Too Much To Ask

5 Capítulo IV - Buscando esperanças em meio ao sofrimento


Notas iniciais
Espero que gostem o/

Você já se sentiu como se estivesse prestes a desmoronar? Já se sentiu deslocado, como se ninguém te entendesse? Já foi ferido, sentiu-se deixado no escuro? Multiplique essa sensação por mil e chegará perto do que eu estou sentindo.

Chorei o dia inteiro. Literalmente. Não sabia que meu estoque de lágrimas era assim tão grande.

Connor ainda insistia em falar comigo, mas meus irmãos não permitiram. Isa veio me ver, Malcolm tentou me confortar, mas nada funcionou.

Não adiantava que eles tentassem me fazer rir. Era impossível. Quando consegui parar de chorar, já era hora do jantar. Meus irmãos praticamente me arrastaram para o refeitório, mesmo sob protestos da minha parte. Não queria precisar vê-los de novo. Eu já estava mal o suficiente assim.

Por fim, cheguei ao refeitório. E eu não podia acreditar no meu azar.

Ele estava me esperando na porta.

– Luisa, precisamos conversar. — disse Connor.

– Não tenho nada para falar com você. — falei.

– Eu preciso me explicar, não posso deixar que você pense que eu sou desse tipo.

– E não é? – perguntei – O que houve? Ela te deu uma poçãozinha do amor eterno? Ah, por favor, né? Eu não sou burra e muito menos cega.

– Você estava distante. — ele realmente não parecia se sentir culpado. — Eu estava com saudades, nós fomos nos aproximando e simplesmente aconteceu.

– E tinha que ser logo com ela? Tinha que ser logo com a pessoa que eu mais detesto em todo o mundo??? – perguntei. – Por que você não me ligou, mandou M.I., qualquer coisa? Se você tivesse terminado comigo no começo me pouparia de muito sofrimento e humilhação.

– Eu não pensei... Juro pelo Estige que tentei falar com você, mas não consegui. — ele disse — Ela... Ela me seduziu. Acredite em mim, Luísa.

– Por que eu deveria? – perguntei. – Você não é nenhuma criança que pensa pela cabeça dos outros. Se você fez o que fez, foi porque você quis.

– Eu não queria... No começo... Mas Luísa, você voltou, volta pra mim.

Todos nos olhavam, e eu não sabia interpretar suas expressões. Mas eu não me importava. Eu apenas queria me livrar dele.

– Você é apenas mais um canalha como inúmeros outros que existem por aí. Você realmente acha que ela vai voltar com você? – gritou um garoto louro. Ele veio até nós e deu um tapa no rosto de Connor. Me desvencilhei deles e então começaram a briga.

Quase todos gritavam, torcendo pelo garoto louro. Drew entrou no refeitório e viu a briga. Começou a gritar para que eles parassem, provavelmente tentando usar o charme. Vi que alguém, que depois descobri ser Isa, colocou o pé na frente dela enquanto ela corria e a vadia tropeçou, mas conseguiu ficar em pé, com pouca firmeza. Ela tentou correr novamente, mas tropeçou em uma mesa e caiu. Começou a gritar de dor, mas os garotos não se importaram. Lacy, uma filha de Afrodite, foi ajudar Drew a se levantar, mas aparentemente todos a odiavam.

Lacy levou-a para fora e a briga ainda perdurava. Até que o louro deu um soco na cara de Connor e este caiu, com o nariz sangrando.

– Se você fizer uma garota sofrer assim de novo, vai receber coisa bem pior. – gritou o garoto, virando as costas e voltando para junto dos irmãos. Pelo canto do olho, vi Isa piscando para ele, e ele retribuindo a piscadela.

Voltei para o meu chalé logo depois. Não queria ter que suportar os olhares de pena de ninguém. Peguei uma barra de chocolate na minha mala (que alguém tinha feito o favor de levar até ali), e comecei a comer. Sempre acreditei que chocolate fosse um presente dos deuses para os mortais, com propriedades mágicas de cura. Especialmente para a cura da tristeza.

Eu já estava quase terminando a primeira barra quando Malcolm entrou no chalé.

– Hey, Luisa, tenho novidades. – disse ele. – Drew quebrou o braço quando tropeçou naquela mesa, e Connor quebrou o nariz com o soco.

– Que tipo de pessoa quebra o braço tropeçando em uma mesa? – perguntei, com um sorriso travesso no rosto.

– Boa pergunta. Mas acho que certas vadias merecem. – disse ele, rindo um pouco. – Na verdade merecem coisa bem pior, mas enfim...

– Isso é um fato. — comentei. — Malcolm, eu quero voltar pra casa...

– Mas aqui é a sua casa.

– Você não entendeu. Quero voltar para a casa do meu pai. Não quero mais ter que ver aqueles dois todos os dias nesse verão.

Notas finais
Reviews?