Tons De Anti-Clichê
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Já escurecendo, e estávamos nos reunidos pela primeira vez na semana.
Meus pais haviam chego da empresa, cedo. E decidiram jantar comigo, eu nem sequer estava fazendo questão daquele jantar. Mas eles sim.
Eu vestia somente as roupas intimas, de renda preta. E um roupão desamarrado. O cabelo solto caído pelos ombros, e as olheiras de penetra.
― Eu já disse que não Lithli. ― revirei os olhos, e minha mãe percebeu o ato ― Não revire os olhos. Suba e vá se trocar Tenten!
― Não vou não, nem sequer faço questão deste jantar ridículo. ― pisei forte no chão, quase á xingando, oque resultaria em subir para o quarto, chorar de raiva e dormir ou madrugar.
― Chega! ― exclamou, avançando na minha direção e segurando fortemente meu braço. ― Suba e vá se trocar. Presumo que este seja nosso último jantar reunidos como uma família.
― Ahm? Pai do que ela está falando? ― dirigi meu olhar na direção do meu pai, que tinha uma expressão triste no rosto. ― Por acaso ela está querendo dizer que vocês vão se divorciar? Estava tudo tão bem… ― minha voz se afinou.
― Estava tudo bem na sua cabeça. Você vai para um colégio interno. Nos Estados Unidos, lá é um colégio internacional de Konoha. Não temos mais tempo para cuidar de uma garota rebelde de 16 anos, que só nos arruma problemas. A empresa precisa de cuidados, estamos em risco a falir. E se me permita dizer, eu me importo com nosso patrimônio.
― É só com seu patrimônio? Beleza então mamãe. Vou me lembrar dessa conversa e também do detalhe de a partir de agora não tenho mais mãe. ― subi as escadas rapidamente, depois que cheguei lá em cima senti uma vontade de gritar e dizer o quanto eu estava odiando aquela fase. Mas as únicas palavras que saíram foram ― Vou arrumar minhas malas.
― Ótimo. Já havíamos te matriculado no internato. Amanhã você vai com seu pai tirar o passaporte, as 9:00 horas em ponto sem atrasos quero você no portão. O motorista irá te buscar e você irá se encontrar com o seu pai lá.
― Arg! ― soltei o grito o mais alto que pude, depois corri para o quarto. A única coisa que ouviram foi a batida de porta.
Abri uma daquelas malas grandes de rodinha, e comecei a jogar as roupas ali dentro. Até ouvir um grito:
― E dobre a roupa! ― a voz fina, me irritava. Dava vontade de mandar tudo pro espaço.
― Ok ― gritei de volta.
Dobrei cada peça, eu praticamente joguei meu guarda roupa todo dentro da mala. Uma mala um pouco menor era somente para os poucos sapatos que eu tinha comparado ao closet só para sapatos da mulher que estava lá em baixo.
Minha mochila estava entupida por material escolar, meus livros de diversas sagas.
― Ah, não não não. Eu tinha que esquecer de pegar a roupa que eu vou para tirar o maldito passaporte. ― bati com força na minha própria testa.
Reabri a mala e escolhi,
Uma regata cinza, uma bermuda azul descolorida, um casaco quadriculado, um sapato estilo moleca branco com pequenos corações discretos. E por fim meu cordão preferido, o look do dia seguinte estava pronto.
Como sempre eu madruguei por mais uma noite, assistindo ao filme Harry Potter e o prisioneiro de azkaban. Pela 37ª vez. Depois vi mais alguns episódios American Horror Story. Fui tomar uma duchada relaxante, e me vesti.
Desci apenas para comer uma maça, apareci na porta e o motorista da minha mãe parecia impaciente com a minha demora. Fuck o motorista da minha mãe. Fuck o colégio internacional. Fuck fuck.
Destranquei a porta do hall e andei em passos largos. Desejando chegar o mais rápido o possível para fazer o passaporte. Meu pai não tinha nada haver com isto. Ele sempre foi o boneco da mamãe, agora que eles decidirão se separar, é melhor eu ir para este internato. Afinal não deve ser tão ruim, pelo menos vou ter mais privacidade.
Meu celular vibrou, interrompendo minha música que tocava One Direction – More Than This. Era meu pai.
― Alô pai? Estamos chegando, se for pra isso que ligou. ― falei rapidamente, e respirei fundo.
― Não é isso não, a sua mãe já tirou seu passaporte. Precisa da sua identidade e sua assinatura. ― “Oba, menos trabalho para mim!” ― e eu tenho uma má noticia. Você embarca praticamente hoje, sua mãe mandou o motorista voltar quando te deixasse aqui comigo, para pegar suas malas.
