Tomorrow
1 Tomorrow, you’ll still be there.
Notas iniciais

"Você não é o mais confortável para se encostar, sabe."
Yasuo ri, e então passa seus dedos machucados pelo braço de Riven. "Lide com isso," ele responde, porque mesmo que Riven não gostasse de descansar apoiada em alguém, mesmo assim, ela não demonstrava nenhuma vontade em sair dali. Isso deveria significar algo. "Se você pretende ficar comigo, é uma sensação que você vai ter que se acostumar."
Riven murmura alguma coisa, e pela vigésima vez naquela noite, fecha seus olhos para tentar dormir novamente. Um pequeno suspiro sai dos lábios de Yasuo, que se sentia um pouco desconfortável pelo peso dela sobre si, e ele tenta não se mover para não lhe deixar desconfortável. Ele também teria que se acostumar com aquilo. "...Quando você usa aquela armadura hextec, você me sente como agora?" Riven pergunta, ainda acordada.
Yasuo fica quieto por um longo tempo, quase como se não tivesse intenção de respondê-la. Mas quando ele o faz, sua voz é baixa, como se ele estivesse admitindo algo em que ele não sentia muito orgulho. "...Não como agora. Eu não consigo sentir sua pele e suas cicatrizes, mas.. sinto calor."
E talvez instintivamente, talvez não, Yasuo passa seus braços ao redor dos ombros de Riven e lhe puxa para mais perto. Ele precisa fazer algum esforço para fazer com que ela se mova, e quando consegue o fazer, um pequeno suspiro aparece. Riven sorri quando percebe que ele começou a respirar pesadamente pelo esforço. "Você poderia se mover, não?"
"Lide com isso," ela repete, e então entrelaça seus dedos com os de Yasuo. Eles estão gelados — ele sempre é gelado em quase tudo — mas ela sabe que eventualmente, seu calor vai passar a ele e isso não vai ser ruim. Yasuo boceja e lhe dá um beijo em seus cabelos.
"Ei. Minhas palavras." — Ele comenta suavemente e Riven dá um sorriso fraco.
"Você deveria ter pensado antes de falar algo que eu possa usar contra você, então."
"É algo que acontece sem que eu pense." Os lábios de Yasuo se abrem, irônico, e Riven já sabia o que ele pretendia fazer. "Você é meu—"
"Não." Ela o corta. "Eu não sou como você, que consegue ficar acordado a noite toda. E eu ainda preciso dormir. E não terei minha noite arruinada por alguma dessas suas terríveis cantadas."
Isso faz Yasuo rir, e Riven se sente mais segura com aquela risada infatil. Ele segura sua mão com mais força. Dessa vez, Riven lhe sorri. "Eu ainda tenho que te cantar? Eu achei que já tivesse te conquistado depois de todo esse tempo."
"Continue tentando, então — Até amanhã."
Era bom sentir que podia falar aquilo. Amanhã. (Amanhã, eu verei você. Amanhã, você ainda vai estar aqui. Amanhã, eu vou te dizer bom dia — e você dirá para mim também.)
"Até amanhã," Yasuo sorri.
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