Notas iniciais
Primeiramente, sorry toda a demora, queria ter inspiração pra fazer algo legal, por mais que seja mil vezes estranho estar escrevendo uma coisa que mudou tanto. Afinal, eu to mais ansiosa pro próximo capítulo, o capítulo da ONG, que será um capítulo extra. Huehue. Mas bem, escrevi com todo o coração. Amo vocês.

Dia 23, Sábado

As meninas estavam todas ali. Todas estavam deslumbrantes e maravilhosas. Thaís, Myka, Bárbara, Katarina e Bia, ainda na entrada, cumprimentando Ian e Mari, que haviam acabado de chegar. Cecília e Carol que estavam babando o filho recém-nascido de Elis, correram logo pra falar com todas.

– Tia Mari! – gritou Lorenzo ao vê-la.

– Enzo! – ela o pegou no colo. – Você tá pesado, hein? – ela riu. – Não sabia que você ia trazer ele, Bá.

– Ah mulher, nenhuma babá quis ficar com todos. Tive que trazer ele, e os outros ficaram com a babá. – ela riu.

Ceci e Carol deram longos abraços em todas e as elogiaram.

– Finalmente a gente saiu do Engenho do Meio, né miga? – falou Carol a Mari que logo se abraçaram de novo.

– Vamos, guardamos pra você ali. – apontou Bia Pâmella para uma mesa onde Matt, Sebastian, Aníbal e Peter estavam conversando. Logo na mesa ao lado estava Elis, Cecília e Carol, com seus maridos.

Todos que estudaram no terceiro ano B estavam lá. O momento mais nostálgico.

Yuri estava numa mesa um pouco distante, com um terno alinhado, o cabelo penteado, barba feita, ele estava bem diferente do Yuri inseguro que todos conheciam. Uma mulher elegante, de cabelos escuros de postava ao lado dele, provavelmente ele casara.

João continuava elegante e bonito, não havia mudado muito a sua feição, desde o colegial. Ele cumprimentava Pedro e Rodrigo, que traziam suas namoradas. Rodrigo também não mudara muito. Já Pedro, parecia outro, sem aparelho, cabelo bem cortado. Pelo que havíam ouvido, ele já estava trabalhando no exterior.

Francisco, nem parecia ele. Aquele cabelo maravilhoso do ensino médio... Havia mudado completamente. Ele estava até de barba. Ao seu lado, Yan, que também estava bem melhor, pegava as bebidas em sua mesa para servir para os dois.

Andréa chegou na mesa e falou com todas, inclusive deu um beijinho na bochecha de Katarina.

– Não pensem que eu esqueci que vocês tiravam onda não, viu? – ela riu e saiu dançando com uma taça de champanhe na mão.

Logo as meninas acharam Karyne na multidão sentada comendo uns salgadinhos da mesa.

– Oi Kaká! – falou Myka.

– Myka, na tua mesa tem mais coxinha? Meu Deus, tão muito boas! – falou ela colocando outra na boca.

– Oi né, Karyne? – falou Bárbara.

– Pera aí, tenho que pegar mais coxinha, né? – disse ela se levantando com dificuldade e andando em direção a mesa do Buffet. – E isso não foi um fora! – gritou ela rindo.

– Comendo por dois... Entendo. – falou Bárbara alisando a barriga.

Fomos falar com os meninos e logo avistamos Victor, Zoé e Muleta.

Victor continuava o mesmo. Estava bem vestido, mas seu ego ultrapassava a sua pouca elegância. Apesar de ter tentado por três anos medicina, ele acabou fazendo fisioterapia. Zoé continuava com o cabelo descolorido e ainda tentava a carreira de atleta junto com Tomás. Já Muleta, havia mudado, mas não pra melhor. Já estava lá dando seus discursos sobre sei-lá-o-que para Zoé. A única coisa que sabíamos era que ele não havia passado do segundo período de Direito.

Os cumprimentamos rapidamente e saímos.

– Oi gente! – falou Juliana no microfone que começou a apitar e todo mundo tampou os ouvidos. – Calma, desculpa gente. – ela riu. – Pronto! Bom, como eu fui oradora da turma na aula da saudade da gente, o pessoal pediu pra que eu começasse, e dessa vez eu não vou ficar nervosa. – todos riram. — Há algumas semanas, algumas pessoas haviam mandado fotos e vídeos da época de escola, então a gente meio que juntou tudo aqui e a gente vai passar pra vocês.

Algumas fotos e vídeos começaram a passar nos slides e todos começaram a rir e a chorar ao lembrar daqueles momentos.

