Todos amam spideypool

3 Tiro 04 - Happy birthday to you!


Notas iniciais
A quantidade de leitores dessa fic me assusta o-o

Era aniversário de Peter e isso por si só já era motivo o suficiente para deixa-lo em completo alerta desde o dia anterior. Por muito tempo ele mantivera a data guardada a sete chaves, principalmente para manter Wade longe dessa informação. Não a usava em nenhuma de suas redes sociais, pedira encarecidamente para Gwen não comentar nada sobre, escondera seus documentos com um afinco de outro mundo.

E tudo isso para sua tia May gritar da cozinha, na noite anterior, perguntando se algum de seus amigos pretendia fazer um bolo para ele ou se ela podia fazer. É claro que Deadpool – que constantemente invadia o espaço pessoal de Peter e estava fazendo hora em seu quarto – ouviu e não precisou de muito para presumir qual a importância do bolo. Ou talvez o fato da tia May ter perguntado qual a idade que ele completaria logo depois tenha indicado algo.

É, provavelmente foi isso.

Peter até tentou desconversar, mas Wade não era burro. Portanto, assumindo uma expressão mais severa, ele o proibiu de aprontar seja lá o que estivesse em sua mente. Não que Peter achasse que isso fosse dar certo, mas pelo menos era melhor do que nada.

Na manhã seguinte Peter acordou apreensivo, para não dizer preocupadíssimo. E sua apreensão se mostrou bastante correta quando, enquanto tomava uma xícara de café, ligou a televisão para ouvir as notícias do dia. Um repórter gesticulava e movia a boca sem soltar som algum, pois a tv estava no mudo. Contudo Peter não percebeu isso. Seus olhos somente percebiam o enorme outdoor de uma propaganda de perfume ao fundo, pichada rudemente com os dizeres: Parabéns, Spiderman! Ps: Te amo!

Abaixo da mensagem ainda tinha uma carinha desenhada simbolizando claramente a assinatura de Deadpool.

Os dedos que seguravam a xícara vacilaram, fazendo com que ela deslizasse e se chocasse com o chão em um alto estardalhaço. Café e pedaços de porcelana se espalharam pelo chão antes lustroso.

O barulho chamou a atenção da tia May, que surgiu na porta da cozinha e começou a encher-lhe de perguntas enquanto procurava possíveis ferimentos. Rapidamente Peter desligou a tv e inventou qualquer desculpa, procurando limpar a sujeira que tinha feito o melhor que conseguia. Nada do que ele disse pareceu convece-la, mas assim que pôde correu pra faculdade a fim de escapar do questionamento.

Contudo, lá ele também não conseguiu relaxar, pois sabia que Deadpool não iria se limitar apenas a uma pixação num outdoor. Certa hora da manhã Harry lhe mandou uma mensagem o parabenizando com o acréscimo da frase: Olha que curioso! Você faz aniversário no mesmo dia que o Homem-aranha! Viu o jornal hoje?

Peter ficou feliz por ser apenas uma mensagem e não Harry lhe dizendo isso pessoalmente. Seria muito estranho se o amigo percebesse o quão nervoso o Parker ficara com esse comentário e ele agradeceu a tecnologia por existir.

A próxima surpresinha de Deadpool chegou perto do horário do almoço. Estavam na última aula do dia quando um homem usando roupas cinzentas e uma prancheta na mão apareceu na porta da sala. Chamou por Peter e pediu-o que assinassem a nota de recebimento, que acabou por assinar embora estivesse confuso. Depois, empurrando uma mesa com rodinha com certo esforço, o homem trouxe um bolo de tamanho suficiente para caber um adulto dentro. Peter passou uns vinte segundos encarando o bolo, torcendo para que realmente não houvesse alguém ali dentro.

Para sua felicidade nada demais aconteceu – ele meio que temia que Wade saltasse pra fora do bolo trajando alguma fantasia infame–, mas é claro que o presente extravagante causou um alvoroço de comentários dos outros alunos da turma. Pelo menos não havia nenhum desenho de aranha ou algo que o ligasse ao Spiderman. Somente tinha um grande "Petey" escrito com glacê azul e um desenho no lado que ele depois identificou como sendo uma câmera fotográfica. Uma bem feia por sinal.

Achando melhor não experimentar do bolo – a desconfiança daquilo estar simples demais para ser um presente de Wade o deixou mais alerta – levou o carrinho para o refeitório da universidade e deixou lá pra quem quisesse se aventurar a comer. Mais tarde ele ouviria falar de um surto de alunos absurdamente excitados querendo fazer sexo dentro das salas de aulas, corredores e afins.

