Too Crazy for the Money
1 Dinheiro & Sedução
Notas iniciais
Aproveitem a leitura C:
Quente.
O dia está quente…
A brisa, que por si também é quente, não chega a ter força suficiente para abanar as folhas das palmeiras.
Não, isto não é uma daquelas típicas introduções, porque o ambiente é defesta!
A música do estilo havaiano ressoa e combina com os bronzeados dos demais que estão deitados nas espreguiçadeiras do melhor e mais fantástico sítio onde se podia querer estar a qualquer momento:Naquelesítio!
“Yamanaka Ino…”
A piscina está lotada.
“Normalmente, só Ino…”
Uma rapariga sai da água em direção ao bar exótico que se encontra ali perto.
“Sou rica, bonita, sensual, maravilhosa…
Eu posso fazer o que quiser!
Sintam inveja de mim!”
Ela é estrondosamente elegante e o biquíni que veste faz realçar a sua bela forma: pernas longas e magras, seios bonitos, aparência jovem e cintura delgada.
“Quando me propõem lugares para eu morar,
o que eu repondo é que quero o melhor…
Eu sou exigente!
Sou exigente porque quero sempre mais e melhor.”
Os cabelos dela são loiros claros, bem compridos, e os olhos de um azul claro bem frio. O seu corpo está molhado, os seus cabelos, ponta dos seus cílios negros, tudo. Todos olham, fascinados, mas ela vai em passos largos, como se estivesse a desfilar, sempre em frente até ao bar. Não olha para ninguém…
“Não quero saber de Paris!
Não quero saber das Caraíbas!
Eu quero o melhor… e o melhor
é o Aurora’s Resort SPA Hotel, em Konoha!”
Chegou ao balcão:
- Quero uma caipirinha com extra gelo e extra lima, se faz favor.
- Com certeza. – Disse o empregado, também igualmente bonito, de cabelos castanhos chocolate.
“Este hotel encontra-se na pacata vila de
Konoha, o que é extremamente ridículo!
O contraste entre o calmo e modesto com o luxuoso e caro é enorme!”
O empregado entrega-lhe a bebida, com a cara ligeiramente vermelha e com um sorriso apatetado.
“Como uma das maiores milionárias do mundo,
tenho regalias…
Mas para mim, tudo já é uma monotonia.
Preciso de diversão!”
Ela pega na bebida:
- Obrigada, querido.
- Y-Yamanaka-san…
- O que foi?
- D-Desde a última vez que estivemos juntos, eu... eu não consigo deixar de p-pensar em ti e-
- Desculpa lá querido, mas a tua “última vez” comigo foi tu teres-me pagado um descafeinado e depois teres-me andado a perseguir… literalmente! O que é que querias que eu fizesse? Eu estava a vir para o hotel, tu trabalhavas cá: simplesmente tínhamos o mesmo caminho; e também não era mal-educada o suficiente para te deixar sem resposta àstuasperguntas. – A loira falava alto. Ela não se importava se estava num local público.
- Y-Yamanaka-
- Além disso, és viciado no jogo e ainda por cima, fumas… e tu sabes bem que eu não gosto de tabaco… Bom, espero que nos tenhamos esclarecido acerca da nossa inexistente relação. Beijos! – E, depois destas palavras, virou costas e foi em direção às espreguiçadeiras, deixando o rapaz boquiaberto e envergonhado perante murmúrios e risinhos baixos por parte dos clientes do bar.
Ino deitou-se na espreguiçadeira e começou a saborear a sua caipirinha, quando alguém deitado na espreguiçadeira a seu lado começou-se a rir:
- O que tem de tanta graça, Temari?
- Pensava que estavas à procura de diversão. E aquela tampa que lhe deste ouviu-se até aqui… Oh, deixa-me adivinhar, aquele é que era o tipo de diversão que querias? – Temari também era lindíssima: cabelos loiros, olhos verdes escuros, figura esbelta… Também era rica, tal como todos os hóspedes do Aurora’s Resort SPA Hotel.
