Notas iniciais
Pessoinhas do meu coração! Estamos em reta final, mandem um alô aqui para nós. Kisses!!

Pov. Lídia

– Me solta Rafaela! – eu gritava enquanto ela me levava para longe do Tony.

Ela somente sorria, mas continuava me puxando para o outro lado do convés, me fazendo ficar longe, porém de frente para ele.

Ela me acorrentou novamente e foi em direção ao Tony, que rangia os dentes, o levantou pela gola da blusa, e colocou uma adaga perto do seu rosto.

– Pena que vou ter que estragar esse rostinho tão lindo. – Rafaela dizia enquanto fazia um leve corte em sua bochecha – está gostando da visão Lí?

– Isso é entre mim e você! – gritei enquanto lágrimas ameaçavam cair de meus olhos – deixe-o em paz!

– Não é que você está ficando corajosa maninha? – ela disse e riu.

– Nunca mais me chame assim. – eu disse.

– Certo, não te chamo mais assim querida – Rafaela disse com um tom irônico – mais tarde vai ter mais, não se preocupe, e aproveite bem a visão.

Ela saiu, por sorte ela não prendeu bem as correntes, usei meus dons como filha de Hermes e consegui me livrar delas, corri em direção ao Tony e me ajoelhei ao seu lado, o ferimento da perna havia voltado a sangrar e seu rosto estava sangrando.

– Tony, eu... Me desculpa... – eu disse não conseguindo segurar as lágrimas.

Ele me encarou, e me beijou, um beijo que me trazia paz, apesar de tudo aquilo que estava acontecendo. Nos separamos pela falta de ar e quando eu ia em levantar algo bateu em minha cabeça, só me lembro de ouvir Tony gritando meu nome, e depois tudo ficou escuro.

Pov. Annabeth

Eu precisava achar a Lí, antes que fosse tarde demais.

Estávamos andando até que avistei um navio ancorado, um navio que eu conhecia muito bem.

– Percy! – eu o chamei que pareceu se assustar – ali, o Princesa Andrômeda!

Ele me encarou.

– Acha que Luke seria tão óbvio? – ele perguntou incerto.

– Isso eu não sei, mas só saberemos se formos olhar. Vamos! – eu disse o puxando.

Entramos no navio que parecia deserto, até que ouvi um barulho de algo batendo, me desesperei e fui rapidamente até o local e espiei, vi Rafaela com um bastão e Lí inconsciente no chão, e seu namorado, Tony, desesperado. Lágrimas escorreram, lágrimas de raiva.

– Annabeth... – Percy me chamou – o que aconteceu?

– Aconteceu... Que a Rafaela, era muito pior do que eu pensava.

Pov. Percy

Eu a fitei.

– Annie, me explica isso direito.

– A Rafaela acorrentou Lí, o namorado dela e acabou de batem na cabeça da Lí com um bastão, a deixando inconsciente.

Eu olhei espantado, não acreditando no que tinha acabado de ouvir.

– Precisamos salvá-la – eu disse, Annabeth assentiu.

Aproveitamos quando a Rafaela saiu e tiramos a Lí de lá.

– Já voltamos para te tirar daqui – eu sussurrei para o namorado dela, que assentiu.

A levamos para um lugar fora do campo de visão da Rafaela, passou alguns minutos e Lí acordou.

– O que... – ela disse com a voz fraca – Percy, Annabeth?

– Não acha que não iríamos notar que você sumiu certo?

Ela deu um sorriso fraco.

Ela ia dizer algo,mas ouvimos um grito de raiva vindo da Rafaela.

– Como ela saiu daqui? Maldita filha de Hermes! Se eu não posso matá-la, vou destruir tudo o que ela mais ama!

Pov. Lídia

– Como ela saiu daqui? Maldita filha de Hermes! Se eu não posso matá-la, vou destruir tudo o que ela mais ama!

Assim que ouvi essa frase, imediatamente pensei: Tony.

Me levantei, vi que ela estava indo com a adaga em direção ao Tony, o mesmo, já temendo o que ia acontecer fechou os olhos, uma raiva inexplicável tomou conta de mim. Eu estava de costas para ela, eu não tinha escolha, peguei a adaga de Annabeth, eu corri em sua direção e, liberando toda a minha raiva, cravei a adaga nas costas de Rafaela, a mesma deu um grito e caiu no chão, Tony abriu os olhos e me olhou espantado, eu caí de joelhos no chão. As lágrimas corriam sem parar.

Eu havia matado Rafaela.