Durante a tarde Peter distraiu-se tirando algumas fotos e levando para o Clarim Diário, onde Jameson decidiu ficar com todas as imagens (por mais insignificantes que fossem) por ser seu aniversário. Ah, e ele ainda elogiou o bom trabalho do Parker! Obviamente o rapaz ficou estático e precisou Jameson jogar um carimbo na sua cara para que ele acordasse. O que ele não sabia era que o Jameson havia recebido uma gorda comissão de um beneficente anônimo para trata-lo bem ao menos naquele dia.

Peter saiu todo contente do prédio do Clarim. Havia ganhado o dia com aquele mero elogio! Mas mal havia dado alguns passos quando ouviu algumas pessoas comentando sobre a pixação do outdoor. Como pudera esquecer que estava sendo alvo de um louco dos presentes? Estava pensando em fugir pra casa antes que algo estranho acontecesse, quando foi sequestrado por Gwen, que o levou para uma pizzaria onde seus amigos mais próximos já o esperavam.

Ficaram por ali até tarde da noite em meio a muitas risadas, refrigerante e fatias de pizza. As garotas haviam se juntado e comprado um figure action de um personagem de Warcraft para da-lo de presente e ele não poderia ter ficado mais feliz. Ok, talvez quando Harry entregou uma câmera novinha em suas mãos ele tenha ficado bem felizinho, do tipo que quase reluz de tanta alegria. Mas isso era só um detalhe.

Lá pelas dez eles começaram a se despedir, afinal no dia seguinte teriam aula normal. Peter ainda precisou rejeitar educadamente umas duas vezes o carro que Harry insistia em dizer que fazia parte do combo com a câmera. Às vezes ele achava que seu amigo tinha uns – ou vários – parafusos a menos, principalmente quanto tentava dar carros pra ele. Por fim aceitou uma carona, sendo deixado em segurança na porta de casa.

Esse foi o resumo do seu dia. É, até que não havia sido tão mal. Deadpool nem tinha aprontado tanto quanto esperava, teve suas fotos elogiadas, riu muito com os amigos... Nem a bandidagem parecia estar tão ativa como de costume, pois, mesmo verificando as notícias pelo celular vez ou outra, nada de muito preocupante aconteceu.

Ele nem se lembrava de quando tinha tido um dia tão bom.

Com um ânimo renovado entrou na casa, encontrando a tia May sentada na poltrona cortando um último fio azul.

— Bem a tempo! – a senhora sorriu-lhe amável, levantando-se com um amontoado de tecido em mãos. – Espero que tenha se divertido hoje.

— Boa noite, tia May. – devolveu o sorriso e se aproximou para dar um beijo na testa de sua tia. – Foi um dia bem legal sim... Estou até um pouco surpreso.

— Que bom. Gosto de ver você aproveitando a sua juventude, querido. Agora, tome. É meu presente.

Peter ergueu uma sobrancelha examinando o que lhe foi entregue. Tratava-se de um cachecol feito a mão em tom azul royal e na ponta tinha um grande P vermelho, provavelmente representando seu sobrenome. Achou curioso a combinação de cores, pois eram bem semelhantes a sua roupa de aranha. Não que ele foss comentar sobre.

— Eu gostei e você sabe que estou sendo sincero, mas... Um cachecol, tia? Nem 'tá frio...

May deu um sorrisinho esperto, nos olhos um brilho sábio.

— Mas vai ficar, acredite. – e dito isso ela saiu para atender o telefone que começara a tocar.

Peter não contestou sua tia. Quem era ele para duvidar do dom que mães e avós tinham para prever o tempo? Colocou o cachecol no ombro e já estava subindo a escada quando May chamou-o em tom aflito.

— Querido, vou precisar sair. Uma amiga está hospitalizada, provavelmente voltarei pela manhã. – explicou rapidamente, ainda segurando o telefone em mãos.

Só deu tempo de Peter assentir e ela já havia voltado a colocar o telefone no ouvido, falando tão baixo que o sobrinho nada conseguia captar da conversa. A urgência mal disfarçada em seu rosto e as costas rígidas da senhora ao telefone, dava ligeiramente aqueles ares de conspiração. Ou talvez só fosse um pouco da sensação de estar sendo deixado de fora de algo importante... Peter deu de ombros, terminando de subir os degraus, e foi abrir a porta do seu quarto.

Estava avaliando o comportamento de Wade bem moderado – se comparado a outras ações tomadas por ele anteriormente – quando, assim que abriu a porta, visualizou-o deitado em sua cama.

Completamente nu!

Quer dizer, ele estava usando um avental branco com desenhos de moranguinhos e a sua comum máscara inseparável, mas de resto não havia mais nada. Os olhos de Peter só faltaram saltar pelo susto.

