Together by war
2 Apenas... Meu mundo
Notas iniciais
Mais um dia... Bom, viver nessa aldeia já está ficando intediante ou melhor perigoso. Juro que cada vez há menas pessoas, eu sei que não mantinha contato com muitas pessoas da aldeia, até porque não era permitido, viviamos como prisioneiros, minha familia vivia em uma parte humilde da aldeia, bom nós da vamos se dizer "ralé" chamavamos esse lugar de Riacho não pelo fato de ter Riachos por perto mas pelo fato de chegar e sair muitos humanis nesse lugar, bom eles eram os que mais contavam da verdadeira historia do mundo, bom vamos se dizer que houve uma terceira guerra mundial vivida por nossos avós ,bizavós e tataravós, bom e nessa guerra um tal poder militar atacava por base de bombas, que começaram a fazer com que radiações afetasse os humanos, por sorte eles viviam mais com algumas caracteristicas ou dons diferentes, até onde sei o governador, aceita esses seres muitas vezes para estuda-los e tentar fazer uma raça pura, bom eu não sei muito, mas sei que sobre esse assunto o melhor é ficar em silencio. No entanto para se viver aqui, só o trabalho para nós do Riacho não vale, as profições não tem valor para as pessoas da alta, entao muitas vezes temos que caçar, é dificil viver por aqui, a vida é dura e dificil... Na floresta, onde posso ficar longe dos Salvadores ( uma certa piada que fazemos com os policiais daqui ou qualquer tipo de alguem da alta ) bom a caça é vendida não muito livre mas dá para sobreviver assim, contudo eu queria encontrar a saida, um local onde podemos sair daqui, e ir... Bom ir para um mundo livre, onde não precisavamos nos importar em dar nossa parte em contribuição para as melhoras da aldeia ou viver aprisionado sem saber a verdade da nossa existencia ou até mesmo muitos dizem que os humanos daqui são os unicos mas... Os humanis falam outras coisas... Dizem que há muitos outros, bem não muitos mas que há outros! Que a verdade que eles dizem contar não é a correta é apenas uma mentira contada pelos Salvadores, mas tem um porém, isso só ocorreria se conseguissemos sair, digo isso porque para muitos isso é impossivel mas para outros...
Levantar, eu estava me dando esse comando mas parecia que meu corpo não obedecia, a maluca obecessao por dormir mais me assombrava mas o dia hoje iria ser grande e eu nao poderia disperdiça-lo, levantei coloquei meus pés no chão, olhei para o quarto, com que eu dividia com meus dois irmãos, Joe 12 anos era o mais proximo de mim preferia viver livre também não se conformava com a ideia de viver no Riacho e a pequena Julie 10 anos, não por ela ser menina mas era afastada, prefiria ficar com nossa mãe ajudar em casa era seu forte, mas no entanto ela era esperta, montava emboscadas e arapucas incriveis, era de se tirar o chapeu, eu tinha 11 anos quando meu pai morreu... Bom prefiro não lembrar mas, eu sei como minha mãe ficava cansada depois de trabalhar e fazer bicos para ganhar dinheiro, acho que foi isso que me motivou a caçar, aprender a sobreviver... Pelo geito eles Já tinham ido para escola, certo por sorte aqui terminavamos com 15 anos, então depois o individuo deveria trabalhar como um escravo para ajudar em casa e futuramente manter sua familia, mas isso não seria minha vida... Coloquei lentamente meus pés na bota feita de um pano resistente não couro, mas quase igual, deslizando para dentro da bota senti um leve arrepio, o cheiro do café entrou pelo quarto e fez minha cabeça girar, levantei no pulo como se fosse um , dogmar ( um tipo de meio humano, era feio tinha a cara de cachorro, calda de cachorro e resto do corpo era humano muitos desses não vinham de fora eram experiencias que faziam com os humanos ) andei levemente para cozinha, passando por um corredor que parecia tão longo em cada passada, mas enfim cheguei, a mesa estava o café da manhã, um café quente que com certeza fora tirado bem de manhã, um punhado de amoras, algumas colhidas pelas redondezas as outras já tinham aqui, e um pouco de leite algumas raizes grelhadas.
Me sentei e peguei um copo, a mesa estava farta essa manhã talvez porque já estavam perdendo esses alimentos, ou porque hoje era quarta dia de colheita, ser pobre por aqui era dificil mais alegre. Os salvadores, viviam por aqui, então como dizia a lei " foi por alianças que se fez a guerra então com isso o decreto é sem mais alianças ", então, não podiamos ter amigos, mas era claro que essa era uma lei idiota muitos dos adolescentes se encontravam na floresta, esse lugar era chamado de aldeia pois eram varios bairros grandes cercados por apenas uma prefeitura enorme, que mais parecia um castelo, os portões da aldeia ficavam fechado, mas tinhamos acesso a uma vasta floresta que rodiava a aldeia,tomando café lembro que meu arco e aljava estão perto e hoje é dia de colheita um dos unicos dias que era permitido para todos poderem entrar na floresta eu devia ir logo e esconder melhor meu arco.
