Tons De Anti-Clichê
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Bebemos drink's, conversamos sobre a vida alheia. E ela me contou a história com meu primo Sasuke. Os dois se conheceram em uma balada, o meu primo dopou ela, e eles quase fugiram para o Alaska se os pais dela não tivesse descoberto.
― Que azar viu? ― bufei, revirando os olhos ― Sasuke Uchiha, sempre esta na capa de alguma revista de boy magia, ou de fofoca. Cara eu tenho muita pena de você. ― quase estava avisando diretamente “Porra qual é a sua? Tô dizendo ele é um filho da **** galinha.” ― ele é o pegador. Quase fodeu minha vida, se vocês fugissem para o Alaska, eu teria que cuidar do irmão dele. Bom seria interessante ― parei para pensar ― mas não.
Ela deu uma risada abafada ― seremos ótimas amigas. Mas me conta, porque você está indo para Londres? ― ela passou a me encarar, com um ar de curiosidade.
― Ai, longa história. Posso definir em uma frase. "Mãe Internato Contra minha vontade Pai babaca sem moral em casa Tô fodida" ― ri fraco ― Caramba eu vou matar minha mãe um dia, ainda não acredito que ela tirou meu passaporte sem mim, me matriculou sem minha permissão. Argh, que saco.
A única coisa que eu me importei de fazer, foi colocar meus fones de ouvidos, música do Ed Sheeran – I see fire. Entreguei para louca do meu lado uma revista de moda e ela ficou quieta. Para a minha felicidade, seria somente mas meia hora dentro daquele avião ou eu morreria de tanto vomitar.
A roupa da Sakura era bem adequada a ocasião. Que seria a de ir para um prisão.
Um colar de pedras marrons, roxas e variadas outras cores, uma blusa curta de renda branca, e um short curto de cintura alta rosa com três botões dourados de cada lado.
― Senhores passageiros, se preparam para pousar. Próxima parada Estados Unidos. ― o piloto dizia no alto falante. Eu comemorei em silêncio. Finalmente sair daquele avião. ― apertem os cintos.
Sentimos uma pequena “tremedeira” e o avião pousou, foi uma felicidade para todos ambos que estavam ali no avião. Eu e Sakura pegamos nossas malas, coloquei minha mochila nos ombros, e puxei as duas únicas malas grandes que me pertenciam suponho que Sakura fez o mesmo, rindo.
― Não sei pra que tantas malas. São… ― tentei contar mas me perdi.
― Oito malas, ― me respondeu, rindo da minha confusão.
Ela só quer viajar, ela só quer viajar
Daqui pra qualquer lugar…
Continuamos andando, até a chegar na saída da aeroporto. Paredes grandes de vidro, e uma porta giratória. Passamos pela porta giratória, e Sakura ficou fascinada com a vista de fora, abria a boca sem ter palavras.
― Não, não vamos passar em lojas nenhuma. Temos que ir pro inferno esqueceu? ― falei a fitando, ela ficou desapontada. ― vem. ― nos aproximamos do motorista que minha mãe havia contratado para me levar, ― Tsu você está charmoso hoje, cortou aqueles espigados do cabelo. Estou feliz por você. ― ri colocando meu dedo indicador em seu queixo ― minha amiga vai comigo para o inferno, ok?
― Claro, Srta… ― não o deixei terminar e o lancei quase um olhar mortífero.
― Já fomos tão íntimos, porque você insiste em me chamar de Srta? Repita comigo Lithli. ― bufei revirando os olhos. Sakura ficou espantada, mas mesmo assim entregou as malas para o Tsu e entramos no carro.
― Lithli. ― ele disse, me olhando desconfortado.
― Ei Tenten, você transa com o motorista da sua mãe? ― ela sussurrou baixinho, assustada em seu tom de voz.
― Só as vezes. ― falei de volta, rindo do seu susto. ― Vamos Tsu, eu estou com pressa ok? Aliás Sakura, tenho uma surpresa para você. ― continuei sem desgrudar os olhos do celular, no site do Internato. ― adivinha quem está lá no inferno? ― virei o celular e ela olhou sem um mínimo ânimo. O que mudou quando seus olhos verdes lerão com lentidão, lerão e relerão. Um sorriso de trinta e dois dentes se formou em seu rosto alvo.
Sasuke Uchiha, 19 anos, entrou em IES (International Elite School) a 2 horas.
― Meu deus, meu deus ― repetiu diversas vezes. E então o Tsu entrou no carro, virando a chave e tudo mais. ― Isto é sério? Ele entrou por minha causa! Eu acho…
― É claro que ele entrou por sua causa Sakura. Você mudou meu primo, pra melhor. ― revirei os olhos ― que clichê.
