Tomodachi No Kiochi
1 Sentimento: Saudade
Notas iniciais
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Eu estava entrando na escola como sempre fazia. Naquele dia estava usando meu moletom favorito, o preto com capuz de orelhinhas de gatinho. Ele de algum jeito me confortava.
Me recostei na parede perto do bebedouro e comecei a olhar as mensagens em meu celular, minha amiga que havia ficado na minha antiga cidade, Kaiewer, me falava de como estava tedioso sem mim. Já faziam duas semana de me mudará para uma cidadezinha no interior do estado de Fetry chamada Atemha, e ainda não tinha conseguido me desapegar a Kaiewer.
Killiya minha amiga que trocava mensagens comigo, iria para minha casa nas férias de Julho, mais estava no começo do ano, demoraria até que eu pudesse vê-la. Eu não pretendia fazer amigos naquela escola, tinha medo de me esquecer de Killiya, ou que nós perdêssemos o contato. Mas por outro lado eu não queria ficar sozinha, mas eu tinha que tratar ou outros friamente. As pessoas te usam quando você está mal, e não queria ser enganada.
Eu via grupos de meninas conversando e rindo, sinceramente me dava vontade de dar um soco no rosto de cada uma, ela me faziam lembram meus amigos, e isso me deixava irritada. Também porque eu estava com inveja delas. Eu tinha que segurar meu impulso, se não acabaria expulsa.
Meus pais me colocaram em um ônibus escolar para alunos de alta classe, ou seja, eu ia para a escola em um ônibus cheio de conforto com um bando de riquinhos. Eu sabia do risco que corria por causa da condição financeira do meu pai, mais ele não podia me mandar de carro com um motorista e um segurança? Eu via meninos e meninas que também tinham entrado na escola a pouco tempo, mas eles também já estavam enturmados. Exeto por um menino que tinha um irmão gêmeo, apesar de o irmão ser super popular, ele, assim como eu, sentava na última fileira do ônibus em um dos cantos da janela. Ele parecia gostar do mesmo tipo de música que eu, porque um dia escutei ele cantando o refrão da minha música preferida: Eu te prometo: Não vou desistir fácil, nem te deixar pra trás pois só ao seu lado encontro a paz.
Eu percebi que me distrairá e vi uma mensagem em meu celular da Killiya que dizia:
Mari, vou entrar na sala por isso não poderei responder as suas mensagens.
Ah acabei de encontrar o Rogério e o Guto e eles me pediram para escrever uma mensagem para você dizendo:
Mari! Que bom que a Killiya tem seu número!
Estamos morrendo de Saudades, e nós fizemos um trato: Como nossos pais não querem nos dar dinheiro para ir até ai nas férias, nós vamos economizar nos gastos da nossa mesada para comprar passagens de avião até ai! Não se preocupe, ficaremos em uma pousada para não atrapalharmos você e seus pais!
Beijos Mari!
Naquela hora, senti um aperto nos olhos. Respondi a mensagem rapidamente, guardei meu celular no bolso da calça, escondi meus olhos com minha franja e meu rosto com minha touca e corri até a sala de música. Eu tenho essa mania, quando sinto vontade de chorar, eu vou até a sala de música para cantar. Assim eu esqueço um pouco a razão da vontade de chorar.
Quando entrei na sala de música, vi o menino do meu ônibus, aquele que sempre fica isolado. Ele, de um jeito, me fazia lembrar meu amigo Rogério. Quando olhei para ele, me lembrei dele se despedindo de mim. Foi ai que eu percebi que estava tocando uma música que eu conhecia, uma música que me definia. No refrão dela dizia assim: Me doi demais. Meu coração vai doer, sei que vou chorar quando olhar nos olhos seus e dizer Adeus. Naquela hora não aguentei, me ajoelhei pus a mão no meu rosto e comecei a chorar.
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