Together and Forever.
1 Único.
Together and Forever in love
Inside my heart you'll always shine on
Together and Forever in love
Oh baby take my hand
I'll never let you go
A linda menina loira corria mesmo sem saber para onde ir, ela puxava o ar de seu pulmão mas ainda arfava como se ele não fosse o suficiente. Estava exausta, acabada, queria deitar e dormir por uma longa semana, porém ela precisava encontra-ló antes.
A guerra tinha deixado muitos mortos, haviam famílias e amigos devastados por todo canto, corpos caídos pelo chão e várias varinhas piscando em sinal de solidariedade e respeito. Anna odiou a ideia de tê-lo perdido para sempre, ela ansiava em sentir aos mão dele segurando as suas novamente, ansiava por um roçar de lábios, queria sentir o cheiro dele, queria tocá-lo, queria ter a sensação de borboletas no estômago sempre que o via, queria até corar com os elogios dele e ela sempre tivera odiado o modo que ficava vulnerável a ele.
Parou de correr quando percebeu que não aguentava mais, ela havia lutado e defendido Harry Potter porque isso era o certo e ela queria ser mais, queria ser importante e tinha certeza que um dia diria com orgulho sobre como lutou aquele dia, como defendeu seus colegas e como viu Aquele-que-não-deve-ser-nomeado finalmente morrer e dessa vez para sempre. O castelo era grande demais e suas pernas estavam fracas, sua respiração descompassada, as roupas rasgadas e o rosto sujo de sangue não ajudava, também não ajudava aquelas pessoas desesperadas procurando por alguém como ela ou chorando por alguém querido, ela via pessoas feridas, tanto por dentro como por fora.
Se viu em meio de lágrimas que desciam estupidamente pelo seu rosto pálido, ela precisava o encontrar. Precisa dele vivo. Queria ele ali para acariciar os cabelos dela e dizer que tudo ficaria bem. Soluçou enquanto se sentava no chão gelado, enterrou o rosto nas pernas e chorou.
" — Anna banana, você não me alcança!
O pequeno menino de 11 anos disse enquanto corria pelo jardim, a menina gargalhava correndo atrás dele. Os dois se conheceram há dois meses atrás na enorme escola de magia e viraram grandes amigos. Ele lembrava o irmão que ela nunca teve e ela era a menina bonita que ele queria por perto.
— Fica duvidando Lucca, quando eu te pegar — ela lançou um olhar maligno — você vai sofrer. Muahaha!
Ele arregalou os olhos mesmo sabendo que era mentira. A voz dela era muito doce, ela era muito doce para machucar ele, certo? Ela era um bruxa, sua mãe disse para não confiar em bruxas ou qualquer tipo de pessoa maluca com poções e que acreditam em deuses ou blablabla, mas ele era um bruxo agora. Sua mãe não havia gostado nem um pouco, ela dizia que ele era obra do diabo e que não poderia ser seu filho.
A menina pegou no ombro dele, ela gargalhou mais e ele também. Pela primeira vez ele não ligou para o que sua mãe dizia. Uau, o sorriso dela sempre foi tão incrível assim?"
"— Ás vezes eu queria... — ela parou de falar e ficou vermelha no mesmo instante. O moreno a fitou curioso.
— O que foi Anna?
Ela não sabia se deveria falar realmente o que estava pensando. E se ele risse? E se ele zombasse dela? O seu rosto ficou ainda mais vermelho.
— Ás vezes eu queria saber como é... Sabe? — ele levantou uma sobrancelha, ela engoliu em seco — Beijar...
Ele sorriu. Ela usou as mãos para cobrir o rosto, estava se sentindo estúpida. Claro que ele ia rir! Já havia saído com tantas garotas, todas mais lindas que ela, já havia beijado todas elas também. Uma menina de quase 16 anos já devia ter beijado alguém, deveria mesmo.
Sentiu uma mão remover lentamente as suas, isso obrigou ela a fitar o rosto bem desenhado dele. Olhou com vergonha os olhos castanhos que parecia zombar dela — per-de-do-ra! — mas ao invés de rir, ele balançou a cabeça como se pedisse permissão. Ela estava nervosa, sentia que seu coração ia sair pela boca. Respirou fundo. Acenou em resposta.
Sim.
Então ele encostou os seus lábios no dela. Só um pequeno toque e ela sentia que seu coração ia explodir de felicidade, ele abriu um pouco os lábios e ela o imitou, ficaram alguns segundos assim, só sentindo os lábios se roçarem numa dança confusa. Então ela sentiu a língua dele encostar no seu lábio e então na sua língua, ela não conseguiu deixar de sorrir; As línguas travavam uma batalha silenciosa, tinha começado num beijo lento e cheio de sentimento e então eles estavam se aproximando mais e passando a mão nos corpos um do outro.
Quando finalmente se separaram ofegantes, ela disse a maior besteira de todos os tempos. Mas teve a melhor resposta existe no mundo, pelo menos para ela.
— Eu acho que te amo, Lucca.
— Eu não acho. — ela abriu a boca surpresa e sentiu seus olhos se encherem de lágrimas. — Eu tenho certeza que te amo, Anna banana."
Ela chorou mais ao se lembrar de tudo, o seu rosto já estava totalmente molhado e sentia um gosto salgado na boca. Logo que abriu os olhos para o mundo real, ela viu uma sombra em pé na sua frente. Não teve dúvidas.
Levantou, correu e o abraçou com toda as suas forças como se nunca mais fosse fazer isso de novo. O menino ficou confuso no primeiro momento mas então a abraçou de volta e passou todo o sentimento de desespero que sentiu ao pensar que a tinha perdido, ele sorriu e chorou. Alívio. Era isso que ele sentia e ela sentia o mesmo.
O abraço apertado, o corpo reconhecendo aquele lugar tão conhecido, os sentimentos se acalmando.
Sorriram mesmo sabendo que talvez fosse muito egoísmo mostrar tanta felicidade no meio de pessoas que perderam alguém que amavam, mas eles tinham que comemorar. Não por estarem vivos, mas por estarem juntos. Ela então o fitou e ele a fitou de volta.
— Casa comigo?
— O que? Ficou louco?
— É sério! Eu não queria pedir assim, eu nem estou com a aliança que comprei. Mas, casa comigo?
— SIM, SIM E SIM! Eu te amo, Lucca.
— Eu te amo mais, Anna banana.
E finalmente eles se beijaram. Não se importaram que estavam sujos, que havia sangue e morte por todo o lado. Também não se importaram que eram novos e nem que os rostos estavam molhados e salgados. A guerra tinha acabado, o sofrimento também. Agora a amor era só o que importava. Eles se amavam e o amor era a arma mais poderosa do mundo.
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