— Há quanto tempo, baby boy! Saudades de mim? – mandou um beijinho no ar, daquele jeito bem desinibido dele.

— PONTE QUE PARTIU! – exclamou mais alto do que pretendia e se recriminou por isso. Um grito estridente como aquele era possível até os vizinhos terem ouvido. Além de ser um lastimável xingamento...

Logo seus ouvidos captaram o som de passos no corredor, por isso se apressou em entrar e fechar a porta para privar os olhos de sua tia de tal visão. E também porque não teria como dar uma explicação plausível para o homem pelado em sua cama sem que acabasse falando de sua “relação” com um famoso mercenário.

— Peter, está tudo bem aí? – a voz da sua tia soou abafada pela porta depois de duas batidinhas na madeira.

O Parker engoliu em seco.

— Está sim, tia. Só... tropecei no pé da cama! Acertei o dedinho, mas já já passa.

— Preste mais atenção, menino. – falou em tom de repreensão, embora que branda. – Estou saindo agora, se sentir fome tem comida na geladeira.

Peter resmungou uma resposta e somente quando não conseguiu mais ouvir sons do corredor é que ele se virou para o homem que permanecia deitado de lado na sua cama, como se não tivesse feito nada demais.

— O que raios você estava pensando quando invadiu meu quarto e ficou só de... – demorou-se alguns segundos avaliando a vestimenta peculiar que Wade usava, sentindo o calor se espalhar pelo rosto. – Avental...?

Wade sorriu por debaixo da máscara, gostando muito de ver que o outro ficara vermelho até as orelhas.

— Tendo ideias pervertidas, Petey? Pois não precisa se controlar, pode usar e abusar desse lindo corpinho aqui. – falou enquanto se sentava, deixando mais evidente a barraca formada pelo avental e seu pênis pra lá de endurecido.

Foi pra isso que viemos mesmo... mas ainda acho que isso é uma furada. Não sei como ele ainda não nos jogou pela janela.”

É hoje que tomamos na retaguarda!

E você está feliz com isso?

Eu prefiro a ideia de enfiar, mas posso ser flex se for com ele. De qualquer jeito eu não tenho bunda, somos só vozes numa cabeça.

Peter estreitou o olhar, ignorando a queimação no rosto e o início de animação que sentia no baixo-ventre.

— O que você quer dizer com isso?

— Que eu sou seu presente, Petey! Eu sei, eu sei. Sou um poço de virilidade, mas vou deixar você fazer o que quiser comigo hoje pelo seu aniversário. Qualquer coisa, só pedir.

— Qualquer coisa mesmo? – seus olhos brilharam em expectativa, várias ideias brotando na mente.

É impressão minha ou ele parece animado demais com a ideia?

Alguém vai dá a bundaaa~

O garoto mordeu o lábio e decidido se aproximou do maior, passando os braços pelos ombros largos.

— Então eu quero que você durma comigo hoje.

Wade o mirou confuso. Ele estava falando no sentido literal da palavra? O que isso tinha de tão incrível?

— Ué, e já não fazemos isso?

Peter bufou, revirando os olhos.

— Sim, mas quero acordar sem que você tenha desaparecido da cama como se estivesse fugindo de mim. – as bochechas esquentaram mais um pouco, mas ele não recuou em suas palavras.

O outro franziu o cenho.

— Bem, não sabia que se importava, mas não vejo problema nenhum nisso. Só não venha reclamar caso eu tire uma casquinha sua de manhã cedo... – Peter nem precisava ver para saber que ele possuía um sorriso malicioso nos lábios. – É só isso que vai pedir? Use um pouco dessa sua criatividade, baby boy! Estou te dando a raríssima chance de me pedir o que quiser e você pede pra que a gente durma?

Peter deslizou distraidamente os dedos pelos ombros expostos, parecendo pensar sobre o que pedir em seguida.

— Então eu também quero um encontro.

— Um encontro? Tipo aqueles de casalzinho frufru e tals?

— Isso mesmo. Algum problema? – ergueu uma sobrancelha, desafiando-o a contraria-lo.

Viramos adolescentes outra vez? É isso mesmo?

É pedir demais pra que ele tenha alguma ideia mais safada?! Cadê o sexo selvagem?!

— Nenhum. – falou, enchendo as mãos com a bunda redonda sobre o jeans. – Vai ser só isso?

— Então posso pedir outra coisa? – perguntou depois de dar um baixo gemido. As mãos que continuavam a apertar sua bunda estavam contribuindo e muito para que ficasse excitado.

Que demora! Tirem as roupas!”

