

Mas então ouvi uma voz feminina por perto. Cabelos ruivos apareceram em meu campo de visão.

— CONSEGUI!!! – gritou ela. – Consegui escapar daquelas arai!!!

— É brincadeira. — ele riu — Ela só quis te assustar.

— Seu idiota! — ela o empurrou e ele saiu rolando colina abaixo. — Aly!!! — Isabella pulou em cima da garota — Que saudade!!!

— Sabia que conseguiria. — ela suspirou — "Por grandes dificuldades irão passar, as parcas terão que contrariar". — ela riu — Bobagem!

— Profecias nunca são o que a gente espera... – comentou a tal Alawara.

— Já ouvi essa frase antes... — Connor riu. — Luisa, essa é Alawara.

— Minha namorada!!! — Heitor gritou, subindo a colina.

— Ah, não! — Isabella gritou. — Julie, me ajude aqui! — e as duas desceram correndo a colina.

— Essa eu quero ver. — Connor desceu correndo.

— Eu também. — Heitor o seguiu, e assim todos desceram a colina.

— O que aconteceu? – perguntei.

Eu era a única que não estava entendendo nada nessa história?

— Você vai ver. — Calista sorriu. — Vamos.

Quando chegamos lá embaixo, Leo estava em cima de um urso polar.

— Mas o que? — perguntei, perplexa.

— Alguém pode me explicar isso? – perguntei.

— Julie é filha de Quione. – explicou Malcolm. – Digamos que ela pode fazer esse tipo de coisa.

— Ela é o urso polar. — Isa concluiu, como se fosse uma descoberta brilhante. — E, bem, hora de levar nosso dorminhoco para a cama. Eu já perdi meu sono, e acho que vocês também.

— Depois de tudo que aconteceu hoje... eu definitivamente perdi o sono. – falei.

— Ótimo então. — ela sorriu — Ju, leva ele pra cama, lá alguém vai te ajudar. E nós, vamos fazer o que agora? — ela estava com um sorriso malicioso no rosto.

— Algo tipo... Ir zoar no meu chalé? — perguntou Heitor, com um sorriso malicioso. Alawara deu uma cotovelada em sua barriga.

— Você não presta mesmo, né? — perguntou ela, mas riu.

— Ah, vamos Aly, é o terceiro chalé mais quente do Acampamento... — Isabella riu.

— Terceiro? — Heitor pareceu ofendido.

— Por que? – eu, Connor e Calista perguntamos ao mesmo tempo.

— Sim, oras. — Isabella riu. — O primeiro, óbvio, Apolo, o segundo, Hefesto, agora que... — ela riu ainda mais — Agora que o Leo está de volta.

Heitor lançou um olhar zangado.

— E bem, o terceiro, o do Heitor, porque é o que sobra né? – Alawara deu uma cotovelada no namorado.

— Vamos ficar aqui parados então? — Perguntei.

— Ah, ficar parado aqui? De jeito nenhum!!! — exclamou Alawara, correndo de mãos dadas com o namorado em direção à floresta.

Nós os seguimos até chegar perto de dois chalés completamente distintos, que eu nunca tinha visto antes. Um era completamente azul e parecia ser feito de água. O outro era vermelho, alaranjado e amarelo e parecia feito de fogo.

— Uau. — exclamei. Alawara riu.

— É, tem certeza que é o 3° mais quente?

— Com toda certeza — Isabella riu.

— Se eu entrar aí eu derreto, literalmente. — falou Julie, se aproximando de nós.

— Você fica perto de mim todos os dias e não derreteu ainda — Heitor brincou.

Julie mostrou a língua numa atitude infantil, e Heitor riu. Diante dessas brincadeiras eu percebi que ali estávamos todos em família. Não apenas aparentados pelo nosso lado divino, mas uma família completamente unida, que pudemos escolher ter.

— Ah, vamos ficar parados aqui fora? Daqui a pouco todo mundo acorda e a gente não fez nada. — Connor riu. Isabella e Julie foram entrando sem esperar o próprio Heitor.

— Isso não é... er... contra as regras? — perguntei. Todos riram.

— Sim, mas quem se importa? — Julie riu.

— Filhas de Atena... — falou Connor, rindo. — As regras do Acampamento se tornaram mais inúteis do que a Drew.

