Todos contra a Vida - Diário de 2014
19 Caçando no natal.
Notas iniciais
TODOS CONTRA A VIDA 19: Caçando no natal.
Ouso falar que hoje é um dos dias mais importantes do ano, se não for o maior.
É o único dia que centenas de pessoas que nunca pisaram em uma igreja durante o ano se arrumam e entram no templo sagrado, as casas ficam todas brilhando e enfeitadas, e todos os filmes da saga "Esqueceram de mim" passa na Globo.
"Por incrível que pareça esse filme é bom nessa época do ano".
E o espírito natalino toma conta das pessoas, nesse momento estou sentado ouvindo o pastor líder da cede da minha querida igreja cantando.
Mas acredite... Hoje foi um dia grande, rodeado de decepções, diversão, tédio, luta contra cobra e tudo mais.
Lembra-se do dia que fiquei de vela por causa do Snoopy? Então, quando o plano deu errado no primeiro dia eu fiquei puto e joguei todo o planejamento fora, todos os “blind dates” que marcamos eu caguei, não fui em nenhum.
A mesma Mari do capítulo dez chegou em mim em um chat do facebook :
–Eai Thunder, namorando ou ficando com alguma menina?
Respondi:
–Estou paradão, depois da Minnie não beijei nenhuma garota.
–Como assim? -Ela realmente ficou indignada. -Você não é assim, sai dessa cadeira e vai pegar alguém. RAM!
Parei para pensar, ela realmente estava certa, marquei um encontro com Leite, a mesma que ficou de recuperação e não foi no cinema me deixando de vela.
Estava tudo certo, encontraria ela a noite, véspera de natal e me divertiria com ela.
"Sacomené?"
No mesmo dia horas antes meu pai avisou que iríamos passar o natal na chácara da família em outro estado.
Porra! Fiquei malzão velho, fiz o possível e o impossível para meu pai deixar eu ficar mas não deu certo, ele me conhece muito bem.
"Pelo menos ficamos quites, ela já me deu bolo, e agora foi minha vez".
Fomos para a chácara, eu bravo ever no caminho mas tudo bem, encontrei meus primos lah, zoamos e jogamos muito xbox e dei várias risadas do meu cunhado sofrendo bullyng por toda família que o conheceu oficialmente.
Dormimos lá e com toda família almocei, até que ouvimos gritos:
–Cobra! Cobra!
Só foi o momento de eu olhar para o lado e ver o resto da cobra saindo da área de serviço de uma das casas e entrando no mato perto de onde os carros de toda a família estavam estacionados.
A cobra devia ter seus um metro e meio de tamanho, todos os agregados, avós, tios e primos ficaram imóveis como eu, a maioria segurava ainda seus garfos cheios de comida com a boca aberta.
“Cena típica de filmes americanos”.
Outros gritavam quando viram a cobra, agora você caro leitor imagine a cena: Meus primos que moram na chácara são roceiros estilo "Família Buscapé” se levantando de seus lugares já pegando facão e outros enxadas correndo em direção do mato para acabar com a cobra, os primos bombeiros da cidade como nós não deixaram barato e entraram mato a dentro, para honrar o meu legado peguei uma pá de pedreiro e fui a caça com eles, foi engraçado ver as mulheres tudo preocupadas.
Acabou que não achamos à maldita, soltamos galinhas em todo o lote e voltamos a comer.
"Para quem não sabe galinha mata cobra quando não são ENORMES".
Eu e minha família zoamos mais algumas horas e depois voltamos para casa, e agora estamos no especial de natal da igreja.
Bom... Esse foi o meu natal desse ano, e o seu?
De qualquer forma... FELIZ NATAL!
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