Sexo! Sexo! Sexo! Sexo! Opa, ele gemeu!

Deadpool deu de ombros, anuindo em silêncio. As suas mãos agora estavam ocupadas em desafivelar o cinto e visto que o mais novo não reclamou, avançou os dedos pelo cós da calça. Peter demorou-se em fazer o pedido propositalmente, ficando com um falso ar pensativo. Afinal, o que ele iria pedir já estava em sua mente a um longo tempo.

— Então... – começou, dando outra pausa para chamar a atenção do mascarado. E quando Deadpool ergueu a cabeça para lhe olhar, teve o cuidado de manter o rosto neutro. Não queria que ele achasse que estava caçoando dele. Tudo menos isso. – Eu quero que você tire a máscara.

O silêncio imperou, enquanto os dois permaneciam numa dura troca de olhares.

Puta que pariu! Eu sabia que algo estava estranho. Olha só que ele inventou de pedir!

Cara, tava tudo tão bom! Porque ele quer estragar?

Wade suspirou. Uma sensação fria percorrendo seu estomago.

— Sério que você quer isso? – o garoto assentiu com o rosto expressando toda a seriedade que possuía.

— Wade, porque você acha que vou rejeitá-lo? Já estamos namorando há vários meses, não sei porque continua temendo minha reação. Não acha que está me julgando erroneamente?

Podia não parecer, pelo simples fato dele estar usando uma máscara, mas Deadpool estava bem surpreso. Isso para não dizer abismado. Ou estritamente chocado. Escolha a que preferir.

— Estamos namorando? – indagou incrédulo.

O rosto de Peter coloriu-se outra vez de um vermelho intenso.

— B-bem, você nunca me pediu oficialmente em namoro, mas acreditei que estivéssemos em um... Estou errado? – um leve tom de temor em sua voz. Procuraria uma vala para se enterrar caso estivesse realmente errado.

É estranho sentir vontade de mordê-lo?

— O que? Claro que não! Estamos namorando! – levantou-se num pulo, puxando o menor para um abraço apertado. Se fosse um desenho animado provavelmente ele explodiria em fogos de artificio de tanta felicidade.

Peter piscou confuso.

— Vai me mostrar, então?

Outro minuto de silêncio se seguiu até que Wade o soltou e levou os dedos para a base da máscara, puxando-a de vez em um único movimento. Peter ficou alguns segundos sem reação, nem acreditando que conseguira fazer Deadpool retirar a máscara depois de tanto tempo.

Uma barreira entre eles havia sido destruída.

Um sorriso genuíno surgiu no rosto do herói e ele levou as mãos para o rosto coberto de cicatrizes que o outro possuía. Nenhum traço de nojo ou repulsa poderia ser encontrado. Ele realmente estava feliz.

Isso é outro delírio da gente?

Se for, gostaria de um pouco mais de safadeza nesse delírio...

— Obrigado, Wade. – deu-lhe um selinho e escondeu o rosto no pescoço dele. – Não sei se já disse isso antes, mas eu meio que te amo.

Wade arregalou os olhos incrivelmente azuis.

— Isso é sério? – indagou, afastando-o um pouco de si para olha-lo direito.

— É claro que é. – respondeu ligeiramente irritado. Estava duvidando de sua palavra?

O mercenário sorriu largamente, enquanto o arrastava para a cama e ficava por cima.

— Caralho, eu te amo muito, Peter! – falou depois de um tempo apenas admirando a feição envergonhada do mais baixo. – Acabaram os pedidos por hoje?

— Acabaram sim. – Peter sorria tanto quanto ele.

— Então podemos ter sexo agora?

Peter riu, enlaçando o pescoço livre. Não poderia estar mais feliz, podia?

— Sim, podemos. – aproximou as bocas, mas não concluiu o contato esperado, parando a centímetros de distancia. – Aliás, você ficou muito sexy com esse avental.

— Eu sei. – sorriu convencido e iniciou finalmente o beijo ardoroso.

Cara, eu nunca vou entender o que ele vê na gente.

E isso importa? Ele não nos chutou e agora finalmente vai vir a parte boa: Sexo!

É, não poderia haver melhor aniversário do que aquele.

Notas finais
Pessoal, há quanto tempo! AUHasHuhas Num sei se alguem viu, mas ganhei uma linda recomendação nessa fic! *--------------* Fiquei bem surpresa até pq só tinha duas ones postadas e fazia um bom tempo já... Dei pulinhos de felicidades, obrigada Chimichangas. Aos novos leitores, sejam bem-vindos ;** Mais alguém está animado com o filme de Deadpool que estreia amanhã? Eu sim! USAHuhasUhAUS
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.