Together By Fate.
35 Capítulo 34 - Ogrodoce.
Segunda, 19:30
Pov Bernardo
Eu acordei com o barulho de alguém forçando a porta de casa, seguido das vozes de meu pai e Atena. “Maldita porta emperrada!” eu escutei Atena dizer ainda tentando abrir a porta. Olhei para o corpo de Sophia ao meu lado. Ela dormia tranquilamente. Respirei fundo e sacudi o corpo dela
— Sophia, acorda. – ela abriu os olhos lentamente e me encarou franzindo as sobrancelhas
— Me erra. – ela disse enquanto me abraçava ainda mais e entrelaçava nossas pernas. Eu respirei fundo tentando me controlar enquanto escutava nossos pais conversando agitados lá embaixo
— Sophia, sua mãe chegou! Eles vão subir a qualquer momento! – assim que eu disse isso ela se sentou assustada e cobriu o corpo com um lençol
— Vaza Bernardo, tá esperando o quê? – ela disse se levantando enrolada, pegando minhas roupas e jogando em cima de mim
— Ta, to indo. – eu disse me levantando e colocando as roupas na frente do corpo. Andei até a porta e antes de sair roubei um beijo de Sophia, ela revirou os olhos e sorriu.
*
Terça, 19:00
Eu entrei no quarto de Sophia, sem bater, e ela estava sentada na cama, lendo um livro e chorando
— O que aconteceu? – eu disse me sentando ao lado dela, fazendo ela fechar o livro e me encarar
— O livro é... Emocionante. – ela disse forçando um sorriso. Eu me aproximei dela, enxuguei uma lágrima e beijei-a. Sophia envolveu os braços no meu pescoço e me puxou pra mais perto. Eu apertei a cintura dela e fui deitando-a devagar. Antes que eu pudesse realmente deita-la, ela se afastou
— Que foi? – eu perguntei vendo ela se sentar de novo
— Hoje não, Bernardo. – ela disse baixinho enquanto eu me deitava na cama
— Por que? Você não gostou? – eu disse. Sophia soltou uma risada pelo nariz e veio até mim
— É claro que eu gostei, Bernardo. – ela disse enquanto se deitava no meu peito – Mas hoje eu quero só carinho, pode ser? – eu respirei fundo
— Pode, pode sim. – eu disse abraçando ela e fazendo carinho em sua cabeça. Depois de um tempo apenas observando Sophia, eu disse – Você fica linda assim.
— Assim como? – ela perguntou curiosa
— Assim... Sendo só você, sem aquela mascara de menina má.
— Mascara de menina má? Pensei que você gostasse.
— E gosto. É... Excitante. – eu ponderei – Mas você assim, quieta, pedindo pra receber carinho me deixa bobo. – ela corou e afundou o rosto no meu peito
— Não conte isso a ninguém. – ela disse rindo contra a minha pele. O som saiu abafado e eu me arrepiei
— Pode deixar que não vou deixar que ninguém saiba do seu lado menininha. – eu disse sorrindo. Ela deu um beijo no meu ombro – Por mais que ele seja a melhor parte de você. – eu completei e ela revirou os olhos
— Você também tem um lado que ninguém conhece. – ela disse se apoiando no meu peito e ficando na altura dos meus olhos
— E qual seria esse lado? – eu perguntei surpreso
— Seu lado doce. – ela disse e em seguida mordeu meu queixo. Eu franzi as sobrancelhas
— Doce? – eu disse desafiando ela. Ela sorriu e assentiu com a cabeça
— Doce. – ela confirmou — Não doce de gay. Doce de carinhoso... – ela explicou
— E eu não sou “doce” normalmente?
— Bernardo, você é um ogro! – ela disse rindo e me fazendo rir – Quase um Shrek!
— E você é uma Fiona vestida de preto! – eu respondi fazendo uma careta. Ela riu ainda mais
— Pietro é o burro falante. – ela acrescentou e eu ri
— E a Helena é o dragão...
— Páris e Tessy são os dragõezinhos! – ela concluiu e nós rimos ainda mais. Eu puxei ela e a beijei. Nos ficamos nos beijando por um tempo e quando eu tentei alguma coisa a mais, Sophia se afastou
— O que foi dessa vez? — eu perguntei enquanto ela se sentava longe de mim
— Daqui a pouco nossos pais chegam e eu não quero ter que fazer você sair correndo pelado como ontem. – ela disse naturalmente e eu ri. Ela se levantou, andou até o guarda roupa e pegou uma toalha
— Vai pra onde? – eu perguntei
— Tomar banho. – ela disse andando até a porta do banheiro
— Quer companhia? – eu provoquei e ela fez uma careta
— Fica quieto. – ela disse rindo enquanto fechava a porta do banheiro.
Sophia já estava no banho havia algum tempo quando eu resolvi ver que livro ela estava lendo. O livro ainda estava jogado do outro lado da cama, fui até ele e para a minha surpresa consegui ler o título de primeira. “A Menina que Roubava Livros.” Abri na página que estava marcada e vi que ela estava meio molhada. Uma frase me chamou atenção, graças à dislexia, li ela com alguma dificuldade.
“Ele meche comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar.”
Tive vontade de ler o resto, mas soube que não iria muito longe. Larguei o livro onde ele estava e olhei pro lado, reparando no mural de fotos dela. Alguma coisa estava diferente. Andei até ele e vi o que estava diferente. Tinham algumas fotos a mais: dela com Pietro, com Páris, com Pietro e Páris, algumas novas com Tessy e Hele e no lugar da foto de Felipe, agora tinha uma minha e dela. Eu respirei fundo e foi inevitável sorrir. Sophia saiu do banheiro enrolada na toalha logo em seguida. Eu ainda continuava olhando a foto
— Tá aqui ainda? – ela perguntou incrédula. Eu me virei pra ela e sorri ao olhar pro corpo dela
— Com certeza. – eu disse malicioso
— Safado. – ela disse enquanto me aproximava dela
— Sou, sou sim. – eu assenti puxando ela pela cintura e colando nossos corpos – Sou o que você quiser que eu seja. – eu disse isso e ela sorriu, me beijando com urgência em seguida. Eu apertei o corpo dela contra o meu, fazendo com que eles ficassem ainda mais colados. Sophia arfou e arranhou minha nuca, fazendo com que eu me arrepiasse e eu comecei a guiar ela até a cama. Antes que eu pudesse deitá-la, Atena e meu pai pararam na porta do quarto
— Anhm. – Atena pigarreou alto. Eu soltei Sophia assustado
– Estamos atrapalhando alguma coisa? – meu pai perguntou ironizando
— Nada! Logico que não. Bernardo tava até de saída. – Sophia disse me empurrando para fora do quarto junto com a mãe dela e meu pai
— Acho bom mesmo. – a mãe dela disse enquanto Sophia nos empurrava pra fora. Antes de sair, eu troquei um olhar com Sophia e ficou claro que mais tarde eu voltaria.
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