Dei uma cotovelada em Connor, mas ele pareceu não ligar.

— Ah, vamos, meu amor... — disse ele. — Você sabe que é verdade...

— Tá, vamos apresentar a vida à essa garota — Alawara riu — Ela tem muito o que aprender.

— Muito e mais um pouco. — riu Heitor. — Pare de levar as coisas tão a sério!

— É da natureza dela, o que fazer? — Connor riu.

— Hey, seus babacas! — Isabella chamou — Connor, Heitor, venham cá, eu quero acabar com vocês nesse jogo novo.

— Ah, sem chance — eles gritaram juntos e entraram correndo no chalé.

— Vamos, garota — Alawara me puxou para dentro do chalé.

— Tá bom, eu tenho pernas, ok? Não precisa me puxar como se eu fosse um saco de batatas!!! — exclamei. E parece que isso foi a gota d'água, porque todos começaram a rir descontroladamente. – Fala sério, o que eu fiz agora? — perguntei.

— Cara, essas filhas de Atena são hilárias — alguém exclamou.

— Esse refrigerante tá quente. — Isa choramingou. — Julie?

— Pode deixar — ela riu — Pronto?

— Perfeito — a outra garota exclamou.

— O que querem fazer primeiro? — perguntou Heitor, assim que conseguiu parar de rir.

— O que acham de verdade ou desafio? — perguntou Connor.

— Ih... Acho que sua princesinha não vai gostar muito da ideia... — disse Heitor, irônico.

— O que você acha, Luisa? — Julie perguntou.

— Ah, tipo aqueles jogos de festa do pijama? — perguntei, inocentemente. É claro que eu estava errada.

— Nada disso, princesinha. — disse Heitor, dando-me uma cotovelada de brincadeira.

— Ai. — reclamei — Tá, vamos logo com isso.

Connor tentava segurar o riso, assim como a maioria dos que estavam na sala. Nos sentamos em uma roda no chão e Isa colocou a garrafa vazia do refrigerante que estava tomando no centro.

— Tampa responde e fundo pergunta. — falou Julie antes de girar a garrafa. É claro que a minha sorte nunca me favoreceria. Heitor para mim.

— Verdade ou desafio, gata? — perguntou ele, rindo.

— Er... Verdade. — Heitor riu, e Julie sussurrou algo em seu ouvido.

— Não seja malvado com ela! — falou Alawara.

— Então princesa... Você e o Connor já... — ele sorriu de maneira sugestiva. Vi que Malcolm olhou diretamente para mim, curioso. Meu rosto tinha corado.

— Você está parecendo um pimentão, Luisa. — Heitor riu.

— Responda, amor — Connor encorajou.

— Não! — Quase gritei.

— Não de não vai responder, ou não...- Heitor estava com um sorriso bobo no rosto.

— Absolutamente não. — consegui dizer. — Er.. próximo?

Todos começaram a rir.

— Vamos Luisa, gire a garrafa. — Isabella instruiu.

— Mas que vida sem graça a de vocês... — comentou Heitor, rindo. Girei a garrafa. Alawara para Connor. Por que eu tinha a impressão de que isso iria ser constrangedor?

— Desafio. — falou Connor.

— Oh, merda, cadê a inspiração? — Alawara falou. Heitor sussurrou algo em seu ouvido e ela riu. — Ótimo. — murmurou.

— O que vocês estão tramando? — perguntou Connor, com um sorriso malicioso.

— Você já vai descobrir — Heitor riu. – Vamos, diga Alawara.

Alawara fez um instante de suspense.

— Diga logo, sua chata! — exclamou Connor.

— Eu te desafio a dar um beijo surpreendente... — Alawara começou a dizer.

— Ah! Isso é fácil — Connor disse, vindo em minha direção.

— ...no Malcolm — Ela terminou.

— COMO? — Eu disse e todos começaram a rir novamente, olhei para a Julie e ela estava se divertindo. — Você... você ri disso? — perguntei.

Ela levantou os ombros.

— Vai ser divertido.

— Vem aqui, meu gatinho — Connor brincou. Malcolm caiu na gargalhada.

— Ah, Luisa... — falou Julie. — Você leva as coisas muito a sério...