Bebi um pouco de leite e comi algumas raizes, me levantei olhei para minha pequena casa e fui em direção a porta, depois que a abri avistei ao longe minha mãe, andando em rumo a floresta, fechei a porta corri para tentar alcançala. Ao chegar perto dela coloquei minha mão sobre seu ombro ela me olhou carinhosamente e passou levemente sua mão sobre meu rosto, calma e devagar, me olhou com aquele sorriso aconchegador que mesmo que tudo estava errado me dizia que não, estava tudo bem e não tinha nada de mal ocorrendo...
_ Fred...- ela falou calmamente sua expressão, relaxada, suave e calma mas que eu já tinha aprendido a ler e saber que tinha algo a encomodando- meu filho eu disse para não ir para a floresta, mas você ainda teima! lá você corri riscos!
_ Eu sei mãe, mas eu preciso te ajudar de alguma forma, bem vamos fazer assim fique em casa descansse e aproveite o dia de folga eu busco as raizes na floresta a senhora sabe que tenho mais chances de achalas, tenho mais experiencia na floresta do que a senhora ok?
Ela não me respondeu, eu sei que oque ela queria para mim com 16 anos era apenas uma profissao mas nada me intereçava alem da caça e para a caça ser legal eu deveria pagar um valor que seria o equivalente, vender minha casa de 2 comodos umas dez vezes, mas ela suavizou a expressão, abaixou a cabeça e voltou pra casa, andei em direção a floresta, era estranho a essas horas os portões deveriam estar abertos mas estavam fechados, de qualquer maneira fui até minha passagem onde escavei a muito tempo atras, andei floresta a dentro e logo de cara achei meu arco, a aljava estava proxima fui até um rio perto e consegui pegar alguns peixes, achei algumas raizes e coloquei em minha mochila assim como coloquei os peixes em sacolas.
Por um breve instante juro ter ouvido alguns gritos, desconsiderei voltei mais adentro da floresta nunca indo até os limites. Outra vez... Os gritos estavam ficando constantes, por alguns instantes olhei em volta e vi passar para o lado dos limites alguns humanis, dogmars, alguns minotauros e mayos, enfim algo estava acontecendo e os gritos só aumentavam a, meu coração acelerou então comecei a correr, o portão estava proximo dei uma olhada e vi um gás muito estranho, que ao inalalo senti uma nausea e um barulho pertubador ecou...Uma bomba, com certeza uma com esse gás, fiquei paralisado, inalei um pouco do gás e a nausea me tomou... Gritei o nome de Joe e Julie, onde sera que eles estariam? Eu nao saberia jamais pois desmaiei e a minha consciencia me levou em uma total escuridão...
Depois que acordei senti um calor forte e insuportavel, havia cobertas em cima de mim, me sentei devagar, olhei para o local, uma casa feita de madeira, alias feita apartir de raizes extremamente grandes de árvores, o suor escorria pelo meu rosto, meus olhos estavam lacrimejando como se o ar que rodeasse ali, estava sendo jogado propositamente, tentei olhar a fundo daquela pequena casa era estranha, contudo aconchegante, mas onde eu estava?
Certo me virei e vi que na mesa de cabeceira mesmo sendo pequena estava meu arco e aljava, por alguns instantes, me aliviei, não estaria totalmente em desvantagem, olhei a fundo e vi um corredor que com certeza levaria a uma cozinha, o quarto em que estava era pequeno deveria haver duas pessoas morando aqui ou até humanis... Me levantei, um ruido extremamente familiar ruiu no chao, era isso que acontecia quando uma talba estava se quebrando, logo pulei para outra que por sorte não ruiu, olhando para frente fixamente, coloquei levemente minha mão sobre meu arco, rapidamente peguei minha aljava, uma flexa, peguei uma e preparei, sons de alguem cozinhando, vinham do comodo a frente, pelo menos agora estava ciente que não estava sozinho, respirei fundo com uma dificuldade e fui em frente...
De inicio pensei em mil coisas ao atravessar o corredor, como estaria Joe e Julie? Ainda mais e minha mãe! Comecei a acelerar o passo, logo quando cheguei perto do final do corredor, me deparo com um mini... Troll, bom eles deveriam ser grandes e fortes esse era pequeno e frágil, e olha que nem os recém nascidos eram tão pequenos não pude abafar uma breve gargalhada, ele escutou, e se virou rapidamente, já não dava para se esconder, ele me olhou e com uma expressão desconfortada falou:
_ Está rindo do que? Eu te salvei deles- ele fez o gesto com as mãos como faziamos quando os salvadores vinham, balançando, o dedo indicador e o polegar pra frente e para trás- os hutaros, se rebelaram, eles que começaram, a alguns anos atrás, eles planejaram tudo, e os que não se aliaram eles obrigaram a se rebelar, contudo, eles mataram a maioria dos humanos e...
