Together When...
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Notas iniciais
Minha primeira fanfiction de anime, primeira fanfiction de bleach (óbvio), minha primeira fanfiction heterossexual, primeira fanfiction livre... Caraca! Estou tendo uma porção de primeiras vez ao mesmo tempo.
Na verdade nem sei porque estou postando, sou ficwriter yaoi de j rock e acho que pequei lindamente, mas vamo que vamo.
Na verdade nem sei porque estou postando, sou ficwriter yaoi de j rock e acho que pequei lindamente, mas vamo que vamo.
Nem de longe aquele seria um bom dia para se escolher ficar sozinho; porém, mais do que uma escolha, aquela era uma necessidade.
Depois que perdeu os seus poderes de Shinigami, Kurosaki Ichigo estava tentando fazer o máximo para voltar a sua vida normal; ou, pelo menos, voltar a viver como antes. Contudo, a cada novo dia, era como se ficasse mais e mais difícil de suportar. A todo custo ele tentava se sentir bem, mas era como se, a cada novo minuto, a frequência de sua tristeza aumentasse, de uma maneira tão avassaladora que chegava a doer. Tanto que tinha momentos em que Ichigo queria gritar, reclamar; porém, não tinha como. Ele sentia que precisava de um momento para si. Às vezes a solidão era um bom remédio para se relaxar, ficar perdido em seus devaneios até que pudesse novamente se acalmar, mas era impossível com tantas pessoas ao seu redor. Não que ele não os amasse, longe disso. Porém, com eles por perto, Ichigo não se achava no direito de mostrar suas fraquezas, não o Ichigo que sempre quis proteger a tudo e a todos, mostrando-se um homem forte e persistente. Contudo, na vida de toda e qualquer pessoa, chega um momento de desespero; e, mesmo que isso pareça a pior coisa do mundo, é normal. Aqueles momentos de tristeza que te levam pra baixo em uma velocidade mais rápida que a da luz. Aquelas horas nas quais você só pensa em desistir por achar que, provavelmente, nada mais faz sentido. Em passos curtos, o homem de cabelos alaranjados caminhava pelo corredor. Conforme descia as escadas, ele acariciava sua nuca como se, dessa maneira, pudesse se sentir melhor. Em sua mente,milhares de perguntas tamborilavam; e, como se fosse para piorar, nenhuma parecia ter outra resposta senão saudade. Saudade, aquele sentimento que escalava seu corpo, queimava no peito e corria por seus braços; e, quando se dava conta, sua mão estava estendida ao ar como se tentasse, falhamente, alcançar e trazer para si o que mais lhe fazia falta. — Nee, Rukia... Você ainda lembra? – foi o que ele perguntou ao vazio em que sua vida se tornara. Sua voz saiu baixa, não havia necessidade de alguém ouvir. Porque, de qualquer maneira, não teria resposta. Parado no meio da escada, Ichigo deixou-se observar a árvore de Natal há algum tempo montada, deixando que seu foco se perdesse nas luzes coloridas que vinham desta; porém, mesmo que olhasse para ali incansavelmente, sua mente de fato devaneava em memórias cálidas das quais, naquele momento, temiam se tornarem únicas. Porque ela não voltaria. Ichigo pensou que ficar sozinho fosse o melhor naquela hora; pois, para ele, nada lhe doía mais do que sorrir quando se queria chorar; porém, talvez, só talvez, aquela solidão estava aumentando sua saudade e fazendo com que ele se inundasse ainda mais em falta. Falta dos lábios rosados que tocaram os seus em despedida; falta da maciez da pele branca sob o toque de seus dedos; falta do calor do seu corpo no momento em que se abraçavam; e, mais ainda, falta do sentimento cálido que preenchia seu coração em cada nova vez em que ouvia sua voz. Lembranças, só lembranças. Arrependendo-se amargamente de não ter saído com sua família, Ichigo viu que a melhor solução para o seu desânimo seria dormir. Pois, quando dormia, a angústia parecia simplesmente desaparecer. Então, com esse pensamento, retornou o caminho antes feito, buscando por sua cama macia que, talvez, afagasse-o. Quando chegou ao cômodo desejado, Ichigo estranhou a janela aberta que fez com que sua pele se arrepiasse devido ao frio, e seus fios alaranjados esvoaçassem levemente pelo vento forte. Caminhando lentamente, aproximou-se da janela para fechá-la; porém, antes, a morena novamente veio a sua mente, de uma maneira mais intensa do que antes, fazendo com que ele se sentisse ainda mais sozinho. — Onde você está agora, Rukia? – novamente perguntou ao vazio, torcendo para que, daquela vez, houvesse uma resposta. Mas não, ele novamente se viu falando sozinho, fazendo com que ele risse fraco de sua própria situação boba. Então, vendo que não teria outra solução senão ir mesmo dormir, fechou a janela , voltando sua atenção para a cama. Impaciente para que aquele vazio desse lugar ao sono, Ichigo deixou que seu corpo pesado caísse de qualquer forma sobre os lençóis, forçando-se ao máximo a afastar a vontade louca de começar a devanear. Mesmo que demorou, acabou por pegar no sono. Sua expressão aos poucos se tornava serena, talvez por se sentir aliviado; porque, em seus sonhos, só havia lembranças boas; e, mesmo que não estivessem de fato acontecendo, ajudavam-no a se sentir melhor. Porque, dentro dele, sentia que tinha válido a pena. E nada afagava mais seu coração. Contudo, ali não havia só o silêncio; e, mesmo que Ichigo não se desse conta, uma pessoa entrava em passos leves em seu quarto, lentamente, como sempre fazia para que não o despertasse. A mulher de cabelos negros e brilhantes tinha, em seus lábios róseos, um sorriso delicado conforme seus olhos azuis fitavam o homem amado que estava submerso em sonhos bons. Como em todas as noites, quando ele pegava no sono, Rukia permitia-se zelar por seu descanso. Dedicada, deixou que suas mãos pegassem a coberta esquecida; e, cuidadosa, protegeu o homem do frio, certificando-se de seu bem estar.
Rukia sorriu de volta quando notou que os lábios dele se moldaram em um leve sorriso; e, ainda se lembrando da pergunta feita, abaixou-se minimamente antes de, assim, permitir que sua voz soasse em sussurros sutis. — Eu estou sempre aqui, Ichigo. Só você não vê. – disse calma, observando a expressão do homem amado se relaxar ainda mais com o resultado de suas palavras. E, como se quisesse reforçar suas palavras, Rukia permitiu que, de maneira delicada, seus lábios selassem os dele. Uma prova silenciosa de que, sim, ela sempre estaria ali.
Notas finais
É, talvez eu não leve mesmo jeito para a heterossexualidade em fanfictions, mas pelo menos eu tentei ._. Acho até que deixei o Ichigo enviadado de tanto que eu estou acostumada com homos. Mas tudo bem também ._. Talvez eu tente de novo, ou talvez seja melhor não...
Bah, Helli, chega de falar.
See you, guys ._./
Não tô conseguindo clicar em "salvar a história", estou sem coragem ._.
Ah...
Bah, Helli, chega de falar.
See you, guys ._./
Não tô conseguindo clicar em "salvar a história", estou sem coragem ._.
Ah...
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