Alguns professores que apareceram nas filmagens como Salviano, Ricardo Jorge e Marconi também estavam presentes no evento e logo se envergonharam ao se ver há 15 anos atrás.

– Eu quero meus direitos autorais! – gritou Salviano do fundo do salão.

– E eu quero meu diamante negro! – gritou Cecília da mesa. Todos riram e concordaram.

Depois de uns 10 a 15 minutos, Salviano subiu no palco e todos aplaudiram.

– Eu amo esse cara! – gritou Karyne, ainda comendo coxinha, e seu marido olhou para ela rindo, provavelmente ele já estava acostumado com essas histórias com os professores de Karyne.

Lorenzo havia se levantado e estava correndo pelo salão, Sebastian logo se levantou e foi atrás dele, antes que ele atrapalhasse algo.

– Aninha, vamo comer logo as coxinhas, antes que Kaka venha aqui pegar mais. – falou Myka rindo.

– Eita, é mesmo! – falou Katarina pegando logo duas.

De repente, Lorenzo saiu de debaixo da mesa e esbarrou em Katarina que derrubou as coxinhas no chão.

– Não! Mentira! – espantou-se Katarina. Todas ao redor começaram a rir, inclusive Bárbara.

– Lorenzo, você derrubou as coxinhas da sua tia! Peça desculpas a ela. – repreendeu ela, tentando não rir.

– Desculpa, tia Kat. – disse Lorenzo pegando as coxinhas do chão e dando a ela novamente.

– Lorenzo, é pra jogar no lixo, vá lá. – falou Bárbara.

Sebastian o pegou pela mão e o levou até o lixeiro.

– Terceiro anoooo! – começou Salviano. Que por acaso estava com o cabelo totalmente raspado. – Quanto tempo, né? Vocês tudo aí, adultos, com trinta e poucos anos, casados, com filhos, com barriga de cerveja... Há muito tempo já, né? – ele riu. – Sem falar daquela sogrinha marota! Bem, vocês foram uma turma maravilhosa, melhores causadores da discórdia daquele colégio! Porque... Discórdia hoje...

– Discórdia amanhã, discórdia sempre! – todos completaram.

Logo depois de algumas piadinhas típicas de Salviano, ele entregou o microfone a Marconi, que foi recebido com aplausos e gritos pelos ex-alunos.

– Boa noite, gente! – disse ele. E todos responderam. – Como falar dessa turma que eu vi crescer, desde o primeiro ano até o terceiro, e que agora estão adultos feitos, com suas vidas feitas. Eu só tenho que dizer que estou muito orgulhoso por vocês, de verdade, é uma realização muito grande ver vocês felizes e... ver onde vocês estão hoje. Tenham certeza, que àqueles que não conseguiram ainda estar totalmente realizados, ou aos que passaram por algo bastante difícil esses dias. – As meninas se entreolharam lembrando dos acontecidos da semana. – Bem, foram as drogas! – todos riram. – Mas falando sério, a vida de vocês não acabou. Vocês com mais de 30 anos, foi mais ou menos a idade que eu tinha quando eu era professor de vocês, e aconteceu muita coisa desde então. A vida pode surpreender, façam por onde que vocês terão o resultado que desejam, porque vocês tem potencial pra atingir seus sonhos! Obrigado!

Depois de longos minutos de aplausos e pessoas emocionadas. Albino subiu ao palco, que também foi recebido muito bem.

– Eu vou apenas dar algumas palavrinhas com vocês, porque eu acho que Marconi falou quase tudo o que eu queria dizer. Mas, vou repetir que eu também estou muito orgulhoso de vocês, eu espero que eu e toda essa equipe de professores, tenham contribuído para a formação de vocês, não só como alunos, mas como pessoa.

– Com certeza, Bino! – gritou Bárbara.

– E me corrijam se eu estiver errado... Muitos de vocês têm filhos aqui, não é? – grande parte assentiu. Inclusive Tomás, que as meninas não viam há muito tempo e nem sabiam dessa. – Bom, então agora vocês, ou quase todos vocês, sabem como é ter essa sensação de ser pai e de ser mãe, e bem, foram vocês que estiveram comigo quando eu descobri que minha esposa estava grávida, vocês acompanharam boa parte desse tempo. Vocês basicamente acompanharam a creche BJ, né? – ele riu. – Fabiana, eu, Flávio, Salviano... Um monte de gente teve filho na mesma época, vai entender! Mas bem, saibam que foi um momento muito importante pra estar com vocês, eu com certeza não vou esquecer dessa turma e daquele ano de 2015, que foi tão memorável, para todos nós. É como eu havia dito há 15 anos atrás: vocês entram sem bater, e vão embora sem nem dizer tchau, e deixam um vazio no nosso coração, mas bem, boa sorte a todos, muita felicidade e tudo de bom, pessoal!

