Notas iniciais
Desculpem a demora. Não temos muitos leitores mas me sinto na obrigação de me desculpar com os poucos que tenho. Tive uns problemas, mas sei que ninguém quer saber, então... vou me redimir com um capítulo. Espero que gostem ^^

—Casa comigo?

Sua mente congelou pela surpresa. Antes mesmo que retornasse a si e pudesse associar as palavras, ele continuou.

—O pagamento será de £10.000. Naturalmente, suas despesas também serão cobertas.

—Dez mi...- Estava tentando juntas as informações, mas o valor a deixou abismada de mais.

—Contudo – tornou — será apenas por seis meses. Estaremos oficialmente casados... conhecerá minha família na minha casa na Itália...então nos divorciamos depois de seis meses. Isso é tudo que tem que fazer por £10.000. O que acha?

Estava irritada. Malfoy estava tentando compra-la! Como se fosse uma pessoa sem escrúpulos ou dignidade que se venderia a alguém! Não importava o seu nível de necessidade, ainda era Hermione Granger! Ainda era a grifinória orgulhosa de seus tempos em Hogwarts.

Ele levou sua mão à pasta de couro escura que trouxera e tirou de lá alguns papéis.

—Se você entendeu, assine isto.

Ele os colocou na sua frente e então pode ver melhor. Era um contrato. Um contrato de casamento com Draco Malfoy!

—Eu não entendi. — Foi tudo o que conseguiu dizer de primeira. Realmente não havia entendido. Não conseguia raciocinar, tamanho o ultraje.

—Qual parte?- “Tudo” quis responder. Não entendia o porquê da sua aparição ali, ou da sua proposta absurda. Ouviu-o suspirar e tirou sua atenção de seus pensamentos e voltou-a para ele. – Eu entendo que isto é uma coisa um tanto...um tanto ultrajante para pedir à você. – Ele pareceu ter pensado bem em suas palavras e acertou exatamente o que ela sentira segundo antes. – Mas... apenas aconteceu de eu estar precisando de uma esposa urgentemente. É um problema sério. — Ele a olhou no fundo dos olhos. — Minha vida depende disso... e você precisa do dinheiro. Certo? ­

Arrastou os papéis para mais perto dela por cima da mesa. Ela não pode deixar de olhar para suas mãos e reparar no quanto eram bonitas

— Quero que seja realista. Pense no que você poderia fazer com £10.000. Você poderia sair daqui e comprar uma casa fora de Londres.

Notava agora o quão suave era sua voz.

—Você pode achar um novo emprego. Não vai mais precisar limpar o banheiro de outras pessoas.

Mal ouvia suas ultimas palavras. Sua mente estava focada no quanto ele cheirava bem e que não havia um único amassado em seu terno. Mais do que tudo, seus olhos. Lindos. O cinza de suas íris a puxavam e a mantinham cativa. Ninguém poderia desviar o olhar dele.

Mas ela tinha que voltar à realidade. Não era hora de admira-lo. Nem deveria admira-lo. Era Draco Malfoy! Uma pessoa do seu passado, do qual estava fugindo. Tivera suas rixas com ele na escola e lá aprendeu que ele não era de grande confiança. Nenhum sonserino é. São ardilosos, perigosos, traiçoeiros. Não medem esforços para atingir seus objetivos. E ela não sabia qual era, mas não queria estar envolvida.

Respirou fundo e buscou ficar o mais calma possível. Não sabia seu joguinho e estava extremamente irritada com tudo aquilo, mas não iria perder sua compostura por alguém como ele. Alguém que não fazia parte da sua vida mais.

—Por que eu? – Indagou. Ele se manteve calado. – Qualquer uma a quem pedisse teria aceitado se casar com você. Então por que eu?

Encarou-o e esperou sua resposta. Mas ao ver que ele não responderia ela resolveu terminar aquela conversa. Levantou-se e foi à caminho de Órion que dormia no sofá. Pegou-o no colo e se preparou para leva-lo para o quarto.

— Eu não confio em você, Malfoy. Agora, por favor, saia do meu apartamento.

“Antes que em sucumba à tentação... Às £10.000.. A ele...”

—Granger! – Sua voz já não era mais a calma e controlada de anteriormente. Seu tom aumentara um pouco e isso chamou sua atenção. – Acha que seu filho será feliz vivendo assim?!

—Meu...

“Órion.”

Malfoy tocara na ferida. Ela cogitou aceitar a proposta pelo dinheiro. Realmente precisava dele. Seu orgulho grifinório foi o que a deixou firme na ideia de recusar desde o começo. Não queria ceder à futilidade do dinheiro. Mas agora ele não era apenas isso, ele era necessário e se fosse pensar no que seria melhor para Órion, deveria engolir seu orgulho. E, por mais que isso fosse de grande estima para ela, Órion valia mais.

—--x---

Hermione estava sentada na poltrona com Órion no colo enquanto o pequeno observava o avião maravilhado e assustado.

“Esse deve um jato privado do Malfoy.” Pensou. Fazia muito tempo que não andava de avião, mas duvidava que, mesmo na classe executiva, eles fosse tão luxuosos e espaçosos como este era.

Antes que colocasse mais reparo no avião, sua atenção voltou-se para o loiro sentado à poucos metros dela. Ele conversava com, quem parecia ser, seu secretário enquanto lhe apontava algumas coisas no computador apoiado na mesinha à sua frente.

Não conseguia acreditar no quão despreocupado ele aparentava. Não com tudo que estava acontecendo...

Nos últimos dias ele virou sua vida de pernas para o ar. Agora estava casada. Não houve festa, nem convidados. Apenas o advogado de Malfoy, um juiz de paz e Órion. Agora estava em um avião à encontro de mais Malfoy’s.

