Too Much To Ask
3 Capítulo II - Decepções
Notas iniciais
– Você está mais bonito a cada dia. — disse uma voz conhecida. Uma voz que eu sempre detestei. Sabia quem era.
– E você? Nunca vi uma asiática tão linda. — disse outra voz. Uma voz muito conhecida. Eu realmente estava torcendo para que eu estivesse errada. Eu torcia para que não fosse ele.
Me escondi em um canto, perto de Blackjack. E continuei me torturando, ouvindo a conversa dos dois indivíduos.
Eles ficaram em meu campo de visão. Começaram a se beijar, melosamente. Não podia ser ele. Simplesmente não podia. Não podia acreditar no que os meus olhos estavam vendo.
– Ah, Connie, você beija tão bem... — disse a garota. Connie???? Connie????????? Eu não podia acreditar nisso. Por mais imbecil que o apelido fosse, confirmava as minhas suspeitas indesejáveis sobre a identidade do garoto.
Eu não podia acreditar que ele tivesse feito isso comigo.
Não ele.
Eu esperaria isso de qualquer outra pessoa, mas não dele.
Tentei me esconder, mas seus olhos pousaram em mim.
Será que ele me reconhecera? Será que ele ainda se lembrava de minha existência?
Sua expressão mudou. O sorriso que antes se via em seu rosto desapareceu.
E eu saí correndo.
Não estava me importando se ele tinha me visto. Nem estava me importando se ela me veria.
Era isso que todos estavam escondendo de mim.
Era por isso que todos me olhavam com pena.
Lágrimas agora escorriam pela minha face. Eu tinha desistido de tentar contê-las.
Todos queriam me preservar, mas eu não tinha dado ouvidos.
– Luisa!!! — gritou a pessoa que eu menos queria ver naquele momento.
Ignorei-o. Continuei correndo. Percebi que ele continuava correndo atrás de mim. Mas não liguei. Pensei em ir para o meu chalé, mas estava muito longe. Agora o lugar que eu sempre considerei um paraíso estava o mais próximo possível de ser o meu inferno particular.
– Luisa!!! Pare, por favor!!! — exclamou ele. Mas eu não o fiz. Muitos me encaravam com ainda mais pena do que antes, percebi. Mas eu não ligava. Não ligava para os outros. Agora a única coisa que existia dentro de mim era o sentimento de ter sido traída. E aquela era a pior sensação do mundo.
Fale com o autor