Tomb Raider: o Caminho para Avalon
4 Capítulo 2 - Teorias
Notas iniciais
- Lara, você chegou! — disse Zip, vindo me abraçar rapidamente. Havia acabado de chegar em casa.
- Oi Zip. — disse a ele, ainda abraçando-o — Como vão as coisas por aqui?
- Na mesma, como você sabe. Alister ligou.
- E?
Percebi que Zip não queria muito responder. Pelo visto não era uma boa noticia.
- Ele disse que não achou nada de importante sobre Avalon ou Rei Arthur. Parece que os museus se preocupam mais com o real do que com as lendas, apesar de termos descobertos toda a verdade.
Senti meu coração apertar. Se Alister não havia achado alguma coisa, então era porque não existia mesmo. Zip, percebendo minha cara de tristeza, tentou me animar.
- Mas Lara, ainda têm o Eddington. Você mesma disse que ele possui mapas e livros importantes. Quem sabe você não acha alguma coisa? Se anime, você sempre da um jeito.
Tirei a Espada Excalibur das costas e a entreguei a Zip.
- Guarde-a para mim.
Começei a subir as escadas. Zip perguntou.
- Onde você vai?
- Vou tomar um banho e depois vou ver Eddington.
- Já? Eu disse que você só iria mais tarde!
- Aproveito e tomo um chá!
Zip sorriu.
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Esperava Eddington me receber, mas me surpreendi com outra pessoa abrindo a porta de sua casa.
Era um homem, tinha cabelos loiros e um corpo bem formado.
- Ah — disse ele sorrindo — você deve ser a senhorita Croft.
- Eu mesma — disse sorrindo também.
- Meu tio esta te esperando.
Entrei na casa e o rapaz fechou a porta. Ele continuou a falar.
- Apesar de ele achar que você viria mais tarde.
- Me desculpe, mas não pude esperar.
- Não, não... — disse ele me guiando pela casa, apesar de eu conhece-la bem . Papai sempre me touxera ali quando criança. — Por favor, não se desculpe.
Continuamos andando por um corredor.
- Meu tio esta nos jardins.
Perguntei.
- Me desculpe, você disse tio?
- Sim...
- É que pelo que eu saiba, Eddington sempre viveu sozinho depois da morte de sua esposa.
Ele sorriu novamente.
- É verdade. É que eu moro nos Estados Unidos e vim passar uma temporada aqui em Londres, quer dizer, me especializar no meu curso.
Chegamos a cozinha e pude ver de longe, Eddinggton, no jardim, sentado em um banco, lendo um livro.
- E o que esta cursando?
- Um pouco de história e arqueologia.
- Ah, então você têm a quem puxar. — disse. Ele riu.
- Com certeza.
Chegamos ao jardim. Eddington ainda estava concentrado no livro e só percebeu que eu estva ali, quando seu sobrinho o chamou.
- Tio? Lara chegou.
Eddington fechou o livro e se levantou.
- Lara minha querida, quanto tempo eu não te vejo. — disse ele, me abraçando e me dando um beijo no rosto.
- Me desculpe não ter vindo antes. Muito trabalho. — eu disse.
- É claro. O que você seria se não fosse seus belissimos tesouros. Presumo que já conheceu meu sobrinho, Ryan!
- Já conversamos. — disse.
- Oh muito bem, sente. Vamos conversar um pouco. Ryan, será que você poderia nos preparar um chá?
- Claro, tio. Volto num minuto. — ele se vira para mim — Com licença, Lady Croft.
E saiu do jardim, em direção a cozinha.
- Não sabia que você tinha um sobrinho, eu digo, você sempre foi tão sozinho!
- É, sempre escondi minhas origens né? Bom, eu tenho uma irmã, que vive nos E.U.A. Há três meses, ela morreu e eu quis que o filho dela, Ryan, viesse passar uns tempos comigo. Sabia que ele gosta de arqueologia?
- Ele disse mesmo. Aposto que é influência sua. — disse, sorrindo. Era tão bom conversar com Eddington.
- Claro. Quando ele era pequeno, vinha aqui e sempre, olhava os livros de história e pinturas antigas.
Ryan chegara com as duas xícaras de chá, deixou-as nua mesinha em frente um banco.