As meninas não se seguraram e choraram também, inclusive Thaís e Katarina se emocionaram, mas não tanto quanto Mari e Ceci que precisaram ir no banheiro para se recompor.

Logo depois, quando todos estavam nas mesas, inclusive Lorenzo, os discursos continuaram. Quase todos os professores estavam lá, alguns cancelaram no dia, como André Tiago e Diego, e Rogério havia adoecido, e não pôde comparecer. Todos deram palavrinhas rápidas.

Ricardo Jorge, foi recebido com a música “Como é grande o meu amor por você”, como a turma costumava cantar para ele. Um coro enorme também gritavam:

– Ri-cardo Jorge!

Depois dele foi Flávio que nem parecia ele, fazendo piadas e rindo no palco, mas também falando coisas memoráveis.

Logo após Flávio, Fábio também fez um discurso, ele até se emocionou ao parar e olhar para todos ali no salão. E que também fez todos chorarem.

Depois veio Salatiel e sua roupinha combinando, que depois fechou seu discurso com um: “puta que pariu, pessoal” que fez todos rirem, e claro que ele não pôde deixar de citar sua família.

Depois de uma pequena pausa, foi a vez de Érika, Bruno, que também fora convidado, Bruna, Paulinha, Graciliano, Raphael. Osvaldo e Lobo fizeram questão de subir juntos ao palco e falar sobre todas as coisas estranhas típicas de aula de biologia, bilhetinhos que entregavam aos professores com perguntas, brincadeiras, a velha piada de Gabriel no primeiro ano da “parede-celular”. Depois começaram a zoar um ao outro, sobre a posição de dinossauro de Lobo, e outras coisas que fez todo mundo relaxar mais um pouco.

Silvinha, fez um enorme discurso, com sua voz inesquecível, falando sobre todas as fases do “terceiro aninho” e do “segundo aninho”, sim, ela ainda tinha nossas fotos e ela fez questão de passar nos slides, falando que era assim que o conselho julgava os alunos, antigamente.

– Mas não é uma coisa muito boa de se lembrar, não é, terceiro aninho? – ela riu. – Ai que saudades de chamar vocês assim!

Logo depois ela começou a fazer perguntas sobre nossa vida, lembrou momentos da turma, inclusive das conversas e das bagunças, mas depois falou que amava muito a todos e que sentiu muita falta quando todos saíram do colégio. Que fez todos chorar novamente.

Enfim, todos os professores haviam falado tudo o que queriam, feito todo mundo chorar, se emocionar e rir bastante.

Depois, uma pausa para o jantar.

As meninas levantaram, foram até o Buffet, pegaram o jantar, e voltaram para as mesas.

– Bárbara, não deixa Lorenzo derrubar meu jantar também não! – falou Katarina rindo.

Depois de quase todas terem terminado de comer, só faltava Mari e Ceci, que terminaram logo e foram junto às outras falar com os outros.

Ficaram um tempão conversando com outras pessoas. Até que de repente.

Fabiana subiu ao palco.

– Por favor, todos sentem-se. – ela estava com um sorriso enorme. – Eu ia prosseguir com o discurso, porém... Tem alguém que se apressou aqui para fazer uma surpresa, para uma de nossas ex-alunas.

Demoraram alguns poucos minutos para todos se acomodarem em suas mesas.

Fabiana entregou o microfone a um homem que estava longe do alcance da luz.

Era Thomas.

As meninas já estavam cientes do que havia acontecido com Josh, mas ninguém, nem mesmo Katarina sabia o que estava por vir. Todas ficaram confusas se perguntando o que estava acontecendo.

– Oi, Kat... – falou Thomas meio nervoso. Ele era um homem muito bonito, seus cabelos castanhos estavam bem penteados e seus olhos verdes corriam pelo salão, talvez ainda procurando por ela. – Uh... – ela achou. – Primeiramente, feliz aniversário, Kat. Sei que mal falei com você hoje, mas na verdade eu estava planejando melhor isso aqui que na verdade não correu como eu queria, mas bem... Vou direto ao ponto. – Ele respirou fundo.

– Ai meu Deus... – Katarina olhava para ele estática. Mas os olhos dela não escondiam a felicidade. Eles brilharam estonteantes.

