Tons

11 Capítulo 11¤


Notas iniciais
Boa leitura!!

– Anelyta? Você não comeu quase nada. O que houve? — perguntou Venia.
Percebi que todos me olhavam esperando uma resposta. Não sabia como processar... Amélia. A adorável Amélia. O que não daria para salvá-la? Se pudesse fazer algo para que ela me dissesse algo... eu o faria. Fui tão tola, me preocupei esse tempo todo por não ter pais. Amélia não tinha pais e nem a própria voz. O que dizer? O que falar para todos que me cercam?


Esse mundo é pecaminoso pessoas se matam a todo momento, tiram vidas e sonhos. Porem esse mundo é belo. Olho para Amélia, para mim o mais belo é estar aqui com minha família, mas para Amélia o quão belo seria ter sua voz? Eu queria ser amada e ela me amou.


– Só estou um pouco cansada, respondi.


– Ah mas você ficara bem minha querida! Hoje a noite teremos uma festa! Pude ver a reação dos outros ali, todos ansiavam por esta festa. Menos Dillan. Ele não estava ali. Onde estaria Wock? Ele falou comigo por pensamento mas não o vejo. Mas e se...eu tentar? Tentar falar com ele?


" Wock? " tentei uma vez, responda por favor, pensei.


" Sim senhorita Ane" quase dei um pulo ao vê-lo aparecer na minha frente!


– Onde você estava ? Perguntei.


– O tempo todo aqui.


– Onde? Me senti confusa — Eu não o vi.


Percebi um sorriso se formar em sua face como Alice no Pais das Maravilhas.


– Posso ficar invisivel senhorita Ane.


Ah! Arregalei os olhos por um bom tempo tentando manter a comida em meu estômago.


– Wock! Me ensine! — Pedi sorrindo e ele retribuiu o sorriso.


– Mais tarde minha cara. Por agora coma um pouco.


E foi o que fiz, Wock se aninhou em meu colo e ali ficou enquanto me empanturrava de pães.


***

Venia me tratava como uma filha afinal era isso que eu me tornara não é? Me ajudou a escolher um vestido para a festa enquanto empregados corriam de um lado para o outro arrumando os enfeites e os preparativos para a festa.


– Venia?


– Sim Anelyta.


– Pode me chamar de Ane?


– Ah mas é claro minha querida.


– Amélia...ela é assim desde quando? Porque...


– Não se preocupe, também nos sentimos tristes quanto a isso... Amélia é assim desde os cinco aninhos de idade. Foi quando ela viu seus pais serem assassinados.


– Eu ... sinto muito.


– Todos sentimos, mas seguimos em frente. Assim como você fez um dia. — ela me abraçou e saiu do quarto me deixando ali, pensando em como seria meu mundo. Belo ou pecaminoso?


Depois de algum tempo remoendo tudo aquilo Wock me chamou para treinarmos meu dom. Eu queria mais do que nunca aprender a falar pelo pensamento. Mas também queria me tornar invisivel. Ele prometeu me ensinar depois que eu me conhecesse por dentro. Meu dom estava ali e eu ansiava por ele.


Não entendi nada quando Wock abriu meu armário. Não entendi até ver. Um violoncelo,um violino e um violão.


– Vamos treinar? — Disse ele.

Notas finais
Obrigada por ler :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.