- Presumo que queiram conversar a sós. Com licença.
Saiu novaamente. Eddington tomou o primeiro gole, pôs a xícara na mesinha novamente.
- Bom Lara, o que aconteceu? Seu empregado não conseguiu me explicar muito bem, ele disse que seu pai estva certo sobre tudo...
Disse imediatamente.
- Zip não conseguiria explicar o que vivenciei.
E começei a contar tudo o que aconteceu. Desde eu achar o portal a primeira vez no Nepal, há anos, até eu formar novamente Exaclibur e reencontar novamente minha mãe. Depois de toda a história ter sido revelda.
- Meu Deus, então o Rei Arthur foi real! — disse Eddington, surpreendido com a revelação. — Quando o seu pai veio até a mim contar o que havia acontecido com você e sua mãe, eu não imaginava que isso estava relacionado com a Mitologia Celta.
- Mas esta. De acordo com Amanda, minha mãe foi mandada para Avalon.
- Lara, essa sua ex-amiga, Amanda, por que ela esta fazendo tudo isso?
- É uma pergunta que eu queria ter a resposta também, Eddington. Talvez ela esteja trabalhando para alguém... Não sei. Mas o que você acha?
Eddington disse:
- Bom, de acordo com as lendas, Avalon era uma ilha lendária encantada onde Excalibur, a espada do Rei Arthur, tinha sido forjada. — eu estava atenta, escutando Eddington. — A lenda diz que Morgana, sua meia-irmã, tinha o levado para a ilha após ser ferido em combate. Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre, tendo sido enterrado então em Avalon; em outra versão, ele estaria só dormindo, esperando para voltar num futuro próximo, pois, a ilha seria um refúgio de espíritos, a qual permitiria a ele permanecer vivo por meio das artes mágicas. Essa é a minha preferida, mas é claro que existem inúmeras versões.
É claro que já tinha ouvido aquela versão, e inúmeras outras. Perguntei.
- Tirando os mitos de laddo, há alguma prova de que Avalon foi real?
Eddington pegou o livro que estva lendo, o abriu em uma certa página e leu:
- \"Quando, em 1191, os monges do mosteiro de Glastonbury encontraram a suposta sepultura do Rei Artur no cimo de um pequeno monte que dantes se encontrava circundado de água, disseram ser este o local da mítica e pagã Avalon. Na sepultura foram encontrados dois corpos, um de um homem de idade média anormalmente grande (supostamente Artur) e de uma mulher (supostamente Guinevere) e a inscrição no túmulo dizia: \"Aqui jaz enterrado na Ilha de Avalon o conhecido Rei Artur\".
Eu disse:
- Com certeza, esses dois corpos não são Arthur e Guinevere. Como eu lhe disse, eu os encontrei aqui mesmo, em Londres.
- Pensando nisso, conclui que podem ter sido dois disfaarçes, para esconder a verdadeira história. Mas como local, já temos um, Glastonbury.
- Pode ser, mas, acredito que não deve ser fácil chegar até lá. Os portais foram destruídos. Você já ouviu falar em alguma outra maneira?
- Venha comigo.
Subi as escadas juntamente com Eddington. Andamos por um corredor e chegamos até a biblioteca. Havia um livro aberto na mesa. Eddington se sentou e disse:
- De acordo com esse livro, há três maneiras de se chegar a Avalon. A primeira, é pelo modo dos portais; mas como você disse, eles foram destruídos. A segunda, é a bruma sendo aberta pelas sacerdotisas.
- Mas como vão existir sacerdotisas hoje? Talvez as do passado tenham deixado descendentes, mas é ímpossível acha-las.
- E têm a terceita alternativa, que é a mais aconselhável. — diisse Eddington. Começou a ler um trecho. — \"De acordo com as lendas, Vivianne, A Senhora do Lago, entregou seus coração as águas. Com isso, quem acha-lo, jogará-o nas brumas para que Avalon se torne real\"
Eddington fechou o livro.
- É claro que são apenas lendas Lara. Eu não quero que no final você descubra que é tudo uma farsa.
Respondi.
- Eu não acredito que minha mãe esta vivendo em uma ilha paradisiaca, Eddington. Eu só quero a verdade, nada mais.
- OK.
- Com suas idéias, por onde devo começar?
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