Together
2 Don't Wake me Up
Notas iniciais
Eu sei que não deveria estar confiando nesse estranho, que achei na praia, sozinho, na dele. Mas acho que vale a pena, por que ele me transmite confiança, sei lá. Nunca senti algo igual.
Me pergunto novamente, será isso Los Angeles? Ou será que é Logan, mesmo?
– Logan.– comecei, ele se virou e abriu um sorriso – Cadê seu carro? Qual seu sobrenome? Quantos anos você tem? – ele franziu as sobrancelhas e suspirou.
– Wade. – ele disse – Logan Wade. E eu tenho vinte anos, se quiser, nasci em Janeiro de 1992. Você?
Eu dei uma risada.
– Não preciso de tanta informação, bocó. Sasha Kingsley, tenho 18 anos e nasci em Abril. Feliz? – ele riu e assentiu, me fazendo sorrir também.
– Sim, senhorita Kingsley. Então, vai ser um prazer – ele pegou as chaves do carro e destrancou um carro além do que eu poderia ver – mostrar Hollywood à você. É maior de idade, provavelmente, não será presa.– ele riu, e eu tentei disfarçar um sorriso.
Andamos mais um pouco e ele abriu a porta de um carro. Uma BMW conversível. Eu fiquei ali, tentando não parecer chocada.
Ele pigarreou:
– Sasha, tenho que me apressar então... Entre? Por favor?
Eu balancei a cabeça e andei até o carro, onde sentei num banco confortável e olhei para ele, que logo em seguida, se encontrava no banco do motorista.
– Isso... Isso é seu? Com 20 anos? Seus pais são o quê?! – perguntei, espantada. Logo reparei sua expressão e baixei a cabeça. – Certo. Desculpe.
– Não tem problema – ele começou a dirigir – Eu... Eles, quer dizer, eles são... Nada de importante.
Ele me mostrou toda Los Angeles. Das praias, até as zonas mais afastadas. Ele checou as horas e pareceu horrorizado.
– Olha só! Precisamos parar um pouquinho. – ele disse e eu assenti – Preciso ir à uma livraria. Fique aí, dando uma volta. Qualquer coisa, grita meu nome. Venho correndo, ok?
Assenti novamente e ele correu para dentro da livraria. Fiquei dentro do carro e vi um sujeito com uma câmera se aproximar. Abaixei a cabeça.
– Ora, ora. De quem é esse carro? – o sujeito perguntou, e eu continuei cabisbaixa. – Não seja tímida, eu juro, nada vai acontecer. Responda. Desembuche.
– Logan Wade. Ele saiu, por que? – perguntei, e o sujeito sorriu.
– Então Logan está namorando, é? – ele deu um risada. – Primeira página. – e começou a tirar fotos, os flashes me cegavam e eu coloquei a mão no rosto. – Não se acanhe! Para estar com ele deve gostar da fama...
Então eu fiquei sem entender. Que história era essa de fama? E de fotos? Isso era uma pegadinha? Fiz o que ele mandou, e gritei seu nome. Um minuto depois, ele saiu da livraria, uma sacola na mão e parecia realmente zangado. Ele se aproximou do fotógrafo, que tirava fotos dele. Logo depois, mais dois se juntaram e os flashes me cegaram, estava a ponto de desmaiar.
– Deixa ela em paz. Já tem sua primeira página. – Logan disse, bravo. – Já é demais, agora vão embora. Eu deveria ter imaginado, papparazzis.
O papparazzi suspirou.
– Amor jovem.
Logan entrou no carro, colocou sua sacola no meu colo e começou a dirigir. Estava olhando pra ele, abismada. Ele deu um suspiro enquanto estávamos bem longe e parou num beco. Ele tirou o cinto de segurança e se virou pra mim.
– Desculpe. – ele começou – Eu deveria ter te contado, você deveria ter ido comigo. É que não queria parecer superficial. Eu... – ele apontou para a sacola – Comprei pra você. Esperava que gostasse.
Abri a sacola e desembrulhei um livro. Na capa, o nome do autor, Rick Riordan e o título logo ao lado, Percy Jackson & os Olimpianos, O nome do livro um, aparentemente, era o Ladrão de Raios. A sinopse pareceu bem atraente. Coloquei-o de volta na sacola.
– Obrigada. Agora não estou entendendo. O que você é? – perguntei.
Ele segurou minha mão, e não puxei-a de volta.
– Sasha, você é a primeira pessoa que gosta de mim sem saber que eu sou... famoso. – ele pronunciou essa palavra com desgosto – Eu não pedi por isso. Só queria atuar. Percy Jackson, bem, ele sou eu... Eu sou ele, como você quiser. Isso virou um filme, e eu sou um ator... E desculpe não tê-la contado antes. – ele baixou a cabeça – Agora, quer ir ver esse filme lá em casa? – ele sorriu.
Eu o abracei, o que pareceu inesperado. Ele deu tapinhas nas minhas costas e eu rompi o abraço e olhei pra ele.
– Eu não ficaria brava com você. – eu sorri – Você é fofo, Logan. Eu não o culpo por ser famoso. Não culpo você por ter papparazzis ou fãs atrás de você. Mas – eu dei um sorriso – culpo você por ser tão fofo, honesto e um ótimo amigo. – fiz cócegas nele, e ele riu. – Não sou boa em fazer amigos, de jeito nenhum. Você é o mais próximo de um amigo quase da minha idade que eu tenho, Logan.
– Você nos considera amigos? – ele perguntou. – Isso não tem nada haver com o fato de eu ser...
– Não! – o interrompi e dei uma risada – Não apareça comigo em público, se não quiser. Pode ser melhor pra mim, até. Não ser taxada de "a namorada de Logan Lerman", senhor Logan Wade. – ele riu – E eu aceito.
Ele levantou a cabeça.
– Aceita? O quê?
Eu fingi estar pensando, e tive uma ideia que o ia fazer rir. Imitei uma patricinha.
– Aceito ir fazer compras de maquiagens. Ah, você paga! E me leve na premiere do seu próximo filme! – eu voltei a minha voz normal – Ver o filme, na sua casa. Contanto...
– Contanto? – ele levantou a sobrancelha.
– Tem coca-cola e pipoca? – eu sorri e ele começou a rir, e retribuiu as cócegas de mais cedo.
– Tem. Tem os dois. Quer fazer uma festa do pijama também?
– O quê? – daí ele me expicou que quando duas pessoas dormem juntas, bem, não juntas, uma na casa da outra, e fazem besteiras à noite, e comem porcarias, é uma festa do pijama. Olhei para baixo. – Por que?
– Por que o quê? – ele levantou minha cabeça.
– Por que eu? Por que você á depositando tanta confiança em uma menina que conheceu hoje? Tenho certeza que não convida qualquer um – eu suspirei – ou uma para dormir na sua casa, celebridade.
– Achei que soubesse – levantei uma sobrancelha – Que tu é especial, Sasha. Que tu é honesta, sincera, engraçada, esperta, generosa e têm a cabeça centrada. Não está comigo pela fama. E além do mais, é bonita.
Olhei para ele. Eu? Bonita? Nunca me vi desse jeito, mes dei um sorriso.
– Idem. – eu sorri novamente, e ele se curvou, seus lábios próximos aos meus, e quando nós estávamos prestes a nos beijarmos, uma chuva de flashes quase me cegou. Denovo.
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