Together
26 Frio, Melancias e Ruim Demais Para Ser Realidade
Notas iniciais
Tem alguém ai?
Espero que sim, por que fiquei até as 04:35 da manhã escrevendo esse capítulo de 3762 palavras.
Eu sei que dessa vez eu demorei muuuuito, mas realmente tenho meus motivos, que vou deixar para explicar lá em baixo, certo?
Esse capítulo é dedicado à Chizuru, porque... Bom, ela sabe o porquê.
Músicas de hoje *OOOO*
POV Hermione - Sky's Still Blue - Andrew Belle
POV Charlotte - Right Here - HeyHiHello
POV Draco - Through The Trees - Low Shoulder
Ei, eu espero muito que vocês gostem, está bem. Se acharem algum erro, descontem. Olha a hora que a pessoa veio postar o capítulo. Estou desde as nove da noite aqui, escrevendo. HAHAHAHAHA.
Estava com saudade *-*
Bom, falo com você lá em baixo, certo?
Boa leitura :)
POV Hermione Granger
Minhas pálpebras separaram-se e meu olhar focou o teto sem muita dificuldade. Sons de respirações profundas, roncos silenciosos e corpos trocando de posição nas camas do dormitório das garotas me envolveram aos poucos, como se estivessem me trazendo para a realidade devagarinho.
Fiquei naquele transe em que seu cérebro procura te deixar informado de onde está, onde estão situados os móveis ao seu redor e tudo o que nos dá uma noção melhor de localização. Aquele momento em que nada se diz, onde os pensamentos te puxam para outro tempo, para outra lembrança ou coisa assim. Esse, por exemplo, me levou para o dia de ontem, logo depois de Ron ter me achado naquele corredor.
“Não me deixe.” – minhas próprias palavras ecoavam em minha mente cansada.
Sentia os braços de Ron ao meu redor como se ele estivesse aqui, agora, me abraçando de verdade.
“Não vou a lugar algum.” – ele pronunciou baixinho, como se meus ouvidos fossem frágeis feito porcelana.
Abri os olhos de novo, voltando para o hoje. Uma das irmãs Patil, a qual nem tive tempo o suficiente de saber quem era, havia levantado.
Eu, sem razão aparente, fingi que estava dormindo. Ela passou por minha cama e seguiu para o banheiro.
Por que fingir que estava dormindo? Não sei. Acho que eu não queria gastar energia em algo tão banal como falar “Bom dia” ou “Oi, olhe só para a minha cara amassada de quem acaba de acordar de uma noite de sono perturbada.”.
Esfreguei com calma ao redor dos meus olhos, que eu tinha a total certeza de que estavam vermelhos e inchados, arqueei o corpo, escutando minhas costas estalarem com um click, me espreguicei, bocejando demoradamente e sentei-me, cruzando as pernas por baixo das cobertas.
Estava amanhecendo, de modo que quando olhei para a janela, a claridade me cegou quase que instantaneamente.
- Droga – murmurei, voltando a colocar os dedos na frente dos olhos.
Empurrei os cobertores e deslizei para fora da cama, os pés descalços entrando em contato com o chão frio.
Inverno ainda era minha época preferida do ano, seguida do outono. Cheguei a passar horas e horas na frente da janela quando estava em casa, vendo as folhas de tons alaranjados e terrosos pousarem pelo chão. Mas agora eu não estava mais lá, na casa dos meus pais, não estava no meu quarto e nem ao menos era outono.
Estava frio, não daqueles que congelam até seus ossos, mas daqueles em que apenas alguns minutos fora da cama já eram suficientes para que a temperatura do corpo baixasse.
E baixasse rapidamente, pois eu estava só com a roupa de baixo. Uma regata branca simples e uma daquelas calcinhas que parecem mais um short pequeninho. Resultado de ontem à noite, aonde uma jovem adolescente, leia-se eu, veio se arrastando até o dormitório, tirou as camadas de roupa excedentes e deitou com o que sobrara, alegando preguiça e cansaço demais para procurar um pijama decente no guarda-roupa.
Agora eu via as roupas, deixadas de qualquer jeito aos pés da minha própria cama. Abaixei e fui catando cada uma delas, as jogando para cima da cama. Dobrei tudo e fiz uma pilha de roupas sujas e limpas.