- Percebo a tua surpresa, mas ele é um anormal completo, tipo aquele teu ex-namorado…
- Qual deles?
- O do ski-aquático.
- Oh não: nem me fales desse! – Temari ria-se, apesar de começar a ficar interessada na conversa. – Mas, afinal o que é que ele te fez?
-Aindanão me fez nada, nem o fará. Estive a conversar com a ex-namorada dele e pelos vistos ele ficava mais excitado para jogar póquer do que para-
- Ino!
- O que foi? Quem diz verdade não merece castigo.
- Não temos nada a ver com os gostos das pessoas: tu rejeitaste-o, por isso esquece-o.
- Foste tu que perguntas-te. Que imprestável que me sais-te! – Disse Ino com um sorriso malicioso.
- Eu não e preguntei sobre quaisquer que sejam os gostos dele sobre sexo. E eu é que sou imprestável? – As duas riram-se.
- Temari, querida, devo-te dizer-te que, por experiência própria, esta é pior época de caça de sempre!
- Época de caça?
- Caça de homens! São todos uns parvalhões e insensatos: será pedir muito alguém decente?!
- Ino, aproveita a vida e deixa de pensar em romances: há outras coisas para além de homens e de sexo…
- Talvez, mas querida isto é tudo um jogo… desedução! – Ino deitou um sorriso meigo à amiga. – Senão seduzires, perdes o jogo… já agora o que é que estás a beber?
- Pina colada.
- Outra vez pina colada?
- E tu? Outra vez caipirinha? – Ino fez uma cara de beicinho, mas depois sorriu, enquanto Temari dava mais um gole da sua bebida e observava a paisagem da piscina à sua frente.
- Acabei de me lembrar de uma coisa: onde é que está a Hinata? – Perguntou Ino, sobressaltada.
- Acho que foi buscar a Tenten e mais uma amiga ao aeroporto…
- S-Sozinha?
- Sim, acho que sim. – Ino levantou-se repentinamente, vestiu um vestido laranja o mais rápido possível e pegou no pulso de Temari. – Ei, o que é q-
- Não há tempo para perguntas! – Ino enfiou uma blusa cor-de-rosa em Temari e foram a correr até à porta do hotel. Quando finalmente Temari conseguiu vestir a maldita blusa e respirar fundo virou-se para Ino e gritou histericamente:
- Estás doida ou quê?! O que é que te deu?! – Mas Ino não lhe respondia, apenas olhava de um lado para o outro da estrada. – O que é que estás a fazer?
- A ver se a Hinata chega.
- Tu tens essa mania de superproteção com a Hinata, não tens? A sério, eu também tenho essa coisa de proteger as minhas amigas, especialmente a Hinata, mas é quando elas estão em apuros! Já tu pareces um caso perdido, não é “mãe-galinha”? Não eras tu que criticavas a tua mãe por ser demasiado protetora?
- É diferente! Uma coisa é quando sou eu a filha, outra é quando é a Hinata!
- A Hinata não é tua filha.
- Temari, fofa, a sério: a mãe da Hinata já morreu há quase 5 anos. Ela não tem, nem nunca teve um namorado que a protegesse… só restamos nós!
- Está bem, e daí? – Disse Temari, avistando a limusina-táxi do hotel. Provavelmente seria Hinata.
- E daí?! Bem, e enquanto isso, ela anda por aí neste mundo… que é um autêntico jogo dedinheiro!
- Não disseste que era um jogo desedução?
- Esse é omeumundo. – Ino virou-se, enquanto alguém saia do veículo. – Hinaaataaa! Linda, minha querida, voltaste! – Exclamou a loira, abraçando Hinata.
- Ei, guarda alguns abraços para mim, sua cabeça de vento.
- Tenten! – Exclamaram Temari e Ino de emoção.
- Já agora, — começou Hinata. – temos uma surpresa.
Alguém mais saiu.
- Não pode ser… — Deixou escapar Temari.
- Olá meninas! Tiveram saudades?
- Sakuraaa!!!
Continua…
Notas finais
Até~
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