Together By Fate.

7 Capítulo 6 - Proposta irrecusável.


Sexta-feira da semana seguinte, 11:30

Pov Sophia

Apesar de ser apenas no civil, minha mãe e Ares fizeram questão que eu e Bernardo fossemos no casamento deles. Para isso, eu e ele tivemos que matar aula e eu odiava matar aula. O casamento foi rápido, só o tempo de assinar uns papeis e trocar umas juras de amor. Bernardo cochilava e eu escutava música. Tudo muito bom, tudo muito bem. À volta pra casa é que foi tensa. Ares foi dirigindo, minha mãe no banco da frente e eu e Bernardo dividimos o banco traseiro. Os adultos tentavam puxar conversa e manter um ambiente agradável, mas a única coisa que conseguiam obter de mim eram respostas monossilábicas. Assim que chegamos em casa eu fui direto para o meu quarto. Senti alguém me seguir e quando vi, era Bernardo. Enquanto eu subia as escadas, pude ouvir minha mãe falando:

“Almoço em 1 hora, crianças!”

Bernardo ficaria com o quarto que era de frente pro meu. Ou seja, como se não bastasse cruzar com ele pelos corredores da escola, agora cruzaria pelo corredor da minha casa. Entrei no meu quarto e fui para o banheiro. Tomei um banho demorado até para os meus padrões. Quando acabei, me enrolei numa toalha, sequei o meu cabelo e vesti uma roupa qualquer. Quando saí do banheiro, Ares me esperava sentado na minha cama.
— Sophia, querida, eu poderia te pedir uma coisa?
— Depende do que seja. – eu disse me sentando ao lado dele
— Como você sabe, Bernardo nunca foi muito bom na escola... Principalmente por causa da dislexia.
— Digamos que numa competição mental entre seu filho e um pato, o pato ganharia. – Ares deu uma gargalhada – Mas eu acho que se ele tivesse alguém que o ajudasse, talvez ele melhorasse. – me arrependi de ter dito isso depois que vi a expressão de Ares se iluminar.
— Então, é exatamente sobre isso que eu quero falar.
— Sobre patos? – outra gargalhada. Ok, eu sabia fazer meu padrasto rir.
— Não, Soph. Sobre alguém ajudar o Bernardo. Eu pensei que esse alguém pudesse ser você já que você é muito boa alun... – eu o interrompi
— Não! Sem chance!
— Ora, vamos Soph! O que custa?
— Custa a minha sanidade mental, Ares! – eu protestei – Eu não daria aulinhas pro seu filho nem que você me pagasse! – Ares sorriu e pegou a carteira
— 20 reais por aula? – ele disse mostrando o dinheiro
— Você acha que pode me comprar? – eu perguntei fingindo indignação
— 50 reais por aula e não se fala mais nisso!
— Fechado! – tirei a carteira da mão dele e peguei 50 reais. Ares riu
— Você é uma mercenária, Sophia! – eu dei de ombros fazendo com que ele risse ainda mais. — Você tem algo para fazer hoje de tarde?
— Não, não tenho.
— Posso mandar que ele venha aqui e vocês estudem juntos? – eu respirei fundo
— Fazer o que, né? – assim que eu respondi, minha mãe gritou dizendo que o almoço estava pronto, eu guardei o dinheiro e desci as escadas com Ares. Bernardo desceu logo em seguida. Nós 3 nos sentamos enquanto minha mãe servia, Ares aproveitou o momento para falar com Bernardo.
— Bear, arranjei alguém que vai te dar aquelas aulas. – Bernardo encarou o pai e perguntou com uma curiosidade forçada.
— Quem?
— A Sophia. – Bernardo me olhou e eu sorri com sarcasmo.
— Mas nem morto eu tenho aula com ela. – ele disse me encarando.
— É isso, ou reprovar, queridinho. – eu disse dando ênfase no “queridinho”. Minha mãe me encarou e um olhar de entendimento passou entre nós. “Calma, Sophia.” Eu respirei fundo e encarei ele. – Olha só, Bernardo, isso me agrada tanto quanto agrada a você, mas o seu pai me pediu com tanto jeitinho que eu não consegui recusar... – Ares deu uma risadinha e Bernardo me interrompeu
— Eu conheço bem o jeitinho do meu pai para conseguir as coisas que ele quer.
— Se você não quiser, ótimo, melhor pra mim! Não sou eu que preciso mesmo... Mas se você quiser, apareça no meu quarto hoje. – eu disse me levantando, pegando meu prato e meu copo. – Se vocês me dão licença, eu vou comer no meu quarto.

Notas finais
mereço reviews? :)