Tomodachi No Kiochi
32 Eu te amo
Notas iniciais
– Oh, que bonitinhos! — Marina exclamou apontando para a janela, onde Paulo e Vanessa aparentemente se divertiam. Eu ri.
– Parece que estão se divertindo.
Marina balançou a cabeça positivamente, e depois correu em direção a uma bandeja de doces que tinha ali perto, ela pegou e colocou três de uma vez na boca.
– Vai se engasgar! — Eu disse pegando um doce de sua mão e jogando-o em minha boca rapidamente.
– Não vou me engasgar! — Ela falou depois que conseguiu engolir.
– Ei, que tal irmos até onde Vanessa e Paulo estão? — Eu sugeri.
– Ótimo! — Ela falou, enquanto andávamos e conversávamos sobre coisas aleatórias, um garçom esbarrou em Marina e sujou seu vestido. Com o susto, Marina soutou um gritinho, mas logo tentou abafá-lo.
– Me desculpa senhorita Marina! — O garçom tentava desesperadamente secar o vestido de Marina com um guardanapo.
– Está tudo bem. — Ela falou, agora mais calma.
Vanessa entrou correndo para ver porque Marina tinha gritado, seguida por Paulo. Quando Vanessa entendeu o que estava acontecendo, se aliviou.
– Ei, Marina, você tem alguma roupa reserva? — Vanessa agora olhava fixamente para o vestido de Marina.
– Não, nenhuma.
– Usa uma camisa de Pedro! — Paulo, que até então estava recuperando o fôlego, falou e conseguiu a atenção virada para ele. — Vanessa pode te emprestar o short que ela estava usando.
– É. — Vanessa concordou com o namorado. Confesso que era estranho ver os dois concordando com alguma coisa.
– Está bem. — Eu falei. Não me importava mesmo.
– Então tá. — Marina falou desanimada olhando para o vestido. O pobre garçom estava se sentindo culpado, mas Paulo dizia para ele que estaa tudo bem.
– Vamos lá, você pode escolher qual quer usar. — Eu conduzi Marina até meu quarto. Ela abriu meu guarda roupa e olhou uma por uma camisa até encontrar uma cinza do Green Day. Ela foi até o banheiro e se vestiu rapidamente. Confesso que, quando Marina voltou ao salão, estava mais bonita do que antes.
Ela estava usando o short jeans escuro de Vanessa, e por cima minha camisa cinza, que cobria quase todo o short. Ela tinha soltado os cabelos, de um modo que seus cachos negros estavam alinhados na altura do ombro. Só restava o rímel de sua maquiagem, e, na minha opinião, estava melhor do que com a sombra. Ela usava sua bota preta de cano baixo.
Estava linda. Só percebi que estava olhando fixamente para ela, quando Paulo me cutucou ao meu lado. Vanessa passou um batom vermelho sangue em Marina, o que a fazia ficar ainda mais linda.
– E ai, o que achou? — Marina perguntou para mim dando uma voltinha.
– Você. Está. Linda. — Eu só consegui falar isso. Ela deu uma risadinha e me beijou no canto da boca, que agora, provavelmente, estava com a marca do batom dela.
– Ei, vamos para a varanda! — Ela falou já me puxando.
A vista da varanda do salão era linda, principalmente de noite. Dava para ver parte do jardim, que estava iluminado, e também dava para ver de lonje a cidade, com vários prédio, que de noite, pareciam silhuetas. Uma leve brisa vinhaem nossa direção, e rodopiava entre nós.
Marina estava ainda mais linda á iluminação do jardim. Ela olhava fixamente para o jardim, e eu olhava fixamente para ela.
– Pedro, você se lembra? — Ela falou, ainda olhando para o jardim.
– Do que? — Eu estava confuso.
– De como nos conhecemos. — Agora ela olhava dentro dos meus olhos, com seus lindos e grandes olhos castanhos.
– Claro. — Eu dei um sorriso de lado. — Você apareceu do nada na sala de música e começou a chorar.
Ela riu. Um silêncio pairou entre nós, enquanto nossos olhos estavam fixados nos outros.
– Me promete uma coisa? — Eu quebrei o silêncio.
– O que?
– Sempre vamos ser amigos. — Ela olhava para mim de um jeito estranho. — Não importa o que aconteça.
– Claro. — Ela respondeu séria. Depois me abraçou.
– Ei, eu te amo. — Sua voz saiu abafada porque ela estava com o rosto no meu peito.
– Eu também te amo.
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