Perguntava-se o que estava fazendo. Se havia feito a escolha certa. Talvez... talvez tenha cometido um grande erro.

“Oh, Órion. Eu espero que tudo dê certo.”

—--x---

Toscana

Região italiana

Um carro preto com uma aparência de clássico seguia à caminho da Mansão dos Malfoy. Passando por campos floridos pelo caminho de paralelepípedos bem feito, Hermione mostrava, admirada, a paisagem à Órion. Mas isso não foi o bastante para segurar sua curiosidade.

—Por que viemos de avião? Por que à Itália?

O sonserino apenas levantou seus olhos do jornal que lia e arqueou uma sobrancelha.

— A Malfoy Manor é em Wiltshire.- continuou ela.- Pensei que estávamos indo ver seus pais.

—E estamos- Disse, enfim.– A Malfoy Manor é, de fato, em Wiltshire, mas apenas eu vivo nela atualmente.

Ela acenou com a cabeça fez um pequeno ruído de concordância, como se estivesse entendendo alguma coisa, e fez sinal para que ele continuasse, esperando a resposta de sua outra pergunta.

Ele dobrou seu jornal e, soltando um breve suspiro, continuou:

—Para a bruxa mais inteligente da sua época, você não é mais tão brilhante...- A boca dela contraiu em desgosto e preparou-se para retrucar, quando ele a interrompeu.- Não existem lareiras para onde estamos indo. Por isso a Rede de Flú está fora de cogitação. Aparatar ou usar uma chave de portal pode ser muito arriscado para uma criança pequena como Órion. Logo, o método trouxa foi o mais viável.

Ela acenou em concordância novamente. Antes que se forçasse a pensar em mais alguma coisa para evitar o silêncio constrangedor no qual estavam o carro parou. Chegaram ao seu destino.

Desceu do carro e embasbacou-se com a construção. Hermione não sabia se aquilo era mesmo uma casa ou um castelo.

Cercada por pátios verdes, os tons claros de tintura mesclavam-se com o reflexo das árvores e lhe davam um ar agradável. Os arcos, que estavam em todos os andares da construção rodeando as sacadas e janelas, e as esculturas brancas a deixavam admirável.

—Me siga- Disse Malfoy entrando no lugar.

Por dentro o lugar era ainda mais majestoso. Para Hermione, parecia algo tirado de um livro. Quase um conto de fadas.

—Uau! – Soltou sem querer- Então essa é a nova Mansão dos Malfoy...

—Di Malfoy. – Ele disse, e sua atenção voltou-se para ele.- Na Itália, somos conhecidos como Di Malfoy. Você agora é a senhora Di Malfoy. Não pode errar algo assim.

Depois disso virou-se para um senhor parado ao lado da porta, vestido em um paletó escuro, que contrastava com seus cabelos claros. Começaram a conversar em italiano.

“E se ninguém mais aqui falar inglês?” Seu pensamento durou pouco.

—Venha.

Não gostava de se sentir mandada por Malfoy, mas, no momento, não estava em posição de nega-lo. Assinara o contrato, ele era seu empregador, estavam na casa dele, em outro país e ela nem se quer sabia quantas pessoas ali falavam a mesma língua que ela. Segui-o por um corredor de arcos abertos, o que a proporcionava sentir a brisa e a luz do exterior.

—Os Malfoy tem uma grande história na Itália. –Ele disse.- Fazemos negócios aqui desde o começo da nossa família. Devido a essa aproximação, logicamente temos um pouco de sangue italiano em nós. Malfoy Enterprises vale por volta de 4 mil milhões de Euros. Meu pai é o dono e eu o CEO (Diretor executivo).

Continuaram andando e subiram uma escadaria.

—Por hora, isso é tudo que precisa saber. E este... — Ele parou em frente a uma porta dupla de madeira polida clara.- ...é o deu quarto.

Hermione atravessou o portal com Órion no colo e vislumbrou o quarto. Era bastante espaçoso, em tons claros e bastante iluminação provinda das janelas. Tinha uma cama gigantesca em uma das paredes, oposta à uma escrivaninha que estava em baixo de uma janela. No meio, um acesso ao banheiro. O chão era tinha algumas tapeçarias claras aqui e ali.

—Sinta-se em casa.- Ela concordou, mas sabia que seria difícil. Tudo ali parecia caro de mais, até mesmo para se sentar confortavelmente na cadeira.- Se precisar de qualquer coisa, diga Giuseppe, o mordomo. – O senhor, que trazia suas malas, logo atrás dele vez uma leve reverência ao mencionar de seu nome.

—Certo...

—Descanse um pouco. Eu venho busca-la mais tarde. – Já estava se retirando quando lembrou de mais uma coisa- Oh, você não precisa trocar de roupa.

—Okay...

E, sem nem ouvir a resposta dela, ele saiu.

“Você não precisa trocar suas roupas. O vestido cafona, a pele desbotada, seu cabelo cor de lama... Ela é, definitivamente, ‘ a esposa perfeita’” Pensou ele seguindo pelos corredores.

—Draco...- Chamou o mordomo em um tom triste.

Sem nem olha-lo, Malfoy seguiu andando. Sabia o que ele ia lhe dizer.

—Nem uma palavra, Giuseppe. Eu sei que o que estou fazendo não é certo. Mas tem que ser feito.

—Draco...- Insistiu o senhor.

Mas ele não o ouviu. Apenas seguiu para o lado de fora da mansão.

Notas finais
Opiniões, por favor? Gostaria de saber o que estão achando... Gostariam de capítulos mais longos?