― Ai, sua boba! ― ela me deu um soco leve no ombro e riu. ― eu tenho que me arrumar. ― fuxicou sua bolsa tirando de lá um brilho labial, pó de arroz, base. Como naqueles filmes clichês a garota iria dizer “O básico” mas pra mim, uma garota que não gosta de passar nem batom direito, é demais.
― Tá bom, você vai ficar com espinhas. Isso tapa os poros idiota. ― ri da sua cara pelo reflexo do espelho ― mas uma vez ou outra não mata né? ― abaixei o vidro do teto para me ver, não sei porque mas algo me dizia.
Joga o cabelo,
bota o óculos fica ainda mais charmosa.
Coloquei um óculo estilo ray ban, joguei meu cabelo um pouco para trás, deixando somente uma mexa solitária solta na frente da orelha. Dei um sorriso meiguinho e olhou de soslaio para Tsu, ele não desgrudava os olhos de mim.
― Você está noivo, Tsu… ― disse sensualmente, eu realmente me classificaria um perigo +18. Talvez um demônio sensual, não sei. Mas desde que o Tsu veio para trabalhar como motorista particular da minha mãe, e atender aos seus caprichos, ele era noivo. Nos envolvemos sexualmente várias vezes. No escritório do meu pai, e algumas vezes no carro. Ele desde então vivia adiantando o casamento. ― sabe disso. ― falei, e então ele parou em frente o internato. ― sabe que eu gosto de perigo, então talvez um beijo não mate ninguém, quando cruzar os portões do colégio eu irei encorporar a própria Perséfone em corpo de mulher seduzente sabe como é? ― dei uma leve piscadela. ― mas, fica pra próxima. ― roubei-lhe um estalo e dei um meio sorriso. E saímos do carro, o Tsu levou as malas até o enorme portão dourado de entrada.
Muralha enorme branca, e um portão gigante dourado. E uma diretora que parecia esperar a gente por um bom tempo. E do lado dela, Sasuke Uchiha.
Dei aquela pequena olhadela para Sakura que largou as malas no chão, e quase esmagou o garoto. ― Sasuke! ― as lágrimas começaram a escorrer em seu rosto alvo. Os dois rolaram no chão, e depois um beijo apaixonado rolou, eu revirei os olhos e vi a diretora sorri, mas tendo uma gota de desapontamento em sua testa.
― Clichê, clichê. É sempre assim. Liga não ela ainda acredita em amor a primeira vista. ― dei leves tapinhas no ombro como se fossemos velhas amigas. ― uh, Sakura! Eu tô quase segurando um lustre de vela aqui tá? Menos, deixa isso para depois. E o diretora, eu conheço esse colégio. Quer dizer eu aprendo a andar por ele sozinha. ― joguei meu cabelo pra trás, e ajeitei meu ray ban. Puxei minhas malas, e coloquei a mochila no meu ombro direito.
Fui em direção ao hall. Com fones de ouvido, escutando Piloto Automático essa música tinha que ser perfeita para eu escutar umas 84385 vezes por dia. Fora as outras que são meu vicio também.
― Ei neste inferno tem curso de fotografia… ― olhei para um panfleto escrito as informações necessárias para quem quisesse se inscrever, meus olhos brilharam, ― finalmente!
― É na secretaria, você pede a ficha e preenche. As aulas são limitadas. Huuga Neji que da aulas nos tempos vagos. ― arranquei o panfleto da parede, e corri até a secretaria.
― Por favor, me vê uma ficha! Quero fazer curso de fotografia. ― meus olhos novamente brilharam, eu finalmente iria tirar fotos.
Preenchi a ficha, e fui atrás da sala. Eu poderia ter aulas com o professor nas horas que eu quisesse, infelizmente peguei a sala vazia.
Paredes cinzas, um carpete vermelho no meio da sala, uma câmera de fotografo profissional, minhas mãos coçaram. Eu tinha que tentar.
Apertei o botão, e “click” este foi o único barulho que eu ouvi depois da porta bater.
E então está foi a primeira vez que eu o vi. Hyuuga Neji.
― Ai, desculpa tá? Eu vim invadindo sua sala, eu me inscrevi para ter aulas com você professor. ― falei rindo sem graça. ― mas acabei não resistindo a está belezinha. Que tal você tirar fotos minhas?
― Com uma condição… ― ele riu sensualmente, se aproximando ― você vira minha modelo particular. ― segurou na minha mão sem desfocar dos meus olhos.
― Ok, trato feito. Agora vai. ― Corri para frente da câmera, e ele começou a fazer aquele barulho engraçado. “Click”.
Tiramos várias fotos, e a que eu mais gostei, estava perfeita. Porém já estava bom demais.
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