E assim o verdade ou desafio foi decorrendo, com um desafio pior que o outro, que eu prefiro nem comentar. Quando acabou, resolvemos fazer uma competição de Karaokê. Aliás, como é que o chalé de Heitor tinha tanta tecnologia?

— Meu pai é o deus da comunicação. — respondeu, quando eu indaguei. — Digamos que tenho certos privilégios com isso.

Então eu me lembrei que não tinha perguntado quem eram seus pais.

— Sou filho de Ronnoc, o elemental do Fogo. — falou Heitor, enquanto escolhia um DVD. — A Aly é filha de Abnara, a elemental da Água. — ele pegou um DVD e colocou no aparelho. — Acho que o primeiro é para as garotas.

Vi que ele tinha escolhido um da Taylor Swift.

— Quer ser a primeira, Luisa? — perguntou Julie. — Não se preocupe, ninguém aqui canta maravilhosamente bem. Eu consigo quebrar taças de cristal cantando...

— Hey — Isabella pareceu ofendida.

— Seja sincera, Isa. — falou Calista, rindo. — Você não é a melhor cantora do chalé de Apolo...

— Sou a melhor entre vocês — ela riu.

— Então comece, Luisa.

Começou a tocar Teardrops On My Guitar. Eles estavam claramente me avacalhando...

— Posso mudar de música? — perguntei, com uma perfeita cara de gatinho que caiu da mudança.

— Não. — falou Heitor. — Segundo as nossas regras que são muito mais úteis que a Drew, a pessoa tem que cantar a música que caiu para ela.

— Tudo bem... — suspirei e comecei a cantar, tentando não prestar muita atenção no que a letra queria dizer.

— Porque essa letra a afeta tanto? — Ouvi Heitor perguntar para Isabella.

— Drennie... — ela riu baixinho.

— Ah, entendi! Ela era a ex dele na época? — ele perguntou.

— Essa mesma — ela afirmou. — AAAAAAÊÊÊ, ANNIE, CANTA BEM PRA CARAMBA!!!

— Annie? Sério mesmo? — perguntei rindo. — Há tempos que ninguém me chama de Annie. Eu não sou a Annabeth, amore. — ela riu — Tá, sua vez Julie.

Julie pegou o microfone e começou a cantar Love Story. A voz dela parecia com o vento soprando entre blocos de gelo. Julie parou de cantar, e depois dela foram Isabella e Calista, respectivamente.

— É a vez dos meninos — Calista anunciou — Essa eu quero ver. — Fomos até a caixa procurar DVDs.

— Imagine Dragons? — perguntou Isa.

— Jason Mraz? — perguntou Calista.

— Nickelback? — perguntei.

— Nickelback para o Malcolm, Jason para o Connor e Imagine Dragons para... — Isabella parou.

– Para mim? — alguém atrás dela perguntou. Isa se virou.

– Leo? — perguntou.

– Não, não... É o Gasparzinho disfarçado... — falou Leo.

— Por Zeus, que Gasparzinho mais estranho... — ela riu. – Tá, qual do ID você quer cantar, Leo?

— Demons — ele riu — Ainda é a sua favorita?

— É — ela corou.

— Quem vai primeiro? — perguntei.

— Sorteio? — um sorriso brotou nos lábios de Julie.

— Ah, ok! Vamos colocar o nome deles em um pote e...

Elas riram.

— Não é assim que sorteamos as coisas por aqui. — Alawara explicou. — Você tem muito o que aprender...

— Como é então? — perguntei. Senti meu rosto queimar.

— Ah, você vai descobrir — ela riu — Cas, faça as honras.

Um sorriso malicioso surgiu nos lábios de Calista.

— Sem problemas. — Calista subiu em cima de uma mesa e pediu para que os meninos sentassem a sua volta, limpou a garganta e começou: — Uni duni tê, sa la me min guê, o sorvete colorê, o escolhido foi você. — e apontou para o Heitor, enquanto todos davam risada da minha expressão.

— Ah, fala sério... — falei, revirando os olhos. — TANTO SUSPENSE PRA UM UNI DUNI TÊ???

Todos começaram a rir.

— É, você realmente precisa aprender como funcionam as coisas por aqui...

Notas finais
Caso não tenham entendido o porquê da música, vejam esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Y4HHHHSzX3k O que acharam dos personagens novos?