Ele parou subtamente, olhou pela fresta da janela e suspirou aliviado como se algo estivesse acontecendo lá fora, eu o olhei ele voltou a cozinhar, nada de mais explicações, eu fui em direção a janela, aquele troll nanico de alguma forma pulou em cima da pia e bateu em minha mão, como se não quisesse que eu abrisse-a.
_ Porque?-falei sussurando
_ Os Hutaros, eles ameaçaram todos os que decem abrigo para os humanos...
_ Então porque me ajudou?
Ele me olhou com uma tristeza, respirou fundo, se virou para pia e continuou seus afazeres, quando eu ia perguntar, ele suspirou e começou a falar
_ Seu pai garoto... Ele trabalhou, conosco a muito tempo, eramos todos uma civilizacão boa, mas os salvadores almentaram, e os humanos diminuiram, seu pai era um dos unicos que tratavam minha e todas as raças com igualdade, mas quando ele se foi, não ficou um unico humano para nos ajudar, e entao tivemos que nos esconder, em becos, esgotos, florestas, seu pai lutava por nós, eu mesmo o conheci quando criança, um pequeno troll...
Ele olhou para o além, como se o tempo tivesse lhe dado boas lembranças daquela época, sim dei um breve sorriso ele era pequeno do tamanho de um saco de arroz, agora imagina menor, a casa dele era maior que ele!
_ Mas em que lugar estamos ao certo?
_ Árvores perdidas, é chamada assim pois só os trolls podem encontrar esses lugares, mas temos que ter cuidado a rainha se aliou com os Hutaros, então há Trolls trabalhando para eles, você não deveria estar aqui!
Ele falou, mas uma coisa que reparei, ele disse que os humanos morreram, mas ele não terminou a frase, entao...
_ Você disse que os humanos morreram mas... Não terminou a frase.
_ E não posso! Os trolls, foram proibidos, a comentar neste assunto...
Perdi a cabeça e fui pra cima do pequenino, ele se esquivou pulando na pia e derrubando panelas no chão, quando avancei ele se camuflou com a parede do lado em que eu estava, puxei uma flexa e mirei em sua testa, eu não era um assasino, não de seres como eles de animais sim! Mas de trolls, hutaros entre outros eu nunca os mataria!
_ Vá me mate e nunca sairá desta floresta vivo, e nunca terá noticias dos seus irmãos...
Me forcei a ficar calado, apertei forte meu arco, até quando reparei que meus dedos estavam ficando sem circulação de sangue, se quisesse sair dali vivo e com as informações que eu precisava, tinha que ser o mais dócil e simpático possível, com esse mini troll... Fiquei encostado na porta olhando-o fazer algo que estava parecendo uma sopa.
_ Então... Como posso encontrar, quem sobrou? Os humanos, como encontra-los?
_ Seus irmãos estão vivos- ele tirou um peso das minhas costas, respirei fundo, pelo menos eles estavam vivos- os hutaros querem fazer, todas as crianças sofrerem, como se fosse uma troca pelo que os humanos fizeram conosco... Mas... Tem um porém, a rainha...- ele fez uma pausa e se virou para mim- ela trouxe algumas crianças, talvez seus irmãos estejam com ela...
Uma breve esperança se formou em meu peito, se os encontrar posso saber também, do paradeiro da minha mãe...
_ Então eu vou...- falei, seus olhos se fixaram tristes em mim...
_ Tome cuidado garoto, não diga que eu te ajudei, o palácio, da rainha fica a alguns kilômetros a frente, e cuidado... Lembre-se a vingaça nunca traz total felicidade.
Não me importei com suas palavras apenas, voltei e peguei minha mochila, quando me virei o pequeno estava atrás de mim.
_ Passe por essa passagem- ele foi até um ponto escuro do outro lado da minúscula casa, e fez um sinal para eu ir... Olhei para trás, e dei um breve adeus para o pequenino...
Olhando ao meu redor percebi que nunca tinha visto tanto verde, as arvores eram sem vida na floresta de Venom, mas aqui... Aquilo estava me deixando desconcentrando, "foco Fred, foco!" Eu me ordenava a cada segundo mas, meu corpo não obedecia, "ir até a rainha", meu corpo enfim entendeu o recado, fui para frente nao foi dificil achar um castelo, esse lugar era encantador mas ao mesmo tempo pertubador, uma pessoa ficaria louca se não se concentrasse aqui.
