Tons

3 Capitulo 3 ¤


Notas iniciais
Boa leitura :3

Demorou um pouco, talvez depois que desembarquei? Mas sim, podia sentir meu sangue pulsar e o nervosismo começar a me trazer medo. Medo de ter que voltar para lã, medo de não me aceitarem, de não gostar deles e do lugar... mas eu gostaria, mesmo se for muito pouco eu sei que vou gostar, vai ser minha família e eu estou aflita, mas eu quero ser amada. Eu nunca fui amada. Acho que Plin me amaria se ela fosse humana ou não? Quem sabe não me adotaria? Mas Ane! Que pensamentos bizarros você tem! Diria Abigail.

Haha, mas você não está aqui Abigail. Não pode mais me culpar por coisas bizarras, ela até diria: Anelyta! A água acabou por sua culpa!

Esses pensamentos me tornam uma pessoa má? Ela que era má. Mesmo depois de crescer ainda me tratava como uma criança, as outras meninas sempre eram adotas, mas eu não. Eu nunca fui, quando todas se iam eu ficava, por isso sempre fui a mais velha.

Nunca fui adotada desde que cheguei ao orfanato naquela noite fria e chuvosa. Era tratada como escrava não ia para a escola, estudava no orfanato com as outras e quando fiquei mais velha e as outras se iam não quiseram pagar uma professora para uma aluna só, então parei de estudar com doze anos.

O que sei até hoje aprendi em livros velhos que a faxineira Nãna me trazia escondidos. Eu os guardava em uma pilha de baixo da cama envoltos em roupas e sapatos velhos que as meninas não usavam. Para lê-los me trancava no banheiro e as vezes lia na cozinha com seu Pedro quando Abigail saia para fazer as compras do orfanato.

Mas agora aqui, olhando para fora vi um homem vestindo um terno preto e keep com uma pequenina placa onde se lia Srta. Prince. Será para mim? Mas meu sobrenome não é Prince, eu nem tenho um. Então decido ir até as cadeiras fofinhas que vi no saguão, passando perto do motorista notei que na pequena plaquinha se lia Anelyta em pequeninas letras, na parte inferior esquerda.

Sabe quando você deve ficar acordada mas não consegue porque o sono já é maior que a vontade? Me senti nervosa naquele momento mesmo sabendo que não deveria. Assim veio um turbilhão de emoções as quais não conhecia.

Ao me aproximar o motorista olhou para as mãos na qual havia uma pequenina foto, que deve ser minha, porque ele me reconheceu e rapidamente fez uma reverência.

– Senhorita — ele disse e sorriu de leve — devo levá-la para o seu novo lar.

– Sim obrigada — eu disse.

Já no estacionamento notei uma limusine preta que continha mais portas que todo o orfanato. O motorista abriu a reluzente porta para mim e assim que entrei notei que minha curiosidade já era maior que tudo.

– Qual o seu nome? — perguntei ao motorista assim que passamos a primeira esquina.

– Duwock, senhorita.

– Não é um nome meio complicado? — mas posso resolver isso, pensei — posso te chamar de Wock?

– Como quiser senhorita — disse ele lentamente, isso é tudo muito formal eu... prefiro ser simples. Como vou conversar assim?

– Não me chame de senhorita — fiz uma careta — me chame de Ane. Quantos anos você tem Wock?

– Trinta e dois senhor... Ane — ele disse por fim, lentamente vi um sorriso se formar em sua face — e você?

– Ah, eu tenho dezesseis, onde estamos indo Wock?

– Para a mansão senhorita Ane — ele disse mansão?Ou eu ouvi portão e compreendi tudo errado? Ah, meu Deus. Já iria pedir para ele repetir a frase quando eu ouvi. Música. Estava tocando música!

– Wock! Aumenta esse volume ai! — comecei a me sentir tão melhor, ali não tinha nada familiar, não até começar a tocar I Want to Bake Free e meu sorriso aumentar de orelha a orelha.

– É pra já — ele disse — aumentar no máximo?

– Sim, sim, sim!

E foi assim que comecei a cantar fazendo a pequena chama de dentro de mim se acender, ouvindo aquela voz e podendo ter o prazer de cantar um lindo dueto.

E só no meio da música notei que Wock estava cantando o refrão comigo. Sim cantando! E quando a música acabou não hesitei em dizer:

– Repete!

Notas finais
Obrigada por ler! Votem e comentem!!! Bjokas da tia Mai