Ótimo, já estou voltando a ser eu mesma, irritantemente organizada e com manias de higiene que garotas têm a mais que os garotos. Nós sabemos o que está sujo e o que não está. Lembramo-nos do que vestimos tanto na noite anterior quanto há semanas atrás. Já os garotos não. Basta cheirar a camisa e, se não tiver com cheiro tão ruim assim, serve para usar de novo.
Como eu sei disso? Bom, digamos que eu passei um bom tempo da minha vida, desde que eu me conheço por gente, convivendo com Harry e Ron. Esses dois são os que comprovam minha tese da camisa.
Sorri com esse pensamento.
Fui até o banheiro, onde fui praticamente obrigada a escutar Parvati (descobri-a pela voz) cantar desafinadamente uma música de uma banda bruxa, As Esquisitonas.
Abri a torneira do chuveiro mais afastado de Parvati, esperei aquecer um pouco enquanto ia correndo para o dormitório buscar o uniforme.
Voltei ao banheiro, pendurei as vestes em um cabideiro ao lado dos armários das toalhas, peguei uma delas e segui de volta até o box. Parvati havia trocado de música agora, de modo que meus ouvidos chegavam a reclamar quando ela entoava as notas mais agudas.
Despi-me e estiquei o braço até tocar os filetes de água que caiam do chuveiro. Primeiramente a água pareceu quente demais ao tocar minha mão fria, como se estivesse a queimando por inteiro e eu perdesse a sensibilidade nos dedos. Logo me acostumei com a temperatura, molhei a cabeça e o resto das gotas foi escorrendo pelo meu corpo.
Chuveiro também é o lugar em que eu mais paro para pensar. Digamos que eu gasto oitenta por cento do tempo pensando na vida e apenas vinte tomando o banho propriamente dito.
“Você não acha que está ligando demais para ele, a ponto de se esquecer dos seus sentimentos?” – Ron perguntou-me ontem à noite, quando me trouxe às lágrimas para o salão comunal. Ficou mexendo no meu cabelo, enquanto eu estava com a cabeça deitada no seu colo.
“Talvez” – respondi mais calma, porém meio abalada. Ele continuava a mexer no meu cabelo, o que me deixou curiosa. Ele estaria criando uma nova moda na minha cabeça?
“Se você quiser, eu posso quebrar ele inteiro” – ele se colocou a disposição e eu ri um pouquinho.
“Pode é?” – o olhei de baixo, com a cabeça ligeiramente inclinada para cima. Ele empurrou de leve minha testa para o lado e eu voltei a ficar na mesma posição de antes.
“Shiu, não se mexa. Tá ficando bonito isso aqui” – ele se referia ao meu cabelo, e eu provavelmente teria uma surpresa ao me olhar no espelho – “E sim, eu posso quebra-lo. Quem ele pensa que é para te magoar?” – ele se alterou um pouco, tentando dar uma de valentão. E o melhor, é que quando fez isso, acabou dando um puxão no meu cabelo.
“Ai!” – exclamei, tentando parecer séria, mas minhas intenções foram por água abaixo. Acabei rindo e ele beijou o topo da minha cabeça, como se isso fosse o suficiente para passar a dor.
“Desculpa. Me empolguei um pouquinho.” – o ruivo sorriu.
Continuou com o penteado enquanto eu tentava tirar da cabeça todos os acontecimentos do corredor, o momento em que Draco passou os dedos pelo meu rosto, colocando meu cabelo para trás da orelha e logo depois, repousando seus lábios na minha testa.
“É que...” – senti minha garganta se fechando, meu nariz ardendo por dentro e meu queixo fraquejando levemente – “... Eu sinto falta dele”. – disse por fim.
Ron parou o que quer que estivesse fazendo no meu cabelo, me fez levantar do seu colo e ficou me olhando.
Parecia que ele estava buscando as palavras certas, as que não tinham nenhuma intenção de machucar ou me deixar triste.
“Deixe que ele sinta sua falta também.” – Ron passou o polegar pela minha bochecha, a empurrando para cima, como se estivesse tentando construir um sorriso no meu rosto. – “Ele está sendo um idiota, Mione. Não que ele já não fosse, mas desta vez ele literalmente extrapolou.”.
Alguns segundos se passaram e eu tentava interpretar suas palavras.
“Então... Eu tenho que parar de correr atrás?” – perguntei.
