Tomodachi No Kiochi

14 Amizade: Brigas de Amigos - ou quase isso


– Paulo! — Eu coloquei as mãos na cintura. — Não é assim que se faz! Não está prestando atenção?

– Claro que estou Vanessa! — Ele olhou para mim confuso. — Mais parece que você está falando outra língua! Não entendo nada!

– Não tem jeito mais fácil de explicar!

– Mais eu não entendo nada!

– Até uma criança do primário entende!

– Se ela for muito inteligente!

– Mais você é! — Percebi que aquela discussão não levaria a nada. Suspirei e falei com a voz mais calma. — Paulo, as provas estão bem perto, se você não se esforçar vai tirar nota baixa!

– Mais eu estou me esforçando!

– Não parece! — Eu levantei um pouco a voz. — A prova de ciências vai ser em dupla, e você vai ser minha dupla!

– É só por isso que está me ajudando?

– Não! Eu me preocupo com você! — Peguei minha mochila. — Se não tá satisfeito com minha ajuda eu vou fazer outra coisa!

– Você está me ajudando muito! — Ele pegou minha mochila de volta. — Eu que não estou entendendo!

– Vamos lá, mais uma vez! — Eu me acalmei e cheguei mais perto dele. — Você tem que fazer isso aqui e...

– Oi! — Marina e Pedro chegaram na biblioteca, onde estávamos.

– Então é verdade? — Paulo perguntou olhando para os dois. — Vocês estão namorando?

– Como você sabe? — Pedro cumprimentou o irmão, tirando o braço dos ombros da Marina.

– Me mandaram um SMS falando sobre a briga e talz. — Ele pegou o celular e mostrou a Pedro e Marina.

– Ah! Então isso você entende né? — Eu joguei o celular dele no chão com um único tapa. — A matéria que é bom...

– Eu só me dístrai um pouco! — Ele me olhou bravo.

– Você disse que estava prestando atenção!

– Mais eu estava!

– Haha! — Marina riu. — Vocês parecem um casal!

– É verdade. — Pedro riu também.

– Não parecemos não! — Eu e Paulo dissemos juntos.

Isso só fez os dois rirem mais, o que me deixou um pouco corada, e com mais raiva ainda... de Paulo.

– Mais é sério que vocês estão namorando? — eu mudei de assunto rapidamente. De algum jeito, eu estava curiosa.

– É! — Eles começaram a me contar como aconteceu. Eu fiquei feliz por eles.

– Ah, mais que bom que vocês chegaram! — Eu me lembrei de Paulo. — Eu preciso de ajuda para ensinar esse cabeça dura aqui!

– Cabeça dura não! — Ele respondeu imediatamente. — Você que não sabe ensinar!

– Claro que sei ensinar!

– Tá já chega vocês dois! — Marina gritou em cima de nossas vozes. — Deixem a briga de casal para depois! Paulo qual é a matéria que você precisa de ajuda?

Eu queria falar que não éramos um casal, mas eu conhecia a Marina, e sabia que se reclamasse demais ela iria desistir então fiquei quieta.

– Ciências.

– Me empresta o livro que vou ver. — Ela examinou o que Paulo estava estudando.

– Como você pode não entender isso?

– É difícil!

– É uma das partes mais fáceis da ciência! — Então ela começou a explicar para ela de um jeito diferente. — Entendeu?

– Um pouco.

– É fácil não é?

–Mais ou menos.

– Agora só precisa estudar com base no que eu te expliquei. Isso é o básico, você deve conseguir uma boa nota com isso. — Ela fechou o livro.

– Levando em consideração que a Vanessa sabe o resto.

– Sim. — Eu falei.

– Viu Vanessa, era você que não estava explicando direito! — Ele retrucou.

– Desculpa se eu não tenho o dom de explicar as coisas como a Marina faz. — Peguei minha mochila e sai batendo o pé.

– Vanessa espera! — Ele correu atrás de mim. — Eu só estava brincando! Você me ajudou bastante. — Ele segurou meu braço

– Não ajudei não. — Me soltei. — O tempo todo você só reclamou. A verdade é que não ajudei em nada.

– Mas pelo menos tentou! — Seus olhos encontraram os meus. — Não te culpo por não conseguir. Eu não entendo as coisas muito rápido.

Fiquei em silêncio por algum tempo.

– Você entendeu o que a Marina explicou!

– Ela me explicou de uma forma que pude entender, isso não quer dizer que você não consiga explicar.

Respirei fundo e me virei.

– Vamos a aula vai começar!

Escutei ele dando uma risadinha. Ele me ultrapassou e puxou me braço até a sala.

– Pra que isso?

– Porque é legal te irritar!

Revirei os olhos e me sentei. Por que aquele idiota gostava tanto de me irritar? E por que mesmo ele sendo... ele, eu não conseguia sair de perto dele?