Todos contra a Vida - Diário de 2014

14 Para todo homem, sempre existe um “Thunder”.


Notas iniciais
Éééérrr mais um capitulo para vocês.

TODOS CONTRA A VIDA 14: Para todo homem, sempre existe um “Thunder”.

Eu tinha apenas dose anos, nessa época congregava em uma Ceita conhecida como I.C.M junto com minha família, e nesse exato momento do passado do presente estou encarando a garota dos meus sonhos, é a hora de beija-la acabar com esse estigma de ser B.V e pegar uma guria gata mesmo sendo um gordo inútil, indo contra todas as leis imposta pela sociedade onde um gordo sempre têm que se fuder.

Como eu fui parar ali? Preso no fundo da igreja por grades de frente para a garota dos meus sonhos?

TUDO SERÁ CONTADO AGORA — ALGUNS MINUTOS ATRÁS...

O culto da minha igreja acabou, como uma criança imbecil fui para fora da igreja brincar na grama com os amigos, antes de ir para lá encarei Julie, a garota dos meus sonhos, branquinha, cabelo liso, cinturinha, rosto delicado moldado por Deus, caindo na real me juntei com meu melhor amigo na época, com o passar do tempo que o culto acabara meus amiguinhos foram indo embora, ficando apenas no gramado eu e Julie.

O irmão dela que na época tinha dezoito anos chegou até nós, Julie perguntou:

–Cadê o papai e a mamãe?

–Todo mundo está em uma reunião com o pastor.

Sabendo disso já fiquei indignado, reunião na I.C.M era várias horas, eu teria que ficar igual um idiota ali.

O irmão mais velho dela propôs irmos para o fundão da igreja, não entendi porque, mas como um grande idiota fui, eu, novinha que eu pirava e ele fomos para o fundo da igreja. Lá no fundo tinha grades que eram fechadas todo final de culto, mas se você ficasse entre as grades era como se fosse uma prisão, e ele indicou para eu e Julie entrássemos entre as grades, como noobs em relação ao mundo entramos.

E ELE TRANCOU A GRADE DEIXANDO NÓS DOIS PRESOS.

Foi em segundos cara, ele trancou a gente e saiu correndo como uma espécie de trollagem nos deixando presos, ai me desesperei, gritando feito doido:

–Volta aqui! Solta a gente seu idiota! Que brincadeira mais sem graça.

Fiquei estilo Conde de Monte Cristo, gritando como um retardado pedindo ajuda, gritando para alguém nos tirar dali, mas foi algo totalmente ridículo, não tinha ninguém no fundo da igreja, olhei-me para Julie, ela calada assistia meu SHOW OFF, não tentava chamar socorro, e ai percebi o ato inútil que eu estava fazendo, o irmão dela já devia está longe, a reunião ia demorar HORAS e não tinha mais ninguém na igreja, o que tínhamos que fazer era esperar... Uma hora os adultos iriam fechar as grades e perceber que estávamos presos ali, e assim nos libertariam.

Sentei no chão ao lado de Julie e ficamos conversando, e as horas foram passando ate Julie falar:

–Sabe Felipe... Eu sempre gostei de você.

"Nessa época eu nem imaginava que meu apelido futuro seria Thunder".

Arrepiei-me com suas palavras e falei:

–Eu também gosto muito de você...

Sabe quando você sente a química? Vê até a cor do ambiente mudando?

Todo homem sabe a hora de fazer o CHECK, e essa era a MINHA HORA.

Eu tinha que mostrar que sou MACHO, perder o B.V, diferente de vocês mulheres nós homens não nascemos sabendo beijar.

E eu a beijei!

E acabamos namorando mais de um ano.

Durante muito tempo fiquei puto com o irmão dela por fazer essa trollagem deixando a gente preso horas e horas no fundo da igreja, agora eu o entendo.

"O cara sabia que ela gostava de mim e sentia que eu continha o mesmo sentimento".

Deixar-nos presos foi um plano para nos unir, esse cara foi foda.

O Thunder que eu fui para o Indiano, ele foi pra mim, é assim que os homens fazem, quando não se matam por uma mulher, se unem para ajudar uns aos outros.

FIM!

Notas finais
Obrigado por comentar, curto demais feedback :)