“Eu não sei se sou bom em dar conselhos” – o ruivo disse me olhando de um jeito divertido – “Mas é o que eu faria no seu lugar. Eu deixaria que ele soubesse que a cada vez que ele te faz chorar, ele vai te perdendo também. Você notou que passou as últimas semanas assim? Tristinha?” – Ron perguntou, levantando com a mão o meu queixo, tirando meu rosto das sombras.
Fiquei mais uns instantes em silêncio. Ele tinha total razão. O que eu era afinal? Uma garotinha frágil que vive chorando pelos cantos? Bom, isso é o que muitos deviam pensar de mim agora. Mas e eu? O que pensava de mim mesma?
A mão do ruivo ainda sustentava meu queixo. Com a minha, eu segurei seu pulso, como se daquela forma nos mantivéssemos ligados. Ele sorriu.
“E agora eu tenho certeza de que não sei fazer trança.” – Ron riu-se as minhas custas. Fui até um pequeno espelho que havia na parede em nossa frente e minha boca abriu-se em um perfeito “o”.
“Ron, seu desgraçado de uma figa!” – fui marchando até ele, fingindo um pouco de fúria.
“Nhá, não ficou tão ruim assim” – ele tentou defender a si mesmo, na maior calma.
“Tá brincando? Parece que tem um Salgueiro Lutador na minha cabeça!”
Ele levantou do sofá, ficando mais alto do que eu. Fitou-me, sorrindo, e disse:
“Um Salgueiro Lutador bonitinho” – e logo depois, me puxou para um abraço.
“Você vai ver só. Quando estiver dormindo, vou encher seu cabelo de rabicós.” – ameacei enquanto era praticamente esmagada pelo abraço dele.
“Bobona.” – ele disse me apertando mais ainda.
A água ainda escorria pelo meu corpo. Eu fiquei vegetando de baixo do chuveiro por um bom tempo, apenas pensando.
Meus dedos, que neste momento não estavam mais sob meu controle, foram até o vidro embaçado do box e desenharam aqueles olhos azuis tempestade. Os olhos de Draco.
Não! Para mim já chega. Se ele realmente gosta de mim, se me ama, vai ter de provar. Eu já corri atrás dele o bastante, já chorei o bastante e já me machuquei o bastante.
Olhei os olhos do loiro no vidro embaçado, lembrando dos verdadeiros. E foi como se ele estivesse ali, na minha frente, como se pudesse sair do vidro a qualquer momento e me abraçar.
Não. Ele não estava ali, não poderia sequer tocar em mim. Dei uma última olhada naqueles olhos de pupilas ligeiramente dilatadas e, antes que eu pudesse pensar em mudar de ideia, os apaguei com minha própria mão.
POV Charlotte Lewis
Ainda era bem cedo. Terminei meu café da manhã, saí do Salão Principal e segui meu caminho até o Corujal.
Estava frio e eu realmente desejei ter um casaco igual ao do Hagrid, bem peludo e quentinho, enquanto passava pelos jardins.
O vento gelado chegava a castigar as partes descobertas do meu corpo. Puxei a ponta do cachecol da sonserina e tentei proteger um pouco das minhas bochechas e do meu nariz, que há essas horas eu me perguntava se seria forte o suficiente para aguentar mais tempo, exposto ao frio daquele jeito, sem congelar completamente.
Subi a escada daquela casinha que abrigava corujas de todos os tipos, empoleiradas em todos os lugares possíveis. As vigas que sustentavam o teto chegavam a ter problemas de superlotação, de tantas que elas eram.
Assim que adentrei no lugar elas direcionaram seus olhares, atentos e esbugalhados, para mim.
- É... Olá – isso mesmo, eu estava me dirigindo às corujas – Eu preciso que alguma de vocês faça uma entrega para mim – sorri, tentando ser simpática.
Elas mal se mexeram. Obviamente não esperavam receber alguém aqui tão cedo e, além do mais, lá fora estava tão frio que, se eu fosse uma coruja, também me recusaria a ir a qualquer lugar que me pedissem.
- Ah, vamos! Vai ser divertido! – tentei animá-las, mas de novo, elas mal se moveram. Deviam estar rindo da minha cara, isso sim. Sabiam que eu estava mentindo sobre ser divertido.