– Só pode ser isso... – sussurrou Myka para si mesma.

Ele tirou algo do bolso.

– Eu sei que nós somos amigos há anos... Desde quando você entrou na faculdade há mais de 10 anos, e tudo mais... E desde que tudo aconteceu, eu me apaixonei ainda mais por você. Isso na verdade, está sendo um tiro no escuro. – falou ele passando mão pelos cabelos, ainda nervoso. – Mas...

Ele desceu os degraus do palco e a encontrou entre as mesas e a puxou para o meio da pista para onde todos olhavam sorrindo e surpresos, mas não tanto quanto as meninas que estavam quase gritando de felicidade.

Ele segurou a sua mão e se ajoelhou do joelho direito.

– Katarina, você aceita se casar comigo?

Nesse momento, todos gritaram e aplaudiram. As meninas estavam quase morrendo de felicidade e emoção.

– Eu sabia! – gritou Myka.

Katarina estava boquiaberta com a mão sobre a boca, sem acreditar no que estava acontecendo. Seus olhos simplesmente começaram a se encher d’água e ela começou a tremer de emoção.

– Diz que sim! Diz que sim! – todos gritaram em uma única voz.

– Sim... Sim... Eu aceito. – falou com sua voz falhando.

Ele pôs o anel em seu dedo e se levantou para abraçá-la.

As meninas não se conteram e foram correndo para a pista abraçar o casal.

Todos comemoraram por longos minutos. E então, Fabiana retornou ao palco para fazer o seu discurso final, para que a festa começasse de verdade.

Ela falou de todos os momentos, falou do seu filho, da fase que Albino havia falado, enfim, falou com suas palavras o que os outros falaram e desejou o melhor para todos. Sandra também falou um pouco, mas teve que se apressas para uma “viajem de negócios”, como sempre.

Logo após toda a cerimônia, todos foram para a pista de dança, dançaram e se divertiram por horas.

O casal recém-formado, havia sumido havia algumas horas.

Bárbara e Sebastian, haviam também sumido, foram atrás de Lorenzo que fugiu outra vez.

Mari, Myka, Bia e Thaís, e seus maridos, continuaram dançando e aproveitando a festa.

Ceci e Carol foram ficar com as outras meninas.

Elis tivera que sair mais cedo por causa de seu filho recém-nascido.

De repente, um grito.

– Ai meu Deus! – gritou outra voz.

Todos pararam de dançar, a música parou.

Era Karyne.

– Ai não, vai nascer! Vai nascer! – gritou ela com o vestido todo molhado e Roberto segurando sua mão.

Roberto segurou Karyne no colo, jogou a chave para Andréa que desceu correndo para pegar o carro.

Todos ficaram agitados tentando arranjar uma forma de ajudar Karyne. Ela gritava e chorava muito, claro. E apertada muito o braço de Roberto que já estava ficando roxo.

– Assim não dá pra te carregar, né? – falou ele.

– Cala a boca! – falou ela. – Ai... Ai!

– O que a gente faz? – falou Thaís.

– Quando amanhecer, nós vamos para o hospital visitar, é melhor. – falou Mari. E as outras assentiram.

E assim continuaram a se divertir.

Horas depois, perto do fim da festa Katarina apareceu com Thomas que tinha uma mancha de batom bem grande no rosto.

– Hum, não vamos comentar... – disse Thaís rindo.

– Com certeza! – concordou Myka também rindo.

– Ai minha gente... – falou Katarina.

Bárbara havia chegado e já havia ouvido as notícias.

Katarina fora surpreendida com a notícia, que logo quis ir para o hospital.

Alguns minutos depois, já eram 5h, as pessoas começaram a juntar suas coisas para irem embora, e assim as meninas fizeram também. Despediram-se de todos e depois foram direto para o hospital

Notas finais
Bom, espero que vocês tenham aproveitado e tenham gostado. Eu sei que não vai ser bem assim né, até porque nossas vidas mudaram baaaastante kkkkk, mas no geral, eu espero que seja, porque SOMOS RYCAS E FELIZES e é isso que importa! Amo vocês demais, muito obrigada por tudo tudo tudo, não tenho palavras pra descrever o que foi esses anos com vocês. De verdade, vocês são as melhores pessoas, amo muito vocês, obrigada por participarem de mais uma etapa da minha vida, e estou feliz de ter participado da de vocês! Contem sempre comigo pra tudo! Pq quando eu digo que eu amo, eu amo meeeesmo