Um barulho me encomodou, alguém estava montando campana aqui perto, eu não podia simplesmente perambular por ai, os hutaros me matariam afogado!
Fui até a árvore mais alta, ficar na floresta me deu essa habilidade, eu conseguia me camuflar naturalmente, subi, logo que cheguei ao topo, reparei dois guardas hutaros passando bem em frente da porta da casa do mini troll, claro que eu podia seguir a frente mas seria burrice, eles poderiam voltar e me matar, eu nao conseguiria matar um deles, mesmo se quisesse, eu conhecia muitos desses hutaros gladiadores no Riacho, eram fortes mas muito brincalhões, fora que eles eram uma raça pacifica, e legal, mas velos com essas feições, pareciam maus, raivosos, esperei irem para o lado oposto, quando não dava mais para velos fui em direção ao castelo.
Andei, a frente, um breve suspiro vinha em mim de cinco em cinco minutos lembrar dos meus irmaos, presos ou vendidos seria dificil só de pensar, okay, sem pensar nisso, chegar ao castelo estava facil, entra-lo seria dificil, convencer a rainha a me dar meus irmaos seria pior ainda, mas... Minha mãe... E oque aconteceu com ela?
Cai de joelhos, minha mãe... A pessoa mais importante da minha vida, morta... A intensidade, em que minha raiva estava era extrema, cai na real os hutaros a mataram... Raça maldita, vou matar um por um, a raiva me consumiu mesmo sabendo que eu só conseguia matar animais os hutaros... Eles mereciam morte, mas forcei-me a esquecer isso por um tempo, " seus irmãos Fred, eles precisam de você ", minha conciencia, me dava essa ordem a cada minuto, e eu a acatei levantei e continuei, alguem estava andando a frente... Trolls, eles também serviam, fora os dogmars, outra raça que com certeza tinha se submetido a ajuda-los, alguns deles eram legais, mas outros totalmente hostis e rudes, bom eu ainda nao entendia como os hutaros tinham se rebelado dessa forma, era a raça mais bem tratada de toda a aldeia Venom, agora vendo melhor, era apenas um troll, como o da casa que me ajudou, pensei em mata-lo mas esse era inofencivo não gastaria minhas flexas com ele. Andando me fez relembrar, momentos em que fui feliz e não sabia, como nos dias em que fui forçado a aprender, atirar, ficava olhando um velho caçador atirar pela floresta até o dia que ele me pegou roubando sua caça e quase me matou, eu o convenci a me ensinar a atirar com o arco, uns dias mais tarde ele morreu, eu ajudei nos primeiros dias a familia dele, mas por algum motivo a mulher e a filha dele sumiram, uns dizem que ela enlouqueceu se matou e matou a filha, outros dizem que os salvadores da Venom, as pegaram e levaram para os cientistas testarem, remedios ou expo-las a radiação, olhando ao redor, reparei que estava andando em circulos, respirei fundo e olhei para frente andei, andei e andei, enfim cheguei, um castelo pequeno, se comparado as historias que ouvi, arrisquei-me a escalar, mas as pedras estavam escorregadias, passos...
Agora realmente tinha alguém atrás de mim, me virei e vi de relance um troll fardado, como um soldado, com o emblema dos hutaros, um esculdo com dois tridentes atravessados, o traje era de um verde azulado, eu já tinha visto um desses no mercado negro em Venom, não sabia que eles estavam usando esse traje, ele estava escondido puxei uma flexa, outro estava a minha esquerda, droga ! Se eu estivesse em cima de uma árvore não estaria passando esse sulfoco. Mas contudo algo estava diferente, o ar estava quente, todas as vezes que isso acontecia era quando um...
_ Bozt!!- gritei meio rouco, aqueles mascotes idiotas! Como eles conseguiram doma-los?
Corri para a esquerda, ele me seguiu, tomei cuidado para que a baba dele, não pegasse em mim, forcei-me a pegar o arco sem olhar pra trás, tomei cuidado para não derrubar minha mochila, me joguei pra direita ele escorregou atrás de mim e saltou em minha frente, fui para o lado esquerdo, esforcei-me a correr mais um pouco, me espreitando pelas árvores, pulando por cima de troncos, mas a exaustão estava grande, olhando pra frente percebi que lentamente meu corpo estava parando, a ordem de continuar não estava resolvendo... Escalar... outra opção invalida, até eu subir em uma árvore ele já teria me matado, olhei para trás com a distancia que eu estava poderia me esconder, mas não por muito tempo, ele me acharia, então, subitamente parei...
Seria uma morte dolorosa, eu não iria lutar, ele veio lentamente pra cima de mim, respirei fundo e me virei, encarei minha morte de frente, oque fiz? Respirei fundo, fazendo meu coraçao acelerar e desacelerar uma ultima vez...
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