Continuavam apenas me olhando, como se eu fosse uma completa estranha ali. Bem, na verdade, eu era sim uma estranha no meio delas. Por que eu não nasci cheia de penas, hein?
- E por um biscoito? – o tirei de dentro da mochila e foi como se todas despertassem de repente.
Uma coruja (que parecia a mais atrapalhada de todas ali) foi a primeira a se colocar na minha frente. Sorri, acariciando as penas de sua cabeça.
- É o seguinte, amiguinha – tirei do bolso uma carta que havia feito durante o café da manhã – Preciso que entregue isso para Katherine e Patrick Lewis. Você pode fazer isso? – perguntei.
Ela, em troca, deu um pio que esbanjava confiança e estendeu uma das patas. Sorri e amarrei a carta nela.
- Eles são meus avós, sabe, e eu sinto muita falta deles – falei e me dei conta do que estava fazendo. Eu estava desabafando com uma coruja. Isso Charlotte, muito normal da sua parte fazer esse tipo de coisa.
Tudo bem, eu poderia desabafar com Draco sobre isso, mas depois do que aconteceu ontem à noite, no salão comunal, percebi que ele também está tendo problemas demais para resolver. E enfim, ele me deu um selinho. Mas antes que você pense que eu sou apaixonada por ele, escute: Eu e Draco somos como irmãos. Crescemos juntos e sempre fomos muito ligados. Sempre procurei ajuda-lo quando não conseguia fazer as coisas por conta própria, assim como ele fazia a mesma coisa comigo. E bem, aquele beijo não foi nada mais do que uma demonstração de carinho do que sentimos um pelo outro. Foi como se disséssemos que estamos juntos, que podemos confiar um no outro, só que sem palavras.
Entreguei o biscoito à coruja, um cookie de chocolate na verdade, e a vi voar desajeitadamente em direção à janela. Batia as asas feito louca e cambaleava de um lado para o outro.
Fui até o parapeito da janela e fiquei a olhando fazer um ziguezague destrambelhado pelo céu, antes de desaparecer no meio das nuvens.
- Se eu fosse você, não esperaria que essa carta chegasse lá tão cedo – disse uma voz atrás de mim.
Meu susto foi tão grande que eu acabei fazendo uma das coisas mais idiotas que uma pessoa em meu lugar poderia fazer. Se você chutou que eu me desequilibrei e acabei caindo da janela, acertou em cheio. Tudo foi tão rápido que cheguei a me surpreender ao ver que ainda estava pendurada no parapeito.
- Fred? O que você está fazendo aqui? – perguntei assustada – Você está bem?
Ele riu de um jeito meio rouco fazendo um arrepio, que desta vez não era pelo frio, percorrer meu corpo.
- Sério? – ele perguntou – Você, que está pendurada do outro lado da janela a mais ou menos uns quatro metros de altura, pergunta se eu estou bem?
Senti-me um pouco desconcertada. Se eu pudesse, daria um tapa na minha própria cara agora mesmo.
- Ah, sim – eu ri de mim mesma – Esqueça isso. É... Você pode me ajudar aqui? – perguntei.
- Claro – ele sorriu de um jeito fofo, um sorriso lateral, e antes que pudesse sequer tocar em mim, ele pareceu lembrar-se de algo – Mas antes, eu posso te perguntar uma coisa? – ele questionou normalmente.
Antes? Ele só podia ter um parafuso a menos na cabeça. Como ele mesmo havia dito, eu estava a quatro metros do chão, sendo sustentada por meus braços fininhos e fracotes. Nem sentia mais meus dedos, mas achei engraçada a maneira de que ele estava levando tudo aquilo.
- Pergunte – sorri.
- É... Você já deve estar sabendo que neste fim de semana vai haver um passeio à Hogsmeade...
- Ah, claro. Hogsmeade – confirmei com a cabeça, mesmo que não soubesse exatamente que era neste final de semana que teríamos o passeio. O deixei continuar.
- Então, você... — ele enrolou mais um pouquinho -... Não quer ir comigo? – Fred me olhou tímido, mexendo no cabelo de um jeito despreocupado.
“Por que eu não aceitaria?”, foi o que pensei. Eu não havia ido ao povoado de Hogsmeade ainda, e tinha muita curiosidade de conhecer. Iria ser ótimo, com certeza. Senti meus braços reclamarem do peso que sustentavam e decidi responder o mais rápido possível.