Eu simplesmente gelei, espera ela estava fazendo isso tudo, tomando todas as decisões que eu deveria tomar.
― Já me dei por vencida pai, ok então. Se ela quer assim, não é por sua causa pai ela é simplesmente um monstro não sei como pode amar uma mulher como ela que só liga para negócios, e mais negócios. ― falei quase gritando no telefone, e então pausei ― eu estou aqui do lado de fora, venha me buscar. ― por último desliguei o telefone lentamente, e raciocinei. Vida nova, cidade nova, casa nova. Na prisão Internacional Elite School.
― Oi pai. ― o abracei e ele se deu pelo trabalho de sussurrar no meu ouvido:
― Sinto muito querida. ― depois falou normalmente ― ela não me deu escolhas, eu…
― Você não tem poder naquela casa, nós não temos. E a última saída é eu ir embora daqui logo, deixa eu ir assinar logo os papéis e retirar o meu passaporte.
Assinei os papeis, eram poucos mas já estava enjoada de ver tanta gente, em tamanho alvoroço. Quando vi as malas com o motorista, não pensei em nada. A um quilômetro dali ficava a aeroporto de New Haven. Virei para o meu pai e vi uma lágrima solitária entrar em grupo com as outras lágrimas.
― Pai não chora, pai por favor. Eu mando cartas, eu vou falar todo dia com você. Se for permitido celular lá ― falei sussurrando a última parte. ― Pai eu amo você. ― coloquei minha mão gelada em seu rosto quente ― obrigado por tudo, meu urso gigante ― e o abracei o mais forte o possível.
― Tudo bem filha, me ligue quando precisar de alguma coisa. ― me deu um beijo na testa e eu andei até o carro, e entrei batendo a porta.
― É melhor eu ir indo, não quero ter que me despedir de novo. ― acenei e mandei um beijo no ar. ― pode ir capacho. ― bati no banco do motorista algumas vezes e o ouvi bufar. Era como se ele dissesse sem dizer “Até quem enfim eu vou ficar livre de você, mimada”. Nós sentíamos uma antipatia um pelo outro.
Quando finalmente cheguei na aeroporto, coloquei uma das minhas playlist fodas pra tocar, e fui em direção da fila o motorista da minha mãe colocou as malas no banco onde eu estava sentada. E seguiu seu rumo, já distante o enxerguei pegar o telefone e com certeza ligar para minha mãe. Rainha de copas.
― Senta ai Sakura. ― uma garota foi empurrada pela mulher que a fez sentar no banco onde eu estava. Apenas observava a cena sem dizer absolutamente nada ― Eu disse para não se envolver com o Uchiha. Mas você me ouviu não? não, não me ouviu para variar. Garota idiota. ― pelo modo de falar aquela era sua mãe. Mas fiquei doida ao ouvir o nome Uchiha, Sasuke estava aprontando de novo? Não é atoa que somos primos separados, vivíamos fazendo merda. ― Espere aqui, não quero que saia daqui! ― a mulher exclamou ― vou pegar sua passagem, você vai hoje mesmo para o International Elite School.
― Mas mamãe… ― a Sakura dizia repetidamente, e demonstrando desespero ― você não pode nos separar. Onde eu estiver, ele vai está comigo! ― a garota se levantou, e alterou seu tom de voz, e novamente foi empurrada para o banco, e foi disferido por sua mãe um tapa no rosto dela. A marca logo ficou visível.
― Calada. Sua menina insolente! ― saiu em direção da fila. Era minha chance.
― Sasuke Uchiha, é? ― falei a encarando, e ela me olhou assustada. ― sou prima dele, fica tranquila. Sakura Haruno, não sei como você se envolveu com alguém como ele… ― ri sem graça, depois tirei meus fones.
― Você me conhece? ― ela entortou o rosto. ― Você é a Tenten Mitsashi, a herdeira única da família Mitsashis.
― Nossa puxou meu histórico todo, mas tudo bem, sua mãe vem vindo. Só tenho uma coisa a falar, vamos para o mesmo internato. ― Puxei minha mala ao ouvir ser anunciado meu voo.
― Ok― ela sussurrou puxando sua mala.
― Seu voo já vai sair anda logo. ― pude sentir que a Sakura era empurrada até a fila.
Entreguei minha passagem para Londres, mostrei meu passaporte, e identidade. E passei pela porta larga de vidro. Andei até o enorme avião, Sakura entrou logo após de mim.
Após eu embarcar no voo, esperei Sakura ainda em pé. Sentamos juntas e por acaso do destino, íamos para Londres, conhecer a nossa prisão.
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