Tomorrow's kings

4 Capitulo 1 - O Ataque pt 4


Notas iniciais
Boa leitura

Ryuuji

Acordei antes do sol nascer para começar o treino matinal, peguei as faixas e enrolei nos punhos, peguei um pouco de carne e água para aguentar a manhã e fui a floresta treinar. De frente a uma arvore caudalosa já um pouco gasta, coloquei minha comida de lado e comecei a dar socos na arvore, 100 socos por hora durante 3 horas e uma leve pausa para tomar o café da manhã e terminar o treino com 100 chutes por hora por mais 3 horas, desde que chegamos tenho treinado dessa forma tal qual o meu mentor me ensinou.

A arvore já está bem gasta, mas acho que aguenta por hoje, após uma hora e meia eu notei a arvore balançando bastante, mas não dei muita atenção a isso até que uns 10 minutos depois a arvore tombou para trás e num efeito dominó derrubou a árvore da May, merda de todas as árvores eu tinha que derrubar justamente essa, bem acho que meu treino acabou mais cedo do que eu esperava, vou ter que procurar outra arvore como essa depois, pego minhas coisas e volto para a vila, no caminho encontro com Javram.

—Senhor poderia me acompanhar um pouco? — Ele me questionou fazendo continência.

— Sim, o que houve Javram? — É raro ele me chamar de senhor.

— Um rapaz de uns 20 anos que se diz ser um príncipe quer falar com você, antes de podermos interrogá-lo ele causou uma confusão por roubar uma cesta de pães de um senhor e os devorou tão rapidamente que não deu nem pra ver as mãos e a boca dele direito — Javram é um cara legal o único problema dele é que ele costuma dar opiniões pessoais nos relatórios. Ele continuou — acho que ele é perigoso, ele conseguiu desviar da flecha de Milena — mas acho que todos que não gostam muito dele seja pelo fato dele ser um devorador de espadas.

— Devorou rapidamente e esquivou da flecha é? Bem suponho que não posso deixar o “príncipe esfomeado” esperando, se ele quiser nossa terra vai ter que brigar por ela como os outros. — Maldita realeza mimada, essas de hoje em dia.

— Sim senhor — ele falou e começamos a ir em direção a vila até que ele parou, olhou para onde eu vim e com um suspiro de cansaço disse — o senhor quer que eu mande marceneiros para aproveitar o que sobrou da árvore.

— Sim por favor — respondi um pouco envergonhado, a árvore da May era um pinheiro que minha irmã fez crescer e era o símbolo da vila, pode se dizer que ela foi a pedra angular na criação da vila e eu a tinha derrubado. — May vai me comer vivo, ela gostava muito daquela árvore.

Chegando na vila fomos direto para a casa comunal, que é o local onde o líder da vila comanda o exército e faz os julgamentos, chegando lá Milena, que estava ao lado de alguns guardas vigiando o “príncipe”, veio ao meu encontro e disse:

— Ele comeu quase 20 quilos de comida e só tá aqui a quase 10 min, fora as cantadas escrotas que ele fica jogando pra mim e as outras meninas — ela reclamou irritada, mas acho que foi mais pelas cantadas do que a comida, ela está se controlando para não o atacar, ela já mandou vários para o hospital por bem menos.

— Certo vou conversar com o glutão ali e ver o que ele quer — após dizer isso ela deu passagem e eu pude ver o glutão, ele era loiro com cabelos trançados que vão até a metade do tronco, um de seus braços tinha um bracelete feito de Vilyx e ao se levantar para me cumprimentar pude ouvir sons de metal se chocando, creio que ele esteja armado com adagas e afins dentro do casaco.

— Me diga oh “príncipe” o que faz tão longe de seu território? — Perguntei num tom de brincadeira, não seria sábio arranjar inimigos logo de cara.

— Venho dar um aviso ao líder — pude ver no seu bracelete a insígnia da casa real do reino de Ronrhan, ele é mesmo um príncipe então.

— E que aviso seria esse príncipe-carteiro? — Continuo perguntando, essa espera está me deixando intrigado.

— Sua vila será atacada em breve, espero que seja melhor guerreiro do que piadista. — E vemos que ele só tem senso de mulherengo e nenhum de humor, mas como ele sabe dessa informação e o mais importante por que ele se deu o trabalho de nos avisar?

— Você acha que pode vencer ao menos um deles? — Pergunto um pouco apreensivo, mas não deixo transparecer.

— Acho que consigo vencer todos, um por um, mas eles juntos…- ele falou cheio de si, hum… excesso de confiança, isso não me parece bom, a priori ele deve ter mais ou menos a minha força o que já me preocupa um pouco, mas se ele for mais forte então estamos com sérios problemas.

— Entendo… Javram, Milena evacuem a vila deixem somente aqueles que podem lutar, usem a tática Omega-1 e se não aparecer nenhum sinal será Omega-0. — Ordeno aos dois que saem em disparada para fora da casa comunal.

— Se preparem para lutar, vocês têm meia hora antes do combate, e uma última coisa, será que tem uma dispensa em algum lugar? — Meia hora? Não é muito tempo mas acho que vai dar.

— Você só pensa em comida?

— Mas é assim que me preparo para a guerra — reviro os olhos e começo a dar ordens aos guardas

— Zeetos agrupe os guerreiros e prepare para luta — ele atende e vai embora com a sua lança — e você glutão acho melhor evitar a dispensa da casa comunal, se seu poder precisa que você coma muito então sugiro o armazém que ainda deve ter alguma comida por lá. — Falo me pondo entre ele e a dispensa da casa comunal, se o que tem ali sair vai ser uma enorme confusão.

Eu aponto a direção do armazém e ele vai num piscar de olhos, então os poderes dele realmente são de velocidade, pego meu colete e meu traje de batalha e me preparo mentalmente para a luta. Chegando na entrada da vila e vejo os guerreiros apostos esperando o combate, reparo que Javram está lá e vou falar com ele

— Tudo normal com o plano Ômega? — Questiono para ele, é possível que nós não sobrevivamos a essa batalha se pelo menos os outros estiverem bem então vai valer a pena

— Sim, eles seguiram pelo túnel sem problemas, a essa hora amanhã já devem estar no vale da neve. — Ele respondeu sem desviar os olhos do horizonte.

— O príncipe de merda está por aqui? Não o vejo em lugar nenhum.

— Ele comeu toda a comida do armazém em 10 segundos e caiu no sono.

— Ótimo, se a gente sobreviver sem ele eu quero ter o prazer de enfiar uma espada no… — antes que pudesse terminar de falar, o céu escureceu.