- Claro. Vai ser muito legal ir com você – sorri para ele, balançando minhas pernas para frente e para trás no ar.
- Sério? – ele pareceu feliz demais, o que me fez rir – Hã, quer dizer, Legal. Muito legal.
Nem preciso dizer que achei aquilo extremamente fofo, não é mesmo?
Fred continuou me olhando, parado, apenas piscando os olhos.
- Hm, Fred? – chamei.
- Oi? – ele perguntou aéreo.
- Me tira daqui? – pedi sorrindo. Ele deu um tapa na própria testa e bufou de uma forma engraçada.
- Claro, me desculpe – ele inclinou-se sobre o parapeito para chegar mais perto de mim.
Enlaçou seus braços em volta da minha cintura e me puxou. Agarrei-me no seu pescoço enquanto era içada para cima. Quando meus pés já alcançavam o parapeito da janela, ele me pegou no colo e me trouxe para dentro.
- Você tem cheiro de maçã verde – falei sem pensar quando Fred me colocou no chão. Ele franziu o cenho e sorriu levemente.
- E...? – ele deixou a pergunta no ar, para que eu a completasse.
- Eu gosto de maçã verde – meu pensamento saiu em forma de fala, como se fosse automático e eu não tivesse mais controle sobre minhas palavras. Ele riu.
- Seu cabelo tem cheiro de melancia – ele olhou para baixo e depois para mim – Eu gosto também.
Ri bobamente junto com ele.
- O que você estava dizendo mesmo? – perguntei um tempinho depois — Da carta não chegar tão cedo... – indaguei.
- Ah, é. Bem, a senhorita escolheu justamente a coruja mais destrambelhada possível – ele revirou os olhos e negou com a cabeça, como se minha escolha por aquela coruja fosse algo impossível de dar certo.
- É? E posso perguntar como você sabe disso, por acaso? – arqueei a sobrancelha, colocando as mãos na cintura.
- Aquela é a coruja da minha família. O Errol. Ele é meio tonto. Está ficando caduco, coitado.
- Oh, minha nossa – abri a boca, pasma.
- O que foi? – o ruivo perguntou curioso.
- Fred – tentei parecer o mais séria possível — Eu o chamei de amiguinha.
Ele começou a rir e só parou quando estava sem ar e da cor dos seus cabelos.
POV Draco Malfoy
- Você sabe que está sendo ridículo, não sabe? – Pansy me perguntou enquanto brincava de não comer as frutas no seu prato, as trocando de lugar o tempo todo com o garfo.
Não respondi.
Estava tudo completamente bagunçado. E quando digo completamente, eu não exagero. Blaise estava na mesa da Corvinal junto com Luna, Astória havia trazido o Potter para nossa mesa e dava comida na sua boca, Pansy havia deixado à mesa da Grifinória, onde estava junto com Ron, Gina e Neville, para vir ralhar comigo, enquanto tudo parecia explodir na minha frente.
- Draco! – ela largou o garfo em cima do prato com força, o que fez um barulho irritantemente alto.
- O quê? – indaguei – Eu to escutando.
- Eu não to falando para você apenas escutar, garoto! Se não fizer alguma coisa, você vai perdê-la.
- Quem? – perguntei confuso.
- Ah, pelo amor de Merlin, Draco! Acorda! Por acaso você viu a Hermione hoje? – Pan arqueou uma sobrancelha e ficou me encarando.
- Não. Você a viu? – perguntei esperançoso.
- Não. Que eu me lembre, fuinha, ela é sua namorada. Vai procurar ela, oras.
Quando eu ia ficar de pé, Hermione entrou no salão.
- Achei – disse baixinho, levantando do banco e beijando o alto da cabeça de Pansy.
Hermione sentou junto com Gina, Neville e Ron na mesa da Grifinória. Parecia realmente concentrada no seu cereal.
Gina foi a primeira a notar que eu me aproximava. Ela cutucou a perna de Neville por baixo da mesa e sussurrou algo no ouvido dele. Agora, os dois me olhavam.
- Neville, vamos? Precisamos falar com a Mcgonagall sobre sua nota em Transfiguração – Gina sorriu para mim e esperou Neville levantar.
- Claro. Nos vemos na aula – ele acenou para Ron e saiu de mãos dadas com Gina do Salão Principal.
