Too Much To Ask
2 Capítulo I - Um novo rumo
Notas iniciais
Entrei no Acampamento, tentando não pensar no pior. Encontrei Isa, filha de Apolo e uma grande amiga minha, logo na entrada. Ela me cumprimentou.
– Oi Isa. — falei, abraçando-a. — Onde está Connor?
Ela me olhou com pena. O que estaria acontecendo?
– Se eu fosse você... Preferiria ficar sem saber... — disse ela, desviando o olhar.
– Por favor Isabella... — falei, em tom de súplica. — O... O que está acontecendo? — Eu tentava conter o choro, mas não conseguiria por mais muito tempo.
Isa engoliu em seco.
– Ele... Acho que você logo vai descobrir... — disse ela, com pena. Aquilo estava me irritando, eu odiava que tivessem pena de mim. Especialmente por algo que eu gostaria de saber.
– Por favoooor, me diga!!! — supliquei. Ela apenas negou com a cabeça. Achei melhor continuar andando.
O ritmo no Acampamento estava normal. Campistas novos se encontravam por ali, mas estava tudo como eu me lembrava.
– Luisa!!! — exclamou Malcolm, meu irmão, me abraçando. — Há quanto tempo!!! Como você está?
– Malcolm!!! — exclamei. — Você está mais alto!!!
Ele sorriu.
– Sua cama ainda está do jeito que deixou quando saiu daqui. — comentou ele. Eu sorri.
– Malcolm... Me responda uma coisa. — pedi.
– Diga.
– Onde está Connor? — perguntei. Eu não podia mais aguentar. Por sorte eu tinha prática em controlar minhas emoções.
Malcolm encarou o chão. Calou-se.
– Por que ninguém me responde isso? — perguntei.
– Eu acho que você logo vai descobrir. — murmurou ele.
– O que quer dizer com isso? — perguntei.
– Nada não... O que você sente mais falta? Digo, sem ser essa pessoa sobre quem você tanto quer saber.
– Dos pégasos. — falei, sem pensar muito. — Bom, eu poderia dizer as pessoas, mas acho que preciso me distrair um pouco desse assunto.
– Hã... Luisa... Acho que não é uma boa ideia... — falou ele. — Por que não vamos treinar? Você deve estar fora de forma. — implicou ele.
– Não estou com vontade de treinar agora. — comentei. — Por que não posso ir nos estábulos? O que todos estão escondendo de mim?
– Ah, Luisa, vamos treinar. — disse ele, sacando sua espada. Em um movimento rápido, ele chegou por trás e colocou a espada perto de meu pescoço. — É, acho que você está um pouco distraída... Normalmente conseguiria se defender bem rápido desse golpe.
– Malcolm, me deixa em paz! — gritei. Vários dos campistas se viraram em nossa direção. Quando me viram, a maioria me lançou olhares de pena. Eu queria entender o motivo disso.
Me desvencilhei da espada de Malcolm que agora estava frouxa em meu pescoço e saí correndo. Fui para o estábulo, onde normalmente eu podia ficar em paz.
Normalmente.
Mas isso não se aplicava àquele dia.
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