Todos contra a Vida - Diário de 2014
47 Uma pequena poeira do passado.
Notas iniciais
TODOS CONTRA A VIDA 47: Uma pequena poeira do passado.
T.C.V fez um ano de diário, caramba! Passou rápido! Sem duvida alguma é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, toda semana releio no mínimo dois capítulos e vejo que a cada minuto estamos evoluindo o nosso intelecto, atitudes e amadurecendo. O primeiro capitulo foi sobre protocolos sociais, eu estava na igreja, escrevendo no meu celular enquanto um dos jovens fazia uma pregação ridícula sem treinamento, eu ainda ficava com a Liah, fazia academia e acreditava que o nosso relacionamento poderia dar certo.
No dia que completou um ano. No exato minuto que escrevi o primeiro capitulo, eu me encontrava sentado na minha cadeira em frente ao computador do trabalho, brincando com uma caneta fazendo malabarismo entre os dedos, um pouco acima do peso, mais sério, planos fundamentados e acreditando cada vez menos no amor, e com a humanidade preste a ser desligada no maior estilo “The Vampire Diaries”.
Fiquei quase um mês sem escrever, algumas coisas mudaram e outras não, eu e Mari tínhamos parado de ficar, mas depois de uma semana voltamos a rotina de pegação como antes, esquecendo o passado, ou apenas o ignorando e curtindo o momento, outra coisa que fiz muito nesse tempo foi escrever o capitulo especial numero cinquenta de TODOS CONTRA A VIDA, já deu cerca de sessenta paginas, e está tão foda que vai se tornar uma historia separada.
O nome será: A Guerra das Amizades.
A partir do capitulo quarenta e nove, duas historias surgirão de TCV, a segunda temporada do diário de GDA.
Vocês vão gostar. Ou não.
Na pararam para perceber que todo argumento no mundo pode ser quebrado por apenas essas duas palavras? O “ou não”, sempre fode tudo.
Exemplo: Eu vou ser o cara mais rico do Brasil. Ou não.
Exemplo dois: Justin Bieber é hetero. Ou não.
Essa merda modifica tudo!
Ontem dia 29/11 eu e Mari fomos ao cinema assistir “Interestelar e Jogos Vorazes”, e realmente foi um dia bem maneiro, acho que chegamos em um nível de pegação mais estabilizado, consegue me entender? Não parecemos mais dois adolescentes se comendo na frente de um monte de pessoa. Na verdade foi o dia que nos beijamos menos, isso deixa bem claro que gostamos da companhia um do outro, como de costume fomos à FNAC, e cara, pela primeira vez não me lembrei do dia que pedi a Liah em namoro, essas coisas realmente ficaram no passado e se não fosse TCV para me lembrar, nunca mais tocaria nesse assunto.
Uma coisa engraçado foi perguntar para a Mari o meu nível de babaquice de zero a cem, ela respondeu setenta, um numero bastante alto, não que eu não seja, provavelmente estou em um nível mais elevado, mas o que eu quero falar aqui para vocês foi a mensagem que ela mandou depois para meu celular:
“Bom... Primeiro, obrigada por hoje, foi muito bom. Os filmes foram ótimos, mas com você ficou ainda melhor. Quando me perguntou o quanto eu te achava babaca eu respondi “sententa”, mas pensando bem, eu te daria cinquenta e cinco, porque é a média, você é um tanto “normal” de babaquice. Agora se me perguntasse o quanto eu gosto de você, eu daria setenta e cinco, pelo simples fato de você ser incrível, você é inteligente, bem humorado “as vezes até demais”, além de ser um ótimo amigo”.
Quando ela falou isso eu meio que escrevi levando na brincadeira tipo “wooon mais é fofa”, porque esse é o modo de eu tratar as coisas, sempre levo na brincadeira, meio que meu modo de proteção para fugir dos meus problemas ou até disfarçar ao receber um elogio ou algo bonito, velho... Acho que já apanhei tanto nessa merda de vida, raramente fui retribuído da mesma forma que entrego que simplesmente não sei como agir... É foda... Geralmente sempre tenho um plano B, ou consigo responder de alguma forma, mas em relação a isso, sempre me pega, e eu sei que a Mari está lendo isso, e eu só quero dizer obrigado a ela, porque essa boboca me mostrou que eu ainda posso voltar a ser o que eu era, o que perdi com o tempo, lembrei-me imediatamente do filme Lucy, quando ela estava fodona, quase uma Deusa, o parceiro que andava com ela perguntou:
–Lucy... Por que você precisa de minha ajuda, você... Você consegue tranquilamente resolver os problemas sozinha.
Ela respondeu:
–Eu preciso de você para me lembrar da onde eu vim.
Então é isso, obrigado por sua atenção.
E até mais!
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