Together

18 Capítulo 18 - É onde meus demônios se escondem


Notas iniciais
1. O trecho é da música DEMONS (perfeita essa música, aliás, todas da ID são), dessa vez tem haver com o capítulo. Capaz de não fazer sentido agora, mas leiam a tradução, ta? Depois comentem! Comentem! CO-MEN-TEM! Vou aproveitar e mandar um beijo pra Vitória (Girl of verses) que eu sei que gosta de Imagine Dragons e também graças a ela estou viciada em mais um livro. 2. Temos 17 acompanhantes e conseguimos 30 visualizações ontem, aê! O que vocês tem haver com isso? ¯_(ツ)_/¯ A fanfic é nossa agora - minha e de vocês, portanto interajam comigo, me mandem ideias e sugestões, vou tentar encaixar tudo direitinho. Isso significa que ela é 100% interativa? Não! 3. Capítulo curto, por que? Porque foi o que deu pra fazer, e não ta ruim! Ta lindo, ta perfeito. né? né? 4. Estou tão eufórica com vocês lendo minhas coisas, ai ai, meu f5 nem dá mais pra ver a tinta. E só, acho que não falei muito dessa vez hehe.

Acordei com o barulho do despertador, final de semana, eram duas horas da tarde. Peguei-o do lado da cama e confirmei o alarme. Estava toda enrolada no meu fone de ouvido, como de costume, com o meu celular tocando “Thunderstruck – AC/DC”. Eu por um minuto pensei que alguém estava me ligando, mas não era, era apenas o despertador de novo, não tinha realmente confirmado, e agora o meu bom humor já estava no espaço. Me sentei na cama, desenrolei o fone de ouvido da minha cintura, tirei as tranças e enrolei meu cabelo em um coque.
Levantei da cama, fui até o banheiro, me olhei no espelho, lavei o rosto, escovei os dentes; peguei o meu celular e coloquei umas músicas para tocar.
Reconheço que se um dia me mandarem falar sobre Preservação do Meio Ambiente eu recusarei, porque eu gasto muita água nos meus “Banhos de Reflexões”. Tocaram umas sete músicas ou oito. Eu saí do banho e botei uma calça de pijama, um moletom, e meias.
A janela tremia, o vento e o frio me obrigariam a ficar em casa. Estava com tanta preguiça que nem saí do quarto.
– Anna? — Babi bateu na porta do quarto. — Está com fome?
– Sim.
Ela entrou no quarto com uma bandeja, nela estava o meu almoço.
– Assim eu vou ficar mimada.
– Desculpe, extinto de mãe fala mais alto.
Concordei sorrindo. — E o Pedro? Cadê?
– Ele saiu mais cedo, deve ter ficado preso no trânsito, depois ele está por aqui.

[15h00]
Pintava minhas unhas, o celular tocou no momento em que eu ía passar a última camada de esmalte.
Xinguei baixinho antes de colocar o celular na orelha.
– Alô, quem fala?
– Ei, existe identificador de chamadas, já ouviu chamar?
Era a Bruna, claro.
– O que você quer? — desdenhei.
– Que fria, onde você está?
– Estou em casa.
– Não tenho nada pra fazer, posso ir aí ou você vem aqui?
– Eu acho melhor nenhum dos dois, estou doente. — menti.
– É mesmo?
– Doença da vaca louca.
Ela riu. — Essa foi sua pior mentira.
– Não estou mentindo, só que talvez tenha exagerado um pouco.
– Certo, quer sair pra algum lugar?
– Com esse tempo? Quer que eu contagie todos com vaca doida por aí?
– Vaca louca, Anna.
– Sabia que isso poderia desencadear um apocalipse zumbi?
Ela riu outra vez. — Seu desejo obscuro mais profundo.
– Pois é, mas não posso agora.
– Nos falamos depois então, atenda minhas ligações.
Desliguei o telefone, minha atenção foi voltada para a porta se abrindo.
– Que menina má. — Pedro entrou no quarto.
– Sou uma mentirosa. — sorri. — E agora? Qual será minha punição?
Ele mordeu os lábios e trancou a porta.
Eu sabia exatamente o que era, e não era bem uma punição.
– Pintei as unhas. — estendi a mão.
Ele não se importou e me segurou pelos ombros.

[17h00]
– Posso te perguntar uma coisa? — ele brincava com o meu cabelo.
– O que?
– Por que parou de falar comigo?
– Bruna quis me proteger.
Ele bufou e concordou com a cabeça. — Te proteger de mim? Você devia era se proteger dela.
Sorri. — Você realmente não gosta dela né?
– Não, sabia que ela gosta de mim?
– Não me importo, você é meu.
Ele gemeu. — Sei.
Corei. — Ta, euu me importo e para com isso.
Ele me beijou.
Sorriu quando encostamos nossas testas.
Passei meus dedos entre os cabelos dele, as ondulações correndo entre os meus dedos eram lindas. — Se você aparecer com o cabelo liso na minha frente outra vez, eu juro que termino com você.
Ele gargalhou. — É mesmo?
– Não pague pra ver.
– Não pagaria. — me beijou de novo.
Abbi passou pela cozinha, não disse nada, não olhou pro lado. Saiu da mesma forma que entrou.
– O que aconteceu? — ele perguntou.
Levantei e abaixei os dois ombros juntos. — Também queria saber.
Continuamos a comer, que aliás é o que mais fazemos.
– E então, como vai a cheerleader mais linda de todo o mundo?
Degustei a colher com chantilly de chocolate.
– Pergunte pra ela, quanto a mim, estou cansada disso.
– Cansada? De ser cheerleader?
Neguei com a cabeça. — Eu gosto de ser cheerleader, não gosto é de como está sendo na escola.
– Como por exemplo?
– Eu não reparava que os garotos nos observavam demais.
Ele sorriu. — Certo, então por que não treina de burca?
Abri a boca, deixei meu queixo cair e depois ri. — Você é um idiota.
– Vai ser nossa próxima aposta.
– Não vou apostar com você, eu sempre perco.
– Ainda acho que você perde de propósito.
– Mas é claro que não. — protestei. — O que eu posso fazer se você sempre propõe coisas pra você se beneficiar? — dei de ombros.
– Já que você diz, vamos lá, como bônus por você nunca ganhar eu deixo você pedir qualquer coisa.
– Qualquer coisa?
Ele afirmou com a cabeça.
– Me responda, sem mentir. — avisei. — Por que temos fotos que eu não lembro de ter tirado?
O queixo dele caiu.
Acho que realmente não era algo que eu devesse saber agora.
Ele olhou para todos os lados. — Não posso fazer isso.
– Fazer o que? Pedro, me conta.
– Por favor, não me peça isso.
– O que tem de errado?
– Quando chegar o dia certo, eu te conto, ta bom? Eu prometo.
Não fiquei convencida e cruzei os braços.
– Ei. — ele segurou meu rosto. — Confie em mim.
– Eu confio.

Notas finais
Tô estudando demaaaaaais, demaaaais! Não esqueci vocês. Não me abandonem.