Tomodachi No Kiochi

21 Sentimento: Ida ao parque aquático -parte dois-


Notas iniciais
Como falei, dividi o capítulo em dois. Estou me segurando para não postar mais dois, já que os próximos são os melhores :3

A ida foi realmente normal. Vanessa foi praguejando enquanto Paulo brigava com ela e a falava para se divertir. Marina foi abraçada comigo conversando sobre música, o que me deixava realmente animado, vez ou outra ela me roubava um selinho ou um beijo na bochecha.

Fomos de carro até certo ponto, mas descemos perto de uma lanchonete e depois fomos andando, não era muito longe então não nos cansamos.

– Chegamos? — Marina interrompeu a briga entre Paulo e Vanessa.

– Acho que sim. — Paulo levantou a cabeça olhando para o titulo do parque aquático. — Aqua..land? Aqualand, que nome tosco!

Todos nós rimos com o comentário do meu irmão e entramos. Paramos, primeiro, á lojinha de roupas de banho que tinha logo depois da área dos ingressos. Marina pegou um biquíni preto que tinha uma carinha de um gato preto em um dos lados da parte de cima. Vanessa demorou um pouco para escolher mais por fim pegou um vermelho liso. Depois fomos ao Toilete, para nos trocarmos.

Por dentro o parque era ridiculamente maior do que por fora. Tinham centenas de tobogãs e piscinas. Tinham brinquedos para crianças, adolescentes, casais, adultos, tinha de tudo.

– Será que as meninas vão demorar muito? — Paulo falou parecendo um pouco entediado. — Eu quero ir logo para as piscinas!

– Então por que não vai? — Eu perguntei parecendo óbvio. — E fico aqui e espero elas.

– Não vou te deixar passar por cavalheiro sozinho! — Ele pareceu se irritar com minha pergunta. Mas tudo o que fiz foi revirar os olhos.

Poucos minutos depois, Marina e Vanessa apareceram. Estavam lindas.

O biquíni de Vanessa, que antes parecia ser só um vermelho sem graça, estava agora muito mais bonito. E Marina... Ah, sem palavras para descrevê-la. Seu biquíni preto parecia que tinha sido feito para ela.

– E então o que achou? — Marina olhou para o próprio biquíni. — Eu acho que ficou um pouco estranho.

Tentei responder, mas tudo que saiu foi alguma coisa parecida com Ah, blé man. Ela deu risada e me perguntou para onde íamos primeiro.

– Ah, o casalzinho vai querer ficar sozinho e deixa os amigos de fora né? — Vanessa respondeu antes que eu pudesse responder.

– Ah, claro que não Vanessa, quer dizer... — Marina ficou corada e percebi que eu também estava.

– Haha, não precisa tentar disfarçar! — Vanessa deu risada. — Tudo bem por mim, contanto que depois vocês fiquem com a gente.

– Ok. — Marina me puxou dando uma piscadinha para Vanessa. E eu me toquei de uma coisa: Quando raios foi que elas ficaram tão amigas? Bom, isso não importava muito.

– Para onde vamos? — Eu perguntei para a Marina, que automaticamente parou e pensou um pouco.

– Não sei. — Nessa hora, eu quis perguntar a ela por que então ela tinha me puxado, mas acabei deixando para lá. — Onde você quer ir?

– Por enquanto a gente pode ficar em uma piscina de onda, o que acha?

– Pode ser.

Fomos até a mais próxima. Eu já havia feito aulas de natação a alguns anos a pedido da minha mãe, por isso eu sabia nadar um pouco, mas me surpreendi quando Marina me disse que não sabia nadar.

– Eu te ensino!! — Eu estava realmente animado de ser melhor que ela em alguma coisa. — Você quer aprender?

– Claro! — Ela estava feliz.

Fui ensinando para ela aos poucos, era incrível como ela aprende as coisas rápido. Mal ensinei a ela como boiar e ela já aprendera. Era divertido quando ela tentava nadar e afundava, ou quando eu estava ensinando e ela jogava água em mim.

– Já esqueceram da gente? — Paulo e Vanessa apareceram na borda da piscina onde estávamos.

– Claro que não. — Marina tirava água do ouvido enquanto ria. — Só estou tentando aprender a nadar.

– Vocês querem me ajudar a ensiná-la?

– Claro! — Vanessa pulou na água. — Vai ser divertido.

– Não tenho outra escolha né? — Paulo pulou atrás da Vanessa. Ele parecia um pouco irritado. — Pedro posso falar um pouco com você?

Eu assenti e o segui nadando um pouco para longe das meninas. Pude ouvir Marina perguntando a Vanessa o que tinha acontecido e a Vanessa respondendo que não fazia ideia.

– Cara, era para você estar se divertindo, o que foi? — Eu perguntei olhando para a expressão de irritado dele.

– Eu mando várias indiretas de que eu gosto da Vanessa para ela, mas ela não parece perceber. — Ele deu um soco na borda da piscina. — Isso está me irritando.

– Por que você simplesmente não diz a ela o que sente?

– Não tenho tanta coragem. — Ele pareceu frustrado, mas não com a Vanessa, com si mesmo. — Como você conseguiu falar para a Marina que adoraria namorar com ela?

– Sei lá. — O pior é que eu realmente não sabia como eu tinha dito aquilo. — Na hora me deu uma raiva e simplesmente saiu.

– Me ajudou muito. — Ele resmungou.

– Quer que eu peça para a Marina te ajudar? — Eu pensei um pouco. — Sabe, ela deve saber o que a Vanessa gosta ou coisa assim.

– Não quero incomodar sua namorada.

– Vamos lá, assim você não consegue nunca!

– Ah, está bem. — Ele ficou um pouco aliviado, apesar de tentar disfarçar. — Obrigado, Pedro.

Fomos ate onde as meninas estavam. Algum tempo depois, mais ou menos um hora, Bia e Matheus chegaram. Bia estava usando um biquíni que a parte de cima era verde-água e a parte de baixo era roxa. Matheus nos cumprimentou, mas Vanessa parecia brava com seu irmão. Eles discutiram um pouco e eu aproveitei para pedir para que Marina ajudasse meu irmão desajeitado no amor. Ela ficou animada e disse que adoraria ajuda-los.

Algumas horas depois, nós fomos embora. Marina ficou de passar na casa da Vanessa então, dessa vez, fui para casa com meu irmão.