- Ron! – Pansy apareceu correndo na minha frente – Vem comigo. Eu preciso da sua ajuda em uma coisa.
- Em que? – ele perguntou com a boca cheia de torta de amora.
- Não dá pra falar aqui. Só vem! – Pansy olhou para mim, que a cada passo ficava mais próximo de Hermione, e foi puxando Ron para o corredor.
Agora ela estava sozinha. Apenas ela, uma tigela de cereal e um copo de leite morno.
Parei atrás dela, respirando fundo e estudando cada movimento seu. O jeito que ela levava a colher até a boca, a postura que mantinha ao sentar. Tudo.
Repousei minha mão sobre seu ombro. Ela não se moveu.
- Agora não sou mais invisível? – ela perguntou sem me olhar, bebericando seu copo de leite.
- Você nunca foi – apertei seu ombro com carinho.
Ela largou o copo de leite e colocou as mãos sobre a mesa, fechando os olhos em seguida. Suspirou.
Coloquei uma de minhas mãos por cima da sua, me inclinando até que meu rosto ficasse perto do seu ouvido.
- Para – ela foi logo me cortando, mas os Malfoy tem a fama de insistirem no que realmente querem.
- Por quê? – sussurrei no seu ouvido.
- Eu só estou cansada disso, Draco – ela largou a postura e deixou os ombros caírem ao lado do corpo — Cansada de sofrer por sua causa – ela finalmente se virou para mim e pude ver seu rosto. Pude olhar nos seus olhos, me enxergar nas suas pupilas dilatadas.
Ela se levantou, jogou o guardanapo sobre a mesa e me deu as costas. A segui.
- Mione, para de fugir de mim! – gritei não tão alto enquanto ela dobrava um corredor na minha frente.
- Eu? – ela parou de repente, e eu quase fui para cima dela quando dobrei o corredor – Eu estou fugindo de você? – ela me empurrou e eu dei um passo para trás – Ultimamente, Draco, foi você que ficou fugindo de mim!
- Mione...
- E você espera que eu entenda tudo sozinha, é? Que você nem se importou em me procurar porque tinha um jogo idiota de quadribol? Ou quem sabe estava ocupado demais por sua vassoura ter quebrado que nem notou que acabou quebrando também a mim!
- Eu... – segurei seu pulso quando ela foi tentar me dar um soco na barriga.
- Me deixa – ela gritou, puxando o braço para se soltar de mim.
- Não! – a abracei por trás quando ela tentou continuar seu caminho, a impedindo de ir embora.
Sua voz estava embargada, como se estivesse trancando o choro.
- Eu te amo, Hermione – falei a sentindo em meus braços.
Ela virou de frente para mim e me olhou nos olhos. Uma lágrima escorreu pela sua bochecha.
- Tchau, Draco – disse com a voz fraca, soluçando logo depois.
Ela se soltou dos meus braços e saiu correndo, chorando.
Eu havia a perdido de verdade, mas parecia ruim demais para ser realidade.
Notas finais
Estou pronta para receber Avadas e Crucios.
Mas é o seguinte, meus amores, eu preciso fazer algumas coisas para poder continuar com a fic, concordam? ;)
E agora chegou a hora de que eu falo o que eu estou sentindo, pois esse é um país livre e todos tem direito à liberdade de expressão. IIIIIH, SÓ POSSO TER SURTADO AGORA.
Mas enfim, hahahaha, agora o papo é sério.
Um dos grandes motivos para a minha demora para postar mais capítulos aqui, em Together, é porque eu acho que uma pessoa (eu) tem rezão em ficar decepcionada quando se tem 109 leitores e nem 10 desses deixam um review. Capítulo anterior teve 8 reviews. OITO. Vocês tão me entendendo?
E aí eu fico pensando: Será que eu to fazendo algo de errado? Eu to escrevendo mal e ninguém ta gostando?
Espero que me entendam, amores.
Eu tenho umas ideias para os próximos capítulos, já estão praticamente prontos aqui, mas não custa nada vocês me darem de presente de dia dos namorados um review bonito, não é?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAWN GENTE, VAMOS ESPALHAR O AMOR!
Credo, eu preciso ir dormir. PRECISO.
Espero seus presentes, ok? *O*
Beijos do Fred maçã verde :9
Nossssss...
Giu ♥
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