Notas iniciais
Oi pessoas! Aqui estou eu de novo! Espero que gostem.

Acordei na enfermaria, eu não sabia mais o que pensar, como ele podia ter feito isso comigo, e por quê?

Uma Lí desesperada entrou na enfermaria.

– Pelos deuses Annabeth! Você está bem?

– Não tão bem como eu deveria. – eu disse

– Olha Annie – Acho que você precisa saber o que realmente aconteceu.

– Como assim “o que realmente aconteceu”? Eles se beijaram, fim da história.

– Não foi bem assim – ela disse – Olha, eu posso te contar se você quiser saber, mas não aqui, nem agora. Se quiser, me encontre no Punho de Zeus, á uma hora ok?

Ela nem me esperou responder e saiu.

Eu olhei no relógio, eram 10 da manhã, como eu já estava me sentindo melhor, saí da enfermaria e fui ao meu chalé, até que eu vi alguém vindo em minha direção, era o Percy.

– Annie! – ele disse.

– Não Percy, não quero ouvir nada, eu já vi o suficiente por hoje.

Eu dei de costas e saí.

Pov. Lídia

Assim que terminei de falar com a Annabeth eu fui falar com a Rafa.

– Rafa! – eu chamei, ela se aproximou.

– Que foi?

– Como assim o que foi? Onde você estava com a cabeça?

– Simples – ela respondeu com um sorriso nos lábios – ela teve o que mereceu.

– O que ela mereceu? Olha, eu não sei com que Rafaela eu estou falando agora, mas com a que eu conheço não, com certeza.

– Ah, pode parar Lí! Vai dizer que você não concorda comigo?

– Não – eu disse – E quer saber porque? A Annie é uma amiga, e eu só acho que não se faz esse tipo de coisa com uma amiga.

– Olha – a Rafa disse – ela não é minha “amiga”, nunca foi nem vai ser.

– Ah é? E quem nos trouxe pra esse acampamento? E nos tem ajudado até agora?

– Eu nunca pedi pra ser trazida pra cá, e, além disso, ela nunca me ajudou, pelo contrário.

– Olha, eu não sei mais de nada – eu disse – só quero que você pare com essas criancices, ou a coisa vai ficar feia pro seu lado Rafa.

Eu nem esperei ela responder e saí.

Depois de um tempo, já estava na hora de eu ir falar com a Annie, quando eu cheguei no local marcado, ela estava me esperando.

– Oi – ela disse

– Oi Annie

– Vai me contar ou não?

– Vou – eu disse – Bom, pela manhã eu fui treinar arco e flecha, eu fiquei em um local perto da Rafa, por isso eu pude ver tudo o que aconteceu, foi assim, a Rafa pediu ajuda pro Percy para mirar o arco, e como ele era o instrutor, porque os filhos de Apolo estavam todos ocupados, ele foi obrigado a ajudar, quando ele foi ajudá-la, ela simplesmente se virou e agarrou ele, literalmente, e foi aí que você chegou.

– Hm – ela disse – Obrigada por me contar o que aconteceu de verdade Lí.

– Por nada, e, Annie – eu disse – não faça nenhuma loucura ok?

– Vou tentar – ela disse com um sorriso sínico – Mas não te garanto nada.

Ai meus Deuses, tomara que ela não mate a Rafa.

Pov. Annabeth

Decidi não fazer nada, pelo menos por enquanto. No momento eu precisava falar com o Percy, eu perguntei ao Grover onde ele estava, e ele disse que não tinha visto o Percy desde aquela cena pela manhã, mas que provavelmente ele estaria na praia eu fui conferir lá estava ele, sentado, eu me aproximei.

– Percy – eu o chamei

– Oi Annie.- ele disse ainda encarando o mar

– Percy – eu o chamei novamente, ele se virou, mas sem se levantar.- Olha, bem, eu queria te pedir desculpas, a Lí me disse o que aconteceu, eu devia ter te deixado explicar o que aconteceu.

– Pelos deuses Annie! – Ele disse se levantando o que me fez rir – Claro que eu te desculpo, mas você me deixou preocupado.

– Eu sei cabeça de algas, mas... – eu comecei, mas ele me calou com um beijo, como eu amava aquele cabeça de alga.

– Eu te amo Annie – ele sussurrou no meu ouvido.

– Eu te amo Percy.

Pov. Lídia

Aproveitei que tinha a tarde livre para treinar minha luta com espadas, odeio me gabar, mas eu estava ficando boa nisso, eu já tinha derrotado todos com quem eu tinha duelado.

– Ora, vamos! – eu disse – Quem é o próximo?

– Eu – uma voz disse, eu me virei, era o Tony.

– Boa sorte então – eu disse com um sorriso sínico no rosto – vai precisar.

Ele deu um sorrisinho e empunhou a espada.

Começamos a lutar, e eu devo admitir, ele era o melhor com quem eu tinha lutado naquele dia, estávamos de igual para igual, eu lhe fiz um corte no braço e ele me fez um corte na perna, estava ficando cansada, mas não iria perder, não mesmo, num momento de distração dele, eu coloquei o joelho na barriga dele e a espada na garganta, ele ficou me olhando espantado.

– Mais sorte da próxima vez – eu disse sorrindo.

Eu me virei e comecei a andar, quando eu senti uma coisa gelada no meu pescoço, uma espada, para ser mais exata.

– Tem certeza? – ele disse num tom irônico.

Num rápido movimento eu me virei e começamos a lutar novamente, e, meus deuses, ele não desiste nunca, até que ele me atingiu outra vez na outra perna, e eu caí. Eu estava com raiva, mas cansada ao mesmo tempo. Ele me ajudou a levantar.

– Boa luta – eu disse

– Digo o mesmo, nunca lutei com uma garota que soubesse usar a espada tão bem.

Eu tenho certeza que fiquei corada, mas não deixei que ele visse.

– Obrigada. – eu disse.

– Quer ajuda com isso aí? – ele disse apontando pra minha perna, que estava machucada.

– Não, obrigada, eu mesmo faço um curativo.

– Ok então – ele disse – até a fogueira?

– Até.

Fui até meu chalé tomar um banho e fazer um curativo na minha perna, quando terminei, já eram 7 horas, hora da fogueira, quando cheguei lá, tomei meu assento perto das minhas meias-irmãs, Quíron disse que iríamos ter caça a bandeira amanhã, o que fez com que todos vibrassem, ele estava explicando sobre outras coisas quando ele parou de repente, todos olharam para a Rafa, em cima da cabeça dela, estavam duas lanças cruzadas.

– Han – Quíron começou, com um tom de incerteza – Salve Rafaela, filha de Ares, deus da guerra.

Notas finais
Hey! De um Alô para as autoras aqui haha