Tomodachi No Kiochi

4 Amizade: Surpresa no Museu de Artes Modernas


Eu não acreditei no que Marina tinha feito. Da mútidão eu olhava atentamente o que ela gritava para os meninos, e também o soco que ela deu no maior deles. Mas quando ela derrubou dois sozinha não pude ficar parado. Corri até ela, que estava com os punhos fechados ainda, e parei em sua frente.
— Ahn Pedro? — Ela falou com expressão surpresa quando me viu, mas depois olhou para o chão e corou — V-você estava vendo? — Eu assenti. Apesar de estar com um pouco de vergonha de admitir que havia escutado eu não queria mentir para ela.
— Obrigado! — Consegui dizer. Ela fez cara de surpresa novamente. Acho que ela esperava que eu brigasse com ela por ela ter me defendido e não o contrário.
— Não foi nada! — Ela corou mais ainda. Algumas pessoas deram risadinhas.
— Cala a boca! — Meu irmão chegou onde estávamos. Pelo jeito ele também escutou os risos. — Nunca viram um amigo agradecer depois que sua amiga o defendeu?

Nesse momento Vanessa levantou-se e me puxou pelo braço, vi que ela também puxava a Marina. Ela nos levou até o lado de fora do refeitório, meu irmão nos seguia.
— E-ei! — Consegui dizer finalmente me soltar. -Porque você fez isso?
— Só achei que seria melhor tirá-los de lá! — Vanessa estava brava. Como alguém que da um presente e não recebe um "obrigado" de volta.
— Foi o melhor a fazer! Obrigada! — Marina falou com a voz séria. De algum jeito senti que Vanessa tinha feito a coisa certa. Mas eu não estava disposto a mostrar isso.
— Obrigado — Resmunguei baixo. — Eu acho.
— Bom, eu e a Vanessa tínhamos combinado de ver os quadros abstratos que tem no segundo andar. Querem ir junto? — Meu irmão cortou a conversa um pouco. Ele estava com a expressão relaxada.
— Nós já olhamos lá! Nós vamos para o terceiro andar. — Eu não menti, já tínhamos olhado o segundo andar inteiro, e também, percebi que a Marina não queria ir.

Para falar a verdade eu também não queria, eu queria poder conversar com a Marina a sós.
— Ah entendo! Então nos vemos no ônibus! — Vanessa falou enquanto se virava.
Eu fiz com a mão para que a Marina me acompanhasse, andei em direção a entrada do prédio. Marina de repente me deu a mão e andou atrás de mim, assim como nós entramos no ônibus, nessa hora acho que corei um pouco.
Nós pegamos o elevador de vidro até o terceiro andar do prédio. Todo o caminho fomos em silêncio. Eu estava indo para um corredor que tinha uns fios de silicone pendurados no teto quando a Marina parou de andar. Eu olhei para trás, ela estava com uma cara séria.
— Precisamos conversar!